Jogando

Sequência, o retorno de Temple Run!

Sequência chega com tudo para Android e iOS

Eu não sabia o que era ter um smarphone até o início do ano passado. Antes, eu tinha um celular simples da Nokia, que rodava apenas jogos em Java. Conhecia de longe a febre dos infinite runners, estilo de jogo que se tornou bastante popular após o lançamento do primeiro iPhone, mas por não ter contato, acabei não dando muito bola. Isso mudou quando o Motorola Defy+ bateu à minha porta e me apresentou ao incrível mundo dos apps para smartphones. E assim que entrei no Google Play para baixar aplicativos loucamente, Temple Run foi junto e se tornou um dos meus favoritos da plataforma móvel, além da porta de entrada para que eu conhecesse outros ótimos títulos do mesmo gênero.

Para quem não conhece, infinite runner é um estilo de jogo característico dos smarphones, e consiste basicamente de controlar um personagem que percorre um caminho infinito enquanto escapa de inimigos ou desvia de obstáculos até que a inevitável morte acontece e os pontos são calculados. Se interessou? Então tome aí cinco games desse estilo para você baixar (mas cuidado: alto risco de vício!): Gravity Guy, Subway Surfers, Jetpack Joyride, Rope Escape e Canabalt – este último ainda ganhará um post próprio, quem viver verá – jogue esses e depois passe aqui dizendo o que achou. Impossível não gostar pelo menos de um!

Agora, de volta a Temple Run. O primeiro grande sucesso da Imangi Studios chamou a atenção de todos pela jogabilidade simples (padrão dos infinite runners), por conseguir fisgar rapidamente o jogador (impossível não se flagrar dizendo “essa é minha última partida”, e jogar muitas outras depois) e por usar bem o artifício do humor – as ilustrações que surgem após uma falha mortal são engraçadas de tal forma que você quase não se sente mal por ter perdido aquela pontuação altíssima. Tudo muito bem, tudo muito bom, mas o jogo começou a dar sinais de defasagem. Sei que é estranho falar de defasagem quando o jogo não tem nem dois anos (ele saiu originalmente para iOS em agosto de 2011), mas em se tratando da velocidade predatória com a qual os celulares inteligentes se desenvolvem, a situação fica menos absurda.

Temos que considerar também que Temple Run é um jogo tridimensional. E jogos em 3D tentem a ficar defasados com rapidez quando se trata de celulares. Não que isso importe muito – a magia de TR não está nos gráficos – mas infelizmente esse é um fator que pode espantar potenciais consumidores. Com Temple Run 2, esse problema foi mandado para tão longe que nem o recordista mundial no jogo (um tal de Blake Bell) conseguiria alcançá-lo. Vamos agora esmiuçar o aguardado Temple Run 2, e desde já vou adiantando uma coisa: este é, com folga, o infinite runner mais bonito do mercado!

Assim como aconteceu com o primeiro jogo, Temple Run 2 saiu primeiro para as plataformas da Apple para só depois chegar aos celulares do robozinho verde. Mas dessa, vez, com uma diferença crucial: quando o primeiro game foi lançado, os desenvolvedores não tinham em mente a ideia de lançar uma versão para Android, e só o fizeram devido ao sucesso obtido; no entanto o resultado até hoje deixa a desejar, pois o TR de Android às vezes apresenta uns bugs difíceis de aceitar. Já com a sequência, o projeto foi realizado desde o inínio visando as duas plataformas, torando os bugs muito menos frequentes (não encontrei nenhum até agora). O único porém que o jogo enfrenta na plataforma do Google é a questão da otimização para os mais diversos aparelhos. Percebo isso quando jogo no Defy+: o Google Play diz que ele é 100% compatível com meu aparelho, e ele até roda bem, mas ocasionalmente rolam umas irritantes travadinhas momentâneas que podem ser fatais. Uma atualização se software seria muito bem vinda nesse caso.

Também baixei TR2 no meu iPad, e posso afirmar que a experiência é bem outra. Sem travadinhas e com aquela tela imensa, pude aproveitar a novidade por completo. Tudo bem que é um pouco incômodo jogar no iPad (por precisar apoiar o dispositivo numa mão só, o cansaço vem rápido), mas a diversão compensa. O jogo mantém a essência do original, onde seu personagem rouba o ídolo de um templo sagrado e agora tem que correr do macaco demoníaco gigante que o persegue. É como o início de Os Caçadores da Arca Perdida, mas com um macaco demoníaco no lugar de uma pedra.

A maior diferença entre o primeiro e o segundo game está nos gráficos. Se no primeiro não havia muito o que apreciar – era apenas um caminho infinito por dentro de um pântano neblinoso – agora o cenário é a céu aberto, com um número muito maior de detalhes que você não dará muita bola quando a velocidade aumentar pra valer, mas são adições notáveis. No entanto, essa beleza gráfica pode se revelar uma faca de dois gumes para a franquia: deixa tudo mais bonito, mas pode impedir o acesso de jogadores antigos que não possuem celulares potentes.

Além do polimento gráfico, o novo jogo também adiciona novidades na jogabilidade. O que já era bom ficou ainda melhor! Agora além de correr até o fim numa estrada, há tirolesas e carrinhos de mina para dar uma variada. Sei que falando assim pode parecer bobagem, mas foi a solução que a Imangi encontrou para competir com outros infinite runners que apresentam um maior grau de variação (Jetpack Joyride, por exemplo). Na tirolesa é preciso usar o acelerômetro para “girar” o explorador e pegar as moedas, enquanto que nas minas você o utilizada para escolher o trilho certo.

A continuação chegou na hora certa para dar um gás novo numa franquia que já estava ficando para trás no cada vez mais disputado mercado dos infinite runners. Mudou pouca coisa, mas o suficiente para continuar nos entretendo por meses a fio em filas de banco ou paradas de ônibus. Temple Run pode não ser rei, mas seu retorno com certeza é razão de alegria! 😀

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Pedro Ivo Maximino

Jornalista em formação. Sou gamer desde os tempos em que passava horas jogando Sonic no velho Master System de um primo. Também sempre gostei de cinema desde aquela época, embora só recentemente tenha me interessado o bastante pelo assunto a ponto de me considerar um cinéfilo. Tomei gosto pela leitura por "culpa" de Harry Potter e hoje leio de tudo. Além do Portallos, escrevo ocasionalmente em meu blog pessoal, o OverLine.
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