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Age of Empires: A Era dos Reis (Especial Através das Eras) (Parte 2 de 3)

O homem descobriu o fogo, abandonou a vida nômade, e fez para si vilarejos onde pudesse viver com seu povo e se abrigar de qualquer eventualidade. Vilarejos esses que floresceram e vieram a se tornar grandes cidades, transpirando a vida calma e urbana. Foi assim até o homem, motivado pela sede de conquistas iniciar guerras por territórios, recursos e qualquer outra coisa que uniria seu povo em comum de modo a pegarem em armas.

O mundo viu a prosperidade do Vale do Nilo, a disputa entre as Pólis Gregas, a cruzada de um conquistador e seu cavalo que fizeram o maior reino da Antiguidade, a ascenção e a queda do maior império já visto no planeta. E agora o mundo, mergulhado em escuridão, assiste a um novo passo da humanidade, a ruralização da Europa através do Feudalismo, as conquistas promovidas no Oriente, por Genghis Khân, as Cruzadas… É uma nova era… É a Era dos Reis e dos Conquistadores!

E mais uma vez estamos aqui para falar de Age of Empires, antes de começar a falar do segundo game, quero fazer uma ressalva sobre a primeira parte. Como o leitor, KuchikiSaLL , lembrou nos comentários, eu acabei esquecendo de falar da trilha sonora de AoE 1 que é muito bela! Lembro de escutar ela até mesmo na demonstração. É uma boa idéia, lerem o resto do texto, ao som da música, que é linda e tranquila! Vocês podem conferir a seguir:

Agora, voltando a programação normal… Vamos falar de Age of Empires II: The Age of Kings! De toda a série de AoE, este e sua expansão foram meus preferidos, e também creio que os preferidos de uma grande galera por aí. O jogo têm uma gama enorme de coisas que um bom RTS tem que ter. Curiosamente o AoE II não engloba somente a Idade Média, mas também a Idade Moderna, principalmente a expansão. Uma prova disso é a campanha de Montezuma que fala da invasão de Cortez as terras Meso-americanas. Um período que ficou conhecido como Era das Grandes Navegações que levou o homem a desbravar o desconhecido mar.

Age of Empires II: Do Feudalismo aos Castelos

AoE II começa mais ou menos no mesmo ponto histórico onde termina o primeiro Age. Queda de Roma, invasão dos bárbaros e a Europa mergulhada numa era conhecida como, A Era da Escuridão, devido à escassez de relatos escritos sobre os feitos da época. E abrange também o período do Feudalismo, onde a população migrou para os campos, a época dos reis, das cruzadas. A Idade Média!

Vários desses momentos históricos são evidenciados nas cinco campanhas que o jogo original traz. Agora, bem diferentes das campanhas do primeiro e mais focadas em figuras históricas como: William Wallace, Joana Darc, Genghis Khân, Barba Ruiva, e Saladino. Outra diferença fundamental é a padronização da quantidade de cenários de cada uma delas, que é de seis, com exceção da de William Wallace que funciona como um tutorial. E também a apresentação de vídeos antes de cada cenário. Dessa vez também não ficamos presos a objetivos estáticos, que podem mudar a qualquer hora através de triggers.

Infelizmente não zerei todas as cinco campanhas, mas elas são muito bem programadas e ainda são uma verdadeira aula de História. Fica o destaque dessas cinco campanhas para a de Barba Ruiva que é a minha preferida, e também a mais difícil em minha opinião. O período histórico trata da Terceira Cruzada, onde participaram o próprio Frederico Barba Ruiva e outros reis importantes da Europa como, Ricardo Coração de Leão. Realmente vale a pena jogar estas campanhas.

Mas não é só de campanhas que AoE II é feito. Ele ainda nos propicia o conhecido modo de cenário padrão, dessa vez reformulado e mais atrativo, onde podemos jogar controlando qualquer uma das civilizações em vários mapas e modos de jogo.

Falando em civilizações, agora elas são treze e além de suas diversificadas vantagens únicas, temos também as unidades e tecnologia únicas que podem fazer toda a diferença na hora de um combate multiplayer. E com toda essa diversidade, quem sai ganhando é o jogador que tem uma enorme gama de escolha de civilizações, que pode variar desde a arquearia de alcance dos ingleses, até a cavalaria dos mongóis.

Variedade é a palavra-chave de AoE 2. As civilizações são de vários cenários da Idade Média, não só da Europa, como também do Oriente: Ingleses, Francos, Godos, Bizantinos, Vikings, Persas, Mongois, Chineses, Turcos, Sarracenos, Celtas, Japoneses e Teutônicos. A expansão adiciona ainda outras cinco civilizações, mas disso eu falo depois.

Tem também o editor de cenário que além de nos permitir criar cenários, como o nome já diz, também permite a criação de campanhas. Apesar de ser de fácil uso, alguns comandos eu não conseguia usar, talvez pelo fato de eu ser bem mais novo na época.

Falando nisso, minhas primeiras experiências com AoE II também foram bem curiosas, assim como o primeiro. Por eu ser mais novo, eu não conhecia quase nenhuma das civilizações apresentadas pelo jogo, e por isso eu sempre escolhia os Vikings pra jogar por ser a que mais eu conhecia de nome. Mas o tempo foi passando e eu fui conhecendo cada um dos nomes que ficavam na galeria de Civilizações. Um outro detalhe bastante curioso é que os Persas foram os únicos que sobraram do primeiro jogo. Também podemos citar os Bizantinos que representam Constantinopla, que era a capital da Roma Oriental.

Um ponto negativo de AoE II é a falta de música nos mapas, só possuindo o efeito sonoro ambiente mesmo. Não sei o porque de não terem adicionado elas. Mas o mesmo fator Música é também outro ponto marcante no jogo. O tema de abertura é tão bom e ficou tão reconhecido que em outros jogos da série podemos escutar ele, em formatos remixados. E falando em abertura, é legal mencionar também o menu que é muito bem-feito e remete bem aos jogos de RPG e point-and-click.

Um dos fatores que mais contribuiu para tornar o game, querido como é, é o fator multiplayer, ou multijogador. Perdi a conta de quantas vezes eu travei partidas épicas contra meus amigos na rede. Gente, era MUITO divertido, porque o jogo proporciona um ambiente muito legal. É dificil explicar, mas a sensação de fazer uma verdadeira Tróia de muros é muito legal, e ver que ninguém consegue invadir, preparar contra-ataques velozes, saber admnistrar bem os recursos. Fazer a estratégia valer mais do que os números.

Desde Starcraft que não sou adepto de estratégias do tipo Rush ou Flush, aliás não vejo estratégia nenhuma nisso, só um jeito rápido de acabar com o jogo, trazendo mais pontos para o vencedor. Esse tipo de estratégia é fazer tropas e atacar logo no iniciozinho do jogo. Se bem que o AoE 2 minimizou um pouco isso com a possibilidade de guarnecer aldeiões e soldados nele, fazendo com que ele possa atirar flechas nos inimigos. O legal era poder travar combates épicos pelas eras mais avançadas do game. Só quem jogou esse tipo de jogo, sabe do que estou falando. É assunto pro resto da semana com os amigos. Ou até mesmo pro resto da vida, pois eu e e meus amigos até hoje relembramos das nossas partidas.

Os Conquistadores

O pacote de expansão trouxe cinco novas civilizações(entre elas, a minha preferida de jogar, Astecas), oito novos mapas aleatórios, incluindo aí dois tipos novos de geografia, neve e selva americana. Além é claro de novas campanhas: Átila, o Huno; El Cid e Montezuma. The Conquerors também trouxe uma campanha diferenciada das outras, que ao invés de ser seguindo missões, conta a história de vários conquistadores da história da humanidade, retratando grandes batalhas como a de Agincourt e a de Hastings, entre tantas outras. Palmas para a produtora!

As cinco novas civilizações são diversificadas: Astecas, Maias, Espanhóis, Hunos e Coreanos. As duas primeiras tem um estilo um pouco diferenciado das outras civilizações, por não possuírem unidades de cavalaria, o que poderia ser uma desvantagem e tanto, se não viesse acompanhada dos famosos Guerreiros Águia, que praticamente cumprem o papel da cavalaria e ainda mais. São guerreiros de infantaria velozes que são o terror dos arqueiros, unidades de cerco e monges. Os astecas ainda contam com o guerreiro jaguar que é uma infantaria que é forte contra outra infantaria.

The Conquerors adicionou mais diversidade onde já havia bastante, fazendo de Age of Empires 2, um dos melhores RTS da época, até hoje é jogado muito inclusive nos servidores do Garena. E você, o que está esperando? Porque não chama seus amigos para jogar também?

Na próxima parte irei falar do terceiro game da série que inovou em muitas coisas, decepcionando uns e alegrando outros. Age of Empires III, o terceiro jogo e a terceira parte! Até a Idade Industrial!

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Raphael Meltoh

Bio: Gamer desde a infância, mas precisamente desde os 5 anos. Amo séries (comecei pela influência de Lost), e animes. Jogador de RPG e apaixonado por cinema. Descobri recentemente também o gosto por HQ's. Ah! E é claro, fã confesso de Phoenix Wright!
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