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Hot Tub Time Machine – A ressaca dos anos 80! (Crítica)

Hot hot hot! 

Ontem eu quase fui rever Jogos Vorazes no Netflix, mas decidi ver um filme que estsva na minha lista de pendências: “Hot Tub Time Machine“. Ou como traduziram esculachadamente por aqui, “A Ressaca”, mais um filme que explora a moda de revisitar os anos 80.

Até então, eu só tinha visto uma foto aqui e outra acolá, um pouquinho do trailer, mas foi a sinopse que me instigou: Adam (John Cusack) foi abandonado por sua namorada. Lou (Rob Corddry) adora uma festa, mas não consegue encontrá-la. Nicky (Craig Robinson) tem sua vida controlada pela esposa. Jacob (Clark Duke) é fanático por videogame e, por causa disto, raramente sai de casa. Eles são amigos e, após uma noite de muita bebedeira, acabam na banheira de hidromassagem de um resort de esqui. Sem saber como, eles acordam em pleno 1986. É a chance que têm para apagar erros do passado e criar um novo futuro.

A premissa me pareceu interessante, adoro viagens no tempo, futuros e passados alternativos, em em 1986 eu tinha apenas nove anos e De Volta para o Futuro tinha sido lançado no ano anterior e feito um sucesso arrasador (embora eu só pude vê-lo quando passou na Tela Quente).

Os anos 80 eram bem malucos. Época de computadores enormes, walkmans, cores chamativas e os biquínis mais sexys de todos os tempos. Tenho muito mais apreço por essa época do que os anos 90. Então de certa forma eu esperava muito de “A Ressaca”. Afinal, anos 80, sexo, drogas e rock’n’roll parecia ser uma mistura explosiva. Mas em vez de uma banheira quente, foi quase um balde d’água fria.

Eu achei que a temática dos anos 80 iria ser mais bem explorada, mas o filme acaba pegando só algumas nuances da época e as coloca sob uma lente de aumento que acaba por distorcer tudo. Há um certo exagero sobre questões como drogas e liberdade sexual, e todos os personagens parecem ser muito mais vazios do que deveriam aparentar, e muito disso se dá por conta de piadas fracas e forçadas.

O personagem Jacob aparentemente deveria ser indiretamente uma paródia da geração atual, mas o personagem vai perdendo força e no final do filme ele está tão perdido quanto os demais. O que mais me irritou nem foi isso, mas piadas já batidas e as pseudo-obrigatórias cenas escatológicas.

O filme tem alguns pontos altos para mim, como a aparição do programa do Alf, o E.T.eimoso, a cena em que Nick meio que quebra a quarta parede quando percebe o que é a banheira e diz “It must be some kind of hot tub time machine” com um olhar sensacional. E claro, não poderia deixar de citar a participação mais do que especial de Chevy Chase, um dos grandes atores de comédia da época.

Embora não tenha gostado de algumas coisas, eu recomendo o filme, em especial para aqueles que puderam viver os anos 80 quando crianças ou adolescentes. Claro que nada impede que uma pessoa mais nova veja o filme e se divirta, mas 90% da graça reside nas referências de época.

E quem como eu entendeu boa parte dessas referências, vai ressuscitar algumas memórias a mais, e pensar sobree como poderia ser um filme que explorasse melhor a temática. Eu consigo imaginar um filme que não apele tanto para a comédia, que trabalhe com o contraste entre épocas. Mais ou menos como eu espero que o Bendis faça em All-New X-Men.

E uma última coisa: piadinhas sobre uma outra pessoa criando o Google. Até quando?

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Mauri Link

Um gamer inveterado desde a primeira geração de consoles, aficcionado por histórias em quadrinhos, nerd de carteirinha, e super-herói nas horas vagas!
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