E3 2019Jogando

Resumão Conferência Microsoft: Kinect em excesso e poucas novidades… [E3 2011]

A Microsoft foi a primeira a realizar sua conferência nesta E3, sem novo hardware para apresentar, enquanto a concorrência possuia, a impressão que se teve foi uma conferência vazia, apresantando títulos que todos conheciam, salva uma ou duas exceções, reforçando o Xbox 360 como plataforma não só de games, mas também de entretenimento e, é claro, tentando convencer o público que o Kinect ainda está longe de atingir seu verdadeiro potencial e ainda há muito que crescer nessa parte. Em relação ao Kinect, este ano a Microsoft reforçou bastante a tecnologia por comando de voz, já que é um dos atrativos que o aparelho possui e a concorrência não.Mas o saldo final foi um gosto amargo por quem esperava bombásticas revelações e novas propriedades intelectuais, deixando até a impressão de que talvez o sistema do tio Bill já esteja chegando próximo de expirar sua validade…

Eu mesmo, só queria ter visto isto na conferência:

Na minha opinião estas montagens mostrando a line-up de determinado console deveria obrigatório se exibir nas conferências da E3. A Microsoft tinha o vídeo, pois o mesmo estava disponível na segunda-feira para ser baixado pelo seu console. Ela  se esqueceu que é bom reforçar para todos que o Xbox 360 tem excelente títulos, mesmo que multiplataformas, a serem lançados nos próximos meses. Durante a conferência a empresa veio com meia dúzia de games hardcore sendo demonstrado no palco, mas esqueceu de relembrar a todos, que ainda existem muitos outros bons títulos que não daria tempo de demonstrar no palco. Aí o resultado foi inevitável, ficou aquela sensação de console vazio, sem nada para se jogar de novidade. A montagem acima tem apenas 4 minutos, apenas isso era necessário para tornar a conferência um pouco menos… apática.

Nem mesmo a Summer of Arcade foi revelada na conferência. Isso acabou saindo antes, em sites de notícias e na Xbox Live. Títulos novos e bacanas, uma novidade refrescante que também se ignorou na conferência.

Mas antes de continuar opinando. Vamos dar uma revisada no que a Microsoft mostrou na conferência:

  • Gameplay de Modern Warfare 3
    – Demonstração no palco de um excelente level que terá na sequência do game para este ano, mostranod jogabilidade abaixo d’água e uma empolgante fuga numa lancha em meio a uma guerra no meio de uma costa de uma grande cidade. Até aí tudo muito bacana, mas MW3 é um multiplataforma, de nada serve para vangloriar exclusivamente a plataforma do Xbox 360, apenas matou a curiosidade de gamers que queriam ver como está ficando o jogo.

  • Gameplay de Tomb Raider
    – Também foi demonstrado pela primeira vez o gameplay do novíssimo Tomb Raider. Um game que tem muitas expectativas por parte dos gamers e que até então a Crystal Dinamic havia mostrado apenas um belíssimo teaser em CGI. Foi um excelente momento, mas o racíocinio (multiplataforma) acima é idêntico aqui. Sem mencionar que é um game que só veremos em 2012. Está tão longe. Não tinha nada tão empolgante e mais recente para se mostrar?

  • EA Sports apoiando o Kinect
    – Foi confirmado o óbvio, que a linha EA Sports irá em 2012 começar a fornecer suporte ao Kinect. Games como Tiger Woods, Madden e Fifa terão compatibilidade ao acessório da Microsoft. Também foi mencionado games como The Sims e a linha Hasbro. Precisava queimar tempo de conferência para algo assim? Ou as pessoas acham mesmo que a EA não ofereceria algum tipo de suporte ao Kinect?
  • Mass Effect 3 terá suporte a comando por voz
    – Aqui veio uma das demonstrações mais interessantes em relação ao Kinect. Sempre me animei com a ideia de que o Kinect tem suporte a comando de voz. Quando ele foi revelado, já havia imaginado games como Gears ou Halo, onde fosse possível usar a voz para executar comandos simples. Foi isso que o pessoal da Bioware demonstrou no palco da conferência. Integrando opções de diálogos ao jogo e também comandos de voz que decidem o que a “party” de seu jogador deve fazer. Algo muito bacana, mas que ainda leva um pouquinho daquele ditado “é ver pra crer”. Outro problema é que o Kinect ainda não tem suporte de voz de forma regional, ou seja, vai brincar direito com isso, quem se vira no inglês. Detalhe que este foi o primeiro game que vejo usar o controle convencional e o Kinect. É essa a linha de desenvolvimento que os games hardcore para o Kinect precisam seguir, evitando assim os malditos “jogos de trilhos fixos”. Joystick + Kinect, isso sim é interessante.

  • Ghost Recon: Future Soldier integrado ao Kinect
    – A Ubisoft também veio para demonstrar o que ela vem fazendo com o próximo Ghost Recon, e com gestos e também comando de voz. O sistema de customização de armas através do Kinect chegou a arrancar palmas de quem estava presente na conferência, e foi impossível não lembrar do filme Minority Report. Foi impressionante ver a arma sendo desmontada e customizada com as mãos nuas do jogador, de forma rápida e prática. Mais legal ainda foi ver comandos de voz integrado a essa situação, podendo randomizar e selecionar tipos específicos de armamento. Depois ainda rolou uma demontração de treinamento de tiro, onde o jogador apenas com um pose e gestos, conseguia acertar o alvo com impressionante precisão. Ficou a pergunta se o cara precisava se curvar tanto assim e se isso não vai deixar o player dolorido, e como será a movimentação num cenário 3D e não numa pista de tiro, mas de qualquer forma, fez muito mais do que a Microsoft conseguiu fazer em todas as suas conferências anteriores com o Kinect. O primeiro shooter que vejo que me convence que o Kinect pode dar certo nesse gênero. Ainda há o que refinar, mas parece o caminho certo.

  • Nova Dashboard integrada por comando de voz
    – Continua a insistência de mostrar os benefícios do comando de voz que o Kinect oferece. Como é uma das vantagens que o sistema tem em cima da concorrência, até faz sentido, porém me pareceu desgastante mais uma vez reforçar isso mostrando a nova Dash integrada. Alias como não tenho Kinect, até já tinha a impressão que a Dashboard atual tinha já alguma coisa por voz (não tem?). Tudo muito bonito e legal no palco, mas quando estiver em casa, será que vai ser realmente mais rápido escolher o conteudo a ser acessado pela voz do que pelo analógico do controle? Sei não. Parece futurístico, mas mais uma vez fico com a impressão que é algo que os americanos vão se divertir e a gente aqui vai pastar, pois vamos cansar de esperar pelo suporte em português.
  • Parcerias com You Tube & Bing
    – Bing é uma perfumaria, será usada para encontrar conteudo dentro da dashboard. E nada mais. Alias fiquei cansado de ouvir a mocinha falando “Xbox Bing _______”, pow toda hora tem que dizer 3 palavras para achar uma única coisa? Que despertício de voz! XD – Já a parceria do You Tube era algo até esperado, afinal Dirt 3 já vem com um pequeno suporte dentro do game para vídeos upados para o YT. Agor a esse conceito parece que será expandido a outros games. Mas não foi dado muitos detalhes, fiquei na dúvida se poderemos navegar livremente no You Tube pela dashboard do console. E ainda que dê? Será que é mais prático do que ir no PC e procurar o que for preciso? Parece ser mais algo a acrescer dentro do sistema do que uma feramenta que você usará toda hora. Alias o Twitter e o Facebook integrado no Xbox 360, até hoje não usei, se eu ligo o xisboca, é para jogar mesmo, acabo deixando estas ferramentas extras pegando pó.
  • Gameplay da campanha de Gears of War 3
    – Nada a acrescentar aqui. Um momento normal, do que esperar do próximo Gears of War. Depois de já ter experimentado o Beta mês passado, não me empolguei muito com a demonstração rápida do game no palco. Até achei desperdício de tempo. O curioso é que hoje eu vi um vídeo na IGN comentando a respeito das novidades do modo Horde que me empolgaram muito mais do que o que a Epic mostrou na conferência. Falha de planejamento, deveria ter se mostrado isso no palco.

  • Teaser de Rysen da Crytek para Kinect
    – Kinect volta mais um pouco na pauta, ainda tentando convencer os jogadores que pode ser hardcore. Agora cabe a Crytek demonstrar que pode fazer com o aparelho. Mas nada de especial foi mostrado, apenas um teaser safado. Começando com uam CGI muito bonita, um cenário romano em guerra e depois falha totalmente mostrando o gameplay com o Kinect. Não dá nem para explicar. Tem que assistir o vídeo mesmo. Me pergunto quantos games assim precisaram ser feitos até que se toquem que o Kinect pode muito mais do que games em trilho e pancadaria falsa e fingida demais…

  • Anuncio oficial de Halo Combat Evolved Anniversary
    – Já era esperado o remake do primeiro Halo. Informação vazada a vários meses atrás. Mas ainda não tinha sido mostrado o visual, que ficou tão bonito quanto Halo 3, mas longe da beleza de Halo Reach (minha opinião). Oferecerá multiplayer, modo cooperativo etc. Tudo que um game de Halo tem que oferecer. Sai no final deste ano, quase que reforçando essa péssima ideia da Microsoft de lançar um Halo por ano, e esquecendo de investir em novas propriedades intelectuais. E ela só irá perceber isso quando estragar Halo por desgaste da franquia. Ah, curiosamente nada foi dito sobre o preço do remake. Vale um game de U$ 59? Você pagaria? Eu não sei não…

  • Forza 4 integrado ao Kinect
    – Continuo com a opinião de que a Microsoft anda muito afobada em relação a franquia Forza. Entendo a ansiedade de fazer um novo game ainda melhor que o antecessor, mas nem dá tempo de sentir saudades da franquia e a Microsoft me aparece com outra sequência. Fico feliz de não ter comprado Forza 3 no final das contas. O curioso é que se o estúdio que cuida do game só sabe fazer isso (games de corrida), porque não criar um spin-off ou um outro jogo com uma proposta diferencial? Tipo o que a EA está fazendo com Need for Speed. Enfim, Forza 4 será maior e melhor Forza até então, além de integração total com o Kinect, por jogabilidade sem controle e comandos de voz. Curioso é que no palco, não se demonstrou o game, apenas foi exibido um vídeo maroto mostrando como está ficando o game.

  • Anuncio e gameplay de Fable: The Journey para Kinect
    – Outro anúncio meio de carater duvidoso durante a conferência: Fable, ou pelo menos um game dentro do universo da franquia, está chegando ao Kinect. O jogo parece mais um shooter com elementos de RPG e com movimentação em trilhos, elementos que diferem totalmente dos games habituais da franquia. Ao menos foi demonstrado no palco e um dos primeiros games do Kinect que o jogador estava sentado (apesar de ter levantado na hora da ação). Tudo no Kinect é muito confuso ou automático. Ok, você pode atirar bolas de energia com as mãos, mas quase não existe mira, você apenas faz o gesto de tiro e o game faz o resto por você. Me parece muito monótono um game com essa estrutura. O game terá elementos do universo da série, como várias magias e tal, mas ainda assim, lembrou muito mais um shooter do que um RPG, pelo menos foi o que pareceu na demonstração.

  • Anuncio de Minecraft para X360 com suporte ao Kinect
    – Sabem que nunca joguei ou me interessei por Minecraft? Sei que é um game independente com uma louvável fama no PC. Boa sacada da Microsoft traze-lo ao Xbox 360 e também integra-lo ao Kinect. Quando sair no xisboca, irei testar. Na conferência foi feito apenas o anuncio, nada de vídeo ou demonstração.
  • Anuncio de Kinect Disneyland
    – Aqui temos aquela velha polêmica de “quem é o público alvo da E3”? Porque para muitos não faz sentido esse tipo de apresentação, voltada a games realmente infantis. A Nintendo também fez isso em muitas E3 nestes anos de Wii, mas a Microsoft consegue fazer isso soar forçado, como colocando “crianças amestradas” para demonstrar os games. Podia-se apenas ter feito uma montagem em vídeo, mas esse tipo de “ação ao vivo” não pega muito bem. Sem falar o tempo que gasta no palco. Quanto ao game, admito que até me interessei pelo tour virtual pela Disneylandia, já que tentaram ser fiel ao parque americano (que um dia ainda visitarei), mas o mini games são realmente infantis, não devem interessar a ninguem com mais de 10 anos de idade. Mas a conferência só demonstrou dois mini-games, quantos será que haverão no jogo? É aguardar para ver.

  • Gameplay de Star Wars Kinect
    – Talvez uma das maiores polêmicas que rondam o Kinect. O game não sabe se é causal ou hardcore, um dos primeiros projetos do Kinect e ainda perdido na forma de utilizar o gameplay. A demonstração no palco não empolga em nada, muito menos o trailer exibido. O maior problema dos games “de movimento” desta geração com certeza é a limitação de movimento que o analógico do joystick permite. Jogos em trilhos são um saco, a maior parte dos gamers preferem se movimentar por conta própria, ter a sensação de liberdade para explorar as fases. Star Wars Kinect peca, assim como muitos nesse ponto. Ainda que o combate em si até demonstre um esforço para empolgar, com comandos de ataque, salto, defesa, dash etc. Mas tudo ainda parece robótico e falso demais. Não duvido que daqui alguns anos, a Lucasart faça uma nova tentativa, quando a tecnologia e o aprendizado em cima do que outros estúdios farão, demonstre que Star Wars Kinect poderia ser muito melhor. Alias não entendo porque os games do Kinect precisam ser graficamente inferior aos demais jogos de controle. Será que é para não consumir demais do processamento do xisboca? Enfim, apesar das partes a pé desanimarem, ao menos o trailer demonstra que o game terá variedade de gameplays, principalmente em veículos, inclusive no espaço. Se não cair na mesmísse dos mesmos gameplays, talvez o jogo receba alguns elogios quando sair.

  • Anuncio de game infantil da Vila Sésamo integrado ao Kinect produzido pela Double Fine
    – Outro momento embaraçoso nesta E3, e possivelmente o pior momento de todas as conferências de 2011 (e talvez até de anos anteriores). Sei que Vila Sésamo faz sucesso até hoje nos EUA, porém ainda acho injustificado roubar um tempo enorme da conferência para que a Double Fine demonstre seu próximo game, extremamente infantil, para um público de cuecas barbados. Bastava um vídeo apenas, frisando a importancia do público infantil e educacional que o kinect pode ter. Só isso. Também me assusta um pouco ver a Double Fine criando joguinhos assim. O estúdio deve ter tomado um prejuízo enorme com o divertido Brutal Legend, que vendeu pouco, pois depois deste game, descartou-se uma sequência e o estúdio teve que apelar para games via download (desenvolvimento barato) e apelou agora para Vila Sésamo. Triste ver a Double Fine fazendo games assim…

  • Lançamento de Kinect Fun Labs
    – Até que considero a ideia por trás do Kinect Fun Labs interessante. Foi mencionado, por exemplo, o fato do Kinect ter sido lançado com seu software aberto, para que a comunidade que entende de desenvolvimento pudesse usar e abusar da tecnologia. A Microsoft viu e analisou tudo que o Kinect foi capaz de fazer ao longo de seu lançamento. Ok, até soa como “estávamos sem saber o que ele podia fazer, então jogamos nas mãos de pessoas que soubesse aproveitar melhor”, porém o importante é que ao abrir o software para qualquer um, isso aumento o nível do aperfeiçoamento da tecnologia que o acessório possui. Por isso o Kinect Fun Labs, se eu entendi corretamente, é uma nova área dentro do Xbox 360, que permitirá “brincar” um pouco com essa tecnologia, mostrando algumas recursos inspirados no que andaram criando no Kinect nestes últimos meses. Nada extremamente imperdível, mas conceitos que futuramente com certeza poderiam ser empregados em games. Para iniciar o programa é possível usar o escaneamento do rosto e corpo do jogador e até mesmo o escaneamento de objetos (algo que nenhum game ainda usou, mas foi demonstrado quando o Kinect surgiu em 2009 pela primeira vez). O Kinect Fun Labs é como um beta de ferramentas dos Kinect, lá o gamer terá acesso a algumas ideias que o aparelho é capaz de fazer e até mesmo incentivar desenvolvedores a aprimorar essa tecnologia. Vamos ver se a Microsoft consegue ao longo de 2011, agregar mais recursos ao programa. Ou se ficará apenas nestes lançados (o que seria um tremendo erro na minha opinião).

  • Gameplay de Kinect Sports Season Two
    – Não tenho muito a dizer. O clone de Wii Sports, desenvolvido pela Rare. Me bate uma tristeza ver o que a Microsoft transformou um dos melhores estúdios dos anos 90. Joguinho insosso, não me convenceu. E pensar que a Rare podia estar fazendo Kameo 2, um novo Conker ou Perfect Dark, ou até mesmo outro Banjo-Kazooie…

  • Gameplay de Dance Central 2
    – Da primeira leva de games do Kinect, Dance Central foi o que mais teve boas notas e reviews positivos, então é natural a sua sequência. Dentro do gênero musical até que não me incomoda essa franquia e com certeza a tendência é a mesma que Guitar Hero e Rock Band tiveram nos últimos anos, com um novo game saindo todo ano. Normal.

  • Teaser de Halo 4 para 2012
    – A conferência acabou finalizando com um teaser em CGI de Halo 4. Sem muitos detalhes sobre gameplay, história ou novidades na franquia. Apenas a informação de que será o blockbuster de final de ano para o console em 2012. Meio que me assusta um pouco essa quantidade anual de games de Halo, mas o quarto game da franquia é muito aguardado pelos fãs, graças ao desfecho de Halo 3. Achei ter lido alguns anos atrás a Microsoft dizendo que Halo 4 só seria produzido na próxima geração de consoles. Até acho que isso era uma boa ideia, pois fazer Halo agora, e se em 2013 outro console for lançado, a empresa acabaria tendo que apressar Halo 5? Ou dá pra viver de spin-offs por alguns outros anos? Complicado isso. Sem mencionar que o game não terá a mão da Bungie, e sim da 343 Industries, estúdio que a Microsoft criou para cuidar exclusivamente da franquia. Será que a 343 vai conseguir superar ou ao menos se igualar a Bungie? Só em 2012 para sabermos…

O que a Microsoft podia ter mostrado em sua conferência:

  • Summer of Arcade 2011 e + games da Live Arcade
    – Pois é, este ano a Microsoft ignorou totalmente os games da Live Arcade na conferência. E tem tanta coisa boa saindo até o final do ano. O grande destaque mesmo, a Summer of Arcade, só saiu o trailer no dia, mas não teve atenção na conferência, sendo que dos 5 games, 3 são produzidos em parcerias com a Microsoft Studios e são exclusivos para o sistema. Convenhamos que Ninja Fruit Kinect parece ter um visual e ser mais divertido do que o jogo da Vilã Sésamo. Mas o que gostei mesmo foi de Insanely Twisted Shadow Planet. E ao longo desta semana outroas XBLA também foram divulgados como Crimson Alliance, Zombie Apocalypse 2, Wrecked, Gotham City Impostors, Gamma World, Leedmees (para Kinect), Awesomenauts, Trials Evolution, Msa Splosion Man etc. Há um número considerável de títulos que podiam ganhar uma montagem na telona… pena.
  • Novas funcionalidades da Dashboard
    – A empresa se focou tanto nas funcionalidades de comando por voz na dashboard que acabou esquecendo outras novidades tão interessantes quanto, que serão incluidas neste fim de ano no Xbox 360. Isso acabou saindo depois, no Blog do Major Nelson, um tal sistema chamado “Beacons” que permitirá que o player deixe no seu perfil um status de vontade de jogar um game em multi, enquanto joga outros. Parece besta, mas é uma boa ideia. Posso jogar Crackdown 2, por exemplo, e deixar no meu perfil, que posso parar a qualquer momento se alguém quiser jogar Gears of War 2. Além disso o console passará a ter o sistema de save em nuvens, algo que o Playstation 3 já possui salvo engano e que a comunidade do xisboca estava pedindo há tempos. Com isso os saves dos jogos ficarão armazenados na Live também, podendo ser acessados de qualquer console. Ótimo para gamers que trocam de HD ou que levam seu perfil para jogar na casa dos amigos. Muito bom mesmo! (Apesar de que alguns games já fazem salvamento assim).
  • Montagem da Line-up 2011
    – Conforme expliquei no começo do post. Ao invés de mostrar apenas meia duzia de games hypados, é sempre bom apresentar a line-up completa por meio de uma montagem. Fizeram mas colocaram apenas na Live. Falha tremenda.

[Leitura recomendada] A escassez de novas propriedades intelectuais?

Isso é um fato para quase todas as três grandes empresas do Mercado (Sony, Nintendo e Microsoft): Hoje em dia é extremamente difícil criar novas propriedades intelectuais, ou seja, novas franquias originais e criativas. Esta E3 foi a prova real disso. Nem Sony, nem Nintendo e nem Microsoft apresentaram novas franquias. Sequências e retorno de franquias famosas e consagradas sim, mas algo genuinamente novo, isso nenhuma das três empresas conseguiu.

Iria escrever uma reflexão em torno deste assunto, mas li esta semana um texto muito bom lá no Portal Xbox que trata exatamente sobre este assunto. Como concordo 100% com a opinião do texto do membro de lá, vou recomendar a leitura:

Portal Xbox Forum: “O choque de duas perspectivas…” (Clique aqui)!

Claro que a Microsoft peca sim, pois esta geração do Xbox 360 ela criou ótimas novas franquias, mas não consegue dar conta de todas ou até mesmo criar sequências de qualidade. Se o Xbox antigo trouxe para a nova geração apenas Halo, Fable e Forza, o X360 deu início a vários ótimos games:  Gears of War, Alan Wake, Kameo, Viva Piñata, Ninety-Nine Nights, Crackdown, Ninja Blade etc. Isso sem mencionar franquias que a empresa adquiriu ao comprar a Rare anos atrás, como Banjo-Kazzoie, Conker e Perfect Dark (será que Battletoads também?). Falta um pouco de visão da Microsoft para investir em suas franquias como a Sony faz com as delas. Não adianta só apostar em Fable, Halo e Forza. Tem que investir nas franquias que o Xbox 360 criou, ainda que muitas delas precisem de uma reforma (N3 e Crackdown tiveram continuações de qualidade duvidosa). Pra mim, esta é a maior bronca que tenho com a Microsoft, a falta de visão dela em suas franquias. Enquanto a Nintendo aposta suas principais fichas em Mario e Zelda, ela nunca esquece de Metroid, Donkey Kong e Kirby. A Sony segue o mesmo caminho, tentando sempre resgatar uma franquia de sucesso da empresa, ano passado foi Twisted Metal, este ano será Sly Cooper. É isso que os fãs do xisboca querem, sequências de reformulações de franquias bacanas, ao lado de novos games e aí sim, até mesmo a mesmisse das ultra franquias como Halo e Forza. Enquanto a Microsoft não se tocar disso, fai continuar tomando ovada na cara. Kinect e Halo são importantes sim, mas o Xbox 360 não pode se resumir a apenas isso…

 

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e do Ponto de Checagem (2014). 32 anos, formato em Direito, vivendo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Em busca de novos apoiadores que curtam estes projetos e a viabilidade deles crescerem!
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