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Cinema: As Crônicas de Narnia: Príncipe Caspian – Eu Fui!


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Narnia II amadurece e se redime do primeiro…

Quem assistiu o primeiro Narnia se decepcionou com algumas coisas. Enredo arrastado, onde a história demorava a se desenvolver, alguns efeitos especiais duvidosos e, principalmente, aquele final enfadonho de uma batalha que demora o filme inteiro para acontecer e quando acontece, não dura um piscar de olhos. Sem falar na história de Bruxa do Gelo e irmão xarope sem para lá de chata.

O segundo filme resolveu todos os problemas do primeiro e se torna uma continuação que supera a anterior. Uma coisa rara de se acontecer em Hollywood.

A primeira coisa é o enredo que está melhor. Uma linha de história completamente diferente do que aconteceu no primeiro. O primeiro falava de um Reino que precisava ser despertado. Um reino congelado.

Caspian tem um tratamento filosófico interessante. Depois que os 4 irmãos, os 4 reis e rainhas de Narnia, voltaram a Terra no fim do primeiro filme, 1 ano se passou para eles, mas 100 anos se passaram para Narnia.

Essa linha é otima para limpar o filme daqueles personagens chatos do primeiro como o Castor e Homem-Cabrito. Você reseta toda a história. Passados 100 anos, você espera um Reino em ascenção não? Pois é exatamente o contrário que acontece em Narnia. O Reino é destruido.

Delmarindos, o Reino vizinho, onde apenas humanos vivem destroem Narnia. E perceba aqui que o filme faz uma crítica extremamente forte a respeito do Real e da Fantasia. Nós, humanos, estamos matando e destruindo os seres de Fantasia, estamos acabando com a Magia, com os contos de fadas. Não há bichos falantes, seres mitológicos, anões e outras criaturas neste reino. Apenas o ser humanos, e eles fazem o que fazem de melhor, destruir aquilo que é diferente. Eu gostei muito desse clichê de humanidade vesus bichos de contos de fada que fica como tema de fundo do segundo filme.

O primeiro ato do filme, então cumpre esse papel de gerar dúvidas e ir explicando o que aconteceu com Narnia, quem são os novos personagens e o que diabos aconteceu em 100 anos para Narnia ser destruida?

A história não enrola e vai respondendo. Fica apenas uma ressalva no segundo ato, quando os irmãos estão já em Narnia, sabem o que aconteceu, e precisam encontrar o prícipe Caspian, que está com outros Narnianos na flores. Este trecho do filme é de dar sono. Muito parado e chato, mas são 10 a 15 minutos de um filme de mais de 2 horas.

Depois disso é diversão e belos efeitos e montagens. Batalha dentro dos portões do Castelo a noite. Batalha em campo aberto. Duelo de Reis.

Até a Bruxa de Gelo do segundo faz uma participação especial, num dos momentos mais agonizantes do filme, pois os irmãos tentam durante todo o filme trazer a paz a Narnia e a tarefa não é fácil. E essa parte do filme mostra o desespero gerado.

Os 4 irmãos também estão mais entrosados do que o primeiro, sem aquela frescura e ciumeira do primeiro. Todos tem um papel a desenvolver no filme e o fazem com exatidão.

No fim, eu recomendo Narnia II. A continuação amadureceu a série. Não chega a fazer um barulho como Piratas do Caribe, mas mesmo assim algumas reflexões em torno de como tratamos os contos de fadas, dá para ser revistos.

Mas aguarde mais alguns clichês, como a tropa de choque de árvores numa reviravolta da batalha, um Deja Vu imenso de Senhor dos Anéis, se bem que ver uma daquelas árvores de Narnia destruindo uma catapulta gigante do jeito que ela fez, é sensacioanal.

E destaque para o efeito de Poseidon no finzinho do filme. Ficou incrivelmente perfeito. Ah e como é um filme baseado em livros grandes e grossos e como a Disney pulou alguns, fica umas coisas em aberto, ou que pelo menos eu não saquei. Como qualé a do Leão que abandou Narnia por 100 anos? O que ela é afinal, uma espécie de Merlin, aquele feiticeiro dos contos? Mas nada que estrague o filme.

Se você viu o primeiro e se decepcionou, recomendo que dê uma chance a Caspian, pois a Disney realmente se esforçou para melhorar e consertar os erros do primeiro.

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e do Ponto de Checagem (2014). 32 anos, formato em Direito, vivendo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Em busca de novos apoiadores que curtam estes projetos e a viabilidade deles crescerem!
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