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Mario tem um novo aliado, o efeito 3D!

S.M. 3D Land brilha muito no 3DS, mas sinto não poder dizer o mesmo do efeito 3D

 

Eu sei que o Alex já postou as imagens da edição nacional do game junto com as fotos do evento que rolou na Saraiva Mega Store do Shopping Center Norte no blog antigo, mas eu não estou nem aí e vou postar as minhas fotos também agora no novo blog. Não tem nada de diferente com exceção do autógrafo do queridíssimo Charles Martinet e o meu balão do Mario que ainda não estourou e está firme e forte enfeitando o meu quarto, mas ta valendo assim mesmo. O Charles acabou aparentemente escrevendo o meu nome errado e trocou Wendel por William, mas como a letra dele parece de médico nem eu tenho total certeza do que ele escreveu na capa do jogo. Também não entendi porque as bolsinhas dadas de brinde no evento eram do Super Mario All Stars, a coletânea comemorativa que deixou um pouco a desejar lançada no meio do ano para o Wii, mas foi muto massa poder colocar as mãos na versão naconalmente localizada do jogo com idioma em português e clasificação indicativa brasileira, igualzinha aquela que aparece toda vez que um programa procalhão vai ao ar na TV aberta.

Detalhes estranhos à parte, foi um prazer falar com Mario em carne e osso, cheguei a comentar no post sobre o assunto que foi uma verdadeira odisséia emocionante entrar no evento atrasado e conseguir um lugar para entrar, acompanhar o finzinho da entrevista, sair e comprar o jogo e voltar novamente pra conseguir o autógrafo. Até meu amor pelo Charles eu declarei no ato do autógrafo. E enfim, o lugar estava cheio de fãs, testei o novo Zelda e achei muito bom a melhoria que apresenta o Wiimote + Motion Plus, levei meu 3DS também e recebi algumas valiosas lições de Street Pass, coisa que até então nem havia passado perto. Também pude encontrar os amigos aqui do blog pra jogar conversa fora e assim fechei com chave de ouro aquela tarde de domingo. Agora sem mais delongas, vamos ao que interessa. Let’s a GO!

 Até então explorei muito pouco o meu 3DS, comprei ele mesmo por causa do Ocarina Of Time 3D e apesar de ter tirado o chapéu para pequena, porém notável melhoria gráfica feita no jogo, não consegui curtir muito o efeito 3D. Sei lá, esperava algo mais vistoso para os meus olhos, a sensação de profundidade é legal e às vezes você percebe quando certos elementos do cenário parecem mesmo saltar da tela na sua direção, mas no conjunto da obra isso não me satisfez. Ficar estático e ter de regular a intensidade do efeito para preservar o 3D e tentar me sentir confortável ao mesmo tempo não deu muito certo pra mim. Eu costumo me mexer muito e não enxergo lá muito bem no momento, logo, qualquer alteração já deixa a imagem embaçada e confusa demais para jogar.

Com Super Mario 3D Land não foi diferente, os botões do portátil me incomodam um pouco (muito embora nenhum portátil até então se consagrou como perfeitamente encaixavel nas minhas mãos), as coisas até ficam um pouco mais fáceis já que existem duas opções tanto para correr quanto para pular, mas como eu não consigo passar mais de 30 minutos me sentindo confortável com ele nas mãos o efeito acabou virando mais um desafio do que um adereço ao gameplay. Perdi a conta de quantas vezes tive de parar por um segundo e realinhar as idéias porque não estava entendendo mais nada do que me apresentavam na tela. Claro que isso vai variar de pessoa para pessoa, já vi boatos por aí de que existe até mesmo uma pequena parcela da população que não tem aptidão para enxergar efeitos 3D. Talvez eu pertença a uma pequena parcela que veio ao mundo com a fórmula pela metade, conseguindo enxergar o efeito em momentos esporádicos, hora para se atrapalhar, hora para se impressionar. Porque apesar de em muitas fases o efeito não ter feito a menor diferença para mim, em outras ele caiu muito bem como a última fase onde corremos como loucos até o topo do castelo do Bowser, ali sim valeu a pena segurar firme o brinquedo para não perder nenhum momento do final do jogo, que aliás também me arrancou uns bons palavrões durante o processo, mas entrar nesse assunto já configura spoilers, então vamos para o próximo tópico.

Uma coisa que não tenho admirado muito é o que a Nintendo vem fazendo com relação às fases e até mesmo músicas em alguns jogos do Mario. Quando o primeiro Mario Galaxy chegou eu joguei tanto que as músicas viraram grude fácil fácil na minha cabeça, mas quando o Galaxy 2 foi lançado eu acabei me sentindo um pouco enjoado por ver que a BigN reaproveitou a maior parte delas na seqüência, as idéias também pareciam as mesmas, ainda que proporcionando desafios diferentes. Como se tratava de uma seqüência e não de um jogo único, não achei isso o fim do mundo e relevei o fato sem grandes protestos mentais. Só que em Super Mario 3D Land tudo isso volta a se repetir, temos algumas músicas novas felizmente, a nova versão da canção tema por exemplo não é algo que deva ser retirado, é uma das marcas do bigodudo que não precisa sumir, a repaginada que ela ganhou ficou muito linda e bem animada, representando bem o espírito de festa das primeiras fases de um jogo do Mario.

Já outras não mudaram nada e mostram que a produção pegou muito do que foi idealizado para os Marios do Wii e na minha opinião isso é um dos pontos negativos no jogo. Eu sinceramente espero que com a chegada do Wii-U o mestre Shigeru Miyamoto volte a repensar a trilha sonora preservando as devidas canções claro, mas diversificando as idéias nas fases como sempre foi feito. Ultimamente tenho enxergado mais uma extensão do Mario Galaxy se espalhando pelas plataformas da empresa. O único jogo da franquia a ficar de fora dessa roda para mim é New Super Mario Bros.

Mario não é Mario sem alguns power ups espalhados pelas fases, a única tristeza aqui é eles serem tão poucos: a flor de fogo, a roupa de guaxinim e o lança-bumerangues (se eu esqueci de alguém, me desculpem). Este último eu achei meio dispensável, não vi muita graça nele. Desde o Super Mario World do SNES eu sempre tive olhos apenas para os Power ups que te faziam voar, achava o maior barato sair voando com aquela capa e fechava a cara quando perdia ela por algum descuido bobo. Com a roupa de tanuki não é a mesma coisa, mas flutuar quebra um galho danado em algumas fases mais chatas, você só deve ter em mente de que se correr demais sem apreciar os detalhes das fases você pode ter uma desagradável surpresa no final, isso porque se antes coletávamos estrelas no Mario Galaxy para abrir novos estágios, aqui temos que apanhar algumas medalhas caprichosamente escondidas pelas fases. No começo do game nem parece, mas com o tempo elas acabam sendo indispensáveis para o progresso do jogo e abertura de algumas fases especiais, eu mesmo quase dei com os burros n´áqua por achar que o meu esforço mediano em pegá-las seria o bastante para terminar o jogo. Se bem que você só perde a chance de pegá-las se tiver muita preguiça mesmo, as fases são curtas demais e apesar de haver uma ou outra medalha mais bem escondida do que as demais, no fim das contas o desafio de encontrá-las não chega ser lá grande coisa.

O mesmo vale para os mestres que gurdam cada mundo. Colocaram apenas dois membros da família do Bowser para cada fase que se passa sempre num navio voador, lembrando um pouquinho de New Super Mario Bros. A dificuldade em enfrentá-los passa longe de ser algo notável, tem muita fase com o dobro de desafio sem a presença de nenhum chefão no final dela. E por falar em dificuldade a Nintendo extrapolou tudo com aquela idéia de dar uma ajudinha sempre que você está morrendo muito, criada também em New Super Mario Bros, se não me falha a memória. Usar desse artifício em 3D Land é o mesmo que colocar para rodar um vídeo do gameplay do jogo no YouTube e ficar só assistindo. Ninguém toca em você e o seu único trabalho é pular nos lugares certos para não morrer por exemplo queimado na lava.

No resto, a experiência é zero e quem apelar para essa mãozinha a mais na roda o tempo inteiro muito provavelmente não vai terminar o jogo (mas se houvesse uma opção dessas em Dark Souls eu não reclamaria). No visual as fases mais interessantes mesmo ficam por conta das lutas contra o Bowser revivendo os velhos tempos do primeiro Super Mario Bros. Você percorre a fase inteira e no final dela tudo o que você tem de fazer é chegar ao outro lado da ponte e derrubar o Bowser de cima dela. Parece fácil falando e de certa forma é, mas experimente fazer isso no jogo original do NES e você vai ver que a coisa é um pouco mais tensa do que parece. Outro detalhe que eu achei legal e que resgata lembranças dos mais velhos com relação ao primeiro Mario é quando estamos na tela de seleção das fases. Na tela superior tudo é bem simplificado, mas embaixo além de ter todo acesso aos 8 mundos em poucos toques você pode ver a primeira versão em 8 bits do encanador correndo, sempre em frente, já que salvar a princesa é uma tarefa que está bem longe de terminar.

Fora todo o jabá dito aí em cima acho que não há mais muito o que falar, a fórmula é a mesma e isso não é demérito algum com exceção de pequenos detalhes que não me agradaram. O jogo mais uma vez parece uma sequência modestamente “chupada” de Super Mario Galaxy em diversos aspectos, eles são bem pequenos, mais você não vai deixar de reconhecê-los por isso, o 3D mais uma vez não foi o ator principal na minha jogatina, o tempo de gameplay também passou como um relâmpago, voando mesmo, tanto pelas fases enxutas demais, quanto pela facilidade encontrada desde o início do game. Mas no conjunto da obra Super Mario 3D Land continua sendo o que a franquia é em todos esses anos, um jogo inteligente, divertido, infantil e ao mesmo tempo desafiador e acima de tudo acessível para todos os gostos, agora mais do que nunca até. Mas fico curioso mesmo é para saber o que a BigN pode estar planejando para o bigodudo no Wii-U, quem sabe na E3 do ano que vem a gente não descobre uma nova revolução na vida do Mario? Eu aguardo ansioso.

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K o n S a m a

Do ser sem razão a essa explosão de emoção, do preguiçoso leitor ao (meia-boca) escritor, do tímido calado ao ator inquieto, do caminho já traçado à esquina do destino incerto. Tentei me definir, mas sem sucesso. Games, filmes, música, animes, são só o começo desse quebra-cabeça sem nexo.
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