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Análise | West of Dead

Disponível para Xbox One & PC

West of Dead é uma jornada de andanças em um purgatório com a temática de velho oeste, cujo o protagonista é uma caveira de cabeça flamejante, com a voz do incrível Ron Perlman (Hellboy, Sons of Anarchy). O jogo foi lançado no último dia 18 de junho, desenvolvido pelo estúdio independente de apenas quatro pessoas, localizado no Reino Unido, a Upstream Arcade, e distribuído globalmente pela Raw Fury. Seu lançamento neste primeiro momento foi para Xbox One e PC, sendo que a previsão é que o jogo chegue em agosto para PlayStation 4 e Nintendo Switch.

Importante salientar aqui que West of Dead foi lançado com um Day One DLC a parte da versão básica do jogo. Este conteúdo adicional recebeu o nome de Path of the Crow, que adiciona um corvo como mascote, que irá acompanhar o protagonista pela aventura, assim como uma nova fase, um novo inimigo e uma nova arma. Conteúdo este a qual não tive acesso para avaliar juntamente com esta análise. Além disso, West of Dead foi disponibilizado no serviço Xbox Game Pass, porém somente a edição base, sem o DLC. Já no dia 26 de junho, o Xbox One também recebeu a chamada West of Dead: Path of the Crow Edition, que contém o jogo base e a DLC num só pacote, versão esta que também não saiu no Xbox Game Pass.

Não ter a DLC torna o game incompleto? De forma alguma, ao menos não foi a impressão que tive. Mas como é um conteúdo que já se encontra à venda, e que não pude testar, achei prudente ressaltar. Até porque achei uma iniciativa intrigante do estúdio, de soltar um DLC logo no primeiro dia, para uma semana depois lançar um pacote com tudo incluso. Dá a impressão que esse é um conteúdo que deveria ter sido disponibilizado também no Xbox Game Pass, e que só por terem lançado separado, é justificável que não esteja. Discordo. Quero se isso também acontecerá em breve quando o título também for lançado nos demais consoles da geração. De toda forma, o DLC já está na minha lista de desejos para aquisição futura.

Entendendo as regras

West of Dead é um jogo de ação de combate intenso em meio a labirintos em uma experiência repleta de elementos roguelike. As áreas, que funcionam como os estágios, são criadas de forma procedural, ou seja, cada vez que se reinicia o jogo, o formato do labirinto, assim como de suas salas mudam de formato e posição. Alguns padrões eventualmente acabam sendo reconhecíveis, mas é normal neste estilo de jogo.

Além do estágio construido de forma aleatória, outros elementos roguelikes se fazem presentes aqui. Primeiro que morrer significa começar todo o jogo novamente. É possível salvar, sair do jogo e continuar depois, para quem não pode ficar na aventura por longas sessões, mas se esgotar toda sua barra de saúde não há como reiniciar de onde parou. Aí o jeito é recomeçar tudo novamente.

Posição de inimigos, objetivos secundários e segredos também mudam a cada nova partida. Armas e itens especiais também são oferecidos de forma aleatória ao jogador. Essa são regras básicas de jogos roguelike. Cada partida, uma experiência diferente sob condições adversas. Nada de decorar caminhos ou táticas. É preciso saber improvisar.

Claro que entender as regras do mundo do jogo ajudam a ir cada vez mais adiante na aventura. Conhecer inimigos, os tipos de armas e os itens acessórios que auxiliam na hora do combate ajudam a sobreviver por mais tempo. É o que torna a repetição satisfatória nesse gênero de jogo. Além disso existem certas runas que concedem habilidades permanentes ao jogador, assim como uma loja de itens que expande de forma permanente a habilidade de usar uma poção de cura por mais vezes, assim como tal loja também desbloqueia novos itens e armas que podem ser encontradas pela jornada.

Dedo no gatilho

A parte mais bacana, que realmente me conquistou, está atrelada a experiência do combate oferecida pelo título. Normalmente jogos roguelikes tem a tendência de serem uma espécie de bullet hell, ou seja, salas com muitos inimigos, todos atirando como loucos no jogador, sendo então um desafio muito mais de desviar de dezenas de projéteis do que qualquer outra coisa. West of Dead não é assim, indo exatamente pela via contrária. Ao invés da adrenalina do caos, o jogo aposta em combates mais lentos e cadenciados.

O combate é baseado em um sistema muito semelhante aos velhos duelos dos contos de faroeste. Com o jogador tomando cobertura em certos objetos pelo ambiente, para assim mirar em inimigos, que possuem atiram no jogador com um tiro bem cadenciado, mas um alto poder de dano. O sistema de controlar atirar dentro do jogo é chamado de twin-stick, ou seja, é preciso usar os dois analógicos para o combate: o esquerdo você se movimento e o da direita você mira. A ação de atirar se dá por meio dos gatilhos do controle.

Aqui vem um elemento que o jogo faz muito bem: duas armas, uma para cada gatilho do controle. Dentre o catálogo oferecido pelo jogo estão as clássicas pistolas de velho oeste, assim como uma variedade de espingardas. O jogador pode escolher qual gatilho será definido para cada arma, sendo que também é possível seguir a aventura com duas pistolas ou duas espingardas, ainda que o normal seja que o jogador escolha um tipo de cada. Pistolas possuem saque rápidos e normalmente tem mais balas no tambor para serem utilizadas antes de carregar, porém o dano é menor do que os tiros das espingardas, que possuem alto poder de fogo, mas tem menos balas no tambor e normalmente são mais lentas para se carregar.

Também achei muito bom a decisão da equipe de desenvolvimento de fazer com que a munição seja infinita para a proposta do jogo. Essa é sempre uma preocupação que me incomoda em certos roguelikes, mas não aqui. A recarga das armas também se dá de uma forma automática, basta apenas não usar os botões, que uma animação da interface do jogo irá mostras as balas sendo depositadas no tambor. Então o jogador atira quatro ou três balas de cada arma e aí precisa procurar cobertura ou fugir até que as armas estejam novamente recarregadas. Segundos preciosos em certos momentos, que podem definir tomar um dano fatal ou recuar para recuperar o poder de ataque e rever as estratégia para a sala a qual precisa avançar.

E o atirar em West of Dead é muito bom. Gosto da sensação que o jogo dá para esse elemento. Há um peso no tiro, seguindo por um ótimo trabalho com o som, tanto do disparo quanto da recarga da arma, assim como do impacto nos inimigos ou objetos do cenário. Normalmente efeitos sonoros não despertam a minha atenção em diversos jogos, mas aqui, toda fez que fio me arriscar no purgatório, preferi fazer com fones de ouvidos, de tão imersivo é a parte sonora do jogo. Tanto pela música, quanto pelos efeitos práticos, como a impotência da voz de Ron Perlman.

Além das armas básicas, que podem ser trocadas conforme outros podem ser encontradas, há também itens acessórios, que podem ser ativado com os bumpers dos controles. Estes itens são auxiliares, podendo ser itens de defesa, como um escudo temporário que é ativado ao seu redor, ou fazer sua recarga ficar mais ágil por um curto período de tempo, como também podem ser itens ofensivos, como arremessar um machado ou algumas dinamites que vão explodir próximos aos inimigos. Há um item muito bom que podem ser adquirido logo no começo do jogo, que é uma lanterna que pode ser arremessada no ambiente, cegando os inimigos próximos. Vale a pena investir no desbloqueio desse item o quanto antes. Todos estes itens precisam ser ativados com os bumbers e funcionam por alguns segundos. Após isso eles precisam de um tempo para serem recarregados. Não são consumíveis, ou seja, é possível utilizá-los quantas vezes quiser, contanto que se respeito o tempo de recarga. Eles são perdidos ao se trocar por outros ou morrer. E se pode carregar dois, um para cada bumper.

Mas não é só isso. Há ainda mais dois elementos de auxílio ao jogador. Existe um item passivo que é preciso ser encontrado no labirinto que ativa a possibilidade de recuperar um pouco da saúde ao tomar um grande dano indo imediatamente para alguma cobertura. E existe também uma espécie de poção de cura, meio semelhante ao esquema de Dark Souls, a qual inicialmente só se pode usar uma vez por área, mas que pode ser aumentada gastando grana na loja de desbloqueios permanentes. Assim antes de antes em uma nova área, o jogador pode encher a garrafa novamente em um tonel, podendo voltar a utilizá-la.

Tudo isso agrega um repertório de elementos que tornam as partidas por West of Dead interessante e sempre diferente uma das outras. Todas as armas e itens também possuem níveis, assim você pode começar com uma arma boa nível um e depois encontrar esta mesma arma mais à frente com um nível maior, que a fará causar mais dano aos inimigos. Mas você pode também não encontrá-la e se ver obrigado a trocá-la por outra de nível maior porque a de nível um já não está mais causando o dano esperado nos inimigos mais avançados das próximas fases. Os itens funcionam da mesma forma, possuindo também níveis.

Fora isso, dentro de cada área existem um ou mais pontos de subida de nível do personagem. Estes pontos são essenciais para se dar bem nas áreas mais avançadas do jogo. Ao encontrar estes totens o jogador precisa escolher dentre três tipos de melhoria: saúde, armas ou habilidades. Saúde expande sua barra de saúde, permitindo tomar mais dano, armas melhoram o dano que elas causam e o tempo de recarga, enquanto melhorias fazem com que estas durem mais tempo, assim como o tempo de recarga para usá-las novamente diminua. É bastante comum que cada área tenha dois destes totens, mas quase sempre apenas um fica no caminho da saída, enquanto o outro irá se posicionar em um beco sem saída.

Alias quase todos os becos sem saída das áreas do jogo oferecem algum tipo de recompensa, o que dá ao jogador um incentivo enorme para explorar 100% do labirinto antes de ir para uma nova área. Estas recompensas podem ser os totens de upgrade, ou diferentes armas e itens, assim como a loja de um vendedor, que irá lhe oferecer alguns itens.

Inicialmente estava achando maçante explorar todo o labirinto, mas isso melhora quando se derrota o primeiro chefe do jogo, um Wendigo, e se obtém primeira runa. Com isso é possível viajar por pequenos selos brilhantes que normalmente se encontram em cruzamentos do percurso do labirinto, sendo que os becos sem saída também oferecem estes selos na última câmera sem saída, tornando fácil retornar ao ponto em que precisa pegar outro caminho para avançar a área. Outro ponto a qual também acho positivo é que inimigos mortos dentro de uma área não retornam, o que não obriga o jogador a refazer combates. Com isso o jogo incentiva ainda mais a exploração, ainda que muitas destas rotas alternativas possam levar a mini chefes secundários e salas com inimigos mais perigosos.

A escuridão não é sua amiga

Um elemento muito forte de West of Dead, que combina bem com sua estética visual, diz respeito a escuridão. O jogo é propositalmente muito escuro. O caminho muitas vezes precisa ser iluminado por lanternas penduradas no tempo, o que também não iluminam 100% do ambiente, dando uma sensação de tensão aos corredores escuros entre as salas de combate e até mesmo nas salas de combates.

Iluminar lanternas faz com que os inimigos fiquem atordoados por alguns segundos, além de melhorar consideravelmente a mira do jogador. Porque sim, apesar de você mirar com o analógico da direita, estando no escuro, existe uma grande chance do seu personagem errar o tiro. Isso é um mecanismo proposital do jogo, feito para que o jogador não corra para corredores ou cantos escuros. Áreas iluminadas são importantes para o jogador. Mesmo sob cobertura, a qual o jogo te cola de forma automática, e mirando em um personagem próximo, mas totalmente coberto pela escuridão, você ainda vai errar o alvo.

Aliás, sobre as coberturas, gostei muito desse sistema de cover automático. É preciso entender que estando sobre cobertura e agachado, o inimigo não vai lhe acertar, e sim a cobertura, que após alguns tiros vai se quebrar, lhe deixando totalmente exposto. Aí é preciso correr para outra, sendo que o jogador pode pular para se desviar de tiros, o que o jogo faz um efeito de desaceleração do tempo que é bem legal quando se consegue uma esquiva de um dano que seria certeiro. Depois de um tempo, outra cobertura surge no local da que feito destruída, porque estamos no purgatório e aqui estas coisas não precisam de uma explicação científica, certo?

Quanto aos inimigos, é preciso mencionar que nem todos utilizam armas ou ficam lhe atacando a distância. West of Dead tem um bom repertório de inimigos. Há sim os pistoleiros, mas há também inimigos que avançam pra cima do jogador na porrada, assim como há outros que jogam dinamite e também os que explodem ao chegar muito perto. Sendo o purgatório, também espere encontrar algumas criaturas sobrenaturais, como um golem de pedra a qual só toma dano se atingindo em suas costas. Há também morcegos, tanto os que lançam projéteis no jogador quanto os que vão até lanternas e as apagam.

Avançando mais ao jogo espere encontrar rotas de áreas alternativas, e aí monstros do pântano estarão a sua espreita. Dentre os inimigos pistoleiros, inicialmente o jogo lhe apresentará somente aqueles que atiram à distância, com uma cadência de tiros que lhe permite atirar enquanto estão recarregando, mas logo irão aparecer aqueles que andam até você e usam uma espingarda de grande calibre, enquanto também vá ter inimigos que podem curar aliados e também em uma das áreas avançadas, uma cidade, inimigos podem atirar de frestas em janelas (e você não os pode derrubá-los).

Existe sim um ciclo de repetição dentro do combate, mas ainda assim fiquei com a sensação de que o jogo tem uma boa variedade de situações com diferentes inimigos que me fez agir de formas diferentes, com cautela antes de entrar em uma sala e até mesmo optando ou não pela cobertura quando há muitos inimigos que preferem vir para cima do que atacar a distância. Na área que é uma cidade de velho oeste, os combates a distância tende a ser bem mais intenso, especialmente por causa de um inimigo que fica restaurando a saúde de seus aliados, dificultando até mesmo que eu me aproxime demais do grupo.

Na parte dos chefes, não encontrei tantos inimigos icônicos quanto esperava. O Wendigo foi uma boa surpresa, mas depois dele, o que me foi apresentado me decepcionou um pouco. O padre e foras da lei normalmente simulam um jogador NPC, tomando cover e tentando me acertar a distância. O último chefe é um pouco mais complicado e desafiador, mas eu esperava encontrar outras coisas maiores pelo caminho. Até onde conseguir chegar no game, não topei com nada nesse sentido.

West of Dead também divide sua aventura em três capítulos segmentado em três áreas cada um deles. Ao final de cada uma destas áreas, um embate com o padre é esperado. Ao final do capítulo três, você encontra o chefe final do jogo. Dentre as áreas, quase todas possuem uma temática velho oeste, dentre fazenda, cidade, cavernas, minas, igrejas a fins. O jogo oferece rotas alternativas conforme você progride na aventura e descobre novas habilidades permanentes. Por exemplo, o pântano pode vir a ser a segunda área do jogo caso pegue uma rota alternativa, evitando assim ir para uma área que se parece com uma caverna.

Quanto a história, bem esta também segue aquele formato meio enigmática tão característico de roguelikes. Você acorda em uma taberna, morto no purgatório, sem saber exatamente quem foi em vida. Resta ir para o leste, a qual almas podem ter seu descanso eterno. O problema é que tudo que está no caminho até lá foi criado para atormentar as almas que vagueiam pelo purgatório. Ao longo da aventura, pedaços de quem você foi vão sendo reveladas.

Admito que nesse ponto o título não me prendeu muito bem. Gosto das frases de efeito de Ron Perlman, mas tirando isso, não fiquei tão intrigado assim pela trama se desenrolando. Até porque ela me parece meio confusa propositalmente, como se ficasse meio à interpretação do jogador. Gosto, entretanto, que em certo ponto do jogo, o título comece a me apresentar outros personagens presos nos labirintos, pedindo para que eu os ajude, em troca de recompensas.

Este auxílio vem por meio de uma maldição. O personagem é remetido por um grande fardo, e pode morrer tomando um único tiro. Para remover o fardo se faz necessários eliminar inimigos são tomar tal dano. Geralmente de quatro a seis inimigos eliminados esse fardo desaparece. É um objetivo secundário que dá ao jogador novas memórias e histórias sobre o mundo, personagens e a sim mesmo.

Outra missão alternativa são os fora da lei. Na taverna inicial, antes de adentrar no labirinto, há três cartazes de procurados. Uma personagem lhe diz em qual das áreas é possível encontrar estes personagens. Derrotando-os, novas runas podem ser liberadas, assim como memórias. Caça-los então também faz parte da experiência do jogo. Morrer por um destes procurados, faz com que eles fujam para outras áreas.

Considerações finais

Tenho que dizer: gostei muito de West of Dead. Normalmente não sou grande fã de jogos com essa temática western, porém esse titulo realmente me conquistou. De uma forma bem inesperada. Consigo dizer que é um dos roguelikes desse ano que mais cativou e me motivou a ficar horas e horas seguidas jogando. Suas sessões podem ir de duas a três horas sem morrer. É chato morrer e perder todo o progresso quando isso acontece? Sinceramente não me incomodou. Sempre sai destas sessões com a impressão de que estava melhor e que mais coisas desbloqueadas me farão ir ainda mais adiante em uma outra tentativa.

Acho importante que a cada área vencida, o jogador volta a um plano do purgatório a qual posso gastar as moedas (pecados) coletadas na fase para destravar coisas permanentes. Mesmo que não possa comprar tudo de uma só vez, posso pagar metade e eventualmente pagar a outra metade do item. Os pecados perdidas em fase só se perdem quando se morrer dentro de uma área. Mas a cada área é preciso gastá-las para ir adiante. É uma ótima forma de recompensas a progressão e não punir por ir longe demais no jogo.

Pesquisando pela internet vi muitos relatos de jogadores que não curtiram a cadência dos combates ou a forma lenta como o jogo os estruturou. Talvez esperassem algo bullet hell, não sei. Só sei que eu gostei do combate mais lento, mais arriscado pela troca de tiros cadenciado. Gosto da tensão do cover sendo destruído, das balas sendo repostas no tambor automaticamente, e do tiro não ter a precisão 100% definida quando se está atirando em cantos escuros. Até mesmo a escuridão do jogo, que parece ter incomodado alguns, não me incomodou. Acho que esse clima casa perfeitamente com a proposta do jogo, inclusive faz parte de sua jogabilidade.

É verdade que se não fosse pelo marketing chamando a atenção para Ron Perlman atuando na voz do protagonista, talvez não tivesse prestado atenção em West of Dead. E que bom que isso me chamou a atenção, caso contrário teria deixado passar batido um ótimo jogo. A falta do DLC não me incomodou, e certamente vou querer dar uma olhada no mesmo quando não houver mais nada do jogo base para me impressionar (até lá espero quem sabe pegá-lo em alguma promoção, mesmo que não seja tão caro assim).

West of Dead é um fantástico jogo, que possui uma excelente direção de arte, que consegue traduzir seu visual para dentro da jogabilidade, fazendo aquela combinação tão bem feita que um jogo eletrônico precisa para se destacar como tal. Saio desta experiência muito satisfeito, muito contente por ter conhecido o jogo. Há uma aposta diferenciada de ritmo que não pode agradar todo mundo, mas quem se deixar levar por esse mundo, irão ficar admirado, sem dúvida alguma.

Galeria

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Dando uma nota

Excelente atmosfera, ainda que a trama em si não seja nada particularmente especial - 8.5
Voz de Ron Perlman é sempre arrepiante, coube como uma luva aqui - 9.5
Jogabilidade é o ponto forte; combate tenso, cadenciado e que requer pensar antes de agir - 10
Elementos roguelikes agregam bastante à prosposta do gameplay, alto valor de replay - 8.9
Ambientes escuros estão à serviço das mecânicas, arte e jogo se comunicando entre si - 9
Boa trilha sonora, com ótimos efeitos sonoros das armas, impacto das balas e seus tambores de recarga - 8.5
Ótima variedade de inimidos, ainda que não tenha chefes memoráveis - 7.5

8.8

Incrível

West of Dead é um jogo independente que me impressionou, superando expectativas que pudesse ter para a aventura. Ron Perlman certamente faz seu destaque à obra, mas ela tem muito mais a oferecer. O maior mérito do título certamente é sua jogabilidade, oferecendo combate tenso e cadenciado a qual o jogador deve pensar antes de apertar o gatilho. Os elementos roguelike servem para esticar a diversão, ainda que se apoiem no ciclo de morrer e recomeçar mais uma vez. Ainda assim, gostei como o jogo recompensa nova tentativas.

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e criador do saudoso (e extinto) Fórum NGM. Tenho 35 anos, sou formato em Direito, e vivo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Gosto de escrever e sempre estou sem tempo.
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