Japão

Dica de mangá: Gantz

Antes de recomendar esse mangá, deixa eu avisar: Gantz é violento e pornográfico, mas além disso, essas duas características são bem explícitas, então só leia se não tiver problemas com esse tipo de coisa. Dito isso, vamos à recomendação!

Bom, a história gira em torno de um apartamento em um prédio comum de Tóquio cuja única mobília é uma esfera negra auto-denominada Gantz. Algumas pessoas que morrem vão parar nesse apartamento, o que acontece também ao personagem principal, Kei Kurono. Esses “mortos”, sem saber onde estão e estando impossibilitados de sair do apartamento, logo são instruídos por Gantz a matar seres alienígenas, e então são teletransportados de volta às ruas da cidade para que cumpram tal tarefa. Mas por que fariam isso? Bom… eu estragaria a surpresa se contasse.

O mangá é extremamente confuso no início, mas essa é sua grande sacada. Depois de ler o primeiro volume você não vai saber mais do que o que eu escrevi no parágrafo acima, e isso pode ser ruim se o leitor ficar pensando “Que merda de enredo tresloucado é esse?” e decidir parar de ler, mas garanto que quem persistir e ver a história se desenrolar um pouco mais não vai se arrepender. Kurono vai se transformando aos poucos de garoto a homem, sempre vivenciando a morte de companheiros (não se apegue a personagens, eles morrem rápido), e a trama no volume 20 já é tão complexa e bem estruturada que cada detalhe parece se encaixar com perfeição.

Nas bancas!
Nas bancas!

Além da história ser excelente, Hiroya Oku parece ser fã de situações desesperadoras, porque os personagens entram em batalhas contra hordas e/ou inimigos simplesmente colossais, sempre com mais perda de sangue do que Hellsing, mais desmembramentos do que Claymore e mais mortes do que Casshern Sins. Por ser repleto de cenas de ação, é um mangá de leitura muito rápida. Leio um volume inteiro no mesmo tempo que levaria para ler apenas um capítulo de Death Note, por exemplo, então perder detalhes é muito comum, e agora que a Panini está quase parelha com os volumes japoneses, nós brasileiros recebemos um volume a cada dois meses, então né… tenso.

Momentos de ação de lado, o autor deixa bem claro que o personagem principal é um jovem naquela idade tarada, digo, fissurada por qualquer possibilidade de procriação da espécie, então Kurono está sempre “apaixonado” por alguma garota, o que rende quadros bem explícitos de sexo. Além disso, é comum termos na trama tentativas (frustadas ou não) de estupro, já que muitas das pessoas que vão parar no quarto do Gantz não são exemplo pra ninguém. É pesado em vários momentos, sim, mas dá a ambientação necessária à trama e é classificado como imprópio para menores de 18 anos, afinal.

Fica a recomendação, Gantz é um mangá imersivo, intenso e de muita qualidade, mas que definitivamente não é pra qualquer um, ou pelo menos não pra qualquer um em qualquer idade. A Panini publica o mangá bimestralmente no formato tankobon original com cerca de 220 páginas por R$ 9,90, e está atualmente no volume 23 (note que a série adota a distribuição setorial, então tirando São Paulo e Rio de Janeiro, os outros estados estão com algumas edições de atraso). No Japão, o mangá está no volume 26 e continua em publicação.

Divirta-se!

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Dakini

Viciada em RPGs, sejam eles Final Fantasy e Tales of ou Mass Effect e The Elder Scrolls! Fã incondicional de animês e mangás, e ousem criticar meus favoritos sem bons argumentos! Fora isso, podem me chamar de “a dama dos wallpapers”, hahaha.
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