jul 16 2012
#PdR – Eu Fui! – Prometheus
Há muita beleza no espaço, mas nem tanta inteligência.
(Por Rafael Gaara)
Sinopse: Em 2089, um grupo de exploradores descobrem o que pode ser a origem da humanidade na Terra. Eles então fazem uma jornada aos confins do universo, testando seus limites físicos e mentais e que o farão encarar uma batalha em nome do futuro da raça humana.
O texto abaixo contém spoilers!
Desde que assisti pela primeira vez o trailer de Prometheus, tive a sensação que em breve assistiria a um filme visualmente incrível, mas não tinha noção nenhuma do que esperar do roteiro. Antes de correr para a internet e pesquisar informações, não fazia nem ideia de que esse filme se passava no universo de Alien e também ainda não tinha notado no trailer (nas diversas vezes que o vi no cinema) que seria um filme dirigido por Ridley Scott, grande diretor, responsável por filmes que eu curto muito como O Gângster, Gladiador, além dos clássicos Blade Runner e Alien, O Oitavo Passageiro. Depois de estar mais bem informado desenvolvi um certo hype por esse filme.
Agora depois de devidamente assistido em uma longa sessão no cinema, acompanhado de uma bela pipoca e refrigerante, posso dizer que eu estava certo quanto à beleza visual desse filme.
Desde a primeira cena (confusa e linda ao mesmo tempo) somos presenteados com efeitos especiais marcantes e um 3D decente como há tempos não se via no cinema.
Todos os detalhes são magníficos, desde a imponente nave Prometheus até o planeta misterioso na qual a aventura acontece, com suas cavernas escuras, cachoeiras enormes e tempestades de areia angustiantes.
Todas as vezes que os efeitos especiais e o 3D foram exigidos, a resposta foi satisfatória, inclusive no visual das criaturas alienígenas (das quais não entrarei em mais detalhes para evitar spoilers desnecessários).
O filme logo na já mencionada primeira cena, cria um clima de mistério e você já começa a se perguntar o que diabos foi aquilo.
O filme é recheado de perguntas e nos faz pensar na origem da humanidade, no entanto é na hora de responder tais perguntas e desenvolver os personagens, que o filme falha. Na verdade a construção de tais personagens é fraca, por isso desenvolvê-los é um tanto quanto impossível.
A tripulação da nave é composta por membros totalmente estereotipados de filmes de suspense e terror clichês. Uma pessoa mais questionadora, mais atenta a inconsistências, logo pensa: como uma expedição no espaço, onde foi investido bilhões de dólares, contrata tipinhos tão estúpidos quanto os que encontramos na maioria dos personagens do filme? Eles são divertidos, mas em sua maioria são muito burros.
Para vocês terem uma ideia, o personagem mais interessante da trama não é um humano e sim um androide, chamado David, interpretado de forma brilhante por Michael Fassbender.

Esse personagem sim, tem uma certa profundidade, pois durante toda a projeção não conseguimos entender exatamente o que ele está tramando, suas atitudes não são tão previsíveis e sendo um androide, uma criação humana, logo percebemos que a origem da criação de um ser vivo (ou não) não é uma questão tão simples de ser respondida. Por quem fomos criados? Porquê? Será que realmente existe uma resposta satisfatória ou mesmo uma única resposta?
Quem nos leva a pensar durante a projeção é David e não os humanos ou os “Engenheiros” (prováveis criadores da raça humana e que vieram do espaço).
Querem um exemplo do por que os tripulantes humanos da nave no filme têm personalidades ridículas para exploradores espaciais?
Em certa cena, dois tripulantes da nave avistam um dos alienígenas do filme (um Alien em sua forma primitiva) e ficam fazendo gracinhas com a criatura, quando a atitude de verdadeiros exploradores espaciais (se existissem é claro), seria agir com extrema cautela. Digo isso por que podemos ver em documentários que caçadores ou biólogos profissionais agem assim e não como idiotas. Nem preciso dizer que o destino dos bobalhões não é nada agradável né?
A personagem principal, Elizabeth Shaw, interpretada por Noomi Rapace cumpre bem o seu papel quando é exigida em cenas de ação, mas não fiquei muito satisfeito quando a sua personagem toma atitudes duvidosas em momentos de extremo perigo.
Vale ressaltar uma cena com a personagem: Elizabeth tem que fazer uma cesariana de forma bem incomum, em um momento fabuloso e angustiante, o que vale alguns pontos para a personagem.
Depois de David, Elizabeth é a melhor personagem, o que não é grande coisa considerando que os outros personagens são muito fracos. Elizabeth não chega a ser uma nova Ripley (protagonista da série Alien, interpretada por Sigourney Weaver), mas cumpre bem o seu papel.
A personagem Vickers, interpretada por Charlize Theron dá uma primeira impressão de que será interessante, mas isso não acontece, pois a personagem protagoniza uma cena dura de engolir com o vilão humano do filme (sempre tem um né, mas não vou revelar mais nada para não soltar mais spoilers desnecessários).
Mesmo com os diversos furos e péssima construção de personagens, o filme conseguiu me prender do início ao fim e em diversos momentos fiquei extremamente tenso, graças à atmosfera escura, aos excelentes efeitos, trilha sonora bem encaixada e direção competente de Ridley Scott.
Na sequência de Prometheus, espero equilíbrio entre beleza e inteligência no espaço.
Recomendo pela diversão e lindos efeitos visuais. A última cena do filme é para os fortes, xD!!!

Filme Bom – Nota 8/10.
Ficha Técnica
Direção: Ridley Scott
Roteiro: Damon Lindelof, Jon Spaihts
Gênero: Ficção Científica
Origem: Estados Unidos
Duração: 124 minutos
By Rackor • Filmes & Cinema • 2121319http%3A%2F%2Fwww.portallos.com.br%2F2012%2F07%2F16%2Fpdr-eu-fui-prometheus%2F%23PdR+-+Eu+Fui%21+-+Prometheus2012-07-16+23%3A03%3A18Rackorhttp%3A%2F%2Fwww.portallos.com.br%2F%3Fp%3D21213 • Tags: Alien, Cinema Eu Fui, Prometheus, Recrutamento2012, Ridley Scott

















jul 16, 2012 @ 20:23:10
AEEEE Rafael G, foi publicado! E com mérito, ótimo post.
jul 17, 2012 @ 10:11:14
@JoaoLMMGon Valeu Gon… tamo junto, hehehe…
jul 16, 2012 @ 20:45:30
Bem escrito, mas os parágrafos estão meio curtinhos. Acho que tinha que “integrar” mais o texto.
jul 17, 2012 @ 09:53:10
@fingersweat Relendo eu também tive essa impressão, mas é porque estou acostumado a escrever tutoriais no dia a dia… Em um tutorial a gente escreve parágrafos mais curtos e em tópicos para melhor compreesão do leitor, além disso a visão do escritor de um texto no word e um texto no wordpress pode ser complicada se você não fica atento ao tamanho da área de textos do blog, isso foi uma falha minha…
Valeu pelo feedback… Apesar de já ter mandado outros textos que podem conter esse problema, se por acaso eu mandar mais algum ou for aprovado tentarei ficar mais atento a esse detalhe…
jul 16, 2012 @ 21:33:30
Um filme tecnicamente bem executado, mas com uma história sofrível. Talvez seja um dos filmes mais decepcionantes que já vi, não teve uma única cena que tenha me cativado, exceção talvez a cena de David perguntando ao pobre humano o que esperar da resposta do criador.
Entrou pra lista de “filmes que nunca mais verei” xD
jul 17, 2012 @ 09:58:34
@Mauri Link Exatamente isso… Um filme que na minha opinião valeu o ingresso do cinema pelos efeitos visuais, mas com um roteiro fraquissímo… eu não assistiria em blu-ray ou dvd… no telão a beleza mascarou a falta de inteligência e apenas por isso conseguiu me prender até o fim…
jul 17, 2012 @ 08:19:51
Sempre tive a sensação de que este era um filme de terror… sendo ficção cientifica, e falando de aliens ao invés de espíritos, aumenta as chances de, talvez, eu assistir.
jul 17, 2012 @ 10:01:04
@SHiN™ Cara, eu até recomendo assistir pelos efeitos visuais, mas se quiser um filme inteligente, passe longe… recomendo ver no cinema, mas no caso aqui de Belo Horizonte, se não me engano, já até saiu de cartaz… dá uma olhadinha ai na sua cidade…
jul 17, 2012 @ 10:15:00
@Rafael Gaara é, aqui também já saiu faz tempo, então fica pra um momento insônia quando for passar nos supercines da vida.
kkk.
jul 17, 2012 @ 09:21:04
Seu texto é excelente, dá prazer de ler.
jul 17, 2012 @ 10:08:23
@andreanekacs Obrigado, até agora o seu texto foi o melhor, estou torcendo de coração para que você seja aprovada… quem sabe nós dois nos tornamos colegas de equipe ein? Sonhar não custa nada… hehehe…
jul 17, 2012 @ 11:20:07
@Rafael Gaara isso seria legal
jul 17, 2012 @ 18:02:11
se antes eu tinha duvidas se valeria mesmo assistir no cinema agora e que essa duvida morreu completamente pelo visto esse filme e melhor de ser visto no domingo ou sábado a noite, bom texto kra parabéns
jul 17, 2012 @ 18:59:10
Não gosto de defender filmes por que na maioria das vezes, trata-se de uma experiência muito pessoal. Daí o dito “gosto é como cú, cada um tem o seu”. Ou qualquer outro termo menos agressivo mas que queira dizer a mesma coisa.
O tema do filme muito me agrada: Eram os deuses astronautas?
Quem conhece o tema a fundo, se deliciou.
Fui ao cinema esperando NADA. Apenas um bom filme de sci-fi como não vemos desde Matrix. E, em minha opinião, consegui. O filme não é perfeito. O roteiro é sofrível, principalmente quando visualizamos a obra como única. Porém, para mim, é apenas uma “obra de origem”. Os complementos virão.
Sobre a atitude do biólogo, temos um exemplo terráqueo de estupidez: Steve Irwin.
Sobre o cara que solta os trecos de mapear, o desleixo dele é exposto logo de cara, quando ele claramente demonstra só estar ali pelo dinheiro. Está cagando para sua profissão.
O mesmo pode-se dizer do capitão da nave. Subentende-se que sua tripulação o respeita apenas nas cenas finais. E é compreensível a convicção de não abandonar o navio.
Muita gente reclamando da cena pós parto: Pessoas que pautam uma tecnologia futurística de uma ficção, com base sólida na nossa. O que, para mim, é um erro.
Concordo com tudo no texto. David arrebentou. Perfeito. Cada ato com sua justificativa. Interpretação que o fez passear de “mocinho” a vilão e novamente como “mocinho” inúmeras vezes durante o filme.
Vickers prometeu e não cumpriu. E o destino dela não foi confirmado.
E, para mim, o maior erro é, como citado no texto, a construção e desenvolvimento de personagens. Foi o primeiro filme que me incomodou muito numa primeira assistida (a qual geralmente não me importo tecnicamente com o filme, fico só com a experiência). Desagradável mesmo. Forçando a barra para nos preocuparmos com personagens pelo quais ainda estamos cagando no momento derradeiro.
Desde Matrix que a internet não borbulhava com discussões, teorias, xingamentos, fanboyismo, etc. Esse, pra mim, é o maior mérito do filme.
Enfim, temos muitos erros e temos perguntas feitas por falta de atenção. Uma segunda assistida revelará mais erros, mais respostas e mais perguntas. Uma continuação, pode mudar tudo isso. Espero que pra melhor.
Bom texto. Congrats.
jul 17, 2012 @ 21:34:14
@diegoheinrik Suas observações foram perfeitas… apenas faria uma ressalva: não dá para perdoar a construção ruim dos personagens por ser “apenas” o primeiro filme contando a origem… eu diria até o contrário, um filme que conta o inicio de uma história tem que firmar bases ainda mais sólidas do que suas continuações… O primeiro Senhor dos Anéis é uma prova disso, tem menos ação que suas continuações, mas firma uma base para dar prosseguimento de forma magistral nos filmes seguintes… A Sociedade do Anel é o meu filme preferido da trilogia, justamente por eu prezar muito uma história bem desenvolvida…
No mais é tudo isso ai que você comentou mesmo, o filme ter gerado discussões é uma coisa extremamente positiva… Na verdade ele levantou as perguntas, não respondeu, mas deixou questões para os expectadores discutirem… Tem seus méritos…
jul 17, 2012 @ 22:38:38
@Rafael Gaara Quando me referi a “obra de origem”, perdoe-me mas, esqueci de complementar (ficou só na cabeça) que poucos são os filmes de origem que conseguem fazer, por exemplo, o que o Sociedade do Anel fez. Matrix não foi concebido como origem… por isso é “perfeito”. Spider-man também não… e até o próprio Oitavo Passageiro. A maioria dos filmes de origem são pensados como um único filme. Até para não arriscar no duvidoso. Mas o dinheiro vem e junto com ele as continuações.
Ou seja, muitos dos filmes bons de origem na verdade não foram pensados como primeira parte de um todo. E Prometheus cometeu esse erro gigante. O fato de eu ter reconhecido como um filme de origem, não isenta o filme de ser ruim nesse ponto.
Só que fiquei menos puto por ter aceitado que mais coisas estavam por vir… rs.
Gustavo Grangeiro
nov 21, 2012 @ 20:18:30
Demorei muito pra assistir, mas nesse fim de semana pude pegá-lo, e quero comentar. Primeiro o filme é lindo, em 3D fica fantástico, ponto positivo! um outro ponto interessante que eu senti foi a grande influência de “2001, uma odisseia no espaço”. De resto foi um filme que me encheu de questionamentos e me deu poucas respostas! não que isso seja ruim, mas parecia que haveria uma continuação, uma segunda parte (antes de Alien o 8ª passageiro). Sobre os personagens, alguns foram difíceis de engolir mesmo, sempre fui fã the Charlize Teron, mas nesse filme ela deixou a desejar, o ponto alto realmente é o Michael Fassbender (Magneto), o cara chutou a bunda mesmo! Ceninha ruim de engolir foi aquela dos dois astronautas “burros” sendo atacados pelo monstrinho! e também, a cena the cesariana foi legal, ruim foi vem a recuperação instantânea the personagem (fator de cura nivel Omega). Mas gostei de filme, valeu a experiência.
Gustavo Grangeiro
nov 21, 2012 @ 20:18:46
ai @[100002113004337:2048:Rafael Oliveira] (Gaara), comentei agora, pois só agora assisti, da época que você era só um recruta ainda!! e eu também!!! abraço
Rafael Oliveira
nov 22, 2012 @ 15:33:28
Agora to na faculdade, mas depois respondo seu comentário direito… tempos de batalha no recutamento né, hehehe…