Como você acha que será a Internet em 2020?

Você pode estar se perguntando que raios essa pirralha da imagem acima tem a ver com Internet. Pois, saiba que essa é Lain, a protagonista do anime Serial Experiments Lain. Essa menina com cara de anjinho fica viciada na Wired (que, na história, seria uma evolução da nossa Internet), com isso ela acaba se tornando uma espécie de hacker. Uma história que se encaixa perfeitamente no tema desse post. Já viu quanta referência a informática tem na imagem? Curioso é que esse anime tem um tema que me interessa muito, contudo o ritmo da história não me agradou e acabei deixando de lado, mas quem sabe termino de assisti um dia. Bom, fica a dica de um bom anime pra quem ainda não assistiu e também um wallpaper bonitinho (que a Dakini não nos veja).

Bom, como vocês já perceberam, o assunto aqui é Internet. Ontem, durante minha caminha diária pela Grande Rede, tropecei em um post interessante no blog Intac. Um artigo em que foram apresentadas várias estimativas de como estará a Internet no ano de 2020. Na verdade o post deles foi resumido em uma imagem. Portanto, eu peguei as informações mais importantes e trouxe aqui para comentar um pouco sobre o que penso a respeito de cada uma delas. Algumas previsões são bem obvias outras já apresentam alguns sinais de que realmente irão acontecer e outras eu não apostaria tantas fichas. Na verdade tudo não passa de tendências, mas se eu fosse você não perderia essa oportunidade de saber o que pode estar por vir nos próximos anos. No final desse post você ainda encontrará a imagem que foi publicada no Intac.

Mais pessoas estarão conectadas à Internet. Segundo o site que divulgou a pesquisa, somos 6,7 bilhões na superfície terrestre e destes apenas 1,8 bilhão são usuários da grande rede. A previsão é que, em 2020 sejamos 5 bilhões navegando. Isso eu já acho que é bem previsível. A Internet tem estado cada vez mais presente na vida das pessoas, mas ainda tem muita gente que não tem acesso a esse serviço, principalmente nos países pobres e nos chamados emergentes, como é o caso do Brasil. Além disso, a tendência é sempre que o fornecimento desse tipo de serviço se torne mais barato por conta do próprio avanço tecnológico e de outras opções que podem surgir.

A Internet será mais bem distribuída geograficamente. Não vou passar os números dessa informação aqui. Primeiro porque isso é muito chato e ninguém tá nem aí pra isso. E segundo porque são muitos dado e vocês são grandinhos e já sabem ler. O que é importante aqui é que, a Internet  provavelmente terá suporte a mais linguagens, e não apenas ao padrão ASCII que é o padrão americano para troca de informações, ou seja, os caracteres que usamos normalmente em nosso alfabeto. Eu vejo essa previsão como um complemento da primeira. Com a Internet mais barata e mais acessível nos países pobres a tendência é que ela descentralize. Isso é de grande importância ao papel principal da Internet (a meu ver) que é difundir informação de maneira democrática.

A Internet será a rede não só dos computadores. Segundo os dados, atualmente temos 575 milhões de computadores conectados à rede. A expectativa é que em 2020, além de computadores, tenhamos prédios, edifícios e até mesmo pontes funcionando como pontos de acesso. Isso nós já podemos observar, além de tudo,  pelo avanço tecnológico em relação aos meios de transmissão sem fio. Hoje é muito comum encontrar shoppings centers que possuem um sinal público de acesso à rede, bibliotecas ou até mesmo hospitais já fornecem tal serviço aos clientes.

A Internet será wireless. O número de pessoas que utilizam banda larga móvel já é grande (257 milhões) se levarmos em conta que esse é um serviço bem recente para o público e, mesmo assim, vem crescendo cerca 85% ao ano. O cálculo é que cheguemos a 2,5 bilhões de pessoas utilizando Internet móvel ainda em 2014. Essa estimativa eu creio que anda de mãos dadas com o item anterior e também acho bem provável que aconteça, e arrisco dizer que os números serão maiores que esses. Basta observarmos o grande sucesso que fazem os aparelhos celulares que possuem acesso à Internet, além, claro, dos tablets (Ipad, Kindle, Slate, etc.), hoje qualquer um quer ter troço desses. O que está crescendo também é a utilização da tecnologia embarcada, internet nos carros, nos aparelhos de TV e até mesmo nas geladeiras. Quem sabe alguém no futuro estará lendo esse texto enquanto abre a geladeira só pra dar aquela olhadinha dentro? Agora só falta a pia da cozinha ter conexão Wi-fi. :mrgreen:

Mais serviços estarão nas nuvens. Computação nas nuvens (em inglês cloud computing) é uma nova tendência de armazenamento dados. A ideia é que nossos dados fiquem armazenados em servidores que podem ser acessados remotamente a qualquer momento e em qualquer lugar do mundo. Com isso não precisaremos mais de discos rígidos (HD) nos computadores, apenas um processador e uma quantidade de memória (RAM) razoável.  A previsão, segundo o site que divulgou os dados, é que esse tipo de serviço cresça muito. Eu particularmente ainda não gostei muito dessa ideia de ter meus dados espalhados por aí a mercê de qualquer mal intencionado. Claro que serão implementadas medidas de segurança, mas assim como algumas pessoas criam alternativas de segurança outras arrumam maneiras para quebrar essa segurança. Mas é opinião minha quem quiser se informar um pouco mais sobre o assunto tem um artigo na Wikipedia e outro no Oficina da Net. Ah, olha só, a pia da cozinha também poderá se conectar!

A Internet transportará exabytes, ou até mesmo zetabytes de conteúdo. Que o conteúdo transportado na WEB ira aumenta estupidamente acho que todo mundo concorda com isso, né? É só olhar um pouquinho para trás e relembrar o tempo em que tínhamos que esperar horas para baixar uma imagem com resolução razoável. Hoje temos transmissão de vídeo em tempo real, baixamos gigabytes em questão de minutos. Isso sem contar com os avanços na iformática e com as pesquisas científicas. Muito em breve teremos CDs armazenando petabytes de dados, inclusive.

A Internet será verde. O consumo de energia elétrica é muito alto por conta dos diversos aparelhos que temos em casa. Computador, monitores, roteador, modens, vídeo games e outras coisas mais. A tendência é que esse consumo diminua bastante até por conta dos aparelhos móveis com baterias que duram muito mais. Além, é claro, de formas de geração alternativas de energia. Eu já sou um pouco mais pessimista quanto essa questão toda de sustentabilidade. Fale-se muito em mudanças entretanto vemos pouca coisa acontecendo nessa área. O principal impedimento de medidas sustentáveis tem sido ainda o alto custo de algumas delas. Ás vezes sai mais caro não prejudicar o meio ambiente que preservá-lo. E o verde que os empresários gostam não são os que brotam em árvores.

A internet atrairá mais hackers crackers. Só para deixar claro, crackers são os hackers que escolheram o lado negro da força. São pessoas que utilizam seus conhecimentos em rede e programação para proveito próprio ou simplesmente vandalizar, muitas vezes causando prejuízos absurdos à empresas e usuários domésticos. Só de curiosidade: em 2009, 80% dos ataques estiveram concentrados nos EUA e em países da Europa. Como eu já disse (quando comentei sobre computação nas nuvens), assim como tem gente trabalhando para manter a segurança nas grandes redes existem pessoas que trabalham para burlar essa segurança. E quando a tecnologia evolui é para todo mundo então, os mesmos avanços e facilidades que uma empresa tem para se defender um cracker também pode encontrar para uso indevido. Portanto, creio eu, que essa é uma disputa que sempre irá ocorrer.

Essas foram as minhas considerações a respeito das previsões. Acabei discordando sobre a “Internet Verde”,  já que eu não acredito  que medidas sustentáveis faram parte de um futuro tão próximo. Ainda é muito pouco o que se tem de avanço nessa área. E também não aposto muito no sucesso da computação em nuvens. A verdade é que não vejo mesmo com bons olhos essa ideia de ter meus arquivos pessoais espalhados por sabe-se lá onde. Mas posso estar enganado, até porque algumas empresas já estão começando a fazer uso de tal tecnologia aqui no Brasil, inclusive. É aguardar para ver como as coisas se comportam.

Por fim, eu esperava um pouco mais de ousadia da pesquisa. Senti falta da realidade aumentada e da tecnologia 3D. Falou-se muito sobre web mas pouco sobre as formas de interação com o usuário. Pode parecer que 10 anos são pouca coisa, mas levando em conta a velocidade com que  os avanços tecnológicos estão ocorrendo eu diria que essas previsões poderiam valer muito bem para 2012 pelo pouco que arriscaram. Se tratando de ideias eu creio que não é necessário tanto receio em arriscar. Eu, sinceramente, espero por mudanças mais radicais em 2010. Quem sabe pessoas completamente  imersas no mundo virtual sem conseguir distinguir a realidade, ou talvez uma presença massiva de robôs ligados a Grande Rede controlando cada passo nosso? Muito futurista?

Confira a imagem postada no Intac: Link

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