AssistindoReflexões & OpiniõesSeriados

Wilfred (US): humor passivo e agradável surpreende expectativas! [PdS] [1×03] [Fear]

Wilfred (US): Episódio 3 da 1ª temporada foi exibido nos EUA dia 7 de Julho de 2011: “Fear”

Enquanto isso no Brasil: Wilfred (US), exibida pela FOX nos EUA, ainda não tem previsão de estreia para o Brasil!

Aviso: pode continuar lendo, não haverá spoilers. Primeiro, recomendarei a série. Avisarei quando os spoilers se aproximarem.

Wilfred (US) é uma versão americana da série australiana de mesmo título criada por Tony Rogers e exibida pela primeira vez em 2007.

Não conhece o Papo de Série? Basta clicar aqui e ficar por dentro do projeto. Depois do “continue”, a gente conversa mais.

Se um cão chamado Wilfred fosse seu único amigo…

Bizarro: a impressão espontânea que veio à mente ao experimentar a versão americana, sendo que desconhecia a original. O que dizer de uma série que se baseia num animal de estimação tão humano quanto Wilfred? O primeiro episódio teve um excelente início, com um toque de humor e de drama, meio irônico perante o destino e a vida.

Embora Ryan revelasse claras intenções de suicídio decorrentes da depressão, eles deixaram referência suficientes para percebermos que ele seria tão bom em terminar a sua vida quanto em vivê-la. Pessoalmente, achei cômico as tentivas de suicídio, incluindo as preocupações dele, totalmente irrelevantes para quem vai se matar.

“Sanidade e felicidade são uma combinação impossível.” – Mark Twain.

Outra ideia executada que achei oportuna foi a introdução filosófica. De uma à outra, de episódio a episódio, a série vai dando uns conselhos e alguns conceitos que somos obrigados a ter presentes na vida: primeiro, a noção de felicidade; segundo, a compreensão do valor da confiança; e por terceiro, o poder do medo. Só isso por enquanto.

Pensei muitas vezes se fazia ou não esse Papo de Série. Wilfred (US) tem potencial, momentos que inspiram o sentido de humor, mesmo que seja por risos mais internos. Apenas confesso que cada episódio que passa, a série se firma mais, emana uma sensação agradável, conserva a vontade da audiência de assistir mais e mais. Diria até ter um efeito viciante. Não digo por acreditar que seja um pouco exagerado tal afirmação.

A versão americana teve também algumas modificações na execução. Ao contrário da australiana, retiraram cenas mais adultas, como a nudez. Moderaram mais nisso para focar na relação Wilfred e Ryan. A busca pela felicidade (que envolverá Jenna, acredito). Nada contra, só penso que poderiam ter mantido o carácter adulto, mais real (não, não falo com os cães).

Se você prefere séries mais agitadas, cheias de ação e envolvimentos rápidos, então Wilfred (US) pode não ser a melhor opção, pelo menos inicialmente. Após assistir o primeiro episódio, parecia ter ficado algo muito incompleto na atmosfera. É necessário insistir para reconhecer que Wilfred é uma ótima aposta, ideal para preencher 20 minutos do tempo livre.

Aviso: continue lendo apenas se você já assistiu o episódio 1×03 (“Fear”) de Wilfred. Haverá spoilers!

Episódio 1×03: “Fear”

A Paranóia do Medo

Melhor episódio dos três que foram exibidos até agora. Elijah Wood, o Frodo de “O Senhor dos Anéis”, está fazendo um bom trabalho como Ryan, mas o personagem que mais capta a atenção é Wilfred. As temáticas também não têm decepcionado. É complicado explicar como a fórmula da série consegue acertar e ir tão mais longe do que a proposta inicial sugere: um triângulo amoroso entre Ryan, Wilfred e Jenna. Esquisito, tenso e bem-humorado.

Mesmo assim, não consigo deixar de achar estranho o Wilfred. Comparado aos restantes episódios, esse terceiro teve os primeiros minutos mais delirantes (e paranóicos). Acreditei por um momento que, pelos pés e pelo dente, Ryan estivesse drogado.

Subitamente, Ryan acordou e percebeu o mundo real. A partir daí, ele presenteia Wilfred, Wilfred reclama e por fim chegam ao ponto crucial: o medo de Ryan. Um medo originado num ato um tanto ousado e corajoso que é quase hilário. Mas, mais uma vez, não chega a ser engraçado típico de risos ou gargalhadas.

“O medo tem alguma utilidade; mas a covardia, não.” – Mahatma Gandhi.

E surge o conflito seguinte: a mentira associada ao medo. Ryan mente e mente mais por cima da mentira já contada. Tudo por recear a verdade perante um sociopata vizinho, Spencer. Esse jogo que se estendeu ao longo de todos os minutos que faltavam até o fim do episódio foi positivo. E inacreditável foi Wilfred no strip-tease.

Tudo isso conseguiu prender o meu interesse. Na verdade, bastou para acompanhar até o fim. O mesmo efeito ocorreu nos outros episódios para mim. E tenho gostado do resultado, assistir Wilfred (US) tem sido melhor do que antecipava. Não daria uma classificação negativa à série se a tivesse que avaliar quantitativamente.

Notei que Wilfred é uma série que começa sempre simples e calma, às vezes delirante. Contudo, logo as situações se desenvolvem tão bem que nem percebo o tempo passar. E assim que termina, fica aquele desejo de assistir mais. No fim, dado que o objetivo é incentivar a melhoria pessoal e entreter, Wilfred revela a verdade e leva um soco dela. Porém, um ótimo soco que o deixa orgulhoso. Esteve numa briga!

A mentira irrita, aborrece. A verdade te agride, às vezes. A ousadia troca a adrenalina por honestidade ou pelo castigo das mentiras, ou qualquer coisa assim. Em geral, a ideia é aceitar a felicidade real tendo confiança em si próprio e nos outros, embora com alguma cautela em certos casos, e controlando o medo em função da verdade. E deve vir mais ingredientes nos próximos episódios.

Quando temos tempo livre e queremos distrair a mente dos problemas, ou quando queremos apenas assistir alguma coisa que não seja exaustiva, Wilfred (US) serve perfeitamente. Parece que foi feito para preencher esses intervalos. O episódio teve, assim como os outros, períodos monôtonos e períodos mais ativos. Sempre alternando mas bem equilibrado.

Logo, Wilfred (US) surpreendeu as minhas expectativas, revelou ser cativante e viciante através de uma simplicidade incrível, elevando sempre os fatos e os problemas pessoais e seguindo os conselhos de um cão. Fiquei satisfeito com tudo até agora, mas não tenho certeza do futuro. Continuarei acompanhando. Wilfred, o melhor amigo do homem.

Etiquetas
Isso também pode lhe interessar

Araphawake

Gamer de nascença, entusiasta do YouTube, cinéfilo e sobrevivente de The Walking Dead. Adoro livros e penso demais nas coisas. Na vida pessoal sou extremamente nostálgico e exagerado. Quem não me compreende ou conhece pode achar que sou antipático.
Botão Voltar ao topo
Fechar
Fechar

Adblock detectado

Dê uma ajuda ao site simplesmente desabilitando seu Adblock para nosso endereço.