Jogando

I Am Alive renasce das cinzas… e bota cinza nisso! Mudou tanto que estragou?

Criar uma nova franquia não é tarefa fácil. Nesta geração houve tentativas que deram certo, mas também houve alguns fracassos. Jogos ficam anos cozinhando no molho do desenvolvimento e alguns acabam sendo remodelados a ponto de ficarem diferentes do primeiro anúncio do mesmo. Splinter Cell Conviction, também da Ubisoft, serve de exemplo a essa realidade do mercado. O game chegou a voltar a estaca zero em determinado momento do desenvolvimento do mesmo. Mas Conviction, ainda com seus atrasos e mudanças acabou sendo lançado e fez um relativo sucesso, pena que não o suficiente para que Ubisoft apressasse uma sequência, ao contrário do sucesso atual da casa: Assassin’s Creed, que basicamente já possui 4 games nesta geração (contando com Revelations que sai em novembro). Na cartilha dos projetos que sofrem atrasos e problemas para ver a luz do lançamento, há (ou havia) ao menos dois títulos de peso: I Am Alive e Beyond Good & Evil 2. Não vai ser hoje que virei aqui no blog feliz da vida dizer que finalmente veremos a continuação da saga épica de Jade e Pey’j. Mas I Am Alive acaba de ser ressucitado pela Ubisoft!

O jogo agora ganha uma nova data de lançamento, uma não muito específica: Inverno (norte-americano) de 2011! Ou seja, fim de ano nos EUA. Mas a Ubisoft realmente fez muitas mudanças no título que acabaram me deixando preocupado em torno da integridade do game, que sempre teve um visual e premissa instigante. Sem mencionar a completa ausência de cores (putz, ficou tudo cinza!). Uma das maiores mudanças é que o título perdeu o status de lançamento em mídia e caixinha e agora só sairá no formato digital, via download para Xbox Live Arcade e PlayStation Network. Um fator a se preocupar, pois perde-se assim a possibilidades de animações em CG e o game certamente foi cortado ao máximo, já que o limite para games da XBLA é de 2GB apenas. A primeira versão do game lembrava um pouco o gênero de sandbox, ou seja, você passei por um mundo livremente, sem restrições de onde ir e vir. Com a limitação de tamanho, não acredito que isso ainda esteja no game. Acho que I Am Alive agora deve funcionar na mecânica de games como Hydrophobia. Ruim? Ainda é cedo para dizer. Ah e quem sabe a Ubisoft não fez milagre ainda permitindo um pouco de sandbox no jogo, afinal essa primeira imagem oficial da nova versão dá essa sensação de liberdade, já que o personagem está numa altura olhando uma cidade. Bem, antes de continuar, vejam o trailer da versão que sai neste fim de ano:

3ª Versão (Final) de I Am Alive – Esta chega no fim deste ano!

Não sei. A princípio esse trailer novo não me empolga tanto quanto os dois anteriores (veja no fim do post). Cinza demais, o personagem principal ficou num visual bem diferente da primeira versão, o que dá a entender que o desastre talvez não seja tão recente assim, na primeira versão ele acontecia 6 dias antes do começo do game. Demorou tanto para sair que perdeu aquela característica de originalidade, misturando elementos de games como Conviction, Assassin’s e até mesmo Tomb Raider (qualé do arco? fala sério!). Percebe-se que o background do jogo é bem mais pobre que a versão anterior (que seria em mídia), e a Ubisoft usou o efeito de poeira em excesso, fazendo com que uma neblina deixasse o fundo ficasse com a menor quantidade possível de detalhes.  Limitações, só isso vem na minha cabeça agora.

Talvez I Am Alive por download seja um caminho que a Ubisoft conseguiu para testar uma nova franquia, ao invés de simplesmente cancela-la. Talvez com o sucesso do game em formato digital acabe resultando no desenvolvimento de uma sequência em mídia. Não é tão impossível assim. Resta saber quanto a Ubisoft irá comprar pelo jogo neste formato.

I Am Alive mostra a sobrevivência desse personagem, sem nome, em busca de sua esposa e filha, mas talvez a maior prova de sobrevivência seja o primeiro game em questão, que fez o que pode para chegar nas mãos dos jogadores. Resta saber o quanto se limou da genialidade que o título apresentava quando foi mostrado pela primeira vez em 2008. Abaixo os dois vídeos antigos com a primeira e segunda versão do game, que já não existem mais:

1º Versão do Game (já no limbo)

2ª versão (também no limbo)

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e do Ponto de Checagem (2014). 32 anos, formato em Direito, vivendo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Em busca de novos apoiadores que curtam estes projetos e a viabilidade deles crescerem!
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