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Retrospectiva Diablo Parte I

Ainda estou em êxtase com o anúncio da Blizzard sobre o lançamento de Diablo III. Tanto que amanheci este fim de semana jogando Diablo II online (valeu Helio, biomassbc, darkseid, Myron e todo mundo mais que apareceu!).

Mas daí me vem na cabeça: eu conheço Diablo e sei como o jogo é bom, mas, e quem não conhece? Como fazê-los entender o que o jogo significa para milhões de jogadores mundo afora? E é aqui que surge este especial, fazer uma retrospectiva dos jogos da série: Diablo, Diablo II e a expansão Lord Of Destruction. Lembrando que a expansão Hellfire não é oficialmente adotada na mitologia do jogo.

Então, vamos começar?

Primeiro vamos tentar situar o jogo: 1996. Um ano excelente para os gamers do mundo. Grandes séries e games nasceram neste ano, como Quake, Resident Evil, Super Mario 64, Tomb Raider entre outros… É exatamente neste ano que nasce Diablo, um action/RPG que levou o estilo hack’n’slash a um novo patamar: jogabilidade com o mouse extremamente simples (clique, clique, clique até matar), exploração intensa do cenário e ainda a (quase) infinita quantidade de itens. Essa foi a receita do sucesso.

A história é simples: Leoric é o Rei de uma ampla região (semelhante a um grande feudo) que é dominada por um gigantesco Monastério. Certa noite, o filho de Leoric é seqüestrado durante a noite por um exército de demônios, que se escondem das Catacumbas da Igreja de Tristam. Leoric então planeja com Lazarus (o Arcebispo da cidade) formar um grupo para resgatar o garoto. Mas dias se passam, e ninguém retorna. Uma atmosfera de terror toma conta da cidade: gritos e sons horripilantes vindos da Igreja. Até que chega à cidade um misterioso herói (o personagem do jogador) e é aqui que o jogo começa…

Cada vez que se iniciava Diablo, podíamos ter certeza de que veríamos algo diferente, pois tudo no jogo era gerado aleatoriamente: mapas, itens, inimigos e até as missões. E aqui está um fator responsável pelo replay do jogo, para se ver todas as missões (total de apenas 13) e inimigos (mais de 50) são necessárias várias jogatinas.

Além dos gráficos excelentes (para a época) o jogo ainda conta com uma trilha sonora de primeira, que dá o clima ideal para o tom sombrio do jogo. Ainda me pego assoviando a música tema de Tristam até hoje.

Com uma jogabilidade “point and click” simples, porém extremamente viciante, era possível escolher entre três classes: o Warrior (forte e resistente), o Sorcerer (ótimo com magia) e o Rogue (destreza elevada, ótimo com o arco) cada um com um tipo e estratégia de jogo. O nosso herói descia por 16 níveis, entre as Catacumbas da Igreja, mausoléus, cavernas e, finalmente, o Inferno, onde enfrentamos Diablo.

Vale mencionar aqui a luta final: após derrotar Diablo, vemos um vídeo onde nosso herói retira uma pequena faca, se ajoelha sobre o corpo do demônio e arranca uma pedra da cabeça dele. Na mesma hora, o corpo vira pó, sobrando apenas a “essência” do Diablo na pedra, que nosso herói decide guardar… na própria cabeça. Mesmo enfraquecido, Diablo ainda consegue infernizar nosso herói… Será ele capaz de agüentar?

Leia a parte II deste especial e descubra.

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Theo Medeiros

Cinéfilo, gamer, adorador de música e entusiasta tecnológico. Acha que Nescau é melhor que Toddy e que bacon é a oitava maravilha do mundo.
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