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Revisitando Sunset Overdrive e mudando de opinião! | Xbox One

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No começo de dezembro do ano passado escrevi aqui no blog um pequeno texto comentando as minhas primeiras impressões de Sunset Overdrive e o quanto não estava muito animado com o jogo na ocasião. Na ocasião fiz pequenas reclamações a respeito do ritmo inicial do game, e também algumas pessoais, como a minha própria falta de tempo para me dedicar ao mesmo. Enfim, meses se passaram e agora preciso retificar algumas ponderações que fiz a respeito do game, pois Sunset Overdrive melhora absurdamente após essa curva inicial que o game possui.

Não estou dizendo que tudo que escrevi em dezembro não é mais válido. Ainda tenho a impressão de que o game começa muito mais lento e devagar do que realmente poderia. O ritmo inicial ainda é um problema do jogo, mas é totalmente aceitável se for pensar que ele é uma nova franquia com novas premissas e um jeito todo original de ser, além de ter sido desenvolvido a uma nova geração de console que ainda está procurando uma identidade real para fazer sentido.

Enfim, agora com uma boa parte do game destravado, incontáveis horas de gameplay, incluindo muitas partidas de Esquadrão do Caos (o multiplayer do jogo) e parte do meu personagem fortificado e meu arsenal upado, posso dizer que Sunset Overdrive é um jogo incrível e que mal posso esperar por uma sequência aperfeiçoando tudo nele. Ainda não adquiri o Season Pass e suas expansões (inclusive tem uma nova chegando em abril), mas espero comprar estes DLCs em breve.

É verdade que ainda não terminei a campanha principal do game, mas já destravei todas as áreas do game, exceto pela última. Atualmente perco horas e horas apenas buscando por colecionáveis no grande mapa do game, isso porque ele servem para comprar Amps, que são os implementos que o jogo oferece para modificar seu personagem e suas armas, causando efeitos diferentes na mecânica do jogo.

Também passei a fazer com maior frequências os desafios e missões secundárias que o jogo lhe dá. Demorei a entender que boa parte dos acessórios, armadilhas e outros upgrades são liberados justamente executando tais missões. Achei que estas missões extras apenas eram encheção de linguiça, o que é natural haver dentro do gênero de sandbox, entretanto agora entendo que Sunset Overdrive mantém um equilíbrio muito bom entre jogar apenas a campanha principal e realizar ações extras nesse meio tempo, com o objetivo exatamente de tornar o gameplay mais divertido.

E o divertido é que estas missões e desafios extras não são tão repetido e enjoativos como a regra desse tipo de extras costumam ser. Elas são bem diversificadas e algumas até mesmo engraçadas. E por serem rápidas, acabam sendo também gratificantes, justamente pela agilidade e recompensas que a mesma proporcional.

A escalada de diversão de Sunset Overdrive então é um ponto forte do game, porque se você parar pra pensar, não há nada mais chato do que um game que começa bem e vai enfraquecendo conforte você vai jogando. Sunset faz exatamente o oposto, começando lento e vagarosamente, mas que vai escalando de tal maneira que conforme as horas passam, tudo fica cada vez mais maluco, insano e divertido. É um bela maneira de incentivar a finalização do game numa geração onde é natural largarmos os games pela metade, devido a chatice que a jornada acaba se tornando em muitos dos games atuais.

Vale elogios também ao modo multiplayer, o chamado Esquadrão do Caos, que não é um mata mata tradicional, mas uma série de missões cooperativas variadas que culminam numa missão de defenda a base ao ficar de uma rodada da sessão, que recompensa todo o time com itens e grana que são utilizados depois na campanha principal, ou seja, é um modo que você deve jogar intermediando com a campanha principal, justamente para que suas recompensas online sirvam para continuar avançando a campanha. Não que seja necessário jogar o multiplayer para terminar a campanha, mas é uma ótima estrutura que justifica sua existência e trabalha de forma positiva com o jogador.

Só lamento que não haja tantas pessoas assim jogando o multiplayer do game. As vezes as partidas demoram para serem encontradas, algo como 5 a 10 minutos. Raramente é de imediato. Variando muito dependendo do horário que tento jogar online. Felizmente o sistema é inteligente, permitindo que eu vá jogando a campanha principal enquanto o mesmo busca por uma sessão online, e após a partida, o jogo me devolve exatamente na etapa em que parei na campanha. É um grande feito esse sistema, onde você nunca está parado esperando uma partida num looby.

Quanto a campanha em si, ela também melhora consideravelmente após seu início, mas parte da mecânica do jogo é sempre a mesma: vá do ponto A ao B, execute ou pegue algo, elimine todos os inimigos da área, e depois volte. Felizmente o estilo de combate é viciante e divertido o suficiente para lhe manter entretido. E algo que explica também porque o jogo vai lhe dando aos poucos as armas mais malucas possíveis, pois assim você vai trocando seu arsenal, tornando as batalhas se arenas diferentes de algumas horas atrás.  Como elas sobem e se fortalecem até o nível 5, o jogador está sempre tentando chegar ao nível máximo com todas, já que cada um tem um estilo próprio e servem para inimigos ou situações específicas.

Agora eu entendo melhor o sistema de armas, que vão de automáticas, tiros unitários e dispositivos móveis. Existem meios e situações para utilizar cada uma delas, como sistema de overcharge (upgrades de dano e capacidade de munição) para ser aplicado ao jogador conforme você utiliza diferentes tipos do seu arsenal. Os overcharges também se aplicam aos tipos de inimigos eliminados e formas de estilo que o jogador mais utiliza para se movimentar pelo mundo do game.

Então a complexidade de Sunset Overdrive surge após algumas horas, e exige que o jogador fique atento a meio diferentes de se jogar com o objetivo justamente de conseguir ver e testar tudo que o game tem a oferecer. É um grande feito isso de não entediar, mesmo após horas e horas de jogatina.

Isso sem mencionar que há grandes batalhas contra chefões. Não são muitas, mas elas existem. E admito que tenho saudades desse tipo de game design nos jogos atuais, onde não há grandes chefões ao final de um capítulo ou mundo. É muito mais comum que os games tenha um pequeno modo horda ou algo scriptado para o final de um ponto de um jogo do que apenas um grande e gigante chefe para o jogador abater. Sunset Overdrive tem chefões!

Bem, acho que disse o que precisava dizer. Não poderia deixar aqui no blog apenas aquela impressão inicial feita em dezembro, sendo que o sentimento que tive nela não se perpetuou pelas próximas horas do game. Era necessário vir aqui fazer essa ressalva. Apesar de que parece que aquele sentimento inicial que tive impactou um pouco as vendas de Sunset Overdrive, afinal o game não deve ter se saído da maneira que a Microsoft achou que poderia, já que não há tantos players online ou pelo fato do game já ter tido alguns descontos na Xbox Live justamente para atrair mais pessoas a ele. Uma pena, pois ele merecia uma maior atenção dos usuários. Porém entendo o sentimento de quem não gostou muito dele a princípio, justamente por esse problema de ritmo inicial. Eu apenas fico feliz de ter insistido e passado por essa curva inicial do game e ido além, porque após isso, ele se provou incrivelmente divertido!

E agora eu quero ver como Crackdown irá bater Sunset Overdrive, sendo que ambos estão em situações bem parecidas e também como exclusivos da plataforma Xbox!

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e do Ponto de Checagem (2014). 32 anos, formato em Direito, vivendo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Em busca de novos apoiadores que curtam estes projetos e a viabilidade deles crescerem!
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