Guns, Gore & Cannoli 2 | Guerra, zumbis e mais cannolis! (Impressões)

Guns, Gore & Cannoli 2 foi lançado para as plataformas PC, PS4, Switch, Xbox One em 2018, sendo desenvolvido pela Crazy Monkey Studios e representa os gêneros de plataforma 2D, ação, shoot ’em up e, é claro, arcade. A versão utilizada para este review foi a do Xbox One.

Antes de qualquer coisa, observe que este game trata-se de uma sequência, entretanto jogá-lo sem ter jogado o primeiro não faz tão mal quanto possa parecer. Até porque foi isso que aconteceu comigo, mas dar uma “entrosada” na história do jogo anterior não custa nada. Se bem que o jogo consegue muito bem em sua abertura explicar os eventos do primeiro game.

Então vamos rapidamente falar um pouco sobre o antecessor, que vem a ser apenas Guns, Gore & Cannoli. O título seu lançamento em 2015 para PC, PS4, Xbox One, e em 2017 para Switch (já que o mesmo ainda não existia em 2015). Nele conhecemos Vinnie e também somos apresentados a Thugtown, na década de 20, estando no auge da Lei Seca. No frigir dos ovos, após varias reviravoltas aqui e acolá (que envolvem vários membros da máfia), acabamos por enfrentar um cientista louco que criou um veneno, que foi utilizado em pessoas e animais, transformando a todos em nada mais, nada menos, que os clássicos zumbis.

“Everyone is a gangster until a gangster walks into the room”

O título acima é uma frase que Vinnie fala durante o jogo e não deixa de certa forma de ser engraçada, se interpretada ao pé da letra: “Todo mundo é um gangster até um gangster entrar na sala“.

Bom, agora vamos voltar a Guns, Gore & Cannoli 2. Se você é um pouco mais velho, provavelmente se lembra do Super Nintendo e do Mega Drive e também deve se lembrar de ter jogado qualquer jogo de tiro side-scrolling dos anos 90, seja nos jogos da série Metal Slug e/ou Contra. Guns, Gore & Cannoli 2, segue esta mecânica clássica à risca. Aqui temos o jogado, no controle de Vinnie, com uma variedade grande de armas, enfrentando uma infinidade de inimigos, todos juntos e misturados, numa loucura frenética e imparável. Aguarde por chuva de balas e caos frenético, onde todo mundo quer sua cabeça numa bandeja.

Quando e onde estamos

O jogo começa mais precisamente em 1940, 15 anos após os eventos do primeiro game. Aqui a Europa está dividida pela guerra, os EUA está se preparando para a grande batalha e a máfia está fazendo negócios como de costume. Tudo normal. Só que desta vez Vinnie vai ajudar os soldados aliados a invadir a Normandia e vai fazer uma descoberta chocante sobre o que aconteceu durante a fase final do Massacre de Thugtown no jogo anterior.

O mundo e os controles

Os cenários do game não são muito complexos, e a maior parte do tempo o seu objetivo principal vai ser seguir em frente, chegando ao final da fase, onde teremos provavelmente uma batalha de chefe. Um adversário grande e/ou super poderoso, ou as duas coisas ao mesmo tempo. Já os inimigos vão se renovando e ganhando novas características ao longo das fases, incluindo novos modos de ataque (eles utilizam inclusive de proteção para tentar flanquear o jogador). Conforme o progresso da aventura avança os inimigos variam entre mafiosos, soldados, nazistas, zumbis e animais zumbi. Então não se preocupe com a repetição de inimigos, pois volta e meia vai parecer algum inimigo novo para te surpreender, e ter que reavaliar todo o seu modo de jogar até então.

Os controles me confundiam no início, pois o analógico da esquerda move o personagem, enquanto a da direita mexe na mira, sendo que ainda temos um botão para a escolha de armas, um para os pulos, uma para dar cambalhota correndo (sair rolando) e outro para efetivamente disparar as armas. Causou um pouco de desconforto no início, mas com algum tempo de jogo acabei me acostumando.

O game conta com diversos níveis de dificuldade, sendo que a única mudança de um nível para o outro é a dificuldade dos inimigos e chefes. Se não está conseguindo pular em uma plataforma não vai adiantar mudar a dificuldade, pois a plataforma vai continuar da mesma forma. Lembrando que essa questão se aplica inclusive na parte onde devemos dar uma de Indiana Jones e correr de uma pedra gigante que vem destruindo o cenário por onde passa. Cheguei a mudar a dificuldade nesse segmento para ver se facilitava um pouco, mas não adiantou. Acabei conseguindo passar pelo local na dificuldade padrão na qual já estava jogando.

Uma frase que se tornou clássica para esta série é: “Deixa a arma, leva os cannoli… na verdade, pensando melhor, leva a arma e come os cannoli, vais precisar disso ”. Cannoli é a sua fonte de energia, ao encontrar os mesmos pelo cenário e come-los, sua energia é restaurada. O jogo salva seu progresso sempre ao final das fases, porém dentro delas há diversos checkpoints indicados por placas de sinalização, que passam de vermelho para verde.

Uma característica que acaba chamando a atenção nesse estilo de jogo é a variedade de armas. Contamos aqui com 13 armas, mas acredite se quiser, 4 delas são metralhadoras e consequentemente acabam sendo as mais eficientes. Porém as metralhadoras costumam ficar sem munição com mais facilidade, o que coloca o jogador a se virar com as outras armas por um tempo – a pistola simples, por sinal, tem munição infinita. Das outras armas, as que se destacam são o lança mísseis que se torna necessário em batalhas contra chefes e o lança-chamas, arma perfeita para derrotar os zumbis. Porém estas armas especiais não duram muito tempo.

Humor e sangue

Temos aqui várias pitadas de humor, seja ele mais casual ou negro em algumas partes. A maioria das cenas desse estilo aparecem nas animações entre as fases ou em situações especificas como nos confrontos contra os chefes e discussões dos personagens que muitas vezes acabam de formas um pouco violentas. Mas nem tudo é engraçado por aqui, em certas partes o cenário começa a explodir, desabar e com tudo isso a carnificina é desenfreada e a tela se enche de loucura e caos com corpos voando por todos os lados, incluindo desmembramentos e sangue para todos os lados, claro que é tudo cartunesco e como o game apresenta um bonito visual isso vai chamar sua atenção.

Trilha Sonora

A Trilha Sonora é um dos pontos positivos de Guns, Gore & Cannoli 2. Os temas musicais são alusivos à época, e um detalhe simples, mas que chama a atenção é que elas tocam mais alto quando se passa próximo aos rádios espalhados pelo cenário.

Multiplayer – caótico e divertido

O game possui multiplayer local e online para até 4 jogadores, algo que está se tornando padrão em games de aventura e plataforma nos últimos tempos. É uma lembrança de que o multiplayer de sofá não foi completamente esquecido pelas desenvolvedoras, até mesmo as independentes. Jogar com mais 3 amigos torna o jogo caótico e ao mesmo tempo divertido. Jogar o game nas dificuldades mais elevados na companhia de companheiros é algo desafiador, mas a “quantidade” de inimigos não aumenta, somente a dificuldade dos mesmos. Você vai enfrentar 10 inimigos em determinada área sozinho e 10 com seus possíveis 3 amigos, não muda.

Afinal de contas, é bom?

Eu curti Guns, Gore e Cannoli 2 e o recomendo para quem quer se divertir, e talvez até se estressar um pouco. Jogo deste estilo tem aquela pegada de você sair atirando para todos os lados e ver o que acontece, aqui podem acontecer explosões, queda de partes do cenário, destruição de veículos e etc. Tudo resulta na morte de inimigos ou na do protagonista, caso faça alguma besteira como atirar um míssil no chão. Porém os checkpoints são generosos e o jogador não retorna ao começo das fases mesmo que morra.

O jogo pode ser terminado em uma tarde bem jogada, mas acho que isso o deixa um pouco cansativo, então a melhor forma de aproveitar é com doses homeopáticas, uma fase ou duas por jogada está ótimo, e evita que a veia do stress aflore em você por conta de travar em algumas áreas da aventura. Uma característica que me impressionou e deixou a jogabilidade interessante positivamente é que Guns, Gore & Cannoli 2 conta com uma história muito bem devolvida, através de animações faladas entre as fases. Geralmente elas acabam sendo engraçadas e nos fazem lembrar da característica estereotipada dos italianos mafiosos e do gesticular frenético com as mãos enquanto falam.

Poderia ser melhor, ter mais fases diferentes, mais armas, mais inimigos e durar mais algumas horas? Claro que poderia, mas jogos perfeitos não são fáceis de se encontrar hoje em dia. Guns, Gore and Cannoli 2 vai lhe deixar com vontade de quero mais, e não descarte a hipótese de ir atrás do primeiro Guns, Gore & Cannoli para poder jogar mais um pouco e descobrir como o Thugtown foi devastada e como Vinnie salvou o mundo naquela ocasião.

Galeria

Extra – O início, duração 39 minutos

 

Dá para terminar em uma tarde
Controles levam tempo para se acostumar
Excelente trilha sonora
Suporta multiplayer local e online para até 4 jogadores
Há variedade de armas, mas podia ter maior diversidade
Valor de replay
Enredo muito bem trabalhado

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