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A maior coleção de vídeo games do mundo? Prepare-se! São mais de 2 horas de cair o queixo!

Ah… coleções, eu sempre quis ter uma quando pequeno, tentei colecionar peões, mas eles não duravam muito, tentei colecionar bolinhas de gude, mas perdi todas elas em disputas, pois era péssimo nisso, tentei também colecionar todas aquelas figurinhas de animes que surgiram no final de 99 e início de 2000, tinha Digimon, Pokémon e até o tempo de Yugi-Oh eu cheguei a pegar, mas no fim das contas, elas acabaram centrifugadas pela máquina de lavar roupa, cheguei também a considerar a hipótese de colecionar pedras exóticas, mas desanimei ao descobrir que não havia nenhuma aonde eu morava. Sim, você deve estar se perguntando: E os vídeo games? Destes eu desisti logo no início, pois na época dificilmente tinha grana para comprar, era tudo na base do aluguel mesmo, mas enfim, sempre admiro quem consegue montar um bom acervo de tudo aquilo que realmente gosta, e como nerd que sou eu jamais poderia ignorar o que vi ontem a noite, não sei se algum de vocês já viu algo igual, eu nunca havia visto, é basicamente toda a história dos vídeo games retro concentrada num único lugar, um verdadeiro santuário dos jogos, a coleção pertence a um francês que atende pela alcunha de Brycecorp, o vídeo é praticamente um filme, dividido em 10 partes, a viagem pela coleção do francês leva mais de 150 minutos, sugiro que prepare a pipoca e um bom refrigerante para apreciar com calma logo após o continue.

O (filme) vídeo já começa muito interessante, com a câmera bem lentamente ele passa pelos vários games de Neo Geo, Neo  Geo CD e Neo Geo Pocket (esqueci alguém?) reparem em quantos jogos, a maioria em versão japonesa, me pergunto se todos foram lançados no ocidente ou se ficaram restritos ao Japão, não conheço nem metade do que vi ali, até porque não peguei essa época, para falar a verdade, eu estava bem desligado do mundo dos games neste período. Destaque para Metal Slug, Samurai Shodown (Spirits no ocidente), The King Of Fighters e por ai vai, joguei muito todos eles, mas em emuladores.

Nesta segunda parte dá para notarmos o quanto o Mega Drive era forte, principalmente no Japão, vários jogos baseados em animes que estavam bombando na época aparecem no vídeo, Slam Dunk, YuYu Hakusho, Sailor Moon, Patlabor e até Shin Chan estava no meio, isso sem falar nos que eu nem conhecia, destaque para aquelas lindas caixas de Zelda e Super Mario Bros, fala sério, tem coisa mais gratificante que ter um item desses na sua coleção? Eu fiquei me rasgando de inveja aqui, simplesmente demais a coleção desse cara e olha que estamos só no começo ainda.

Demais, o cara fez questão de apresentar a coleção toda no maior estilo, adorei as prateleiras móveis, será que é ele quem limpa ou ele deixa alguém de confiança limpar para ele? Eu mesmo ficaria na dúvida, odiaria só imaginar que algum espertinho (a) poderia levar algo da minha coleção, por outro lado dar uma faxina nesse lugar é praticamente uma guerra, difícil dilema. Voltando aos consoles, temos o Mega CD, outro  que eu também não tive a oportunidade de conhecer, mas  o acervo de jogos para a plataforma mostra claramente a força que a Sega tinha antes de largar a produção de hardware e se focar apenas na produção de software. O Sega Saturn também dá as caras nesta segunda parte, destaque para a primeira versão de Metal Gear (que se não me engano também foi lançado no console da Nintendo), uma relíquia da franquia Dragon Quest na mesma prateleira e uma tonelada de games japoneses, muitos baseados em animes, o Saturn era o console do momento no Japão no começo da geração dos 32 Bits, pena que o mesmo não aconteceu em outras parte do mundo.

E dalhe mais Sega Saturn, viram o Hokuto No Ken logo no início? Para quem não conhece, este foi  um dos animes precursores do gênero porradaria Shonen, Dragon Ball por exemplo, se inspirou (e muito) na saga de Kenshiro para fazer sucesso na TV Asahi na década de 80. Reparem no clássico Sonic Wings, nostalgia lá em cima, destaque para Dragon Ball (não me lembro o nome), este foi o melhor jogo da franquia que joguei na geração dos 32 Bits, nem mesmo os games que saíram para o PSX faziam frente a este do Saturn, opinião claro, e o Sonic 3D Blast? Lembro de ter odiado quando joguei pela primeira vez, mas para a época devia ser o game máximo do ouriço azul. Agora falando de outro finado, temos o Dreamcast, linda essa caixa de Shenmue, nunca joguei, mas o pessoal só fala bem desse game, tanto que até hoje os fãs imploram para a Sega desenvolver uma continuação, e água mole em pedra dura já viu né? Só resta saber quando. Reparem também na caixa do Pippin, console da Apple em parceria com a Bandai que amargou um número baixíssimo em vendas, principalmente por não ter exclusivos de peso para bater de frente com a Sega e a Nintendo, e ainda assim entrou para a história dos vídeo games.

Mais um pouco de Dreamcast e vários jogos que eu fiquei curiosíssimo para ver, legal ver tantos acessórios fazendo parte da coleção também, logo em seguida, entra em cena o PC Engine, outro console que só conheço por nome, nas imagens dá para ver que ele teve diversas versões.

Claro que a família Playstation não poderia ficar de fora não é? Mas como ela dispensa comentários, vou me abster neste ponto, a cada prateleira conferida entramos mais e mais no coração desta coleção, o lugar virou praticamente um labirinto com passagens secretas e tudo mais, verdadeiras relíquias, bonecos, pôsteres de animes, enfim, acho que falo por todos quando digo que este quarto é o quarto dos sonhos de qualquer gamer vivo na face desta Terra. Da Sony pulamos para a Nintendo e seu Super Famicom (o Super Nintendo no Japão), e que tempo hein? Não joguei nem metade do que vi no vídeo (para variar) mas só tenho boas lembranças, Super Mario Bros, Donkey Kong, Bomberman, Top gear, entre outros, resumem bem o assunto.

No Nintendo 64 então, o que dizer das horas e horas perdidas com Pokémon Stadium? E o Zelda Ocarina Of Time que comecei e recomecei tantas vezes e até hoje ainda não terminei? Deste console só tenho boas lembranças, principalmente pelo fato de não ter gasto quase nada com ele, pois tudo o que jogava era geralmente emprestado de algum amigo. Depois veio o Gamecube, este eu simplesmente não vi passar, só vim conhecer o arquirival do PS2 no final do ano passado graças a retrocompatibilidade do Wii, não tenho muito o que comentar, pelo pouco que sei o Gamecube só não fez frente ao PS2 pela mídia diferenciada, que provavelmente dificultou um pouco a popularização do console (por aqui a pirataria tentou fazer sua parte), independente disso ainda tenho jogos como Mario Sunshine e Zelda Wind Waker na minha lista para conferir, só não me pergunte quando.

Notem que no finzinho tem uma prateleira com alguns games de Virtual Boy, que se não me engano foi aquele console sem controles com um baita de um capacete enorme que o cara colocava na cabeça para jogar sem controles, não durou muito e entrou para história também, eles ainda não estavam prontos para jogar sem o joystick.

Aqui a gente começa com um pouquinho de tudo, Nintendo DS e Gameboy Advance, eu não tive nenhum dos 2, pensei em pegar um DS este ano, mas vou me segurar e esperar pelo 3DS, por quanto tempo? Só o preço vai dizer. O portátil Game Gear é outra incógnita para mim, mas vendo tantas franquias clássicas famosas e o número de games baseados em animes da época, fica difícil entender porque a Sega não seguiu em frente na produção de seus consoles. E falando em portátil, olha o Game Boy marcando presença aqui também, a Nintendo foi precursora dos portáteis e até hoje não foi desbancada pelos rivais, apostando mais na diversão do que em gráficos bem polidos. E no finzinho do 8º vídeo, um respeitável combo de RPG’s.

Agora é a vez do Master System, nome bem irônico considerando que os gráficos dos jogos naquele tempo não eram nada perto do que são hoje, Master System foi o meu primeiro console e apesar de ter passado bons tempos com ele não consegui mantê-lo intacto, o que houve com ele? Não lembro, mas hoje tudo o que sobrou dele foi o velho controle preto com direcional simples e apenas dois botões que mantenho guardado, quem sabe um dia não vira uma relíquia também? Na memória ficam as tardes gostosas em que jogava Sonic e Alex Kid, o resto as areias do tempo apagaram.

Chegando ao fim do 9º vídeo, o Bryce nos mostra seu cantinho de Resident Evil, recheado de Action Figures, cartazes e itens caracteristicos da série, para ilustrar os diversos momentos da franquia, coisa de fã mesmo.

E para finalizar, me matando de inveja de uma vez por todas, o Bryce nos leva as prateleiras de ArtBooks e sua montanha de Action Figures, fenomenais esses bonecões também, reparem, tem um do Link, outro do Solid Snake e um do robô de Gekiganger, isso sem mencionar a horda de miniaturas que seguem, o cara é mesmo fã de animação japonesa, pois tem de tudo, coleção admirável, é meu sonho um dia ter um quarto desses, mas acho que colocaria tudo em vitrines para evitar a ação de pirralhos desavisados.

E é isso pessoal, a coleção dos sonhos vai ficando por aqui, muita coisa ali eu não conhecia, mas tenho certeza de que deve ser um prato cheio de nostalgia para quem é mais veterano no assunto, foi basicamente um filme o que acabamos de assistir, e pelo vísto vai rolar uma continuação, vamos ficar de olho no canal do Bryce no YouTube para saber o que vem por aí, enquanto isso, eu me decido sobre o que eu vou colecionar, hum.. deixa eu ver… quem sabe pedras?

OBS:  Se você se perguntou porque Bryce tem tantos jogos japoneses é só dar uma olhada na entrevista que ele cedeu ao site ++GoodGames clicando aqui, lá ele explica como sua paixão por games e animes nasceu e outras coisas mais.

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K o n S a m a

Do ser sem razão a essa explosão de emoção, do preguiçoso leitor ao (meia-boca) escritor, do tímido calado ao ator inquieto, do caminho já traçado à esquina do destino incerto. Tentei me definir, mas sem sucesso. Games, filmes, música, animes, são só o começo desse quebra-cabeça sem nexo.
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