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Wii: Primeiras Impressões de One Piece Unlimited Adventure

Sábado passado comentei aqui que comprei 3 games (Link). Um deles, Burnout Paradise do X360 já comentei aqui no blog (Link). Hoje eu dei um descanso para o game e fui jogar finalmente o One Piece Unlimited Adventure!

One Piece Unlimited Adventure

Na realidade, no sábado mesmo eu já testei o game. Só que descobri que o sistema de save do jogo não é automático. É necessário ir aos locais de save point, então como estava jogando meio apressado, pois precisava sair, não fui muito longe no game e parei no primeiro save point que encontrei. Só hoje fui ter tempo livre para jogar sem me preocupar com as horas e não esquentar a cabeça com save.

A primeira pergunta que fica para quem vê este tipo de jogo é: “Não assisto o anime. Dá para jogar sem ficar boiando na história?”. Acredito que sim. Como é o primeiro One Piece de Ação/Aventura/Plataforma para o Nintendo Wii, houve uma preocupação em mostrar alguns flashbacks da história do anime. O que eu gostei foi que o game não resolveu contar a história do anime desde o começo (como Naruto Rise of Ninja do 360 fez), mas o game começa na atual fase do desenho, com a tripulação do Ruffy com 7 companheiros ( Zoro, Nami, Usopp, Sanji, Chopper, Robin e Franky) e com o novo navio, Sunny.

Isso não deixa o game naquele clima de ultrapassado. Porém não esquece de relembrar alguns fatos do passado da história. A história começa quando Ruffy pesca uma estranha orb. A orb começa a brilhar intensamente e uma ilha surge de repente no meio do mar. Ruffy começa o jogo sozinho, pois se perdeu do resto da tripulação. Ele descobre que a ilha reage com a orb, abrindo caminhos. Um estranho coelho o persegue, não cheguei na parte do jogo que explica quem é o coelho.

A primeira hora de jogo é tutorial praticamente, Ruffy precisa procurar seus amigos. Primeiro ele encontra Nami, Usopp e Chopper. E a orb mostra o momento que os trio se juntou a tripulação. O que combina com a história de orb misteriosa. Ela tem o poder de reativar a memória e vai além disso. Fica claro isso quando mais a frente, eles encontram um altar e a história de Ruffy em Loguetown é mostrada e Smoker é apresentado ao game. Para a supresa da tripulação uma réplica dele surge e eis o primeiro Boss do game. Vencido, eu encontrei Franky, Robin, Zoro e Sanji. Descobro mais algumas coisas sobre o game que já comento e volto ao ponto de save.

O que gostei são os elementos de RPG. Os personagens sobem de level cada vez que entram em combate com o pessoal da marinha, que também aparece misteriosamente na ilha, ou com piratas. Novos combos e mais poderosos ficam os ataques, que imigam com perfeição o desenho. Gomu Gomu Pistal, Bazokka, Ballon, Gattling Gate , todos os ataques famosos são destravados um a um.

Também é possivel trocar o personagem a qualquer momento do game. Assim temos 8 personagens jogáveis, cada um com ataques diferentes e variados. Usopp por exemplo é bom para atacar de longe, já que ele é o atirador.

O jogo também traz itens. Alguns permitem que Sanji cozinhe deliciosas refeições. Outros irão dar um update no corpo de Franky e outras irão para o Usoop construir coisas, incluindo o climatatic da Nami. Antes de salvar peguei alguns itens que Usopp precisava e construi uma picareta. Isso permite que o jogador abre novas passagens pela fase, quebrando pedras, além de achar itens escondidos no chão. Deu para notar a interatividade do game né? Sem mencionar o carater de exploração, já que precisarei voltar ao primeiro mundo, onde achei meus companheiros para poder abrir novas passagens pela fase agora que adquiri a picareta. Lembra os primeiros jogos 3D de plataforma exploração, como Banjo e Mario.

E o wiimote e a tecnologia do Wii? Não é empregada? Na realidade é sim. Por exemplo, o Gatling Gate de Ruffy (metralhadora de borracha) é acionado chacoalhando o Wiimote. Chopper tem um ataque que também é acionada desta maneira, ele solta um frasco quimico de sua mochila que explode ao acertar o inimigo. A picareta também é acionada por movimento. Com o wiimote na vertical, deve fazer um movimento brusco para a horizontal. É como se você fosse usar a picareta, de cima para baixo.

No manual também mostra que há mini-games de pegar peixes e insetos, que também utilizam os movimentos do wiimote.

Eu tambem gostei do fato de que o recurso de som do wiimote é utilizado. Quando se entra numa área onde a orb precisa ser ativada, chegando bem perto do local, um barulho começa a sair do wiimote. Pode parecer bobeira, mas esse é um recurso do controle que não é tão utilizado nos games do wii atualmente, principalmente em games vindo de thirtys.

Acho que estas foram as minhas impressões iniciais. Admito que curti bastante o game, era exatamente o que eu esperava e mais. Claro que não tema engenhosidade de uma Mario Galaxy, mas segue algumas regras old school que fazem os games em 3D serem legais.

Ah quanto ao fato do game americano não tem opção de áudio em japones, isso não me incomodou como achei que poderia incomodar. Na reliadade eu joguei tanto os games de OP do Gamecube, que também era assim, acabei me acostumando. Mas na minha opinião não é nada bizarro, principalmente com as vozes de Ruffy e Chopper.

Fica aí a minha sugestão de um bom game no Wii e de um gênero escasso nos dias atuais. Vale a pena na minha opinão, não importando se o jogador conhece ou não o anime.

Observação: Quase me esqueci, o game tem um modo de luta multiplayer com 40 lutadores disponiveis. Tendo um modo survival também. E as lutas são realizados por times de 8 personagens. Lembrando aqueles games de arcade em o jogador podia usar 2 lutadores trocando na hora que quiser. Bem criativo. Só ficou faltando mesmo esse multi na forma online. Mas o Wii ainda está caminhando nesse quesito e sabemos disso.

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e criador do saudoso (e extinto) Fórum NGM. Tenho 35 anos, sou formato em Direito, e vivo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Gosto de escrever e sempre estou sem tempo.
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