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Moon Diver, simples porém viciante? Ou repetitivo demais? [Impressões da Demo] [PS3/PSN]

Vi muitos lugares falarem que Moon Diver aparentava ser um sucessor espiritual de “Strider”. Bem, eu não tive contato nenhum com a série, além das apariçõs do dito cujo nos Marvel vs Capcom, mas ainda sim pelos vídeos dos dois, dá pra ver que as características são as mesmas. Uma espécie de Beat’n’Up Plataformer com zilhões de inimigos.

A primeira impressão que MD deixa é muito boa, e é quanto a direção artística do jogo. A “história” inicial é apresentada numa sucessão de figuras com uma dinâmica próxima aos dos quadrinhos, e os desenhos são muito bacanas. Todo layout, é bem arrumado, e facilita ao navegar nas imensas opções de customização de habilidades, que obviamente não estavam presentes na versão demo.

A grande diferença de Diver talvez esteja no sistema de RPG implantado, mesmo bemsimples e automático, exigindo puco a se pensar sobre as “builds”. São quatro personagens: um balanceado, um fortão, uma cheia de mp, e uma com mais velocidade se não me engano. Eu joguei com o mais balanceado, justamente para não ter problemas de possíveis habilidades necessárias a outros personagens desbalanceados, que não estejam disponíveis na demo.

O jogo flui rapidamente, o que me lembrou Megaman Zero, de GBA, mas não tão rápido como tal. Há a possibilidade de dar uma rasteira, atacar e carregar os golpes, duplo pulo e se pendurar e agara em quase tudo que é parede.  Este último elemento é essencial parea enfrentar a horda de monstros que aparecem (mesmo no primeiro estágio morrendo com um golpe, a maioria). Principalmente, pois, periodicamente o jogador é “fechado”, limitado, a um quadrado de tela, sem poder fugir até dizimar todos os inimigos, e é nessa hora que as coisas complicam. Se ficar parado sua vida desce bastante, mas por outro lado os inimigos dropavam “life Orbs” à rodo, o bastante para deixar de pegar um monte. Um monstro muito chato é um humanóide amarelo, esse sim tira vida pra caramba, pois ao ser morto (o que não é difícil), ele explode em cruz pegando a tela toda nessa área de cruz, o que se faz necessário muitas vezes pular com o timing certo na diagonal para não sofrer os danos.  Fugir não é o problema, isso ocorre quando este robô está no meio de uns 10 inimigos e você mata todos, e quando você percebe… BOOM! O bom é que seus inimigos perecerão aos golpes, pois também são afetados.

Os níveis em si foram fáceis, o que não parece fazer jus à dificuldade do Strider original, mas foi só o começo, né? A surpresa veio quando o chefão apareceu, e meus golpes tiravam uma mísera porcentagem de sua vida, porém como todo bom 1° chefe deixa aberturas gigantescas e nem se vira para ver o que o acerta, facilitando o processo.

Talvez o grande trunfo do jogo seja realmente o modo online. Este, também não presente na demo aparenta ser bem divertido, e facilitar o jogo em estágios superiores e mais difíceis. O ponto negativo do jogo é a provável repetição, própria do genêro, mas que pra mim pelo menos é suprimida quando se joga em grupo. Valhe os 15 dólares? Na minha opinião não. A metade desse preço seria ideal, ou 3 dólares se você rachar com mais 4 amigos. Mas é um jogo que valhe toda a pena para os fãs do genêro, e indispensável para os orfãos de Strider Hiryu.

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Rackor

Gamer de fliperamas aos consoles, passando pelo saudoso GB Color e seu Pokémon Yellow. Leitor de mangás, e dou preferência a estes ao invés de animes. Mais recentemente descobri as HQs, e desde então sou fã da trajetória de Geoff Johns em Laterna Verde, entre outros clássicos como Watchmen.
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