Jogando

Impressões da demo de Tales of Vesperia

Certa vez prometi que faria uma mini-análise do demo de Tales of Vesperia, RPG da Namco-Bandai que sai para Xbox 360 exclusivamente em agosto deste ano. Isso porque fora publicado aqui e no fórum NGM uma análise de um cara do fórum UOLjogos, acho eu, e que gerara muito controvérsia e polêmica.

Antes de começar o a análise, que mais soa como “minhas impressões” porque estou fazendo de um demo, e não do jogo completo. E a própria empresa nos mostra um recado antes de iniciar o game, que “esta é uma versão demo e que pode ser diferentes em alguns aspectos da versão final”. Então, antes de qualquer coisa quero “DESMISTIFICAR” um fato para o Thiago, o Dragon, o Boddah e o Dadah, que foram aqueles que mais comentaram a análise do outro sujeito. Aí vai:

No demo de ToV, é possível SIM mudar o personagem que você controla. Eu também achava que não, mas jogando ontem com um amigo meu aqui (aliás outra coisa que muito pouca gente sabia, dá para jogar com 2 jogadores simultâneos, até no demo!!! Até 4 eu acho, mas não tenho 4 controles para testar) e descobri que você pode querer jogar com outro personagem se quiser. Tanto é que meu amigo não queria ser aquela menininha que só cura, e acabou trocando pelo cachorro (ou lobo, sei lá). Agora podemos ir às impressões.

Gráficos: eu achei muito bonito, com o cenário agradável, nada estonteante, mas me diga algum Tales of que tem gráficos soberbos. Esse nem é o foco principal, mas eu particularmente gostei muito. Com relação aos personagens, o cel-shading utilizado parece muito com o de Dragon Ball Z Burst Limit e um pouco com Naruto Ninja Storm.

Som: aqui é um quesito fundamental na série Tales of. E aprovo também. A música de batalha parece um rock muito legal. Gostei bastante. Geralmente o pessoal critica que a música se repete por muito tempo. Bom, é um RPG, se não quer que ela se repita, não lute tanto, então seja um fraco e vá à raça com os chefes =P. Se tiver algumas poucas variações, como chefes, chefes secretos e uma reviravolta na história que mude a música de batalhas, o som não irá decepcionar os fãs.

Batalhas: aqui o ponto crucial. Muitos reclamaram das batalhas. Mas Tales of é assim. Batalhas em tempo real, você e seus amigos ficam dentro de um limite pré-estabelecido e tem que destruir os monstros presentes. Com um botão você ataca, com outro você defende (o dano apenas diminui), outro ataca com as “artes” (as habilidades, sejam magias ou golpes específicos com as armas) e um último aciona o menu, aqui o tempo pára para você escolher o que quer, seja configurar as “artes”, usar itens, etc. Por fim, é o melhor de um Tales of.

Jogabilidade: fiquei frustrado no começo, porque no demo não é possível mudar a configuração do controle do 360. E eu sempre estive acostumado com Tales of Symphonia e Tales of the Abyss, e a localização dos comandos eram parecidas. Agora são bem diferentes no 360, o que me deixou chateado. Mas ontem, com empenho, me acostumei. As batalhas fluíram muito bem e os controles responderam legal. Não tive problemas.

Personagens: no demo, há Yuri, que parece ser o protagonista, bem simples o design dele, mas o que me chamou a atenção é que ele, fora das batalhas, corre segurando a espada embainhada através de uma corda ><. A “second in command”, que parece ser a “meiguinha” do grupo, Estelle, e também a “healer”. Rita, a “black mage” (assim como Genis de ToS) e Karol, um menino (X_X) que não participou das lutas. Por último o cachorro Repede, que é controlável nas batalhas.

Enredo: ah, a mina de ouro dos RPGs em minha opinião. Sem uma história decente e cheia de surpresas e reviravoltas, nada feito. Ou algo que te emocione, te faça chorar, ou te deixe com raiva daquele vilão, ou que se sinta na pele do protagonista, tenha orgulho dele e etc. Obviamente, dá para inferir muito pouca coisa do enredo, por ser um demo, mas apesar disso, há alguns diálogos narrados e quem já conferiu a série já saca algumas coisas. Parece que o mundo do jogo é afetado por uma energia chamada “blastia”, que conhecendo a série Tales of, você percebe que é comum esse tipo de energia nos games anteriores: em ToS era mana, em TotA fonons, em ToL eres, etc. Isto geralmente é como se fosse uma energia que “governa” o mundo, tal como o “lifestream” de FFVII. Outra coisa é que parece haver muitas barreiras de energia que separam as regiões (barriers). Por fim, parece que os personagens sempre viveram enclaustrados dentro de algumas dessas barreiras e nunca viram o mundo “lá fora”. Isso me animou muito para saber como isso vai se desenrolar. Por que há essas barreiras? O que aconteceu antes? Como eles conseguem sair? Quem as colocou lá? Viram, dá muito pano para manga e se o Tales Studio souber trabalhar bem (muito bem em ToP e ToS e bem em TotA), já é garantido um enredo de primeira.

Impressão geral por ser um demo: gostei do que vi, valeu a pena ter feito uma conta na Live Japa só por causa disso. A demo é bem longa até, dá para batalhar bem, há um chefe, mais batalhas e duas animações em tempo real que te deixam atiçado para jogar a versão final. Mostra muito poucas magias, o que é bom (apesar de que quem joga Tales of há eras sabe muito bem quais magias haverão, só não sabe como elas serão na batalha =P). Provavelmente na versão completa, quando passar por essa parte que você joga na demo, não haverá essa quantidade grande de personagens ainda, não estarão no lvl 20.

Portanto, eis aqui a minha análise. Ficou grande, eu sei. Desculpem =) Aqui vai um vídeo como recompensa.

Comentem se quiserem.

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