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Bungie apresenta e revela muito a respeito de Destiny 2! (Galeria de Vídeos & Imagens)

Aconteceu esta semana o evento da Bungie que apresentou e revelou muitos detalhes a respeito de Destiny 2. A coletiva aconteceu para um seleto grupo de jornalistas, que puderam testar em primeira mãos alguns pontos do novo game, porém a conferência em si foi transmitida ao vivo para o mundo todo.

Destiny 2 chega ainda em 2017, mais precisamente no dia 8 de setembro, e desta vez, além de ser disponibilizado para Xbox One e PlayStation 4, a franquia também irá chegar ao PC, através da plataforma da Blizzard, a Battle.net. Lembrando que Activision e Blizzard pertencem ao mesmo grupo, ainda que as companhias não tenham o hábito de se misturar com muita frequência, tanto que este será o primeiro título da Activision em si a ser disponibilizado na Battle.net, e será exclusivo apenas nesta plataforma. Nada de Destiny 2 na Steam então.

Ainda sobre plataformas, a Sony foi muito elogiada na conferência, dado o apoio incondicional do game. Nada se mencionou, mas eu apostaria que Destiny 2 novamente terá conteúdo exclusivo/temporário para o PlayStation 4.

A história e melhorias

Durante o evento, que durou aproximadamente uma hora, toda a equipe de desenvolvimento de Destiny 2 subiu ao palco para revelar novidades em torno de praticamente quase todos os aspectos da sequência. Se abordou bastante sobre a história que inicia com a sequência chamada Homecoming, na qual a Torre dos Guardiões é totalmente destruída por um misterioso inimigo oriundo da raça Cabal (os inimigos que no primeiro game habitam Marte). Ao fim o Porta-Voz da Torre é dado como desaparecido e o Viajante é capturado, fazendo assim com que os Guardiões percam a Luz que lhes garantem tanto poder.

Essa é inclusive a justificativa para este novo recomeço da série. Todos os Guardiões irão perder tudo. Suas armas, seus equipamentos, suas habilidades, seu progresso por meio do nível de Luz. Dentro da história, caberá ao jogador recuperar tudo, e encontrar um meio de reativar a Luz enquanto o Viajante é mantido sob refém dessa nova ameaça.

Em termos de história, digo que fiquei bem empolgado. Gostei da ideia do hub do primeiro game , a Torre, ser destruída e da sequência abrir justamente em uma missão dentro da Torre. Incluindo algumas áreas que no primeiro game estão fechadas ao jogador.

Indo adiante, além de afirmar o óbvio, de que o game terá novas armas, equipamentos e loot aos montes, foi mostrado que boa parte da estrutura do game foi aprimorada para melhor experiência do jogador. Mapas mostram tudo com maiores detalhes, inclusive no modo patrulha. Ir de um planeta à outro não irá mais exigir que o jogador volte para a órbita. Haverá mais caças ao tesouros, mais aventuras secundárias e maior explorações dentro de cada planeta. Haverá (ao menos por enquanto) três novos planetas. A história será melhor trabalhada, e o game terá mais CGIs entre as missões. Tudo muito bom, não?

Clãs e as Incursões

A conferência dedicou boa parte de seu conteúdo para apresentar um novo meio de se jogar Destiny, criando dentro do game um sistema de Clãs. Não se mostrou as novas Incursões (Raids), mas disseram algo que eu já suspeitava: mais de 50% da comunidade que jogou o primeiro game nunca jogou ou terminou uma Incursão. Um número grande, certo?

Para isso o time de desenvolvedores pensaram muito em como mudar isso. Matchmaking está fora de cogitação (ainda que na minha opinião não deveria caber a eles decidir se jogadores aleatórios querem ou não se juntar nesse tipo de experiência). O que falaram é que por meio do sistema de clãs, será mais fácil para jogadores solitários se juntar a um grupo (que mantenha vagas abertas) para jogar estas atividades sem matchmaking em Destiny 2.

Ainda sinto que estão criando algo mais complicado do que necessariamente deveria ser, mas não acho que julgar esse novo sistema antes dele ser de fato lançado seja uma boa ideia. É esperar para ver. Sinto que permitir que grupos abram vagas para jogadores desconhecidos tentarem entrar em tais partidas não seja muito diferente da experiência que fiz ao jogar o primeiro Destiny, na qual adicionei dezenas de jogadores como amigos (pelo hub da Torre) para quando eles estivessem online entrar em tais modos através de suas contas verificando suas atividades dentro do game (o que funcionava).

Resta saber se haverá Clãs interessados no que eles chamaram de Guided Games. Sinto que normalmente grupos de jogadores de games como Destiny nunca de fato possuem vagas em seus grupos suficiente para jogadores desconhecidos e solitários. Na verdade em grupos assim sempre faltam vagas para seus próprios membros.

Mais de tudo

No que diz respeito as outras atividades, o retorno dos assaltos e do modo Crisol estão garantidos. Melhores e maiores. No Crisol haverá novos modos, novos mapas, novos meios de tornar as disputas ainda mais acirradas. No evento um dos primeiros assaltos, chamado Inverted Spire esteve liberado para os jornalistas presente testarem.

O vídeo desse assalto também se encontra na galeria ao final da postagem. Tem alguns momentos incríveis, outros nem tanto. No geral não aparenta ser nada muito diferente dos assaltos do primeiro game, mas é possível ver muitos novos inimigos e também um pouco da tensão em momentos em que existem realmente nessa modalidade. Não se mexe demais naquilo que funciona, certo?

Alias, isso de não se mexer demais é um dos pontos que pode (e deve) ser discutido pelas comunidades do game até o lançamento do game. Destiny 2 é ou não parecido demais com o primeiro Destiny? Essa é uma pergunta que não tem uma resposta exata e nem tem como avaliar com um único aspecto.

Visualmente, por exemplo, há vários momentos dos diversos vídeos mostrados que mostram que Destiny 2 tem momentos bem simples como o primeiro game. Já em outros, fica bem visível que o game pode escalar a quantidade de elementos em feitos em cena para algo que certamente o primeiro Destiny não aguentaria fazer.

Na minha opinião ainda é cedo para dizer. Do que vi na conferência eu gostei. Acho que a burocracia do primeiro Destiny foi melhorada, e pra mim esse é um dos pontos mais importantes numa sequência. A história está sendo melhor trabalhada, algo que o primeiro também foi duramente criticado (ainda que eu goste da história dele). Quero testar os novos modos, em especial as caças ao tesouros e aventuras paralelas, pois se tem algo que o primeiro Destiny é ruim até hoje é o modo patrulha. Espero uma maior variedade de ventos, lugares e exploração quando estiver apenas passeando pelas vastas novas regiões do novo game.

Estou esquecendo de mencionar as novas habilidades dos Guardiões mostradas, eu sei. Na verdade não vi lá grande coisa nelas. Não ficou claro que as antigas irão retornar (apostaria que sim), mas as novas se propõem fazer aquilo que as antigas faziam, então tudo bem.

E por enquanto é isso. Gostei do que vi, mas não é muito além do que os jogadores talvez esperassem. Se eu puder dizer de algo que queria que existisse e que não deve ter? Batalhas espaciais. Acho que Destiny como franquia poderia ter uma modalidade com as naves dos Guardiões – já que há com alguns momentos com veículos terrestres. Fora isso, não sei o que poderia vir de inesperado a ponto de me deixar de queixo caído.

Pode aguardar que mais de Destiny 2 deve ser mostrado dentro de um mês, durante a E3 2017!

Galeria de Vídeos

— Destiny 2 – Live Streaming Premiere (em inglês)

— Gameplay da Primeira Missão – Homecoming (em inglês)

— Trailer da Jogabilidade (legendado PT-BR)

— Gameplay do Assalto Inverted Spire (em inglês)

Galeria de Imagens

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e do Ponto de Checagem (2014). 32 anos, formato em Direito, vivendo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Em busca de novos apoiadores que curtam estes projetos e a viabilidade deles crescerem!
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