Pottermore | Preview "De Privet Drive a Hogwarts" Menu e Conteúdo (Parte II)

Pottermore: Hogwarts de portões abertos. A primeira parte deste preview já foi publicada. Se não leu ainda, leia primeiro. Desta vez, fiz um tour pelo site, explicando tudo que encontrei e que já experimentei.

Alguns provavelmente já têm uma conta, então já conhecem. Entretanto, vale a pena ler porque, já que o Beta Feedback não permite, aproveitei para criticar e externar tudo que senti falta, sem deixar de lado o que acho que até ficou bom no geral. Se quiserem criticar alguma coisa, critiquem também nos comentários.

Caso alguém queira fazer alguma pergunta sobre o site que não esteja respondida no texto, deixa nos comentários. Dependendo do número, até faço um único artigo com as perguntas e as respostas.

Para quem não sabe o que é o Pottermore, ele é um site baseado em Harry Potter que mistura as histórias dos livros com o conceito de rede social, incluindo mini-jogos e interação virtual. Lá, você será um aluno de Hogwarts, será um bruxo, fará feitiços, preparará poções, revisitará as histórias, terá uma casa dos fundadores, abrirá uma conta em Gringotts, comprará no Beco Diagonal, fará amigos e poderá comprar os livros em formato eBook pela primeira vez. Satisfeito?

Navegação do site: Grande acerto. Não tem como reclamar de nada. O design do menu superior é muito bem feito e prático. Passar de uma área para outra é fácil, as indicações são visíveis e o detalhe é bem elaborado. Difícil não gostar da coruja que fica pousada, te observando e cuidando das suas notificações. Digno da franquia!

Enfim, vamos por partes, explorar cada opção e ver o que Pottermore permite e oferece no estágio inicial a poucos dias da abertura pública.

Mistério Trancado: A primeira categoria do menu é um dos lados “mais” intrigantes do site. Pensei algumas vezes no que poderia ser, o impedimento de qualquer conclusão é o fato de ter muitas respostas para um só elemento. Será Hogsmead? Quidditch/Quadribol? Talvez o Sala das Necessidades? (Parece que esse ícone se destina à loja online de eBooks, seria decepcionante?)

Assim que você começa a usar o site, praticamente todas as categorias do menu estão bloqueadas. Elas vão ficando disponíveis ao longo da exploração, mas essa única categoria insiste em ficar trancada. Queria entender, por outro lado, como eles farão desse menu o suficiente nos próximos meses. De livro para livro, a interatividade deveria se expandir. Deveria surgir mais funções, mais “aplicações” (mini-jogos), mais espaços de compartilhamento. Por que não uma área dedicada a vídeos, como um “youtube” integrado? Contudo, essa conversa fica para outro momento.

Diagon Alley: Receber a lista com o material para o primeiro ano e poder ir à Diagon Alley comprar um animal, um caldeirão, remembrals, uma varinha no Ollivander’s, nada no site foi tão excitante quanto isso. Apesar de fazer parte da história, podemos sempre dar uma passada nas lojas do Beco para obter ingredientes (necessários para as poções) e objetos mágicos. É incrível nas primeiras vezes mas depois vai se tornando, em parte, rotina.

Outro detalhe é não termos a liberdade de ir em qualquer loja. Boa parte delas está fechada, faça dia, faça noite – não que o site diferencie o horário (até que seria uma boa ideia, de dia atividades comuns disponíveis, de noite atividades noturnas). Toda a direção artística do site é louvável, excelente. Então, não vou comentar isso sempre que for falar de algo diferente de Pottermore.

No canto esquerdo superior, há um contador de Galleons, para termos noção do quanto temos no nosso cofre de Gringotts. A partir daí, cada um vai as suas compras. Quando for escrever sobre Gringotts, explico o funcionamento do sistema econômico do site.

Na primeira vez que visitamos o Beco Diagonal, uma lista terá que ser encontrada (“A Lista“). Deverá seguir as instruções da lista antes de sair gastando Galleons como quiser – primeiro vem o principal depois o fútil. E entre as lojas beirando a rua do Beco, está o Potage’s Cauldron Shop (caldeirões), o Apothecary (ingredientes – ervas e substâncias), o Wiseacre’s Wizarding Equipment, o Flourish and Blotts (livros) e o Eeylops Owl Emporium & Magical Menagerie (animais). No fundo da rua, se exibe a entrada de Gringotts (que não tem nenhuma utilidade, serve apenas para conferir os seus Galleons e como função estética). Segue uma lista das lojas ainda fechadas:

South Side/Zona Sul

> Twilfit and Tattings

> Gambol and Japes

> Obscurus Books

> The Junk Shop

> Second-Hand Robes

> Whizz Hard Books

> The Daily Prophet

North Side/Zona Norte:

> Quality Quidditch Supplies

> Florean Fortescue’s Ice Cream Parlour

> Madam Malkin’s

Considero um pouco entediante pagar pelos objetos vendidos porque, para além de ser sempre a mesma coisa, não existe nenhuma dificuldade em ter o poder econômico necessário para comprar o que bem desejar – por enquanto. E a recompensa dos Galleons gastos é fraca já que muitos dos pertences guardados não executam nenhuma função ou papel no site.

Virando à direita na esquina, entramos na zona sul (South Side) do Beco para sermos encarados pelo Ollivander’s, a única loja aberta das oito que tumultuam o caminho estreito. O teste do Ollivander para identificar a sua varinha é muito simples, não exige respostas para questões complicadas. Faz tempo desde que comprei a minha, mas pelo que lembro uma das perguntas estava relacionada com a cor dos meus olhos. Não esquece de ser sincero porque você só pode comprar uma varinha – uma vez escolhido, se cale para sempre.


Gringotts: O cofre subterâneo, guardado por Goblins durante décadas. Onde nenhum ladrão entra sem ser desmascarado e punido. Lord Voldemort não tinha um vault (cofre), nada mágico herdado de sua família, nem um Knut. Sentia apenas a inveja e uma espécie de rejeição por algo que devia ser dele também, por direitos mágicos.

Feiticeiros e feiticeiras depositam as suas fortunas, o ouro “sujo”, nas cavernas internas do edifício bancário. Gringotts pode ser visitado pelo menu ou através do Beco Diagonal/Diagon Alley. A funcionalidade do banco, todavia, é nula. Depois que você e Hagrid conseguem a chave para o seu cofre, você recebe uma quatia de 500 Galleons, se não me engano. E encontra alguns outros galleons na história do primeiro livro.

“The gold ones are Galleons… Seventeen silver Sickles to a Galleon and twenty-nine Knuts to a Sickle, it’s easy enough.” – Hagrid.

Não se preocupe com o ouro, como disse, ele não vai ser um problema. Queria que fosse. Seria muito mais interessante se houvessem desafios, puzzles, a serem decifrados para ganharmos uma certa quantia. Gostaria, igualmente, de ter uma carteira e assim ter a liberdade de tirar parte do meu dinheiro do banco quando precisar e depositar outras quantias se preferir investir na poupança. Ficaria com uma impressão mais real.

Enter, stranger, but take heed
Of what awaits the sin of greed,
For those who take, but do not earn,
Must pay most dearly in their turn.
So if you seek beneath our floors
A treasure that was never yours,
Thief, you have been warned, beware
Of finding more than treasure there.

Até pensei em alguma maneira criativa de bloquear nossos cofres. Deviam nos dar um número juntamente com a chave, o número da nossa conta. Sempre que quissessemos depositar ou tirar ouro do cofre, teríamos que indicar o número e escrever uma senha bancária – o roubo de Galleons continuaria difícil mas possível e tudo ficaria mais dinâmico. Mais possibilidades, mais realidade, mais interessante. Se cabe como consolo, a apresentação estética do banco é uma das melhores.

Uma pequena observação, ainda não encontrei valores não exatos no banco. Temos sempre tantos Galleons. E os Knuts e Sickels?

Great Hall: Draco Dormiens Nunquam Titillandus. Olhando na página nesse exato instante, Hogwarts tem 558,106 alunos. Isso significa que mais da metade dos registrados pela The Magical Quill ainda não passaram do Chapéu Seletor. Imagina o crescimento desse número quando sair do Beta, em Outubro!

Semana passada foi a Semana do House Pride. Gryffindors, Slitherins, Hufflepuffs e Ravenclaws participaram pelo Twitter com frases capazes de resumir todas as qualidades de cada casa. Podem conferir os resultados no Pottermore Insider. E por falar nisso, sou Ravenclaw.

No The Great Hall, temos basicamente quatro bandeiras, uma de cada casa, exibindo os pontos conquistados pelos alunos, um rank para cada casa e um espaço para comentários e atualizações do gênero “EyeFirebolt47 has explored chapter 5.” que não entretêm muito. Informações apenas. E ali se cria uma atmosfera de competição pela vitória.

Nas últimas semanas, Slitherin e Ravenclaw têm estado colados. A diferença dos pontos entre essas casas é sempre ridícula e como estão sempre mudando, é complicado dizer quem está vencendo. Sem contar que é monótono obter pontos – a menos que ame ficar fazendo poções o dia inteiro. Atualmente, Ravenclaw (minha casa) está vencendo com 60,002 pontos.

Na área superior, tem a História de Hogwarts e informações sobre Dumbledore (Headmaster) e os fundadores da escola. Os textos são bem agradáveis de ler, com um conteúdo aceitável, mesmo que às vezes não tragam nada de novo – mais detalhes não reveados nos livros poderiam ser explorados e partilhados.

Common Room: Provavelmente, essa é a categoria mais inútil de todo o site. O revoltante é que a Common Room deveria ser o nosso espaço, um local de convivência social com outros da nossa casa. Contudo, a interação entre usuários no site mínima. Nada de chats, replies ou partilha de imagem, video ou voz. Por que não criar um blog público nessa página onde qualquer membro da casa possa postar textos e mensagens (sob moderação, claro)?

Queria que tivessem feito um espaço estático como fizeram no Beco Diagonal. Podiam ter construído o espaço, permitindo encontrar outros objetos, ler artigos sobre a casa em questão, artigos reservados apenas aos membros internos que revelassem segredos entusiasmantes. Talvez até tivéssemos que responde ruma pergunta sempre que quissésemos aceder a página. Não seria melhor assim?

Ao invés disso, temos um cabeçalho marcado pelo nome da casa, o lema, o Fundador, o Fantasma e o brasão. E, claro, um espaço para comentários internos e atualizações das atividades recentes logo abaixo.


Spells/Feitiços: Se me questionassem sobre qual área do site mais me frustra, essa viria logo à mente. Eu adoro a forma como os feitiços são executados mas de três livros só alguns poucos podem ser executados, sempre os mesmos e sem nenhum alvo. Por isso, queria ter entrado mais cedo.

No início, lá nos primeiros dias, o Wizard’s Duel ainda funcionava e imagino como devia ser incrível. Contudo, desde que fui admitido, essa funcionalidade está indisponível (em manutenção). Entro no Pottermore, tento duelar e sou barrado pela minha frustração. Praticar os feitiços não resolve muito o problema, essa ansiedade de confrontar outros usuários se mantém.

Temos três livros de feitiços permitidos mas um deles precisa ser encontrado (está escondido na história do primeiro livro). Para Defesa contra as Artes das Trevas, serve o “The Dark Forces: A Guide to Self-Protection”. Para o restante dos Spells, devemos nos contentar com o “The Standart Book of Spells (Grade 1)” e o “Curses and Counter-Curses”. Saindo o segundo livro (“A Câmara Secreta“), outros livros serão publicados e vendidos no Flourish and Blotts – o leque de opções crescerá.

Lançar feitiços no site é bem descomplicado, quer dizer, dependendo dos controles que você escolhe. Sim, há duas formas de executar feitiços. Você pode usar o mouse ou o teclado. Prefiro particularmente o mouse, sinto maior precisão e domínio.

> Usando o mouse, você tem apenas que pressionar o botão esquerdo quando um rastro luminoso passa pelas letras e apertar novamente quando um círculo que cresce a volta da letra atingir o seu maior diâmetro. São umas poucas letras espalhadas pelas quais um traço branco passa, desenhando o símbolo do feitiço.

> Usando o teclado, a única diferença é que você tem que pressionar duas vezes a letra correspondente quando o rastro passar por ela. Uma vez para fixar e outra quando o círculo que cresce a sua volta atinge o máximo diâmetro.

Sempre podemos lançar um Full-Body Bind ou um Tongue-Tying Spell. Prática é prática. Após um tempo, ela se torna mais intuitiva e será menor a frequência com que você praticará um feitiço dos livros. Segundo relatos, a utiliação do Wizard’s Duel foi tão intensa nos primeiros dias que retiraram os duelos do site para aliviar e “fazer melhorias”. Aguardo o retorno.

Lembra quando disse que havia dois “mini-jogos” no Pottermore? Bem, o Wizard’s Duel é um deles, aquele que acredito ser o mais divertido. Mas como está fora do ar, não dou garantia alguma. E o outro é a preparação de poções.


Potions/Poções: As melhores aulas do site são dadas pelo Professor Snape embora haja poucas aulas fora as de poção – só lembro de uma na verdade. Até agora, fazer poções tem sido a minha especialidade, é o que mais faço no site. A sua casa recebe 9 pontos (a maior quantia que recebi até agora) por cada poção bem feita.

E a maioria da prática em Brewing Potions é realizada autonomamente – você compra os ingredientes na Apothecary (Diagon Alley), você compra o caldeirão e os frascos, você escolhe a poção, você lê o livro com instruções e você faz todos os procedimentos inclusive esperar a poção amadurecer e fazer efeito.

Existem três caldeirões, Size 2 que não faz nenhuma diferença na hora do preparo. A única vantagem de escolher o caldeirão certo é a velocidade. Eles declaram que essa velocidade é aquela em que a poção fica amadurecendo. Porém, não tem nada a ver. A distinção entre os caldeirões reside na velocidade de aquecimento, acredito. Óbvio, afinal são materiais diferentes, com características térmicas diferentes! Então, assim que der, compre um Copper Cauldron (o melhor). O Pewter Cauldron e o Brass Cauldron podem ficar de enfeites, somente possessões.

O processo está divido em três partes, duas ativas e uma passiva. Primeiro, você tritura ingredientes como ervas e Snake Fangs, adiciona ao caldeirão e esquenta por uma determinada quantidade de segundos, tendo o cuidado de manter sempre uma mesma temperatura indicada.

Depois, deixa a poção fazer brewing (amadurecer) por 100 minutos (tempo real) – também acho muito tempo mas assim a experiência beira mais a realidade. Costumava reclamar disso mas agora apoio. Pelo mesmo motivo, alguns dias não consigo fazer mais do que uma por dia – não dá para ficar no computador durante o tempo necessário. Outro detalhe, após os 100 minutos, você tem mais 100 minutos de tolerância. Se esquecer da poção por mais de 200 minutos totais, perdeu tudo. Reabastece os ingredientes e começa de novo.

Posso dar algumas dicas básicas para facilitar. Se assegura do tempo que terá para ficar no site antes de pôr alguma poção em brewing, deixa na página com o progresso do amadurecimento, enquanto estiver estável numa temperatura (o caldeirão), já vai fazendo os próximos passos como triturar a mistura do mortar. Se cometer algum erro, aperta em “Back” no canto esquerdo superior e depois tenta de novo. Assim, evita que o caldeirão exploda o que causaria uma perda de pontos para a sua casa.

No livro Magical Drafts and Potions by Arsenius Jigger, há instruções para 6 poções:

> Antidote to Commom Poisons (Effects: Counteracts poisons)

> Cure for Boils (Effects: cures boils)

> Forgetfulness Potion (Effects: Memory Loss)

> Herbicide (Effects: kills or damages plants)

> Sleeping Draught (Effects: temporary sleep)

> Wideye or Awakening Potion (Effects: Prevents sleep, revives from drugging and concussion)

Ao longo do tempo, a pratica vai se aprimorando. Brevemente, você encontrará uma poção com a qual mais se identifica, até saberá prepará-la de côr. Dê preferência a ela e haverá menos erros e mais pontos ganhos. Digo isso porque na terceira parte, após o brewing, você terá mais instruções, algo semelhante à primeira parte. E se falhar minimamente, perderá tudo. Os 100-200 minutos de espera são jogados fora e se ganha zero pontos.

De acordo com as alterações que fizeram no sistema, você já não ganha pontos de consolo como antes. Ainda bem que consertaram isso! Estava tendo muito trapaça, muitos gente (Slytherin?) errando várias vezes seguidas e acumulando pontos absurdos – 1 ponto por poção falhada. E falhar uma poção demorava 10 segundos, no mínimo.

Os graus de dificuldade também variam. Esse é outro fator. Algumas poções são difíceis ao ponto de te fazer desperdiçar muitos ingredientes e caldeirões até acertar. A poção que mais faço é a Wideye or Awakening Potion, nem leio as instruções mais. Aliás, tenho uma fazendo brewing agora.

Toda poção feita com sucesso é guardada. Você pode ter uma visão daquelas que foram preparadas por você mas não é possível usá-las. Injusto e estranho, você sente que elas te pertencem, só que não inteiramente. Na melhor das hipóteses, pode servir de presente para algum amigo (ou inimigo!).

Trunk/Mala: Outra inutilidade. É um exemplo de desperdício parcial de recursos. Gosto de encontrar objetos, Chocolate Frog Cards e livros nos cantos mais ocultos do site. Adoro poder visualizar todos no meu Trunk (mala). E odeio, literalmente, não poder fazer nada com eles.

Quando dizem que o material é enfeite para criticar o materialismo, Pottermore serve de argumento válido. Dos 27 objetos que colecionei, nenhum tem utilidade no Pottermore. Nem o Alarm Clock, o Remembral ou o Brass Telescope.

A finalidade dessa área consiste em observar a sua coleção de utilidades não úteis como troféus, provas de tudo aquilo que fez ou pelo que passou. E ponto final. O seu Trunk está dividido em três grupos: os objetos, os Chocolate Frog Cards (11) e os livros.

Os livros não podem ser lidos. Nem um resumo. Embora reconheça que ter esses livros disponíveis para leitura daria um trabalho enorme à autora, não preciso dizer como esse aspecto do site pode ser melhorado, qualquer um nota a falta de certa interação. Você pode se desfazer dessas “coisas”, enviando para o seu amigo que poderá ficar feliz em ter mais inutilidades. É uma categoria sem grande sentido mas significativa. Entretanto, é provável que alguém pare para verificar os seus objetos quando estiverem visitando o seu perfil.

Friends/Amigos: Estamos quase no fim, meus amigos. A função social apresenta aquela deficiência que tinha dito noutra ocasião. Não falha 100% mas irrita bastante pois não poder conversar particularmente com um usuário, não poder partilhar ficheiros, áudio ou vídeo, enfraquece a ideia.

As opções válidas aqui são quatro: “Challenge” (desafiar a um duelo), “Send Gift” (Enviar qualquer pertence seu como presente, nada que seja divertido mesmo, vale experimentar), “Remove Friend” (Quando um inimigo pára na sua lista sem querer), “Add nickname” (A mais interessante opção para identificar os seus amigos pelos seus nicknames habituais e não pelos nomes mágicos que recebemos).

O design da página, porém, cumpre com o seu papel. É um caderno com letras laterais. Muito bem feito. Facebook? Hoje em dia, o Facebook está metido em todos os lados, por isso, claro, há a opção “Find Facebook Friends”. Acumulei 40 amigos até perceber que posso procurar um específico na barra de procura no canto superior esquerdo.


Favourites/Favoritos: Em termos de exploração de novos conteúdo, essa categoria pode não ser tão especial. Mas para quem já tem mais experiência no Pottermore, talvez até seja a melhor opção do menu para visitar com frequência. Daqui a um tempo, o Favourites pode ser uma zona nostálgica, por que não?

A autora partilha muitos textos e pequenas anotações antigas sobre a série Harry Potter durante a exploração do site. Ela conta detalhadamente a história dos Dursley, por exemplo, torna a história da Minerva tão real que você passa a vê-la de forma completamente revolucionária e explica a Lei das varinhas (wandlore). Entre outras informações, incluindo uma lista chamada “The Original Forty”.

Podemos marcar esses textos como favoritos. Podemos marcar os personagens que quisermos como favoritos. Podemos marcar como favoritos as criaturas, os locais, os objetos, as poções, os feitiços e os capítulos dos livros revividos virtualmente, ainda tendo em conta que as páginas dos personagens têm desenhos e gifs feitos por usuários (fanart) – Excelentes!

Quando der saudade de algum texto ou esquecer de alguma informação ex-secreta, basta ir nos seus favoritos. Não revolucionário ou surpreendente mas útil, não é?

Profile/Perfil: O perfil do usuário é uma das páginas mais interessantes. Não que ela reúna muita interatividade mas indica praticamente as características, o progresso e as conquistas do feiticeiro virtual. É prático para conferir os ingredientes, as poções feitas, os pertences, os desenhos/drawings partilhados e por aí vai.

A imagem do meu perfil simplifica e explica melhor do que as palavras a função do profile. Essa página é como um perfil de Facebook, de Google+, de uma rede social “qualquer”, só que com determinada temática e opções particulares. Enquanto esse perfil tem informações únicas, falta uma maior flexibilidade na minha opinião.

Há três espécies de animais sendo vendidas no Beco Diagonal: corujas, gatos e sapos. Uma vez comprado um animal, não tem como voltar atrás. A varinha te escolhe pelas respostas que você dá às perguntas feitas por Ollivander – tenho uma de 12 1/4 inches, feita de Alder, núcleo de unicórnio. E esses traços pessoais têm grande destaque no seu perfil, basta observar a varinha que mais atrai a atenção e o avatar que assume a imagem do animal escolhido – infelizmente (felizmente?) não tem como usarmos uma foto nossa.

No topo da página, há uma linha de progressão da história do livro em que o usuário estiver. É intuitiva, bem fácil de usar, admiro o design. Aliás, admiro o design de toda essa página, mesmo considerando a falta de alguma personalização.

Nessa segunda imagem, temos a zona inferior do perfil que aborda praticamente toda a informação que já mencionei e comentei acima: poções, feitiços, livros, objetos (Trunk), amigos e favoritos. Sabe esse espaço entitulado “Drawings”? Então, acredito que seja uma das melhores vantagens de Pottermore porque permite os usuários a partilhar desenhos (FanArt) em homenagem aos personagens, aos locais, às criaturas ou a qualquer outro elemento da franquia. E já fiquei um bom tempo vendo desenhos – pode ter a certeza.

Só mais uma informação. O fundo azul representa a minha casa – Ravenclaw. Se você for Gryffindor, ele será vermelho; Slytherin, verde; Hufflepuff, amarelo. Enquanto não for selecionado, será um roxo rosado.

Passei por todos os aspectos do site. Não há nada que tenha deixado de fora, apenas não comentei sobre o primeiro livro interativo e virtual que deixaria para uma terceira parte. Porém, dependendo do interesse dos leitores, ponderarei mais tarde se valerá a pena.

Hoje foram enviados todos os emails, cerca de 1 milhão, para os Beta Testers. Em Outubro, brevemente, eles devem abrir o site para todos e tornar a experiência pública. Ignorei as anotações e informações exclusivas dadas por J. K. Rowling no site sobre a história para não abusar de spoilers.

A maioria daquilo que alguma vez foi épico, nunca termina por inteiro. Os produtores apenas deixam de produzir e muitas vezes insistem em nutrir indefinidamente das sombras do sucesso passado – a filosofia do maior lucro possível. Pottermore pode ser um pouco disso, mas tem oportunidade de ser outro sucesso se souber melhorar a atual interatividade.

Sinceramente, após 7 livros e oito filmes, sem contar a exploração paralela através de eventos e utilização da franquia no mercado, acredito que Harry Potter merecia mais do que o Pottermore do momento – eis que aguardo e trabalho pela sua melhoria. Isso é apenas o começo.

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