Pottermore | Preview "De Privet Drive a Hogwarts" Introdução (Parte I)

Pottermore: Hogswarts de portões abertos. Quando soube pela primeira vez sobre a verdadeira intenção da J. K. Rowling, fiquei muito entusiasmado – havia muitas razões para isso mesmo que a revelação não confirmasse mais um livro no futuro.

Antes de mais, é verdade, estive ausente. Não escrevo no Portallos há semanas por razões pessoais, incluindo a morte de uma avó, que para mim foi uma segunda mãe, e outros problemas que se agruparam no meu regresso ao Brasil. Estou com grandes saudades do blog e pretendo retomar o meu ritmo de postagens, começando por analisar a versão Beta de Pottermore. Portanto, vamos ao que interesssa!

Já leu algo a respeito de Pottermore? Seja qual for a sua resposta, terá muito o que refletir sobre a nova estratégia da autora J. K. Rowling – isso asseguro por motivos que indicarei a seguir. Harry Potter foi inegavelmente um clássico, uma cicatriz marcada em muitas pessoas. Entretanto, ainda tenho alguma dificuldade em aceitar o futuro aparente. Tudo que é bom, termina.

E para quem não sabe o que é o Pottermore, ele é um site baseado em Harry Potter que mistura as histórias dos livros com o conceito de rede social, incluindo mini-jogos. Lá, você será um aluno de Hogwarts, será um bruxo, fará feitiços, preparará poções, revisitará as histórias, terá uma casa dos fundadores, abrirá uma conta em Gringotts, comprará no Baco Diagonal, fará amigos e poderá comprar os livros em formato eBook pela primeira vez. Satisfeito?

A maioria já deve ter assistido a declaração da autora há meses atrás, explicando (com pouco detalhe e muito mistério) o próximo passo do universo incrível que ela criou ao longos dos anos. Mas ninguém deve ter ficado satisfeito com a informação, certo? Ao menos, recordo bem que eu não fiquei.

Agora que se aproxima a abertura oficial de Pottermore, resolvi fazer um preview, uma análise crítica que, se estiver com sorte, ajudará os que estão esperando Outubro ansiosamente a conhecer o site mais cedo. Estou publicando isso mais tarde do que planejado mas ainda vai a tempo.

Caso alguém queira fazer alguma pergunta sobre o site que não esteja respondida no texto, deixa nos comentários. Dependendo do número, até faço um único artigo com as perguntas e as respostas.

Depois de ter escrito e orgnizado as ideias, inferi que melhor seria dividir o artigo em três partes, pelo menos. Senão, ficaria muito longo, muito extenso e, consequentemente, cansativo. Então, você está lendo a introdução apenas.

Parte I – Introdução [26/09/2011] Parte II – Principais Funcionalidades (Menu & Conteúdo) [Até 01/10/2011] Parte III– História do Primeiro Livro (Harry Potter e a Pedra Filosofal) [Outubro – Brevemente]

Então, felizmente consegui encontrar a The Magical Quill (Pena Mágica) no segundo dia e garanti o meu nome na lista dos 1 milhão de usuários a entrar mais cedo na versão Beta. Foi horrível esperar a minha carta eletrônica durante quase 1 mês, embora tudo tenha dado certo – e não estou reclamando afinal já consegui entrar mais cedo.

Estou há um mês, se não me engano, explorando o site. Levei o tempo que parecia necessário, deixei amadurecer a experiência, digerir bem as funcionalidades. E finalmente resolvi partilhar as primeiras impressões e informar exatamente no que consiste a abordagem proposta em Pottermore.

Paralelamente, as notícias sobre o site vão sendo postadas (em inglês) no Pottermore Insider, um blog bem organizado e com muito informação para os curiosos. Não espere que o Português seja uma opção de idioma no momento. Conte apenas com o Inglês, o Alemão, o Francês, o Espanhol e o Italiano. E esqueça música ou efeitos sonoros no Pottermore. Essa experiência é silenciosa. Admito mais que Pottermore está “quase” na direção certa.

O que esperar do site? Essa foi a primeira pergunta, acredito que naturalmente aplicável a todos informados. Por trás de tanto sucesso, óbvio que não largariam o osso. Terminaram os livros e os filmes, logo surgiu a necessidade de um substituto, algo precisava manter vivo o universo mágico para além desse mundo de Muggles no qual vivemos. Pottermore foi a resposta, só não tenho a certeza se a atual interatividade faz justiça às normais expectativas – aviso, larguem as vassouras e mantenham os pés no chão.

Por mais defeitos que possa relatar, ainda estamos na versão beta, precisamos ter alguma dose de tolerância. E nem tudo se revelou descartável ou desagradável. Muita melhoria também acontecerá nos próximos meses, tenho esperança nisso. Claro, temos bugs e muitas limitações, mas como estamos na fase dos testes, melhor começar pela base esquelética e edificar o resto com o tempo. Concorda?

Por isso, sugiro criticarmos o máximo que pudermos, de forma bastante construtiva. Tarefa aceita? E quem não tem conta ainda, espera os poucos dias que faltam para Outubro, mês de Samhain no qual abrirá o registro de mais alunos em Hogwarts. O começo de outro ano, o primeiro.

É o sonho, o último desejo de qualquer leitor que acompanhou a série do menino que sobreviveu, receber uma correspondência convocatória de Hogwarts, embarcar no Expresso de Hogwarts, ser escolhido por uma varinha no Ollivander’s e ser selecionado pelo Chapéu Seletor em uma das quatro casas fundadoras da famosa escola de Feitiçaria e Bruxaria. O objetivo do Pottermore é esse mesmo, tornar a história o mais real possível, aumentar a interatividade, revisitar a história virtual e coletivamente. Já recebi a minha carta, assim como todos devem receber quando se registrarem.

O primeiro passo, então, é o registro. A arte decorativa e ilustrativa do site é excelente, transmite um clima de boas-vindas perfeito. O processo para criação de uma conta em si é semelhante a muitos outros (de email), basta escolher uma senha, preencher dados pessoais básicos, como data de nascimento e email, e descobrir o seu nome mágico. Sim, não tem como optar por um nickname – o site distribui as cartas.

Isso me incomodou um pouco no início, confesso. Queria que aparecesse o meu nome ou o meu nickname “araphawake” na correspondência e no livro de listagem dos alunos de Hogwarts. Ao invés disso, fui nomeado NightDust23 (podem me adicionar, se quiserem) e esse é o único username que pedem daí adiante, seja para o que for. As opções de nome dadas são completamente aleatórias pelo que percebi.

Ultrapassada essa etapa, chega o momento da verdade. No Gateway, você visualiza os livros espalhados sobre as grades de um portão – que suspeito (praticamente tenho a certeza) que abrirá quando todos os livros forem desbloqueados. Aquilo que encontraremos por trás das grades do portão num futuro distante já é outra questão. Fico imaginando o que será toda vez que o Gateway me encara (embora já tenha lido algo sobre uma loja virtual de eBooks).

Se selecionar um livro, terá uma perspectiva de todos os capítulos desbloqueáveis. A primeira impressão que tive do site foi extremamente positiva, reconheço. Porém, alguns detalhes me deixaram meio decepcionado. Os primeiros moments de Harry Potter and the Philosopher’s Stone, por exemplo, foram muito simples, com pouca interação e quase nenhum segredo a ser descoberto entre raros itens a serem colecionados.

Conforme avançamos na história, o conteúdo melhora significativamente. Em geral, você acaba se acostumando com a realidade e as suas limitações. Por mais que tentemos estar em Hogwarts, Pottermore tenta ir até onde um site é capaz – nada palpável como a realidade.

Cada livro está representado por uma coleção de moments (semelhantes a slides) que retratam relevantes acontecimentos da história, tudo organizado em capítulos segundo a ordem cronológica da história. Nos moments, a maior parte feita com elevado grau artístico e surpreendente capricho/cuidado, estão escondidos 11 Frog Chocolate Cards, livros, objetos mágicos, Galleons e tantos outros colecionáveis na categoria de variados. Todos os seus pertences ficam guardados na sua mala.

O ápice do entretenimento, todavia, se concentra mais nos capítulos iniciais pós-introdutórios. É maravilhoso comprar o seu animal, a sua varinha, o seu caldeirão e os seus livros na Diagon Alley, bem como abrir uma conta em Gringotts com Hagrid, preparar poções, fazer feitiços e ser selecionado pelo Chapéu Seletor. Tudo isso é real, está lá para mover um sorriso no nosso rosto.

E o melhor de Pottermore se limita ao que disse acima, por enquanto. Sempre que faço login, formulo a mesma questão: “O que fazer agora?” e duvido que seja o único a ter essa indagação. Uma vez explorado todo o primeiro livro, tudo colecionado e guardado no seu Trunk (mala), textos, notas e informações originais secretas escritos pela autora lidos, todos os objetos da Diagon Alley comprados, todas poções feitas e feitiços praticados, não resta muito mais.

Pottermore tem muito potencial mas parece desperdiçar várias oportunidades. A sensação que emana é de que é um projeto indeciso, estagnado no meio de diferentes conceitos. Quer dizer, ele é uma rede social, um encontro de leitores fiéis, um site de role-playing extremamente competitivo, um site de mini-jogos, um aglomerado de informações nunca antes reveladas pela autora, um livro interativo e um complemento para os sete livros.

O problema é que não completa nenhuma dessas categorias ou suas funções. Pottermore não permite conversas e chats entre usuários, tem apenas um mini-jogo jogável (o outro está indisponível por enquanto), não explora a origem de todos os personagens (sendo mais incrível a história da Minerva), apresenta um grau de ingenuidade e demonstra fraca sustentabilidade. Não estou afirmando que J. K. Rowling fracassou nessa nova abordagem! Destaco unicamente que tudo que critiquei é consertável e deve receber maior atenção.

Antes de terminar essa introdução (que já está maior do que devia), quero mencionar os pontos das casas e a “Barra de Status” como costumo chamar. Logo que você é selecionado numa casa, você recebe acesso a uma Sala Comunal (Commom Room) – entrarei em detalhes no futuro. E na “Barra de Status” abaixo estão dispostas informações básicas que te acompanham.

Começa pelo seu nome no canto esquerdo, depois os pontos que você, e só você mesmo, conquistou. Do lado direito estão os pontos da sua casa, nesse caso Ravenclaw. E no meio, o brasão! Adoro a colocação do brasão bem centralizado. Se selecionar o brasão, você não é direcionado para a sua Commom Room. Abre, ao invés, o seu perfil. E deixemos o resto para outra oportunidade.

A segunda parte do preview de Pottermore será publicada em breve. O assunto rondará o Beco Diagonal, Gringotts, feitiços, poções, perfil do usuário e Hogwarts. O conteúdo que realmente importa.

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