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Reflexão: O futuro inatingível da tecnologia?! A difícil tarefa de tornar real um mundo imaginário…

Fry vislumbra o futuro da humanidade no ano de 3.000!

Na sexta-feira passada encontrei sem querer uma matéria a respeito da evolução nos próximos anos da indústria eletrônica, bem relacionado com o poder da própria internet e sua conectividade. A matéria é do site Estadão, feita no mês passado. Fala sobre 10 tendências do futuro desta tecnologia para os próximos 5 anos. Para ler, basta clicar aqui. Basicamente ela afirma o que é meio óbvio: a internet terá maior poder de conexão, os celulares ficarão mais potentes ainda, os tablets (como Ipad) se tornarão mais populares, a TV corre para um futuro onde tanto o 3D quanto a integração com a internet serão inevitáveis, passaremos a assistir mais coisas em streaming (sem precisar efetuar download) com maior frequência (Netflix no X360 e PS3 são bons exemplos) e por aí vai.

Fiquei com isso na cabeça durante todo o final de semana. O futuro nos próximos anos não me parece promissor em relação a novidades mesmo. Tudo isso é apenas uma evolução natural do que já existe e precisa ser melhorado mesmo. Fiquei me recordando da minha infância, quando assistia Os Jetsons na TV ou me vislumbrava com o futuro mostrado De Volta para o Futuro II (quem nunca sonhou com uma daquelas pranchas voadoras que atire a primeira pedra). Até mesmo a icônica cena do Fry sendo descongelado no ano de 3.000 e olhando através de uma janela o maravilhoso mundo do futuro em Futurama (cena que abre este post).

Quando criança sonhava com futuros assim para a humanidade, achando que coisas assim poderiam acontecer em poucos anos, mas agora crescido, posso dizer que o futuro não parece tão bonito quanto sonhava. Uma vida talvez não seja o suficiente para ver realmente o futuro da tecnologia. A evolução da tecnologia existente atual ainda é incerta. Mas nada me impede de sonhar, não? Após o continue, algumas viagens da minha cabeça que estão muito longe de existir de forma integrada a sociedade. O futuro que parece inatingível!

Antes de começar, quero lembrar que este post não tem nenhum cunho científico. Não pesquisei para dizer se tais estudos ou tecnologias existem em conceitos iniciais ou que estão estagnados por falta de outras tecnologias que servem de suporte a tais projetos. É um post imaginativo. Não estou me baseando em fatos, estou apenas usando o poder da imaginação. XD

O que eu esperava que existiria no futuro quando criança?

Jetsons, criado em 1962, e já pensávamos que os carros voadores estariam em nosso futuro. Ainda sonho com eles.

Carros voadores! Rá! Acho que é impossível alguém não pensar no futuro e não imaginar carros voadores. Graças a tantos desenhos animados e filmes de ficção que retratam no futuro a raça humana resolvendo os problemas de falta de estradas e congestionamentos quilométricos com a facilidade de viajar pelo céu aberto.

No papel isso sempre pareceu interessante, mas na prática sempre achei complicado como funcionaria um sistema de transportes popular no céu. Visibilidade, ou até mesmo um sistema de trajetos certeiros precisaria existir. Não daria para viajar de qualquer forma e em qualquer direção. Um carro voador a 150km por hora teria problemas para desviar de um outro que surgisse do nada na sua direção, não? Imagine dirigir assim, sabendo que um carro poderia pipocar na sua frente vindo de qualquer direção, seja de cima ou de baixo ou pelas laterais. Os motoristas ficariam malucos e paranóicos.

Estradas aéreas em De Volta para o Futuro II! Como fazem para aquelas coisinhas marcando a estrada ficarem flutuando?

Talvez a solução fossem trajetos pré-estabelecidos, como dava para ver em De Volta para o Futuro II. Outra solução seriam carros com piloto automático, como em Eu, Robô, onde os próprios veículos andariam sozinhos, com sistema de desvio e defesa contra impactos. Claro que aí esbarra em outro problema da tecnologia de hoje em dia, que seria a Inteligencia Artificial, que vou falar mais a frente. Um detalhe é que para um sistema de trãnsito aéreo, a tecnologia usada nos GPS estão no seu caminho. Um localizador mundial, que reconhece caminhos, estradas e locais entre ponto A e B já existem hoje em dia. Bastaria adaptar e potencializar um sistema de navegação.

Mas o maior problema dos carros voadores talvez seja os próprios veículos. Parece que criar um carro que voe não é tão difícil assim, bastaria aplicar um pouco da tecnologia usada em aviões. Assim carros teriam asas e teriam que levantar voo partindo de grandes estradas retas. Ora, para começar está bom. Não acho que o primeiro carro voador da humanidade teria propulsores a jato para sair do chão como um helicóptero, em linha vertical, ou como naves espaciais do mundo da ficção, que tem tais propulsores em tudo quanto é lugar para girarem em todas as direções possíveis. Aí também entre outra tecnologia frequente do mundo da ficção, que seria a tecnologia anti-gravidade, o poder de diminuir a força gravitacional em um único objeto em relação ao resto do espaço a sua volta. Difícil isso, nem sei se é possível isso. Aí entro no campo da física. No mundo do futuro, algumas leis da física existentes hoje em dia, precisam ser quebradas com certeza. Enfim, construir não é um problema, dá para fazer um veículo voar, o grande problema do mundo moderno é realmente o combustível ou a energia para fazer tudo funcionar.

Isso de combustível e energias mais limpas e potentes é importante para o futuro. Enquanto ninguém descobrir um combustível barato e de enorme potência, máquinas pesadas ou uma revolução na forma como utilizamos tudo que precisa de um “gás” pra funcionar, não irão evoluir. A conquista do espaço mesmo nunca será real, já que um foguete parece que engole uma piscina de combustível só para sair do planeta, imagine viajar entre planetas. Nesse ponto ainda estamos na idade da pedra. Legal mesmo é o combustível usado em Futurama, a tal matéria escura, que é ultra pesada (devida a alta densidade) e que também consiste nas fezes do bichinho de estimação da Leela, o Nibbler. Acho que um novo tipo de combustível tão bom quanto os usados em ficção científicas só quando expandirmos a tabela periódica atual. Sem isso, o sonho de carros voadores, ou viagens no espaço, vão continuar um sonho. Combustíveis fósseis, baseado em petróleo não vai levar a humanidade para lugar nenhum. Pelo contrário, talvez nos levem para o fundo do poço!

YES! Quem não iria querer ser um ciborgue igual ao Franky!? Tirando os braços exagerados talvez...

Ciborgues! Ah, pessoas com partes robôticas! Quando criança pensava muito nisso. Tanta gente morre da falta de orgãos ou doenças nos mesmos, sempre pensei que no futuro, a humanidade daria um jeito de criar transplantes de órgãos mecânicos. Acidentes onde a pessoa perde os braços ou pernas, que as mesmas poderia ser substituidas por réplicas robóticas, como a que existe em “Eu, Rôbo”. Não posso deixar de citar o Franky, personagem criado por Eiichiro Oda em One Piece, que é um ciborgue cheio de tudo aquilo que uma criança poderia querer desse tipo de fisionomia. Forte, cheio de aparatos, super resistentes. Ah, lembrei do Inspetor Bugiganga, quem lembra desse desenho animado?

O problema com essa tecnologia para existir ainda esbarra em vários problemas. Uma delas é a energia, comentado mais acima. Orgãos mecânicos iriam tirar energia para funcionar de onde exatamente? Do próprio corpo humano? Por exemplo, o Franky usa refrigerante para funcionar (Rá! Ok, é um péssimo exemplo). Mas partes mecânicas geralmente consomem algo, e isso não tem como o corpo humano oferecer.  A energia de funcionamento precisa vir de algum lugar. Do fluxo sanguíneo?  Ah outro problema é o material que estes órgãos precisariam para serem construidos. Não dá para colocar pulmões de aço dentro de uma pessoa. E o peso disso? Rá! Deve ser difícil levantar da cama todo dia.

A muito tempo atrás vi em algum lugar que existem estudos para corações meio mecânicos, que funcionam no lugar de corações de verdade. Na época que eu vi, era um tecnologia cara, ainda experimental e que tinha sérias complicações. Também sei que hospitais podem deixar uma pessoa vivendo através de grandes maquinas ligadas no leito do enfermo. Mas ainda estamos longe de reduzir tais aparatos para dentro do próprio corpo humano e deixa-los funcionais de forma popular.

Sem contar o problema de rejeição de orgãos e materiais estranhos ao corpo. Nosso sistema de defesa combate tudo que é esquisito dentro da gente. Sem falar em materiais nocivos ao próprio corpo, que podem até mesmo causar câncer. Pois é, os ciborgues ainda estão longe de existirem da mesma forma que na ficção os tornam tão legais.

Robôs e a tecnologia da inteligência artificial precisam andar de mãos dadas!

Inteligência Artificial e os Robôs! Ao contrário dos ciborgues, que são seres humanos, com partes máquinas, aumentando a longevidade (seria legal viver uns 200 anos, mesmo que com um corpo quase todo mecãnico – precisariamos dar um jeito de impedir o envelhecimento e desgaste cerebral também, os neurônios precisam durar mais), sempre imaginei que no futuro teriamos robôs facilitando a vida dos seres humanos.

Essa questão dos robôs é complicado. Mais uma vez temos o problema de energia. Milhões de robõs funcionando num mundo iriam torrar muito combustível/energia, mais ainda para terem mobilidade que precisariam para realizar qualquer tarefa do dia a dia e ter a mobilidade de um humano. Ainda precisamos inventar baterias ultra-duráveis e econômicas.

Mas o maior problema com os robôs é realmente a nossa tecnologia de Inteligência Artificial. Nossos computadores não conseguem pensar e tomar decisões igual a um ser humano. Ainda estamos longe de máquinas de IA que possam ser capazes de entenderem literalmente tudo que dissermos a mesma. Gostava muito da série feita alguns anos atrás do Exterminador do Futuro (Terminator: The Sarah Connor Chronicles), onde a personagem estava sempre em busca de potenciais cientistas que pesquisam IA. Máquinas que jogam xadrez não são a mesma coisa que uma máquina que lê um mistério policial e adivinha o bandido antes do mesmo ser revelado no final de um livro. Estes super PCs que são utilizados em campeonatos robóticos de xadrez tem suas regras pré-definidas, e calculam matematicamente os movimentos que ela pode fazer e que o adversário também pode fazer. Usam da propabilidade matemática para vencer o oponente. Não é a mesma coisa que ensinar uma máquina a ter “um palpite” ou “uma intuição”, ou a ver as sutilezas de um livro de mistério, onde as pistas estão ao longo da narrativa. Apesar de hoje em dia, os PCs estarem mais inteligentes que há 10 anos atrás, eles ainda são limitadíssimos, e enquanto a IA não for melhorada, os robôs estão longe de ganharem formas mais reais. Aquelas cachorros robôs que existem no Japão não contam! Quero uma empregada doméstica igual a Rosie dos Jetsons! XD

Rosie, a empregada robô camarada!

Difícil também não ficar com medo dos robôs. Mesmo com a tal lei da robôtica e tal. Será que um dia uma inteligencia artifical não irá perceber o que nós mesmo já percebemos? Que o ser humano é tóxico a todo ecossistema do planeta. Se eu fosse um robô, eu ficaria de olho de forma maligna na humanidade. Este é um dos pontos que mais curto em Battlestar Galactica, onde os Cylons, robôs criados por nós mesmo, quase que destruiram a raça humana. Mas ainda me pergunto se destes temas de ficção, o que podem se tornar real primeiro: zumbis ou robôs revoltados? Difícil dizer!

Cylons! O futuro da robótica? M-E-D-O!

Outras viagens do futuro tão-tão distante: Vou começar a encurtar meus pensamentos senão a coisa vai ficar gigantesca demais. Mas já falei tudo que queria falar, do problema da energia barata, combustível durável, da medicina robótica e inteligência artificial. Claro que existem muitas outras coisas da ficção que gostaria de ver ser tornando real como:

Clones! Mas não uma cópia de mim mesmo. Queria a tecnologia de me transferir para um novo corpo. Ok, isso esbarra em questões morais, éticas e até mesmo existênciais e religiosas (a questão da alma). Uma forma do ser humano trapacear na vida. Mas seria legal chegar aos 70, e poder se transferir para um novo corpo de 20 (pula a adolescencia, porque passar por aquilo de novo ninguém merece!).

Homer e seus clones! Fujam para as colinas! Um dos peridos da clonagem em massa!

Criôgenia do corpo humano que não ocorresse em morte! Pow, acho que eu toparia ser congelado por 1.000 anos, igual o personagem principal de Futurama. Hoje em dia não é possível reviver uma pessoa congelada e me parece uma aposta bem arriscada ser congelado achando que num futuro você será revivido. Sem mencionar que quem garante que uma empresa de criogênia iria durar tanto tempo assim? Rá! O Fry teve sorte!

Comida desidratada! Pow, imagina ir no supermercado, comprar um cubinho do tamanho de uma bala e depois de levar ao um desidatrador (ou forno microondas) e aquele cubinho virar uma Pizza tamanho gigante! Nem me lembro onde é que eu via isso com frequência quando criança, acho que era nos Jetsons, não? No De Volta para o Futuro II também tem algo assim.

Hologramas e teletransportes! Ir e vir para qualquer lugar a qualquer hora. Hoje em dia dizem que para o teletransporte funcionar, a pessoa deveria ser desintegrada, átomo por átomo, e ser replicada no local que desejaria ir. Meio estranho! Não dava para miniaturizar a gente a níveis microscópios e nos enviar na velocidade da luz ao destino desejado? XD – Melhor então viajar naqueles tubos de sucção que tem em Futurama. Hologramas também seriam legais. Hoje em dia os celulares tem tela para ver a pessoa em vídeo, mas legal mesmo são aqueles hologramas de Star Wars. Um passo antes disso, talvez venha a existir aqueles hologramas do filme Minory Reporter, que projeta um vídeo em pleno ar, dando pra ver o que tem atrás do vídeo e tal, mas ainda assim, é real o bastante. Imagine um videogame com essa tecnologia do filme? Seria show!

Colônias no espaço! Pois é, enquanto não resolvemos o problema de combustível, nunca iremos explorar o espaço. Eu toparia ser um pirata espacial. Viajando por galáxias e conhecendo esse universo inifinito. Como vemos em O Guia dos Mochileiros da Galáxia. Também fico imaginando se realmente existe vida extraterrestre lá fora, e se algum dia, eles pipocarem por aqui, assim como tantos filmes mostram, será que iremos aprender sobre a suas tecnologias avançadas? Rá! Até alienígenas entrou na matéria. Fala sério! XD

Chega por enquanto. Achei que deu para soltar a imaginação e pensar num futuro que provavelmente não estarei vivo para ver quando algumas destas coisas se realizarem (ou não). Acho que em se tratando do ser humano, nada é realmente impossível. Imagino que as pessoas do passado, que andavam em carroças, jamais  imaginariam que um dia andariamos em carros. Ou que a internet poderia existir. O homem das cavernas nunca pensaria em lâmpadas para suas cavernas escuras. O salto da evolução e do futuro da humanidade é ocorre a cada centenas de anos. Uma única vida talvez não seja possível para viver o suficiente para ver a humanidade colonizando Marte. Talvez pernas biônicas dê tempo.

Ahh, o futuro em Futurama! Esse futuro eu aprovo!

Agora quero saber de vocês! Como vocês imaginavam (ou imaginam) o futuro da humanidade?  Trariamos os dinossauros de volta? Prédios com 200 andares até acima da nossa atmosfera? Ou viagens ao centro da Terra como Julio Verne imaginou? Pessoas com superpoderes ou mutantes como X-Men? Como você imaginaria o futuro dentro da nossa realidade atual?

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e do Ponto de Checagem (2014). 32 anos, formato em Direito, vivendo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Em busca de novos apoiadores que curtam estes projetos e a viabilidade deles crescerem!
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