Jogando

RE 6 e o hype que ninguém queria alimentar!

Gregos e troianos, uni-vos. A Capcom não desistiu de agradar vocês dois.

Aiai, que exercício interessante é ver como a Capcom consegue sair pela tangente mesmo quando as coisas não andam tão bem assim para o lado dela. Se você me perguntasse o que eu estou achando do novo Resident Evil a uma semana atrás, eu olharia mais uma vez aqueles vídeos de tiroteio desenfreado de Operation Raccoon City, pensaria comigo mesmo: ”ah… não pode ficar pior” e responderia: ”é, vai ser mediano”. Mas infelizmente eu não posso dizer isso, mesmo eu querendo que os velhos tempos onde o Nemesis estourava vidraças e me fazia jogar o controle do outro lado da cama (tamanho era o susto) voltassem. Eu tenho que admitir que a proposta de narrativa desse sexto jogo acaba falando bem mais alto.

Nem tanto pela inclusão do filho do Wesker, que pra mim vai ser o mais chato de se jogar e de quebra ainda vai ofuscar o pouco do suspense e terror que sobrar para a história. Só fico curioso tentando imaginar o que a Capcom reservou para ele nesse enredo, afinal ele tem o mesmo sangue do vilão anterior correndo nas veias e a história dele cedo ou tarde vai se chocar com as outras duas. Agora colocar o Leon e o Chris numa queda de braço? São raras as vezes em que um fan service cai do céu sem que você peça antes. E essa vilã quase onipresente com cara de Ada Wong? Quer dizer… é mesmo ela?

Olha, essa pode ser mais uma propaganda daquelas bem enganosas, mas rapaz… uma coisa é inegável: a Capcom sabe mesmo com brincar com o sentimento dos fãs. Acho que até mesmo quem não saiba muito da franquia ou só tenha acompanhado de longe deve ter ficado no mínimo curioso com isso aí. E bem… que mais há de se faser? Ao menos não é a Slant Six quem está a frente do desenvolvimento desse jogo, então lá vamos nós de novo dar outra chance para a Capcom. Até porque nem há muito para onde correr, de um lado ficam os fãs que querem a volta do terror e suspense absoluto enquanto do outro estão os recém chegados que pegaram o bonde andando com muita ação e tiroteio e não vêem problema nenhum nisso.

E no que diz respeito a voltar ou não às origens, bah… esse assunto já deu. A verdade é que a Capcom não quer e não vai deixar de atender um lado para agradar o outro, isso é fato, não é de hoje que o pessoal enche a boca pra dizer que a série Dead Space fez tudo o que Resident Evil deveria estar fazendo nessa geração. E as cabeças pensantes da Capcom não são nada ocas, os caras tem total noção dessas críticas, sempre tiveram, mas preferiram continuar testando, arriscando antes de dar o próximo passo. Tanto é que Operation Raccoon City foi super criticado por chutar o pau da barraca enquanto Revelations recebeu bons elogios pelas velhas características de terror e suspense estarem lá novamente. Eu só espero que essa onda de lançamentos que mais parece uma grande experiência ao menos faça a empresa concluir que dosar ação e terror é melhor do que desvirtuar a coisa toda de vez. Porque já ficou claro que voltar no tempo e resgatar tudo o que ficou no baú não está nos planos da madastra malvada do Mega Man.

E por enquanto é isso, hora de aguardar a chegada do prato principal e ver no que isso vai dar. A situação é comparável ao velho ciclo do Sonic, eu e a torcida do Flamengo já estávamos prontos para soltar o verbo de novo, mas a cada vídeo que aparece esse jogo se mostra mais atraente, atraente demais para se tirar conclusões precipitadas. Quem esteve na Captivate e testou a demo jura de pé junto que a Capcom está se esforçando para equilibrar ação e survivor horror, mas isso a gente só vai saber mesmo jogando e tirando as próprias conclusões. E bomba ou não, estou deveras curioso quanto aos relatos sobre o modo cooperativo que o jogo vai ter, sem contar que a Capcom já anunciou que vai rolar legenda em PT-BR. Enfim, dar mais uma chance a Resident Evil não vai ser tão dificil assim pra mim. Aliás até outubro eu já espero ter fechado o Revelations do 3DS para ter uma opinião melhor sobre tudo isso.

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K o n S a m a

Do ser sem razão a essa explosão de emoção, do preguiçoso leitor ao (meia-boca) escritor, do tímido calado ao ator inquieto, do caminho já traçado à esquina do destino incerto. Tentei me definir, mas sem sucesso. Games, filmes, música, animes, são só o começo desse quebra-cabeça sem nexo.
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