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Impressões do demo de Watchmen: The End is Nigh

Antes de mais nada, é melhor você ler Watchmen. O filme é até bacana, mas é uma versão bem resumida da história. E como o jogo se situa um pouco antes da história original e não explica muito bem os personagens, nem pense em jogar primeiro, senão nem vai ter muita graça. Aliás, uma coisa que achei sem graça é só poder usar dois personagens, eu adoraria poder jogar com o Comediante.

Mesmo sendo um jogo da Live Arcade, a qualidade gráfica em geral decepciona. Os personagens até que são bem modelados, mas os cenários são pobres em detalhes e os efeitos como luzes e fogo são muito mal feitos. Levando em consideração que o jogo ocupa praticamente um giga no HDD, podemos dizer que a pressa por lançá-lo junto com o filme não ajudou muito na qualidade em geral.

O jogo em si nos faz lembrar da época de Final Fight, Streets of Rage ou, mais recentemente, de Marvel Ultimate Alliance. Jogos no estilo beat ’em up em que inimigos surgem na tela a todo instante, apenas para serem espancados sem dó pelo seu implacável personagem e seu companheiro mascarado, e no caso da comparação com o jogo da Marvel, com a adição de algumas tarefas a serem realizadas pelo jogador.

Seguindo essa tradição, além da pancadaria desenfreada, tive que executar a manjada tarefa de ficar apertando botões em mesas de comando e puxando alavancas para pode acessar novas áreas depois que dei cabo dos malfeitores. O Rorschach possui mini-games de abrir fechaduras e Nite Owl pode usar seu bat owl-grappling hook em alguns momentos.

Acabar com os fracos oponentes é relativamente até fácil, é possível avançar sem muito esforço apenas apertando os botões X e Y, embora seu herói ganhe novos golpes conforme avança na aventura. Lutar com Rorschach é mais divertido, já que a fantasia de Batman Nite Owl destoa um pouco do ambiente de jogo. Destaque para as animações do combate, são bem legais.

Velhos problemas também aparecem aqui, como a câmera que não possui um bom ajuste de foco. E na hora da luta, muitas vezes o jogo sofre do velho problema dos antigos jogos de pancadaria, quando muitos inimigos cercam você é impossível deixar de apanhar. Por isso, é importante que seu companheiro e você fiquem juntos, pois um deve dar cobertura ao outro.

Aliás, não entendi o motivo de não poder jogar de modo cooperativo online, algo tão comum hoje em dia. Será que é para reforçar a sensação de jogar um beat ’em up dos anos 80/90? Outra coisa engraçada é o sistema de colisão. Várias vezes um simples extintor de incêndio ou um bloquinho derrubado no chão me impedia de seguir. Alguém devia ensinar esses heróis a pularem!

Basicamente é isso mesmo, você chega no local, elimina os inimigos, realiza ou não uma tarefa e repete tudo de novo. Mais clássico (e repetitivo) que isso impossível. Eu já apaguei essa demo do meu HD, só vale a curiosidade de controlar a dupla clássica de heróis de Watchmen, um das melhores histórias de super-heróis de todos os tempos.

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Mauri Link

Um gamer inveterado desde a primeira geração de consoles, aficcionado por histórias em quadrinhos, nerd de carteirinha, e super-herói nas horas vagas!
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