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The Walking Dead: à distância de uma mordida da morte! Jim garante: há covas para todos! (1×04)

In a world ruled by the dead, we are forced to finally start living!

The Walking Dead: Episódio 4 da 1ª temporada foi exibido nos EUA dia 21 de Outubro de 2010: Vatos

Enquanto isso no Brasil: O episódio 1×04 foi exibido no dia 23 de Novembro às 22h no canal Fox! (exibição toda terça-feira, às 22h na Fox)

Aviso: Continue lendo apenas se você já assistiu o episódio 1×04 (“Vatos”) de The Walking Dead. Haverão spoilers!

Não conhece o Papo de Série? Basta clicar aqui e ficar por dentro do projeto. Depois do “continue”, a gente conversa mais.

1×04: Vatos

Um acaso fatal, agradável e surpreendente!

Na semana passada, lembro de ter dito que apesar de The Walking Dead ter se revelado uma adaptação satisfatória (quero dizer, boa), sempre havia por trás da maioria das cenas um ritmo lento e monótono que se fosse trocado por situações de pânico – mais extremas – poderia resultar numa atmosfera bem mais empolgante.

Não, não estava dizendo que a série é fraca, apenas apontando aquilo que poderia deixá-la ainda melhor. Bem, demorou mas acho que talvez eu tenha sido precipitado: esse ritmo mais agitado marcou presença em “Vatos” e quero acreditar que um ritmo agitado mais prolongado pode vir em questão de mais alguns episódios – tudo começa com uma mordida e termina com restos mortais.

Assim como afirmei estar bastante convencido da morte de Merle no episódio passado – seria um empurrão bem conveniente para Deryl ficar perturbado e criar fortes dramas na série -, fiquei agora mais convencido de que Merle sobreviveu. A ensolação ajudou na sobrevivência, quem diria! Sem devaneios, dificilmente gastariam tempo de exibição para levantar o mistério da sobrevivência de Merle e depois não aproveitar a situação. Ele deve estar vivo e possivelmente poderá voltar como um inimigo de Rick – são nesses novos detalhes que a HQ não ajuda em nada, ou melhor, não atrapalha.

Reunidos a volta da fogueira e rodeados por escuridão!

Toda a atmosfera de terror, de abandono e de acaso fatal se manteve. A cena das covas com os delírios de Jim teve o seu lado positivo, mas não posso dizer que gostei por inteiro. Claramente foi uma forma que encontraram para explicar as origens de Jim fora do roteiro da história original mas não fiquei convencido 100%. Aquela reunião à volta da fogueira, com neve ao redor e um certo aconchego apocalíptico ficou tão bem enquadrada na HQ para aprofundar a caracterização das personagens (revelar a vida de cada uma) que me incomodou quando vi que só incluiriam parte disso na série.

Rick, Deryl, Glenn e T-Dog foram resgatar Merle, tudo certo. Gostei da forma como desenvolverm a história durante o resgate, isto é, os rastros da fuga e da sobrevivência de Merle, a surpresa de novos sobreviventes nas ruas de Atlanta, Guillermo, o abrigo hospitalar para idosos e os zumbis, claro!

Pareceu estar tudo bem trabalhado, a própria ideia de que por trás daquele grupo agressivo com a vontade de ficar com as armas de Rick houvesse uma idosa e uma intenção sincera de ajudar outros necessitados acima da própria vida. Confesso que fiquei satisfeito em ver a introdução da ideia do surgimento de novas comunidades, grupos de resistência.  Não esperava por aquilo. Por outro lado, fiquei um pouco decepcionado porque Merle continuou desaparecido – embora vivo, à princípio, se foi realmente ele quem roubou o veículo do acampamento em Atlanta.

De resto, tivemos mais situações de convívio humano. Entre detalhes, alguns momentos tensos entre Shane e Jim, nada que eu tenha apontado como notável. Mesmo que tenha havido menos monotonia (no sentido moderado), ainda achei certas partes lentas, mas analisando pelo lado positivo, isso intensifica as cenas fortes que se seguem – e houve muitas! Guillermo, como disse, contribuiu para um bom funcionamento do episódio, funcionou quase como um vilão temporário – em algum tempo passou de agressivo para amigo da vovó. Nada contra, mas foi algo surpreendente.

Havia covas, faltava os mortos…

E após comentar tudo isso, as covas cavadas por Jim faziam mais sentido do que poderíamos imaginar. A fronteira entre a realidade e o sonho já foi tratada inúmeras vezes por idealistas, por estudiosos e simples filósofos – até Fernando Pessoa tratou do contraste entre a realidade e o sonho.

The Walking Dead também teve a sua vez de tratar do assunto mais superficialmente. Ainda assim, achei a última frase de Jim forçada. Foi simbólica, acredito, porque por outra interpretação, parece que ele teve um pequeno poder de prever acontecimentos. Tudo bem que zumbis são ficção científica, uma previsão delirante de Jim também seria uma boa dose de ficção, mas para mim basta ficar por aí, pelos zumbis! Porém, isso nos faz refletir e marca um novo estilo: a impiedade de Kirkman! Quando estamos certos de que ele não pode fazer algo, ele faz da forma mais fantástica possível e isso é algo, uma característica, que admiro em The Walking Dead e que tenho certeza que não tirarão da série (sério, não podem e não devem).

Todos morrem num dia… ou numa noite! Isso significa vida!

Entretanto, o acontecimento que quero abordar com todas essas linhas é a morte da primeira personagem (considerando que Merle ainda está vivo e que o cavalo e Ed não contam): Amy. Tinha dúvidas se eles alterariam a história para Amy durar mais tempo na série ou se seriam fiéis a HQ neste aspecto. Apoio a decisão tomada de matarem Amy. Isso fortaleceu o núcleo de ameaça apocalíptica fundamental para toda a ação, para toda a história. E que bela forma de adaptarem o ataque de zumbis ao acampamento!

Quando vi todos reunidos à volta da fogueira (quer dizer, nem todos infelizmente), comecei a pensar em tudo que aconteceria logo em seguida mas tinha dúvidas se alterariam algo mais da versão original. Bastou a Amy se levantar que fiquei esperando pelo começo do ataque e a chegada de sua morte. A forma como os zumbis morderam a Amy foi perfeita!

O grito de desespero e a dor da irmã de Andrea, o caos, a morte de Ed (não achei tão importante, mas significativa), a reação de Andrea ao ver a irmã sendo mordida pela segunda vez no pescoço. Cheguei a sentir de verdade pena de Amy. Aquilo veio com uma carga emotiva de perda que não esperava da cena. O ponto mais alto do episódio – pelo menos para mim foi, sem dúvida. Seja como for, essa morte estava acompanhada por presságios – Jim cavando covas, começo com Amy e Andrea no barco conversando sobre a infância, partilhando memórias e o ataque na tenda de Ed um pouco antes do ataque à Amy.

Este episódio, em poucas palavras…

Enfim, resumindo tudo que foi escrito, “Vatos” manteve a qualidade da adaptação televisiva de The Walking Dead. A soma da atmosfera fatal de abandono com os conflitos, o mistério de Merle, a morte de Amy e Ed e os lamentos bem interpretados de Andrea ao ver a vida da irmã sair vermelha pelas feridas causadas por mordidas recentes foi extremamente positiva.[COMEÇA SPOILER DA HQ] Queria que Carl tivesse salvado Lori com uma arma (como ele faz na HQ), mas não fizeram assim. Paciência. Isso é perdoável [TERMINA SPOILER DA HQ].

Resta aguardarmos por Domingo para vermos o que mais The Walking Dead nos reserva. Estou curioso para saber se mostrarão Amy voltando como zumbi!

 


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Araphawake

Gamer de nascença, entusiasta do YouTube, cinéfilo e sobrevivente de The Walking Dead. Adoro livros e penso demais nas coisas. Na vida pessoal sou extremamente nostálgico e exagerado. Quem não me compreende ou conhece pode achar que sou antipático.
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