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Sayonara Uchū Kaizoku

Adeus, Kaizoku Sentai Gokaiger!

E chegou ao fim a busca pelo maior tesouro do universo, a qual acompanhei pelos 3 filmes e os 51 episódios regulares de Kaizoku Sentai Gokaiger. Apesar de só não ter visto o filme em que os Gokaigers encontram-se com Gavan, posso dizer que já vi que era necessário para considerar esses piratas espaciais os meus representantes favoritos dentre todos os Super Sentais.

Como muitos aqui no Brasil, o primeiro sentai que assisti foi Changeman, e depois Flashman, Google V, Maskman. Depois disso, alguns anos depois chegou a “versão ocidental”, Power Rangers. E justamente por questões de direitos de exibição que os originais japoneses ficaram atrelados aos Powers Rangers e nunca mais pudemos ver os sentais na TV brasileira. Até gosto de algumas versões dos sentais que foram personificados pelos Power Rangers, mas se pudesse escolher realmente gostaria de ver só os originais.

Esse desejo cresceu ainda mais conforme eu ia assistindo cada novo episódio de Gokaiger. Afinal, é uma série que reverencia (e referencia) todos os grupos anteriores. Sinto que perdi muita coisa, que não pude entender tudo o que aconteceu em Gokaiger. É como ver um álbum de fotos de um lugar que eu nunca fui. Seria tão mais legal se eu tivesse estado lá, se fosse eu que tivesse tirado aquelas fotos.

Mesmo com essa lacuna, Gokaiger me cativou e a exibição de cada episódio era muito esperada por mim, lembrando o tempo em que Lost fazia sentir-me assim, com expectativa. Ainda que os sentais sejam um produto mais voltado ao público mais jovem, em Gokaiger houve um cuidado maior em sua produção, de forma que pudesse alcançar o público que e em um momento de sua vida assistiu algum dos 34 sentais anteriores.

As personalidades de cada Gokaiger foram muito bem exploradas, e mesmo durante a série houve uma evolução dessas personalidades. Como não se irritar com a indiferença com que Marvelous tratava os terráqueos, e depois vibrar com sua empatia, ainda que disfarçada? Como não ficar intrigado com as atitudes mais frias e sérias do Sr. Joe? Ou então, não se espantar com a maneira atrapalhada como o Doutor tenta lutar? E não amar a encantadora Ahim, se divertir com o jeitão maluco da Luka? Dá pra ficar indiferente com o entusiasmado Gai?

O que dizer do Basco? Esse realmente me deixava enervado a cada aparição. Apesar que a galera do mal do Império Zangyack em si não me agradou muito, em especial o irritante Warz Gill, mas pelo menos o Damarasu e Barizorg estavam lá para não me fazer pular as partes em que a ponte de comando da Nave dos Zangyack era mostrada.

Tendo acabado de assistir ao último episódio, é de se esperar que uma certa tristeza caia sobre mim, afinal daqui pra frente não acompanharei mais as aventuras dos Gokaigers. Mas ao mesmo tempo penso no quanto foi legal poder ver uma série que respeita tanto o passado de seu gênero, e que consegue contribuir para que todo o legado dos super sentai se enriqueça. Lutas bem coreografadas, efeitos especiais na medida, personagens cativantes, tudo isso e outros fatores importantes encontrei em Gokaiger.

De hoje em diante, a minha espera por enquanto se resume a assistir ao filme dos Gokaiger e Gavan, e o já histórico encontro entre as franquias Kamen Rider e Super Sentai, no qual o Capitão Marvelous e sua trupe estão confirmados. Mas isso ainda está um pouco distante. Por enquanto, com já saudades apenas acompanharei os Gokaigers passarem o bastão para o sentai desse ano, os Go-Busters.

さよなら宇宙海賊

 

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Mauri Link

Um gamer inveterado desde a primeira geração de consoles, aficcionado por histórias em quadrinhos, nerd de carteirinha, e super-herói nas horas vagas!
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