Jogando

Relembrando um clássico!

Toda a glória de Prince of Persia num smartphone!

No momento em que escrevo este texto, estou trancafiado no Shopping Recife, antigo maior shopping de Pernambuco até o RioMar abrir as portas recentemente. No geral, você vai ao “centro de compras” para de divertir, correto? Seja para ir ao cinema, fazer aquele get together esperto com os amigos, ou então babar nas vitrines daquelas TV’s gigantes que você não conseguiria comprar nem se juntasse o salário do ano todo.

Em todos esses meus parcos anos de vida, as únicas vezes que fui a shopping e me senti sem opção do que fazer é quando acompanho a namorada nas compras de roupas. Pedro Ivo segura isso, Pedro Ivo segura aquilo, Pedro Ivo o que tu acha desse e assim por diante. E o pior é que as malditas lojas nem se compadecem dos pobres namorados, nem se preocupando em disponibilizar uma quantidade aceitável de assentos para que possamos descansar nossas pernas cansados de tanto ir pra lá e para cá.

Mas não, a situação de hoje é diferente. Estou no Detran esperando numa fila gigante e cedendo à pressão social que diz que todo jovem deve tirar a carteira de motorista após completar dezoito anos. Não que eu esteja sendo preguiçoso ou algo assim. Acontece que eu consigo me virar muito bem pela cidade à pé ou então por transporte público – coisa que eu até prefiro fazer pois só assim dou uma caminhada vez ou outra. Enfim, long story short, já estou esperando ser atendido há mais de duas horas.

Quando me encontro em situações em que preciso passar boa parte do tempo sem fazer nada, apenas esperando, a primeira coisa que faço é pegar o celular e matar o tempo com os diversos joguinhos disponíveis no bicho. Opto por coisas mais casuais, como um Temple Run ou Angry Birds da vida, pois os lugares onde me encontro nessas situações não me permitem criar foco apenas na telinha – no ônibus, por exemplo, tem muito sacolejo. Mas agora a situação se mostrou propícia: estava sentado dentro de um shopping, logo, preparado para algo mais hardcore. Foi aí que lembrei de um app que eu mal tinha encostado desde que instalei, o tal do Prince of Persia Classic.

O primeiro Prince of Persia foi um marco nas minha saudosas aulas de informática no colégio. Ah, as aulas de informática. Nós, um bando de crianças em torno dos seis anos de idade, tentando abestadamente mexer no Paint, Word e criando bobagens com o mitológico WordArt. Mas a parte mais legal era no final. Após completar as atividades do dia, a professora (ou “tia”, como comumente a chamávamos) deixava os ansiosos alunos usarem os caros PC’s para jogar. A minha escolha, claro, era Prince of Persia. Detalhe que na época nós não tínhamos a menor ideia de que esse era o nome do jogo. Nós o chamávamos simplesmente de Aladdin.

O jogo clássico de 1989

Isso foi lá pelos idos de 2000, e nos divertíamos pra valer com o jogo lançado em 1989. Naquela época eu nem sonhava em ter um computador, aliás. E pra mim, aquilo era o máximo da tecnologia.

Incrível como as coisas avançam. Hoje, os computadores deixaram de ser artigos de luxo e invadiram as residências, e mais recentemente os nossos bossos na forma de smartphones. Escrevemos textos, acessamos a internet, mandamos emails, assistimos a vídeos… É uma verdadeira maravilha. E ressuscitar o velho “Aladdin” depois de doze anos – melhor dizendo: uma versão melhorada dele! – é algo quase mágico. Imagina se o Pedro Ivo de doze anos atrás visse uma coisa dessas?

E assim, o tempo passa voando aqui no Detran. Começo um novo jogo, vou me re-familizarizando com os cenários, relembro algumas passagens secretas, revivo a magia de pegar a espada e partir para a luta (algo no qual sempre fui ruim quando pequeno)  pela primeira vez. Alguns podem dizer que o jogo “não envelheceu bem”, o que é um grande engano. Apenas o estilo dele é diferente. O Prince of Persia original nunca foi feito para ter uma jogabilidade ágil como um Mario ou um Sonic, é um jogo sobre paciência, cautela e estratégia. Certo que hoje a franquia é mais conhecida pela trilogia Sands of Time, com suas acrobacias e viagens no tempo, mas o primeiro jogo continua firme e forte.

A versão renovada para smartphones

O único problema dessa nova versão são os comandos. O esquema continua o mesmo da versão original, com os direcionais, o botão para agachar, um para pular, e outro para andar devagar. Acontece que os direcionais seguem o seu dedão, ou seja, se você por acidente colocar seu dedo em outro ponto da tela, o direcional some e vai para lá. Deveria haver uma forma de fixar o direcional num canto da tela.

Então pessoal, essa é a minha recomendação do dia, o primeiríssimo Prince of Persia. Seja a versão para smartphones, seja a para os consoles de mesa, seja a original da década de 80 através de algum emulador. JOGUEM. O tempo passou num instante, e enquanto meu corpo estava sentado no Detran morrendo de tédio, minha mente estava explorando os perigosos calabouços de uma prisão da Pérsia. Melhor maneira de matar  o tempo não há.

Agora com licença, que finalmente serei atendido!

Etiquetas
Isso também pode lhe interessar

Pedro Ivo Maximino

Jornalista em formação. Sou gamer desde os tempos em que passava horas jogando Sonic no velho Master System de um primo. Também sempre gostei de cinema desde aquela época, embora só recentemente tenha me interessado o bastante pelo assunto a ponto de me considerar um cinéfilo. Tomei gosto pela leitura por "culpa" de Harry Potter e hoje leio de tudo. Além do Portallos, escrevo ocasionalmente em meu blog pessoal, o OverLine.
Botão Voltar ao topo
Fechar

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios