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Injustice 2 | NetherRealm indo além das expectativas! (Impressões)

Quatro anos se passaram desde que a NetherRealm Studios desenvolveu o primeiro Injustice: God Among Us na geração passada, e a memória que tenho desse primeiro game é altamente positiva. Isso fez com que tivesse grandes expectativas em torno de sua sequência, na qual finalmente foi lançada no início do mês passado. E é com alegria que já começo esta análise dizendo que Injustice 2 cumpriu aquilo pelo qual estava esperando, indo até mais além em diversos fatores. Ufa! Afinal, ter hype é sempre um risco…

Não é segredo que a NetherRealm tem vivido uma boa fase. Mortal Kombat também tem conseguido essa ascensão, na qual cada novo título da franquia consegue superar o anterior. Mortal Kombat XL é até o momento o suprassumo da série, sendo até difícil imaginar que esta geração vá ganhar outra sequência antes de seu término (presumindo que a geração acabe pelos próximos 4 ou 3 anos, o que parece ser bem difícil).

É até genial que o estúdio esteja se dando bem – o que tudo indica – com Injustice se tornando uma franquia. É ruim quando uma empresa se torna refém de uma única IP, precisando sempre canibalizá-la com sequências saindo em curtos períodos de tempo para poder sobreviver nesse mercado. Inclusive espero que eventualmente a NetherRealm possa até mesmo vir com uma terceira IP na qual ela possa utilizar tudo aquilo que tem aprendido com Mortal Kombat e Injustice, em especial os modos história de ambos os games, que estão aí para provar que games de luta podem (e agora devem) receber boas campanhas com conteúdo duradouro e boas tramas. Algo que não era muito comum há alguns anos atrás a meu ver.

O fato é que pelos próximos meses, e até o início de 2018, o estúdio deve estar se focando apenas em conteúdos extras para Injustice 2, enquanto presumo que já devam estar se preparando para seu próximo título – e que não seja, por favor, Mortal Kombat 11.

Também é de se esperar, se os últimos games lançados pelo estúdio servir como base, que uma versão ainda mais parruda de Injustice 2 seja lançada em algum momento de 2018.  E sendo bem sincero? Não acho que valha a pena esperar até isso acontecer. Injustice 2 é excelente e precisa ser experimentado agora, no calor de seus primeiros meses de lançamento. E não, mesmo que uma versão com mais extras possa ser imaginada (porque oficialmente ela não existe), o game lançado agora tem conteúdo o suficiente para não deixar em nenhum momento a impressão de que foi lançado incompleto, por mais inacreditável que isso possa parecer.

O mundo na qual o Superman é o vilão

Talvez os fãs mais puristas não curtam tanto, especialmente aqueles que sejam muito fã do Superman mais tradicional, entretanto acredito que o grande mérito de Injustice, como uma franquia, é justamente essa inversão de valores dentro do mundo mais tradicional destes super heróis da DC Comics.

Não se trata exatamente de uma mesma história batida, na qual todo mundo já ouviu, assistiu ou leu no passado. A premissa de Injustice é realmente original e criativa, em especial a do primeiro game, com um Superman assassinando o Coringa após o próprio herói ter sido manipulado por este a matar a Lois Lane, na época grávida de seu filho. É algo realmente pesado e intenso, algo até impensável antes da NetherRealm trazer essa escuridão e violência mais adulta, que tem como base um pouco aquilo que eles já fazem com Mortal Kombat, mas sem com que Injustice perca a essência do que sempre foi o universo da DC.

Foi um acerto muito bem feito depois do fiasco que foi Mortal Kombat vs. DC Universe que, veja só, é um título de 2008 (quase 10 anos já). O estúdio aprendeu que não se trata de trazer estes personagens ao mundo dos Fatalities de Mortal Kombat, e sim de adaptar o tom sombrio de Mortal Kombat a estes personagens e mantê-los em seu próprio mundo.

Feito isso no primeiro Injustice, e agora as coisas seguem de forma mais natural em Injustice 2. Aqui a trama não é tão pesada quanto os eventos do primeiro game, mas tem aqueles momentos em que o jogador fica perplexo em como certos heróis são desconstruidos para se tornarem tão ruins a ponto do jogador conseguir vê-los como algo ruim, que deve sim ser combatido pelos últimos heróis de uma resistência já um tanto cansada pelo tempo e pela perda destes amigos que forram sucumbidos pelas trevas.

Aqui temos a chegada de Brainiac ao mundo de Injustice 2, ao mesmo tempo em que o jogador é apresentado à personagem da Supergirl, que vai representar aquilo pelo qual Superman jamais conseguirá ser novamente. Batman ainda luta para restaurar a ordem em um mundo dividido, mas diante da ameaça de Brainiac ele se pergunta se conseguirá enfrentar tal problema sem precisar da ajuda daqueles que ele até hoje caçam, heróis foragidos e banidos, aqueles que ficaram ao lado de Superman na guerra do game anterior. E pior, será que somente o próprio Superman pode dar conta de Brainiac? E se Superman conseguir, o que será da Terra depois disso? Capturá-lo uma vez já foi difícil… fazer isso pela segunda vez?

Esse é basicamente o plot de Injustice 2, que se dá em um modo campanha que contém aproximadamente três horas de animações por cutscenes. Esse modo tem muitas animações, mesclando história com os pontuais momentos na qual os personagens precisam lutar entre si. Se não fosse o leve toque mais sombrio que esse universo possui, a história presente aqui no game poderia muito bem estar em um daqueles episódios divididos em várias partes do antigo desenho da Liga da Justiça.

Para aqueles que leram os mais recentes arcos de histórias da Supergirl e de Brainiac nos quadrinhos (pré-Novos 52) eis que irão encontrar algumas semelhanças aqui e ali em certos momentos, mas são poucos detalhes mesmo. No geral a trama segue de forma original e respeitando toda a construção de personagens do primeiro game. Não existe escorregões ao redor das personalidades preestabelecidas, apenas pela conveniência da trama. Nada disso. Tudo é bem redondinho dentro do que o universo Injustice conseguiu construir até então.

Porém não deixa de ser uma trama bem menos pesada do que a do primeiro jogo. Não há aquele choque inicial. Alguns personagens morrem, mas não considerei estas mortes tão impactantes assim. Alguns personagens continuam sendo incrivelmente escrotos, a Mulher Maravilha desse universo é intragável, uma megera mal amada por completo. Porém algumas redenções são legais, como a do Lanterna Verde e do Flash, e mesmo que isso tire um pouco o peso sombrio do jogo, como fã destes personagens, é animador vê-los um pouco mais parecido com suas personalidades originais.

Enquanto isso, os novos personagens fazem um ótimo papel dentro da história do game. Gosto da representação da Arlequina aqui, ainda que o Coringa (mesmo morto, ele aparece em um flashback) esteja muito mal representado. A entrada da Canário fazendo par com o Arqueiro Verde também acaba recendo um destaque maior do que inicialmente achei que teriam, e eles se saem muito bem.

Certas ausências são sentidas, porém acaba sendo compreensivo. Enquanto outras adições nesse universo são apenas okey, como o Besouro Azul (e até hoje não entendo porque as pessoas curtem esse personagem, acho-o tão qualquer coisa) e Nuclear. Enfim, todo o novo elenco acaba tendo um papel importante à trama, com raras exceções (como a Mulher Leopardo).

Vale a pena jogar Injustice 2 por sua campanha? Sim, vale muito à pena. Especialmente aqueles que são fã da Liga da Justiça e do universo da DC Comics em geral. É uma história sem igual. E que, vale lembrar, está totalmente dublada em português, e desta vez a WB Games fez o que deveria ter feito no primeiro game: contratou o Marcio Seixas, o dublador do Batman na clássica série animada dos anos 90 para dublar o Batman de Injsutice 2. Mas justiça seja feita também aos demais dubladores, pois todos são dubladores dos personagens das séries animadas da DC. O fã brasileiro vai se sentir em casa com tantas vozes conhecidas.

E a dublagem está ótima. Não vou dizer perfeita, porque claramente os dubladores fizeram suas falas muito antes do game ter sido concluído, o que significa que há raros e pontuais momentos na qual a entonação de algumas falas acaba não tendo o efeito que achei que deveriam ter. Porém são realmente pequenos momentos e somente se você prestar mesmo muita atenção para percebe-los. A minha esposa notou algumas problemas de sincronia labial, mas isso não é exatamente algo que consigo prestar atenção em dublagem, especialmente nas realizadas em animações para videogames. Tentei prestar um pouco de atenção nisso, mas não vi muitos problemas. Se fosse ruim, garanto que seria muito mais percebível. Conclui que está dentro do esperado desse tipo de situação.

Chega de história, é hora da porrada!

Se por um lado o que mais me encantou em Injsutice 2 foi seu modo história, que dura fácil em torno de 6 a 7 horas talvez, o que é uma quantidade satisfatória para um game de luta, não posso negar que os demais modos presentes no game são excelentes, em particular o excepcional e altamente viciante modo Multiverso.

Este modo se assemelha muito ao modo de Torres de Mortal Kombat X, na qual todos os dias novos desafios surgem e os jogadores encontravam novos duelos e emparelhamento de lutadores diferentes. Aqui em Injustice 2 os eventos são diários, e muitos duram apenas algumas horas. O jogo troca constantemente os planetas presentes no modo Multiverso. Todos os dias, que isso fique bem claro. Não são eventos semanais, são eventos diários!

Cada planeta, há uma série de desafios de lutas para serem enfrentados, com níveis diferentes, e por vezes objetivos e modificadores especiais em diversos momentos. Lutar com raios perseguindo os lutadores, com espinhos e armadilhas no chão, com corações caindo e enchendo as barras de energia, com baixa gravida, com super velocidade e assim por diante. No geral, para cada sequência de lutas, que podem ir de 5 batalhas para até 12 batalhas (acho que podem ser até mais), a cada três ou quatro lutas, acaba rolando algum tipo de modificador ou objetivo secundário, daqueles como dar cinco golpes fortes, fazer especiais, não pular ou não agachar durante toda a luta (estes dois últimos são bem difíceis de não realizar involuntariamente).

A grande sacana do modo Multiverso é seu loot, porque Injustice 2 também se rendeu as pequenas micro recompensas que fazem os jogadores ficarem horas e horas tentando alguma proeza apenas para conseguir algum item de customização de personagem que poucos irão conseguir. Você pode taxar isso como um mal da indústria de games hoje em dia, mas há como negar que as pessoas gostam e todo mundo meio que já passou por isso em algum game em que tenha curtido muito.

Eu mesmo fiquei um pouco mais de 3 horas preso e subindo de nível da minha Mulher Maravilha no multiverso só para conseguir o traje da personagem baseada no novo filme nos cinemas, pois o evento exigia que o último item a ser conquistado fosse em uma luta com uma personagem de nível 20, e tendo acabado de instalar o game em meu Xbox One, mal tinha jogado com a Mulher Maravilha (única personagem disponível para ser usada dentro do evento), então meio que tive que ralar um pouco.

E os equipamentos de customização são outro ponto forte do game. Deixe o personagem do jeito que você quiser. Quer o Batman com orelhas mais pontudas? Quer a Canário usando mascará? Quer a Supergirl com um uniforme que mostre muita pele? Quer o Lanterna Verde com capacete porque você é daqueles que odeiam o Hal Jordan? (que mancada!) Tudo isso é possível e muito mais. Dá para alterar as cores dos personagens, Superman de uniforme negro, o Lanterna Verde se tornar um lanterna de qualquer um dos aspectos de cores de poder (Branco, Preto, Laranja, Violeta, Azul e Amarelo), Adão Negro com as cores do Capitão Marvel (Shazam) e assim por diante. Os recursos são vastos e a roleta da customização depende do loot, então o jogador nunca sabe o que irá ganhar, o que o faz ficar jogando por muito mais tempo.

Além disso há algumas skins especiais, como o Flash Reverso, Poderosa, Vixen e o Lanterna Verde John Stewart que usam o mesmo moveset dos personagens equiparados. Não são personagens exatamente originais, mas possuem vozes próprias e são visualmente maneiros.

Eventualmente você cansa da corrido por loot, mas até lá já estará satisfeito com o tanto que jogou e experimentou no modo Multiverso. E é legal que todo novo planeta tem uma história e que boa parte deles limitem um certo número de heróis que podem ser utilizados para certo evento. Isso obriga o jogador a jogar um pouco com os muitos personagens do título, para que não acabe se tornando aquela coisa maçante que é dominar apenas um único personagem.

Um detalhe, no simulador de batalha há um pequeno evento de 5 lutas que apresenta um final para cada um dos personagens presente no game. Algo como um modo Arcade escondido. Vale testar o final onde cada lutador do game consegue ser aquele que irá derrotar o Brainiac dentro da trama proposta pela história principal.

A meu ver o Multiverso é, ao fim, o melhor modo para se divertir simplesmente com as mecânicas de jogo, sem se importar com trama ou personagens. É sentar e sentir o puro prazer da batalha. Aqui você sabe de nível com os personagens, ganha equipamentos e enfrenta desafios diferentes todos os dias.

Não tem ninguém para jogar games de luta contigo? Essa modalidade é perfeita então. Há níveis realmente difíceis – a CPU nos planetas de alta dificuldade irá lhe massacrar vergonhosamente, esteja certo disso. Não é um modo que o jogador vai se sentir amaciado depois de um tempo, como se não houvesse novos desafios. Pode ter certeza que haverão. Para quem curte modo solos ao invés de ficar jogando online, o Multiverso de Injustice 2 é um dos melhores modos que já vi existir em um game de luta.

Seguindo adiante, mencionei algumas vezes acima o fato dos personagens poderem subir de nível, certo? Para que serve isso? É exatamente para tornar o personagem mais forte e lhe permitir jogar em desafios mais casca grossa. É utilizado em mais algumas modalidades dentro do game, mas não na campanha (porque aí seria sem graça fazer toda ela com os personagens em nível máximo) e nem no modo multiplayer, pois este último nivela os níveis de de jogadores reais. Pegou um personagem nível 1 e o adversário online é nível 20? O jogo irá lhe deixar no nível 20. Haverá sim pequenas diferenças de poder entre você e o seu adversário, porque equipamentos mais avançados possuem status e as vezes alguns recursos extras mais elaborados, mas no geral é totalmente possível ganhar diante de tal cenário.

O sistema de progressão é uma sacada boa para incentivar o jogador a testar mais personagens e aprimorá-los. Depois de um certo nível, novos slots para personagens pré customizados se abrem e os equipamentos também aprimoram alguns atributos e rendem alguns valores extras (mais EXP, barras enchem mais rápidos, você pode queimar uma barra logo no começo da partida etc), mas estes equipamentos são bem raros, e nem todos vão conseguir um setup completo de certas armaduras. Não tão rápido ao menos.

Até o sistema de micro transações de Injustice 2 é bem estruturado. Não há “pay to win” (pague para ganhar). As micro transações se resumem em comprar caixas maternas, que apenas contem os mesmo equipamentos aleatórios que os jogadores conseguem em larga escala apenas jogando o game, em especial o modo Multiverso e entrando para uma Guilda.

Alias, Guildas são uma modalidade que permitem o jogador se aliar a um grupo de jogadores na qual em grupo eles realizam tarefas semanais e diárias que rendem boas quantidades de caixas maternas. Essa modalidade é bem interessante no sentido de que existem lutas contra chefes extremamente poderosos na qual exigem que os membros da guilda lutem contra o mesmo chefe diversas vezes, com a barra de energia descendo progressivamente conforme cada membro conseguir arrancar um teco da saúde desse chefe. As missões da Guilda são trocadas semanalmente e você ganha caixas tendo participado ou não da atividade, basta estar em um grupo (que pode ter até 40 jogadores). Claro que se ficar por muito tempo inativo, é possível um grupo lhe banir, caos eles estejam preocupados com a atividade constante de todos os seus membros. Mas se isso acontecer, não faltam outras vagas em outros grupos para que você possa se juntar.

No que diz respeito ao modo multiplayer, tenho que admitir que foi o que menos joguei ao longo das mais de 15 horas em que estive entretido com Injustice 2 nas semanas que precederam seu lançamento – e só meio que dei uma parada por conta das diversos outros títulos que ainda tenho que analisar aqui para o site, caso contrário, me veria facilmente tendo jogado por mais 20 a 30 horas de Injustice 2 nestas últimas semanas. Pelo que pude testar do modo multiplayer, não tenho reclamações para serem realizadas. A minha conexão, como sempre reclamo por aqui, não é das melhores (4MB) e mesmo assim encontrei partidas e as joguei 99% delas sem lags ou desconexões. E o sistema é amigável, no sentido de permitir que os jogadores façam revanches com os mesmos personagens ou troquem eles. Existe também uma modalidade na qual o jogador pode criar um time de 3 personagens para batalhas automáticas e simuladas contra equipes de outros jogadores, o que permite assistir tais partidas e também melhorar o nível destes personagens. É um modo completo e sem estranhamentos por parte dos jogadores.

A evolução das mecânicas de combate da NetherRealm

Um último ponto que se faz necessário ressaltar são as mecânicas e a excelente jogabilidade de Injustice 2. Mas antes disso, que fique claro que não sou um profissional dos games de luta. Não sei classificar termos técnicos, porém gosto da ideia do game ser acessível a qualquer tipo de jogador sem que isso seja um requisito obrigatório para conseguir dominar o game.

Injustice 2 contém um ótimo modo tutorial, na qual é possível aprender tranquilamente todas as técnicas e combos básicos que permeiam todo o sistema do jogo. Agarrões, golpes especiais, contra golpes, uso de forma eficiente das barras de habilidades e até mesmo os golpes carregados e transições de estágios (este último, um dos melhores momentos dos confrontos). Seja o jogador veterano ou novato, é possível atender todo o básico com facilidade. E há também tutoriais para cada personagem, permitindo que o jogador se especialize ainda mais em seus personagens favoritos.

É interessante como a NetherRealm conseguiu criar um sistema de confronto superior ao primeiro Injustice e como não há a sensação de estar jogando um Mortal Kombat com skins do universo DC. Claro, não se engane, ainda há aquele jeitão característico da engine de Mortal Kombat, porém existe um refinamento para dar a sensação dos movimentos e golpes estarem mais fluidos e ágeis.

Existe uma sensação bacana do poder do peso e dos chutes nesse sistema de Injustice 2, na qual os personagens quicam e vão pra cima como um bola de tênis, permitindo o jogador continuar socando o adversário no ar por mais alguns golpes, as vezes até mais se os combos foram bem executados.

O sistema na qual permite o jogador estourar um quarto da barra de especial para escapar de um combo ou sair de uma queda que irá lhe dar mais dano é bem parecido com o que Killer Instinct faz nessa geração, o que coincidentemente combina com o estilo de lutas da NetherRealm. Não existe aqui os diferentes tipos de técnicas e estilos de lutas que foi apresentado aos lutadores de Mortal Kombat X, mas não é uma ausência que possa ser sentida. Não há Fatalities, porém os ataques especiais animados criam momentos singulares e únicos nas batalhas, sem mencionar que é um golpe especial que é fácil de se usar e que pode definir os rumos de uma batalha, ao contrário das clássicas finalizações de Mortal Kombat, que apenas servem como um deleite ao louros do vencedor, caso este saiba executá-las, é claro.

E o sistema de golpe fraco, médio e forte (três botões) torna tudo de fácil compreensão a qualquer tipo de jogador, mas dá a profundidade necessário aos jogadores veteranos e criadores de combos, especialmente quando se soma a todas as técnicas e especiais mencionados nos parágrafos anteriores. Acaba sendo importante não usar apenas o botão de golpe forte alias, pois é na distância e no deslocamento que os golpes médios e fracos permitem o link entre combos e habilidades, que desestabilizam o adversário e criam partidas realmente animadas e empolgantes.

Considerações finais

Injustice 2 é um dos maiores games de luta desse geração e não no sentido de apenas se o melhor, mas também no que apresenta os melhores modos, conteúdos para durar horas e dar uma longevidade que normalmente esse gênero não consegue ter de forma geral, justificando assim o investimento de o adquirir nesse momento de seu recém lançamento. É um título que diverte tanto na experiência solo ou multiplayer, esteja com um amigo ao lado ou online.

É um daqueles games que dá poder ao jogador, de apresentar um sólido sistema de combate aos fãs do gênero, mas que também permite a entrada de novatos que querem jogar sem se sentirem intimidados por uma comunidade com experiência. É um jogo com ritmo, com diversidade, com uma variedade de personagens, dos mais diferentes estilos de combates.

Note que nem sequer consegui mencionar defeitos. Porque para ser sincero não encontrei nenhum dentre tudo que pude testar e experimentar. 100% localizado, gráficos dignos da atual geração, respeita e apimenta o universo da DC Comics (na qual sou muito mais fã do que o da Marvel, só para deixar aqui registrado) e prova que a NetherRealm consegue fazer um jogo que não fique somente as sombras de um Mortal Kombat. Ao fim, Injustice 2 é uma grata e talvez até inesperada surpresa dentro os tantos lançamentos excelentes que 2017 já andou recebendo.

Haverá pelos próximos meses novos personagens e mais conteúdo. O balanceamento, que talvez precise ser feito entre um personagem aqui e ali – o Espantalho tem um golpe sem vergonha que dá raiva se não for defendido na hora certa – deve ir sendo realizado e  aprimorado o estúdio for analisando o feedback da própria comunidade, porém nada disso acaba sendo, para minha surpresa, um impeditivo para não apreciar o game já nesse ponto em que fora lançado.

Recomendo Injustice 2 e com gosto! É mais um dos games de 2017 que está acima da média. Não tenho dúvidas disso.

Extras de Injustice 2Minipost 1

Excelente modo história
Gráficos e visuais fazem jus a atual geração
Modo Multiverso é genial
Boa galeria de personagens jogáveis
Sólido sistema de equipamentos, customização e loot
Mecânicas e jogabilidade acessíveis e muito bem fluida
Alto valor de replay e longevidade (solo e multiplayer)

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e do Ponto de Checagem (2014). 32 anos, formato em Direito, vivendo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Em busca de novos apoiadores que curtam estes projetos e a viabilidade deles crescerem!
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