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PoI: Uma breve análise da temporada!

Uma lição de como juntar as pontas e encaminhar um Season Finale digno!

Este post contém spoilers da primeira e da segunda temporada de Person of Interest!

Person of Interest começou esta temporada de forma fantástica, continuando direto do Cliff Hanger que havia encerrado a temporada passada, quando Finch havia sido capturado por Root, e quando víamos o Reese atendendo o telefonema misterioso pela primeira vez.

Desde então, presenciamos várias histórias sendo contadas, várias migalhas sendo jogadas no meio do caminho e até mesmo alguns casos da temporada passada sendo fechados. E nisso, Person of Interest é ousada, escolhendo até personagens importantes para a trama e os matando inesperadamente. E tivemos ainda, novas situações apresentadas que provavelmente se desenrolarão no decorrer da próxima temporada (quem não lembra do excêntrico e complicado bilionário que Reese teve que fazer as vezes de babá?).

Dessa forma, Person of Interest mostra que têm o conhecimento para saber lidar com sua própria longevidade. Ao mesmo tempo que eles não “enchem muita linguiça” com casos que em outras séries poderiam ser arrastados por um número indeterminado de temporadas, aqui eles são rápidos e propõem uma resolução inesperada e ainda por cima, engatam um novo problema na sequência, para dar trabalho para o nosso quarteto de protagonistas.

E o que dizer destes? Numa temporada em que os holofotes novamente se voltaram para eles, pudemos aprender um pouco mais sobre o passado de Finch, (e da máquina) assim como conhecer a versão feminina de Reese e ver como estes dois interagem juntos em cena, com os diálogos afiados que quem assiste a série já está acostumado. Fusco viu sua vida na polícia se tornar um pesadelo, quando decide ir de encontro à HR, enquanto Carter também cresce muito ao se deparar com questões éticas, que ela nunca esperara passar.

Os vilões da temporada deram um show à parte. Fomos apresentados ao chefão da HR, Quinn, cara e fachada de bom moço, mas nos bastidores um homem cruel, capaz de matar seu proprio afilhado, quando este parece estar para entrar em seu caminho. Ele deve causar um problemão na terceira temporada, quando a guerra entre a HR e o Elias, tão anunciada nos episódios passados, finalmente estourar.

E por falar no carequinha sorridente, infelizmente tivemos uma participação muito pequena dele nesta temporada. Mas também, quando ele deu o ar de sua aparição, não deixou nenhum dos fãs na mão. O mafioso, com certeza, é um dos melhores vilões que a série possui e que provavelmente decidiu guardar para usá-lo apropriadamente na terceira temporada em diante, para não misturar com a situação da Decima. Elias e Finch se tornando parceiros de xadrez, com certeza renderam ótimas linhas de diálogo que sempre nos deixavam com água na boca para ver estes dois brilhantes atores contracenando juntos, mais um pouco. A guerra que está sendo preparada, já deixou Elias numa posição meio desconfortável, onde ele terá de enfrentar os russos mais uma vez. Por isso, acredito que logo ele vai sair da prisão, onde até então ele estava bastante confortável até, para voltar às ruas e brigar novamente pela sua cidade, e aí sim, podemos esperar um arco bem movimentado que trará muita dor de cabeça para Reese e Finch, certamente.

Root chegou ao final da primeira temporada prometendo ser a contra-parte de Finch. Seu amor desmedido pelas máquinas acabou transformando seu interior numa pessoa cruel, capaz de fazer tudo para chegar aos seus objetivos. Dotada de uma habilidade computacional fantástica, vimos o seu passado ser mostrado logo no segundo episódio, mostrando um pouco das suas motivações e do seu desbalanço. Não tenho muito a acrescentar sobre a personagem, não acho a melhor vilã que poderia ter aparecido. O que vale ressaltar, é a boa atuação de Amy Acker e também o papel importante da personagem no decorrer da temporada.

A Decima apareceu e trouxe respostas e perguntas que deixaram os fãs com uma pulga atrás da orelha. A Kara, então, havia sido recrutada para plantar o vírus no sistema da Máquina. Até aí tudo bem, afinal, as intenções da Decima pareciam bem más mesmo. O que surpreendeu, foi o fato de Finch estar aparentemente por trás deste tal vírus, e isso até agora não pareceu fazer muito sentido. Acredito que muito será explicado no próximo episódio, mas se é pra dar uma teoria, acredito que tudo isso acabou se resumindo ao sentimento que Finch nutria pela pintora. Só não sei ainda, onde uma coisa se encaixa com a outra. E o Nathan? O coitado acabou sendo o antecessor de Finch, como o “Salvador dos Números” e acabou tendo sua vida em risco por uma ação impensada de Harold. Acredito, que como o nome do episódio passado sugeria, este teria sido o Dia Zero para Finch, no qual a vida dele começaria a mudar de forma radical.

O que esperar para a terceira temporada? War! HR contra Elias deve ocupar bastante os episódios. Temos também, personagens que apareceram no decorrer do ano que devem dar as caras novamente. Como citei antes, aquele bilionário excêntrico, ou até mesmo o misterioso homem, Wesley, que disse ter reconhecido John Reese. Sem falar, na participação recorrente de Leon, que sempre diverte a todo mundo (menos a Reese). E ah… Talvez possamos finalmente descobrir mais sobre o envolvimento de Finch em tudo. Mas calma, que muita coisa ainda pode ser mostrada no próximo episodio!

É isso! Em mais uma boa temporada, Person of Interest soube lidar com as pontas soltas que estavam no ar desde o ano passado, e ainda conseguiu fazer aparecer mais algumas enquanto seguia sua trilha rumo ao season finale. A sua audiência se mantém firme e bem alta, mesmo com os hiatos sofridos que o canal que exibe a série insiste em promover. Dá pra dizer, que do jeito que a série anda, e em como ela conduz as coisas, podemos esperar, talvez, um mínimo de quatro temporadas, e não duvido que a fórmula se desgaste tão rapidamente. Isso, claro, se eles continuarem sabendo dosar o formato procedural com o formato contínuo que a série vêm apresentando. Embora, acredito que a maioria ainda torce para que a série continue perdendo mais do seu formato “caso da semana” em prol de um desenvolvimento ainda maior na história e nos personagens.

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Raphael Meltoh

Bio: Gamer desde a infância, mas precisamente desde os 5 anos. Amo séries (comecei pela influência de Lost), e animes. Jogador de RPG e apaixonado por cinema. Descobri recentemente também o gosto por HQ's. Ah! E é claro, fã confesso de Phoenix Wright!
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