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The Boys – O Nome do Jogo! Inteligência sem Pudores em uma HQ de primeira!

the boys

Se você já leu algo escrito por Garth Ennis já sabe o que pode esperar. The Boys é uma revista em quadrinhos com porrada, politicamente incorreta, com muita ação, sem pudores nenhum etc. Mas, é acima de tudo, uma excelente história, bem escrita, desenhada e consolidada. – no argumento, no roteiro. Garth ennis não se “vende” e faz o que quer, por isso que é genial.

Você vai rir com humor negro de Ennis, mostrando o pior lado das pessoas de uma maneira tão clara e óbvia que, de tão chocante, passa a ser engraçado e irônico. The Boys não tem a intenção de chocar e tudo o que é mostrado tem um motivo – seja para fazer você rir ou descrever um contexto.

A história é a seguinte: no mundo existem “super-heróis” de verdade. Mas, eles não são os heróis típicos – 100% bondade, totalmente corretos. Eles são pessoas super poderosas. Ou seja, eles saem da linha: bebem, fumam, abusam de sua força em todos os aspectos horríveis que você pode pensar. E quando eles saem da linha – demais – uma organização é chamada para mostrar quem é que manda. Eis que surgem “The Boys”. É claro que é tudo mais profundo que isso, afinal, é Garth Ennis. As coisas vão se revelando, dramas, motivações, conspirações e personagens mais estranhos que uma mente sã pode criar.

A equipe liderada por “Billy Carniceiro”, conta com “Hughie Mijão”, “Leite Materno”, O Francês e “A Fêmea”. Cada um mais doente que o outro, com tantos problemas psicológicos que você sente medo em ser “protegido” por esses caras…

Garth Ennis é um irlandês tão inteligente quanto doentio em suas histórias! O autor de Preacher, Hitmam (não é o mesmo do jogo, de forma nenhuma) e que escreveu alguma coisa de Justiceiro também ataca com The Boys desde 2006. A publicação foi canelada bruscamente pela WildStorm, por não ser de interesse que continuasse algo no gênero “anti-herói”.  Mas, em 2007, voltou a ser publicada pela Dynamite Entertainment e assim continua! As edições americanas, encardendas são maravilhosas! Inclusive, saiu em 2009 uma mini série paralela à história (mas, com ligação) Herogasm – que é na verdade uma festa sem fim entre os próprios heróis (se eu fosse descrever, seria obsceno demais para o Portallos).

A péssima notícia é a edição nacional, da Devir. Por um preço ultra salgado de R$39,50, por 152 páginas. Mas, vale você pesquisar e experimentar. A questão é que você vai gostar e vai ter de preparar o bolso!

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Pedro Duarte

Jornalista apaixonado por todas as coisas que existem. Deve ser isso! Não há nada de novo que não demonstre interesse imediato em conhecer: ler, assistir, escutar, experimentar. Tentando viver um pouquinho de tudo por dia e passar a experiência aos nossos leitores!
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