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Review: Tales Of Vesperia (Xbox 360)

Em diversas tentativas a Microsoft tentou emplacar seus consoles em terras nipônicas, não obteve muito sucesso. Mas dessas tentativas surgem RPGs brilhantes como Blue Dragon, Eternal Sonata, Lost Odissey e mais recentemente Tales Of Vesperia.

Dados técnicos

Plataforma analisada: Xbox 360
Players: 1 jogador (apenas nas batalhas é possível ter um multiplayer offline com mais 3 jogadores)
Desenvolvedora: Bandai-Namco
Distribuidora: Bandai-Namco
Lançamento: 26/08/2008

Um conto na nova geração

A série “Tales Of…” já tem lugar garantido nos corações de milhares de jogadores. Surgindo no Super Nes e passando por diversas plataformas ela chega em grande estilo à essa nova geração com “Tales Of Vesperia”. O jogo começa devagar, temos uma pequena introdução que nos conta sobre as blastias, uma tecnologia muito antiga e utilizada de diversas formas, mas que tem como principal uso a criação de enormes barreiras mágicas que protegem as cidades do Império de ataques dos monstros.

Em seguida somos introduzidos ao bairro pobre da capital Zaphias. É ali onde nossa aventura começa. A blastia que controla a válvula do chafariz do bairro foi roubada e a água está tomando conta do lugar. Um garoto corre para pedir ajuda ao nosso herói (ou devo dizer anti-herói) Yuri Lowell, que nega a ajuda mandando o garoto ir procurar o verdadeiro herói local o Guarda Imperial Flynn Scifo. Mas após ver que Flynn não iria socorrê-los, Yuri decide ajudar. Como disse, essa primeira parte começa devagar e sem muitas pretensões, logo descobrimos que a blastia foi roubada por um misterioso mago e isso é só o começo da história. Algo muito maior está acontecendo e não tarda para você descobrir que o perigo é iminente.

Nessa primeira parte da história já podemos notar a qualidade gráfica do cell shading utilizada neste jogo, embora o jogo seja menos colorido do que Eternal Sonata, os cenários são impressionantes e a movimentação dos personagens é muito bem feita. Contando ainda com uma ótima dublagem em Inglês que só ajuda a contribuir para que nos identifiquemos com os personagens e realmente nos importar com suas preocupações. A trilha sonora peca apenas por reutilizar várias vezes as mesmas músicas, mas nada que tire o brilhe do jogo.

Aliás, onde o jogo brilha mesmo é no sistema de luta. Seguindo aquele esquema de ver o inimigo na mapa e você pode escolher entre enfrentá-lo ou deixar ele quieto. Mas enfim, a batalha é rápida e cheia de ação. Na sua equipe principal podem ter até quatro personagens: você controlando um e a CPU se encarrega dos outros três. Cada golpe e cada movimento são feitos em tempo real. O controle responde rápido e é possível adicionar vários atalhos para as magias, chamadas aqui de Artes. Temos o ataque comum, a defesa e as Artes que combinados revelam um combo devastador. Não tive problemas de slowdown durante as lutas, exceto quando fiz a proeza de linkar cinco inimigos. Sim, como em Blue Dragon, é possível atacar diversos grupos de inimigos. Mas com uma diferença: em BD os grupos eram divididos por turnos e em ToV estão todos lá, prontos para acabar com a sua raça. Aumentando o desafio e deixando as batalhas ainda mais divertidas.

O mundo de Tales of Vesperia é enorme e há muito o que se fazer. Estou com quase 50 horas e ainda não terminei a história principal, estou tirando um tempo para dar um level up nos meus personagens. Isso sem contar que deixei passar muitas sidequests. Sem dúvida que farei um replay desse jogo.

Erros e acertos

.: O desafio do jogo é altíssimo. Cada batalha com um chefe possui uma missão secreta: usar tal magia para quebrar a defesa, usar tal item para deixá-lo confuso… Se você quiser pegar todas as missões secretas vai ter que utilizar muita estratégia para descobrir qual é o ponto fraco.

.: Acredito que em todos os Tales of exista o tal limite para itens e sinceramente é o que mais me irritou neste jogo. Podemos carregar apenas 15 itens como poções e antídotos enquanto os ingredientes para as receitas vão muito além desse limite.

.: Além das missões secretas ainda temos os Gigantos. São monstros muito fortes que dão muito ouro e experiência ao serem derrotados. São lutas complicadas, o mais fraco que eu enfrentei até agora estava no nível 48 e foi preciso reviver várias vezes meus personagens até derrotá-lo.

.: As skits (pequenos diálogos entre os personagens e totalmente opcionais) são excelentes! Nesses momentos é possível ver claramente a personalidade de cada personagem. São diálogos extremamente úteis para um aprofundamento maior na história do jogo.

.: Alguns momentos de grande importância para a trama são mostrados em um estilo anime IN-CRÍ-VEL! O visual é maravilhoso e só nos deixam com gostinho de quero mais. E vou te falar, ver tudo aquilo em uma tv de lcd foi algo duplamente incrível. Me surpreendi com a qualidade dessas cenas.

.: O gostinho de quero mais fica amargo logo logo, pois infelizmente são poucos os momentos nesse estilo. Uma pena, pois poderiam ser muito mais aproveitados. Talvez o número reduzido se deva ao tamanho do dvd. Mas isso é discussão para outra hora…

Finalizando…

Com um sistema de batalha divertido, personagens carismáticos, enredo envolvete e gráficos de primeira, Tales Of Vesperia é um jogo que todos os donos de um X360 e amantes de RPG devem ter. O título adiciona poucas novidades à fórmula, mas como dizem, não se deve mexer em time que está ganhando. E com certeza a Namco-Bandai possui um time vitorioso.

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Theo Medeiros

Cinéfilo, gamer, adorador de música e entusiasta tecnológico. Acha que Nescau é melhor que Toddy e que bacon é a oitava maravilha do mundo.
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