JogandoReflexões & Opiniões

PSP: Primeiras Impressões Jeanne D'Arc

Ontem fiquei uma hora no consultório médico esperando ser atendido. Por sorte levei meu PSP e Jeanne D’Arc para passar o tempo. No fim das contas, acabei sendo supreendido por um excelente game.

O que mais gostei dele? É um RPG ágil. Um dos motivos de não jogar muito RPG é porque não tenho tempo sobrando e RPG é sinônimo de jogo enrolado, comprido e com muita encheção de linguiça. Não me incomoda ficar batalhando num RPG para elevar o Level, mas me incomoda o ritmo de exploração do gênero, tipo falar com todos da vila, entrar em todas as casa, rodar tudo quanto é lugar para achar uma pessoa senão a história não anda, as inúmeras horas que você fica perdido sem saber aonde ir. Aff, RPG começa assim, é quase certo que eu largo ele para jogar outra coisa. mas Jeanne D’Arc não é assim!

A história do game é contada em forma de Anime. Claro que aquelas animações toscas em 3D com balãozinhos de textos ainda tem, mas pelo menos a primeira hora do game é recheada de animações em forma de anime. Segundo analises de outros sites que pesquisei, é assim durante todo o game. Isso é legal pois torna o game menos monótono, sem aquela coisa de a tela nunca mudar e ter que ficar lendo os textos. Jogar e assistir é excelente.

Na primeira hora de jogo não dá para dizer muito sobre a história, uma vilão com poderes mágicos surge, toma controle da princesa do reino, uma batalha muito boa contra um cavaleiro para impedir isso acontece, o cavaleiro perde e a premissa do jogo está feita. Um pequeno clichê acontece, Jeanne, a protagonista, é uma camponesa e está no lugar errado e na hora errada. Um bracelete místico gruda em seu pulso e com isso ela vira a heroína do jogo tendo o peso do mundo em suas costas. Um síntese o mais sem vergonha possível porque senão estraga para quem for jogar.

Como disse, o legal é que tudo isso é contado em forma de anime em 85% das cenas e no meio disso não tem essa história de explorar local e nada. A história flue sem isso, o jogador apenas assiste a tudo. E quando os inimigos aparecem, você já está de frente com sua primeria batalha do game. Sem delongas.

Agora sobre o sistema de batalhas.

O sistema também é diferente e divertido. Não é como os Action RPGs atuais que o jogador sai correndo pelo cenário da luta para espancar o inimigo até o tempo acabar. Ou como os RPGs por turnos clássicos, onde o personagem não se move, e o jogador só fica nos menus de ataques. É um misto de ambos com estratégia! É como muitos sites de analise disseram, como um tabuleiro de xadrez.

É, então, um sistema de peças. O jogador tem suas peças num terreno que serve de tabuleiro e deve mover para atacar o inimigo. O movimento é delimitado, não dá para ir para qualquer lugar, mas dá para se mexer razoavelmente. Cada personagem mexe uma vez por turno. No turno do jogador ele mexe todos os personagens uma única vez então. Depois disso é a vez do Inimigo mexer suas peças.

Posicionando o personagem próximo ao inimigo, o jogador pode atacar. O jogo também traz um sistema de contra-ataque sempre que o inimigo lhe ataca (isso compensa o fato de que ao chegar ao lado do inimigo e atacar, não dá para fugir). Perto de um companheiro também é possivel recuperar energia com itens, como qualquer jogo de RPG. Também existe as magias e ataques especiais.

Falando em ataques especiais, no começo do jogo só Jeanne tem isso, mas já li em analises que outros personagens futuros irão ter também. Uma armadura especial que só pode ser usado uma vez em cada batalha, onde é possivel quebrar a regras de turnos e usar o mesmo personagens várias vezes antes de seu turno acabar. Além de que com a armadura, seus ataques ficam mais poderosos.

Ah, outra regra legal do game, por ser tabuleiro, você posiciona seu personagem ou na frente ou atrás ou ao lado do inimigo. Evitando o ataque cara-a-cara, o dano é maior. E a CPU também faz isso atacando sempre que possivel por trás. O que impossibilita a defesa.

Joguei 2 batalhas. A primeira de tutorial e a segunda, apesar de alguns ensinamentos, já estava bem mais empolgantes com mais ou menos 7 inimigos contra 3 personagens. Depois de cada batalha é possivel salvar e tem a opção de quicksave no meio das batalhas que eu não cheguei a usar.

Feito isso abre um mapa para onde o personagem deve correr para a história avançar. O mapa é apenas um mapa comum de fases, como Mario Bros 3 ou Mario World sabe? Não é como Final Fantasy que você sai correndo pelo campo aberto até chegar em X lugar. É pá pum! Eu parei aí, mas achei o jogo excelente pelo pouco que joguei. Casa perfeitamente com a proposta de game portátil e cativa pelas batalhas inteligentes e sistema engenhoso.

Pesquisei sobre ele antes de postar as impressões e ao que parece realmente o jogo recebeu boas notas e críticas exatamanete pela agilidade que ele tem entre as batalhas e pelo sistema utilizado quando se batalha. Naõ é um game dificil e nem fácil, não frustar o jogador portanto. E apesar da agilidade ele tem 30 horas de games, ou seja, conseguiu apesar de tudo, ser um jogo longo. E tem extras como batalhas alternativas para itens e equipamentos (sim, dá para customizar isso também) que tem uma dificuldade maior.

Fica a minha recomendação a todos os donos de PSP. Vale a pena experimentar. Fiquem com o trailer do jogo que encontrei no You Tube, nele tem como a história e é contado e várias cenas de batalhas, com magias e golpes mais potentes que certamente tem mais a frente do game.

[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=kGqjZp_7vMU]

Assim que eu avançar mais no game e mais coisas forem se abrindo e descobrindo, se fizer a necessidade eu volto a falar dele no Blog. 🙂

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e do Ponto de Checagem (2014). 32 anos, formato em Direito, vivendo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Em busca de novos apoiadores que curtam estes projetos e a viabilidade deles crescerem!
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