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Protestos e tumultos são o tema e proposta de RIOT: Civil Unrest

Título já está disponível para os atuais consoles e PC

2019 começou muito agitado e anda sendo difícil dar conta de tantos lançamentos em jogos eletrônicos. O jogo desta postagem é um destes que acabei deixando passar e que até então não havia comentado aqui. RIOT: Civil Unrest foi lançado agora no início de fevereiro, sendo um destes jogos independentes que vale a pena conhecer e saber mais um pouquinho a seu respeito.

O título é conhecido no PC já há algum tempo, pois esteve no programa de Acesso Antecipado do Steam desde 2017, porém sua versão final só veio realmente agora, em fevereiro deste ano, tanto no PC, como sua chegada à novas plataformas, neste caso: PlayStation 4, Xbox One e Nintendo Switch.

RIOT: Civil Unrest é um jogo que se encontra dentro do gênero de simulação em tempo real. A proposta do game é dar ao jogador o poder do controle de um protesto civil, mantendo a ordem, sem que tragédias ou violência desnecessárias possam vir a ocorrer. Trata-se de um tema muito atual com diversos eventos globais, incluindo o Brasil.

Seu desenvolvedor, Leonard Menchiari, que já trabalhou na indústria cinematográfica em Los Angeles, participou de um famoso protesto que ocorreu em 2012 na Itália, a qual gerou a ideia para o game. Levou anos para que a ideia virasse jogo, e com isso o mundo esteve em conflitos diversas vezes. O jogo apresenta simulações com base em protestos reais ocorridos desde então ao longo de diversos países (até onde pesquisei, infelizmente não há nenhum com base nos protestos recentes que tomaram o Brasil nos últimos anos).

O interessante aqui é que o jogador não assume apenas um dos lados destes conflitos. Nada disso. O jogo permite a perspectiva em ambos os lados, tanto da população quanto da força policial. O ponto crucial é provar como lidar em ambos os lados, quando ser enérgico, sem incitar a violência do outro lado. Até onde um proposto consegue ir e até onde a força policial consegue lidar com algo que vai tomando proporções monstruosas.

Dentre as mecânicas do título, é dado poder ao jogador de manipular a massa. Você pode conseguir atrair mais pessoas ao protesto, pode incitar violência e agressividade, pode quebrar coisas, usar a imprensa ao seu favor e também acalmar manifestantes exaltados. Atacar a força policial? Bem, isso também é possível. E já falando sobre a força policial, as técnicas são parecidas, mas o poder de desencorajar o outro lado pode vir a ser maior. A polícia pode ter veículos, escudos de proteção, pode usar munição tanto de borracha quanto real. Até mesmo um tanque pode ser convocado.

Mas é claro que o objetivo do game nunca é eliminar o lado adversário, matando todo mundo. O objetivo é aprender como lidar com estes momentos tão complexos e reais que tomam o mundo atual. Vai que dizer que não parece uma ideia muito legal para um jogo?

RIOT: Civil Unrest tem um modo campanha, com aproximadamente 16 estágios, podendo também ser desfrutado em multiplayer, onde cada jogador assume um dos lados do conflito e vão tentar forçar seu lado até o máximo. Também é possível que jogadores se unam contra uma IA controlando o outro lado. O título também tem um fator histórico, pois se baseia em conflitos reais dos últimos anos, trazendo informações sobre o ocorrido, com cenários criados com base em várias locações ao redor do globo. No PC, e somente nesta plataforma, há um criador de level.

Para saber mais um pouco vale um pulo rápido no site da Merge Games, que atua como a publisher global do jogo. Também é bacana dizer que Leonard Menchiari desenvolveu RIOT: Civil Unrest em parceria com o estúdio italiano IV Productions para trazer o game a tantas plataformas.

 

 

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e do Ponto de Checagem (2014). 32 anos, formato em Direito, vivendo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Em busca de novos apoiadores que curtam estes projetos e a viabilidade deles crescerem!
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