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Diário Destiny | Level 24 & 35 horas de gameplay (o fim!)

Destiny

Eis que após quatro semanas intensas, chega ao fim esse pequeno diário semanal de aventuras em Destiny! Sim, acabou. Isso não quer dizer que irei parar de jogar o game ou que eventualmente não posso voltar aqui no blog e escrever uma edição extra desse diário. Porém a missão de narrar minhas aventuras semanais no jogo terminam por aqui.

Afinal já fiz e vi todo o básico que Destiny tem a oferecer nestes últimas quatro semanas e 35 horas de gameplay. Daqui pra frente é repetir ações que me divertem, como é a premissa de qualquer bom game focado em multiplayer online. Não é sobre novas experiências mais e sim pela diversão que o sistema diverte enquanto você está ali gastando seu tempo.


Adeus Campanha!

Uma das últimas coisas que fiz foi terminar, finalmente, a curta campanha do game. E eu entendo porque ela frustrou muitos jogadores, que esperavam algo mais rico e denso nos momentos finais e ganharam apenas um tapinha nas costas do tipo “muito bem, Guardião, você terminou todas as fases que criamos para esse primeiro game – Thanks for Playing“. O jogo realmente termina muito mal, como se não houvesse qualquer conclusão, grande desfecho ou revelação.

A última missão, quando se entra dentro do Portal dos Vex e vai até o esperado Jardim Sombrio é realmente uma boa fase, e é muito incrível quando você encontra-se no pico de uma colina e tem uma visão do Jardim Sombrio e de repente, minutos depois, descobre que aquilo que você viu ao horizonte, como um cenário de fundo, na verdade era um pedaço enorme da fase e que você está indo para lá! Porém, essa vislumbre fica por isso mesmo. O último combate contra o chefe não tem nada de especial, ele nem ao menos é o melhor chefe do jogo. São apenas estátuas gigantes que viram robôs e precisam ser derrotadas, simplificando ainda mais uma situação simples.

No fim, você ganha uma arma, que nem é lendária, e no meu caso, nem era a mais forte do meu catálogo de armas. Descartei ela sem qualquer pena. Foi como se tivesse vencido uma batalha de uma grande guerra e me dessem uma bala de menta como mérito pelos meus feitos heroicos. Realmente nesse ponto a campanha de Destiny parece que não foi tão bem planejada assim. A batalha em Marte contra o tanque gigante e depois contra um baita senhor da metralhadora da raça Cabal é uma fase bem mais intensa e desafiadora do que a última missão dentro do Jardim Sombrio.

Não digo que é um desperdício de tempo jogar a campanha de Destiny. Ela tem seu charme e sua diversão, principalmente para ensinar ao jogador como o game funciona mecanicamente. Quanto a enriquecer o universo proposto pela nova franquia, ela apenas arranha a superfície e te joga novas coisas que não vão ser aprofundadas nesse primeiro momento. No mais, serve como pretexto para o excelente sistema de Assaltos que espero que no próximo game se aumenta para o dobro o número de fases desse tipo. Alias fiquei encucado com algumas das artes conceituais que a Bungie lançou tempos atrás, pois lá mostra cenários e até mesmo chefões que não estão nesse primeiro Destiny. Cadê o sapo gigante e os cenários invernais? Eu não vi.


Olá Multiplayer Online!

E o que sobra depois de terminar a campanha de Destiny? Todo o resto é claro! Ficam os modos assaltos em dificuldades elevadas (dá pra fazer a campanha assim também, mas não sei, achei chato – talvez seja maneiro com amigos online) e as partidas competitivas no Crisol. E claro, agora é correr atrás dos equipamentos, dos maiores níveis e de tudo aquilo que faltou para seu personagem ficar com o máximo status de sua classe. Lembrando que há ainda a subclasse que provavelmente você precisa também aprimorar.

Nesse ponto eu aproveito muito bem Destiny, pois adoro as competições de partidas como Controle, Enfrentamento e Disputa. Lembro de quando joguei o Beta e apanhava muito, chegando a ficar um pouco frustrado com o desbalanceamento do game, mas hoje já entendo que isso é um pouco proporcional e o grande desafio do competitivo é fazer o jogador treinar e se adaptar aos jogadores mais fortes que ele.

Até porque se você for pensar na vida é assim, as pessoas não possuem a mesma barra de energia e status. Cada um tem atributos e habilidades diferentes. Uns aguentam mais no ataque, outros na defesa, outros com artimanhas e por aí vai. O competitivo de Destiny tem disso, onde até mesmo o mais fraco vai sobreviver se souber como atacar um oponente muito mais forte que ele. Hoje eu entendo esse desbalanceamento e acho ótimo que isso exista em Destiny. Ficou realmente muito mais realista do que se for pensar em multiplayers como dos antigos Halo, onde os jogadores tem as mesmas armas e a mesma quantidade de energia, onde vence apenas aquele que atira mais rápido e mira melhor. Em Destiny vence aquele que usar a melhor estratégia e não necessariamente a melhor mira ou aquele que começar a atirar primeiro.

Claro que ainda há armas apelonas e que as vezes desequilibram as partidas de uma forma ruim, mas são coisas que podem ser acertadas futuramente. Só que isso faz um pouco parte de um sistema online, onde os jogadores estão sempre atrás da melhor vantagem que ninguém tenha. Outro exemplo que acho apelativo demais é a forma como o caçador entra em modo ninja e mata múltiplos oponentes próximos apenas usando o ataque físico com sua faca, sendo complicadíssimo derrubá-lo enquanto está nesse modo. A classe titã também tem isso, com o socão no chão, mas sei lá, isso me parece mais crível do que um personagem que sai como um louco correndo e esfaqueando todo mundo numa velocidade ninja. Sem mencionar que acho que a classe caçadora é a mais usada no game, o que talvez indique esse desbalanceamento de classes que a Bungie talvez deve repensar para o futuro do game, quem sabe até mesmo abrindo uma quarta classe.

Quanto aos meus relatos de guerra dessa última semana no Crisol não há muito a ser mencionado. Estou realmente melhor do que quando comecei, porque pequei certos macetes do game, porque conheço os mapas e porque meus equipamentos estão melhores, ainda que até o momento não tenha conseguido nada lendário (estou apenas com tudo raro). São apenas partidas divertidas, mas nada memorável. Talvez isso indique que muito em breve vou me cansar dos mapas, pois o meu personagem já não tem muito mais do que crescer. Os níveis demoram realmente um absurdo pra melhorar, tanto que foram duas semanas para três níveis basicamente. Não estou mais na ansiedade de chegar ao 30. Vai acontecer quando tiver que acontecer.

Vale apenas registrar que ontem começou a Bandeira de Ferro no game, evento semanal (vai até dia 14) na qual os jogadores podem jogar partidas de multiplayer com os níveis habilitados, o que torna ainda mais desbalanceado o embate entre um nível 24 com um nível 27, por exemplo. Alguém com o level 10 nem deve entrar em algo assim, apenas de que ontem quando estava jogando vi jogadores em nível 12 a 15 fazendo bonito por lá, talvez por já estarem com armas e equipamentos poderosos para o nível em que estavam, o que ajuda muito a segurar o tranco contra quem já está além do nível 20. Uma coisa é certo: a Bandeira de Ferro é ainda mais acirrada e feroz competitivamente e isso é muito bom! E ganhar já de cara assim que entrei para testar esse modo foi tão bacana que até mesmo registrei o feito:

Bandeira de Ferro Destiny

E assim, fico meio triste por aqueles que não conseguiram se divertir em Destiny tanto quanto eu estou me divertido. O jogo é raso, superficial, desbalanceado e as vezes injusto com os novatos? Sim, é tudo isso. Mas será que precisaria ser mais? O fato é que as pessoas não se satisfazem fácil, e mesmo que o jogo não fosse nada disso, e tivesse tudo que foi prometido (em especial a palavra épico) ainda assim teriam aqueles que reclamaria que o jogo deveria ser mais. Não estamos vivenciando a época de “que bom que é divertido” e sim a época “porque isso não é melhor?”, então pra mim Destiny fez o que deveria fazer.

Já nas próximas semanas devo estar animado com Sunset Overdrive e já em novembro tem toda a saga Halo remasterizada para o One chegando, então pra mim Destiny cumpriu o que precisava fazer, no tempo exato dessa geração. Daqui pra frente devo continuar jogando, talvez com uma euforia menor, mas satisfeito de ter adquirido ele no lançamento e ter experimentado todas estas emoções e diversões em primeiro mão, junto com a primeira leva de formandos do game. E agora é abrir espaço para outros games, enquanto o DLC de Destiny está agendado para dezembro (eu irei pegar, está decidido).

[Fim (por enquanto) do Registro 0Z0Z!W]
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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e criador do saudoso (e extinto) Fórum NGM. Tenho 35 anos, sou formato em Direito, e vivo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Gosto de escrever e sempre estou sem tempo.
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