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Miyuki-chan no País das Maravilhas: pirado, lindo, divertido e sugestivo! É CLAMP! [Vol. Único] [MdQ]

Eu sei, Miyuki-chan foi lançado ainda em julho no Brasil, mas fazer o que se só agora é que coloquei as mãos no volume? Considerando o atraso de meses, pensei em não fazer um Mesa dos Quadrinhos, comprei só porque queria mesmo ter e ler, mas acabei mudando de ideia. A história é divertida, o traço é lindo, o acabamento que a JBC deu está impecável, não devendo em nada para o que a Panini faz tão bem com Naruto, Bleach, D.Gray-Man e tudo mais (me pergunto, inclusive, por que só Miyuki recebeu tal atenção da editora) e, pra completar, acho que pouco se falou dele na net, então um post recomendação é mais que bem-vindo.

Antes tarde do que mais tarde ainda, certo? Então, depois do continue, falo mais sobre essa inusitada graphic novel. O post é livre de spoilers para que todos possam ler, então prossigam sem ressalvas. Coloquei também, no final, fotos da edição nacional para verem como está de fato bem feita! É só continuar a ler.

Apesar do nome, “no País das Maravilhas”, Miyuki-chan tem bem poucas semelhanças com a obra de Lewis Carroll (o que me deixou até aliviada, já que nunca fui muito fã de Alice), cuja ligação aqui foi mais em forma de inspiração para o pano de fundo da narrativa criada. O volume possui sete capítulos, cada um vivido num “país” diferente: das Maravilhas, dos Espelhos, da TV, do Trabalho Temporário, do Mahjong, do Videogame (meu favorito) e de X, outro mangá do CLAMP. Miyuki vai pra dentro deles sempre de forma meio repentina e maluca, bem como o buraco em que Alice cai no conto de Carroll, e está aí e na primeira história as únicas coisas semelhantes.

Não é uma história que se leva muito a sério. É comédia pura e simples, leitura leve mesmo só pra se divertir, e cumpre muito bem essa função. Cada país apresenta um problema central que deve ser resolvido (geralmente fugir deles), mas são todos relativamente curtos e nunca fazem muito sentido, então fica claro que isso não é importante. O gênero é yuri (romance entre mulheres, podendo se focar no aspecto sexual, espiritual ou emocional das relações – esses dois últimos devendo ser mais conhecidos como shoujo-ai por aqui) ao extremo, mas não há nada explícito ou sério, e por isso o “sugestivo” no título do post.

Não há personagens homens na história com excessão da menção, e não aparição, do protagonista original de X, Kamui, e todas as mulheres querem tirar uma lasquinha de Miyuki, que está sempre fugindo, tendo as roupas rasgadas, sendo espiada ou convidada para brincadeiras mais “libertinas”, digamos assim. Mas não é constrangedor de forma alguma, nem nudez aparece e quem lê Ranma ½ não vai achar nada demais, mas o traço é realmente caprichado, tendo um estilo mais voltado pra Guerreiras Mágicas de Rayearth do que pra Tsubasa ou Holic, então, por esse lado, faz mais sentido a censura 16 anos. Saindo pela tangente, achei bem humorada a forma como os capítulos terminam, sempre numa espécie de loop, como se tudo fosse se repetir. Não temos “End”, e sim “Never end” ao término de cada um, para o desespero de nossa protagonista.

Pra quem é fã do CLAMP, há ainda o prato cheio de sempre: crossovers. No capítulo de X fica ainda mais evidente, com Miyuki caindo dentro da história dele inclusive, mas em todos os outros vemos rostinhos conhecidos, e essa é sempre parte da graça de ler um mangá do grupo. A história do País do Videogame até brinca com a personagem jogando Final Fantasy (claro que o nome não é citado, mas qualquer um reconheceria o Active Time Battle system) e com “Game Over” e “Continue”, fora a naturalidade com que remexem em tudo: “O que estão fazendo?” “Ainda não percebeu?” “Estamos procurando itens.” “Faz parte do clichê encontrar uma nova armadura poderosa antes de enfrentar o último chefe.”, entre outras coisas.

Não há mais muito o que dizer, realmente. Não temos uma história propriamente dita para comentar e sobre o resto já falei, mesmo que sem me aprofundar demais. Ficou curto o MdQ, ainda mais se comparar com os que normalmente faço, mas é isso mesmo que eu tinha pra dizer. Recomendo fortemente a aquisição do volume, que é único nos dois sentidos da palavra. O preço é mais salgado que o normal, R$ 14,90 (R$ 4,00 a mais que os mangás tankobon da JBC), mas vale a pena pelo acabamento em capa mais dura, orelhas na capa e contra capa, várias (vejam abaixo, são 24 dentre as 120) páginas coloridas e naquele papel meio fotográfico, aqueles de folders, sabem, e até pelo papel da própria história, que é branco e mais grosso que aquele mais estilo jornal que vemos normalmente. Vai render diversão e ficar muito bonito na estante, principalmente se for ao lado de Guerreiras Mágicas, Tokyo Babylon, Sakura Card Captors, X, Tsubasa, Holic… enfim, dos deliciosos mangás do CLAMP.

Às fotos! Bom, essas primeiras ficam na abertura do volume e são ilustrações random das situações vividas pela pobre Miyuki ou de sua vida escolar; já as com borda laranja se encontram ao término do volume e são artes conceituais originais feitas para os dois episódios do OVA que a série recebeu, que se focou nos primeiros dois países da história. (Perdoem a terrível qualidade das fotos, aceito doações de câmeras/celulares com câmeras decentes. XD)

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Dakini

Viciada em RPGs, sejam eles Final Fantasy e Tales of ou Mass Effect e The Elder Scrolls! Fã incondicional de animês e mangás, e ousem criticar meus favoritos sem bons argumentos! Fora isso, podem me chamar de “a dama dos wallpapers”, hahaha.
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