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Resident Evil 6 | Survivor Horror? Onde?

Uma mistureba de elementos que em vez de agradar acaba cansando bem rápido!

Eu tinha fé. Mesmo com aquela demo horrorosa e a minha mente me alertando várias vezes, eu tinha fé de que a Capcom não havia esquecido a fórmula de um bom survivor horror. Aquele jogo imersivo que me colocava de verdade dentro daquele ambiente de terror e apreensão, dentro da pele dos personagens mesmo. Sem saber o que esperar ao virar o próximo corredor, descer uma escada. Me fazendo por vezes conter os meus próprios passos com medo do que me podia acontecer dali em diante. Mas enfim… essa é a minha definição de survivor horror e ninguém tem que concordar com todo o ponto e vírgula que eu escrevo aqui.

De qualquer forma, você já percebeu qual vai ser o tom do meu texto sobre Resident Evil 6, né? Então você também já deve saber que chorar na sessão de comentários não vai mudar a minha opinião. Mas se isso servir de consolo à algum fanboy de plantão, eu já adianto que concordo completamente em gênero, número e grau com uma frase que sempre li em diversos sites e fórums de games quanto à discussão sobre Resident Evil ser ou não ser mais o que já foi um dia:

“Quer um Resident Evil como os antigos? Então volta pro seu PlayStation e divirta-se!”

É sério, tira a poeira daquele seu PlayStation tijolão amarelado que não vê um CD há anos e mãos à obra. Ou então baixa um emulador qualquer na internet pra jogar no PC. Ou se você não curtir muito essa severa viagem de volta no tempo, corre atrás de um Gamecube que pelo menos os remakes do primeiro e do zero são um santo colírio para os olhos, até dos mais exigentes. Porque assim como os seus outros 2 antecessores, Resident Evil 6 NA MINHA CONCEPÇÃO tem tanto survivor horror quanto a série Call Of Duty tem de inovação.

E observando a atual maré da indústria de games isso não deve mudar tão cedo. Do que eu estou falando? No final dessa bíblia (mimimi pessoal ou seja lá como você quiser classificar a minha experiência com o jogo) eu prometo que chego lá.

A minha idéia desde o começo era narrar a minha experiência seguindo a mesma ordem do meu gameplay, ou seja, falando primeiro da campanha do Leon, depois a do Jake e por fim a do Chris (eu ainda estou reunindo forças pra terminar a campanha da Ada e entender os motivos por trás de algumas ações da moça), mas eu vou remar contra a maré dessa vez e fazer tudo ao contrário pra fique bem claro (ou não) a minha real insatisfação com esse jogo. Então vamos lá.

A Capcom não escondeu de ninguém que Resident Evil 6 teria ação assim como os seus 2 últimos títulos, mas ela prometeu equilíbrio entre os 2 lados dessa moeda (o outro é o terror, lembram?). Mas… infelizmente equilíbrio é a última qualidade desse game que eu poderia listar aqui. Vamos começar pelo Chris, no jogo o que se vê dele é um cara estressado, abalado, cheio de culpa pela morte de alguns colegas de trabalho no passado. A princípio até que a proposta de narrativa parece promissora, porque além de prometer uma boa dose de drama, dá a entender que o personagem vai recobrar a memória sobre algum acontecimento passado importante.

Um dos rápidos flashs que ele tem me remeteu a Resident Evil Revelations (jogo que iniciei recentemente no Nintendo 3DS e que faz uma ponte entre o Resident 5 e 6, se não me engano). Pena que isso fica só no começo. Quanto mais o jogo avança, mais esses detalhes enriquecedores, que poderiam deixar uma pulga atrás da tua orelha, somem e tudo o que sobra são as batalhas contra os monstrengos infectados pelo tal virus C (na próxima veremos o D e como o alfabeto é bem grande, sequências é que não vão faltar para esse novo estilo da franquia).

E fiquem à vontade pra chamar o meu discurso de repetitivo, mas a coisa toda me lembrou um Call Of Duty mesmo, ou ainda se alguém por acaso se aventurou em algo mais fora do mainstream ultimamente, o jogo também me lembrou Spec Ops: The Line. Spec Ops pela visão da câmera. E SIM, eu sei que essa câmera vem desde o 4º jogo, mas nunca antes eu vi Resident Evil com essa cara de esquadrão “quebra tudo” metendo bala ou simplesmente descendo o pé em quem estiver pela frente.

Você tem a opção de pegar cover, ser o mais cauteloso possível e todo o blá blá blá do soldado no campo de guerra. Mas bastou 2 minutos tentando pôr isso em prática pra eu desistir e sair tocando o FODA-SE geral quando eu percebi que tudo, absolutamente tudo é motivo pro cenário se transformar numa verdadeira muvuca desgraçada cheia de aberrações correndo pra lá e pra cá. E sério, é mil vezes mais lucrativo correr e usar dos ataques físicos nos inimigos que ficar gastando munição à toa. Os monstrengos são como os bandidos em Uncharted, onde ninguém sabe explicar porque pra derrubar um único infeliz às vezes é preciso mais de 3 tiros na cabeça pro sujeito morrer.

Mas em Resident Evil 6 ao menos temos uma explicação pra isso: “esses caras não são mais humanos, são monstros e poucas vezes uma bela saraivada de balas vai colocá-los no chão logo de cara”. Simples assim. Aliás, eu queria colocar aqui também a desculpa que inventaram pros zumbis empunharem armas, mas ela é tão ridícula que não vale a pena.

O que salva a pátria é que o modo melee do jogo até que não é tão ruim quanto eu fiquei achando na demo. Assim que me acostumei com os controles, correr pelo cenário, escorregar e atirar logo em seguida e tudo mais virou rotina. Confesso que é divertido até, principalmente pra temperar melhor o modo multiplayer. O único problema é que depois que a coisa engrena, o pouco do clima de survivor horror que ainda podia se sentir no singleplayer vai todo pro ralo e você passa ver o Chris mais como um lutador de MMA do que um policial liderando um esquadrão em uma missão de vida ou morte.

E não existe muita escolha mesmo que você queira modificar esse panorama agindo de forma diferente na história. Gastar bala à vontade por aqui só se for com o Leon mesmo (ou então ativando a opção de munição infinita que a Capcom colocou pra… só Deus sabe pra quê). Por alguma razão que eu não sei qual e que também se repete no gameplay do Jake, a munição é muito escassa no começo e extremamente abundante do meio pro fim. Então se você chegar vestindo a camisa do Rambo logo de cara, pode ter certeza de que mais tarde você vai se estressar bastante quando os J’avos mais casca grossa aparecerem e você se ver obrigado a esperar que o seu parceiro NPC faça todo o trabalho árduo sozinho.

E é só você e o teu parceiro mesmo, porque o restante do esquadrão geralmente sai de cena misteriosamente em alguns momentos críticos (uma pausa pro chá da tarde, eu acho). Mas talvez você nem chegue a saber o que é isso caso jogue no modo cooperativo, por exemplo.

Agora vamos falar de Jake e Cherry. Essa foi a segunda dupla que eu peguei pra jogar e foi exatamente nessa hora que me bateu um desânimo foda com o jogo. O gameplay com o Leon e a Helena é desanimador justamente por prometer muito e não entregar nem metade do serviço, mas como foi por eles que eu iniciei a jogatina, não tive razões pra me sentir cansado. Já o do Chris pra mim nem cheira e nem fede, está longe de ser o que eu espero de um Resident Evil, mas faz um contra peso decente por ser mais divertido do que cansativo. Porque ele é direto e reto, sem esconder as suas pretensões. O que você vai ter nele é um TPS de ação desenfreada e pronto. A Capcom não teve dó de esfregar isso nada cara de ninguém.

Já o gameplay do Jake na minha visão é o exato contrário disso. Pra mim ele foi cansativo porque além recomeçar a história que eu não estava lá muito afim de rever (e só o fiz pela obrigação de aproveitar ao máximo o preço pago pelo jogo e também porque sem as 3 jornadas os buracos no enredo são muitos), ainda se mostrou como o lado mais desvirtuado, não somente desse jogo, mas da série inteira na minha opinião. Aquele em que finalmente a Capcom pegou tudo o que eu (e trocentos fãs mundo afora) esperava e gostava na franquia e jogou no lixo na expectativa de atender um público novo com “N” características de outros jogos de sucesso que nada tem a ver com a série Resident Evil.

Se no gameplay anterior eu apelidei o Chris carinhosamente de o líder do Esquadrão Freak Show. O Jake eu passei a chamar de Teen Kratos, o jovem Deus da Guerra (no lugar e era errados). O começo da jornada dele com a Cherry é triste, uma pistolinha e quase nenhuma munição. Porém mais uma vez isso me pareceu interessante logo de cara, parecia mesmo que a idéia era evidenciar o estilo de luta corpo a corpo que os vários vídeos de divulgação da Capcom já tinham mostrado. O único problema é que por inúmeras vezes fica difícil de engolir como um ser humano qualquer consegue brigar de igual pra igual com aquele brutamontes, o priminho do Nemesis (dane-se, nem lembro o nome)

A princípio cheguei a pensar que sendo filho do Wesker (isso foi divulgado antes do jogo ser lançado, então não me venham com mimimi de spoiler) o cara teria mesmo uma força a mais e tal. Mas a Capcom não trabalhou esse detalhe do enredo em momento algum e deixou tudo em aberto pra que o jogador interprete, o que pra mim ficou impossível. Há momentos na narrativa que mostram que o Jake é tão frágil quanto a Cherry pra bater de frente com o monstro, enquanto em outros o personagem simplesmente mostra uma força aparentemente equivalente pra enfrentar o bicho.

Eu sinceramente não consegui chegar a uma conclusão das reais capacidades do Jake. Até mesmo a virada de mesa escrota e sem um pingo de criatividade no final da campanha me trouxe dúvidas. Eu não sabia se aquilo era Resident Evil ou Dragon Ball. Então eu decidi não esquentar os miolos por tão pouco.

Já quando falo sobre desvirtuar a série, me refiro aos vários elementos que tentam deixar essa parte do jogo mais interessante. Pra começar temos uma dúzia de quick time events. Sim, o gameplay todo tem isso, mas é exatamente aqui que me parece que a Capcom observou certas franquias (não vou dar nome aos bois, vejam por si mesmos e tirem as suas próprias conclusões) e correu atrás pra inserir o que mais deu certo em cada um delas afim de levantar a moral do personagem. Além de claro, chamar quem se borra nas calças só de ouvir falar de Resident Evil pra dar uma olhadinha no jogo.

Se no gameplay do Chris você tem tiroteio e muita ação desenfreada na maior cara dura. No do Jake você tem mais gameplay cinematográfico,, com cenários se destroçando em mil e uma explosões enquanto o personagem corre, dá uma pirueta e cai do outro lado da plataforma fazendo pose de herói do que controle de verdade sobre as suas ações.

No que foca o combate corpo a corpo a Capcom tentou fazer algo diferente trocando o gatilho esquerdo da mira por uma posição de luta em que se pode usar as mãos quando você está no mano a mano completamente sem as armas. Isso vem com a idéia de diferenciar o Jake dos outros, mas assim como o drama e o passado do Chris, isso também se perde facilmente no decorrer da história. Só que diferente do exemplo anterior, eu não tive nenhuma razão pra lamentar isso. Porque na verdade os desenvolvedores não pensaram num jeito de criar mecânicas de luta só para as necessidades do Jake, eles apenas adicionaram um plus na mecânica já usada para dispersar os zumbis.

E quando eles tentam isso, o que deveria se tornar um sistema mais amplo de combate, acaba se tornando apenas um detalhe a mais que não empolga, não te estimula a usá-lo e ainda cai em desuso assim que as narrativas se cruzam e os tiroteios ganham maior importância.

Quando eu finalmente encontrei o rifle e a espingarda (armas essas que você acha em todas as campanhas, geralmente deixadas pela fada da… guerra (?) em pontos extremamente convenientes) eu já não tinha mais nenhum motivo pra ver o Jake como um lutador, um cara com super força ou seja lá qual imagem a Capcom tentou passar sobre ele pra mim. Ele virou só mais um empunhando uma arma, pisando na cabeça dos zumbis e seguindo em frente sem muitos motivos pra temer a ameaça de uma ataque bioterrorista de escala global. O que não foi de todo mal, porque isso automaticamente com que os quick times nada empolgantes cessassem mais e a experiência de reviver a história ficasse menos massante do que já estava pra mim.

E olha que eu curto quick times pra caramba, Naruto não me deixa mentir. Mas em Resident Evil… não deu, eu podia relevar e dizer que a jornada do Jake e da Cherry também foi divertida, mas não posso porque foi exatamente a partir daí que eu passei a jogar todo o restante do game por obrigação e não diversão. Muito provavelmente porque eu resolvi ficar esperando pelo tal equilíbrio prometido pela Capcom desde o começo. E eu esperei, esperei e esperei tanto que talvez o único gameplay que realmente me manteve interessado no jogo tenha sido o do Leon.

Quem jogou a demo lembra do início dentro do campos, né? Pois é, se tinha alguma coisa do antigo Resident Evil, ficou tudo dentro daquele escola. Logo no começo ainda notei que algumas modificações foram feitas em relação a demo. Por exemplo, o analógico te dava a opção de andar contando cada passo, por pura precaução, ou sair correndo como se não houvesse amanhã. Mas não contente a Capcom criou pequenos scripts dentro da narrativa que já era mais do que linear, limitando os seus passos automaticamente e achando que de alguma forma colocaria medo ou iria inserir um clima de apreensão e cautela no jogador.

Uma bela de uma porcaria (com todas as letras), porque tudo o que eles conseguiram foi anular uma das mecânicas que a equipe de produção teve o trabalho de criar e que causou exatamente o efeito contrário do que eles queriam.

Na versão final eles modificaram um pouco isso. E bem… acho que é só o que tenho pra elogiar mesmo. A luminária que caia no meio da exploração voltou acompanhada daquela cutcene tosca que quebrava todo o clima de surpresa. Os poucos cenários obscuros que te fazem ter mais cautela, aos poucos vão sumindo até que finalmente somem ou perdem o sentido. Os zumbis a cada minuto que passa vão dando lugar a esqueletos e criaturas que não parecem ter sido criadas por um acidente com experimentos biológicos, mas sim aberrações místicas, daquelas que você geralmente encontra num God Of War.

De restante, a campanha é decepção ladeira abaixo, e nem digo isso em termos de história, personagens, nada disso. Com exceção do Jake e da Cherry, quem já jogou os outros jogos tem motivos de sobra pra ficar curioso e querer saber o que vem a seguir na trajetória do Leon e do Chris nessa história. Ainda que nem ela consiga ter o mesmo impacto de antes. O que desanima é constatar que a última chance do jogo de resgatar algo dos velhos tempos foi por água abaixo. E fiquem à vontade pra dizer que eu estou de mimimi (na real… whatever), mas só um fã bem cegueta vai me contradizer quando eu afirmo que o gameplay do Leon e do Jake começam focando uma coisa totalmente diferente dos demais pra não muito tempo depois terminar do mesmo jeito que a abordagem vista com o Chris.

No caso do Leon, do total de 5 capítulos eu ainda me arrisco a salvar o segundo (que se bem me lembro rola nos esgotos). Mas é só. O que vem depois disso parece uma viagem do Indiana Jones, um pesadelo bobo de uma criança no meio da noite ou algo do gênero. Parece que a inspiração foi pro saco de vez e o que vale agora é explosões e muita incoerência no enredo, tal qual são os filmes da franquia nos cinemas atualmente. Eu inclusive voltei a olhar os trailers que focavam a campanha do Leon e tudo se parece exatamente como uma propaganda enganosa. Mas eu tinha fé, não é mesmo? Então como eu poderia prever isso?

Quem é mais chegado a acompanhar notícias relacionadas à games sabe que “a crítica especializada” desceu o pau no jogo sem dó, nem piedade. E logo atrás vieram os produtores apressados tentando botar panos quentes, dizendo que a franquia evoluiu e que por mais que se esforçassem jamais seria possível agradar a todos.

CONVERSA PRA BOI DORMIR!!!

Evoluir e desvirtuar são duas coisas extremamente diferentes. E Resident Evil não evoluiu nem aqui e nem lá na China, porque evoluir é crescer e se modificar sem esquecer a sua essência. O exato contrário do que se vê nesse sexto jogo que nem equilíbrio entre o velho e novo consegue ter mais.

Mas com isso eu estou dizendo que você nem sequer deve cogitar a idéia de jogar Resident Evil 6? NOOOOoooo, eu estou apenas dizendo que a partir daqui ficou mais do que claro que a Capcom já chutou o pau da barraca (assim como ela já fez com o coitado do Megaman) e que vai daqui pra frente fazer mais e mais experimentos pra que a franquia venda tanto quanto um Call Of Duty da vida. Ou seja, vai vender muito de qualquer jeito, pra todos os gostos, principalmente pra quem não está afim de tomar susto, mas sempre quis jogar algo com o nome Resident Evil estampado na capa.

Afinal já temos tiroteio pra burro agora que os zumbis sabem se armar até os dentes. Falta só consertar o esquema ridículo de cover e pronto, a mina de ouro da Activision já tem um concorrente à altura (sorry Battlefield, sorry…). O mesmo vale pros quick times e a nova vocação da série pra se tornar um beat’ em up bem parecido com God Of  War. É só dar um tapinha naquela câmera maluca e trazer algumas coisinhas da série UFC pra cá que vai dar tudo certo (porque os monstrinhos bizarros nós já temos).

Mas enfim, piadinhas à parte. Nada daqui é pra ser levado a sério, essa é apenas a minha humilde opinião (e opinião é que nem…). Cada um gosta da franquia, de um jeito ou de outro. No meu caso, eu curto o Resident Evil das antigas e não consigo ver a franquia de outra forma, menos ainda quando identifico com tanta facilidade inúmeras características de outras franquias que curto e que pra mim nada tem a ver com a serie. Eu sei que as mudanças no jogo vem desde o 4º, mas nesse foi como se a franquia tivesse começado ontem e os produtores tivessem decidido que o velho survivor horror não vende tanto quanto os blockbusters da concorrência, a ponto de ser válido desfigurar uma idéia bacana pra vender mais.

Se bem que estamos falando de uma empresa, né? Logo, eu nem sei porque ainda me surpreendo. E pra ninguém dizer que estou atacando de fã xiita aqui, já estou desencanando com Dead Space, o primeirão mesmo. Ele tem muito do que eu gostaria de ver nos Resident Evil dessa geração e eu vou aproveitar bastante. Porque algo me diz que quando eu chegar no terceiro, muito provavelmente teremos um deja vu dessa postagem aqui no Portallos. Se é que vocês me entendem.

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K o n S a m a

Do ser sem razão a essa explosão de emoção, do preguiçoso leitor ao (meia-boca) escritor, do tímido calado ao ator inquieto, do caminho já traçado à esquina do destino incerto. Tentei me definir, mas sem sucesso. Games, filmes, música, animes, são só o começo desse quebra-cabeça sem nexo.
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