JogandoReflexões & Opiniões

Revista Superinteressante traz matéria sobre clínica para viciados em videogames…

A revista Superintetessante do mês de Abril/2008 traz uma matéria de apenas uma página a respeito de clínicas para viciados em videogame. Confiram a Scan da matéria:


(Clique na imagem para ver a scan em formato maior)

A matéria não é muito detalhada, ele apenas traz a informação da existência destas clínicas que cuidam de viciados em videogames (Coréia do Sul, Holanda, Alemanha e EUA). E alerta para o quanto essa risco vêem aumentando. Aqui no Brasil não há estas clínicas, informa a revista, entretanto isso não quer dizer que os brasileiros estão livres do vício e cita alguns exemplos de casos brasileiros de pessoas viciadas nos joguinhos. Inclusive relembra o caso ocorrido ano passado onde uma quadrilha sequestrou o melhor jogador brasileiro de Gunbound e como resgate exigiram os pontos do rapaz no game (é mole?), na qual os créditos valeriam cerca de R$ 15 (virtualmente é claro).

Na minha opnião é claro que isso acontece pelo mundo afora e aqui no Brasil. Mas não é só com videogame. Tudo em demasia é considerado vício e pode comprometer a vida de uma pessoa. A palavra “vício” é muito ligada as drogas (entorpecentes), inclusive a imagem utilizada na matéria sugere isso, o que não aprovo, mas um vício não é só isso. Há casos registrados de pessoas viciados em televisão, viciados em comida, viciadas em internet. Hoje em dia, tudo em exagero pode ser considerado um risco.

O maior problema é impor um limite. Até que ponto você não é um viciado? e se depois disso passar a ser? A linha é complicada. O que é considerado normal deixar de fazer para jogar uma partida de videogame? E quantas vezes? Cada caso é um caso. Assim como tem aquelas pessoas que trocam vícios por outros. Uma deixa de beber, e passar a fumar. Será que não seria melhor, por exemplo, trocar um vício como alcoolismo, por videogame ao invés do fumo? Apesar de vício ser prejudicial independente do que seja, não há graus de periculosidade? Um não faz mais mal que o outro?

Um outro contraponto que a matéria traz é o fato de que realmente os games estão se tornando mais atraente aos adultos, já que é muito difícil uma criança ficar vicíada a ponto de ser prejudicial, já que ela tem a supervisão dos pais e ela se apega facílmente a outras coisas. Já o adulto e o jovem são mais fáceis de se viciarem e não se tocarem que estão se prejudicando. O vício quando mais velho, mais difícil é de largar?

Acho interessante a idéia de clinicas para viciados em videogame, só acho perigoso o que a mídia pode fazer com matérias assim. Há que se tomar cuidado para não mostrar os videogames como algo perigoso aos seres humanos. Existem por aí coisas muitos piores, na minha, opinião, do que ser viciado em videogame. Não diminuo o problema dos viciados, mas também o lado negativo não deve se soprepor sobre os benefícios de uma boa partida de videogame.

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e do Ponto de Checagem (2014). 32 anos, formato em Direito, vivendo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Em busca de novos apoiadores que curtam estes projetos e a viabilidade deles crescerem!
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