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Análise: Need for Speed Undercover [PC]

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Posso ter sido uma das poucas pessoas a que Need for Speed ProStreet “agradou”. Mas, mesmo assim, esperava que a próxima versão não seguisse o padrão de corridas legalizadas. E não seguiu, mas será que isso foi bom mesmo?

Clique em “more” e aqueça os seus pneus!

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desenhinho estranho o da mulher no canto esquerdo superior…

Toda a volta às origens que a EA Black Box tentou instituir foi para o ralo, devido ao “prazo” que a EA insiste em por de que deve haver um Need for Speed por ano.Mas o que o prazo tem com isso? Simples, não há como mudar a mecânica de um jogo utilizando a mesma engine do jogo anterior, ainda mais se você quer radicalizar e mudar tudo de uma vez. Mas vamos por partes:

Uma das muitas coisas que quem jogou ProStreet reclamou foi da falta de um mapa livre para explorar. Isso é uma inutilidade desde sempre, já que mais de 90% dos jogadores usam o menu e o GPS para escolher o evento que quer correr. A EA tentou infurnar uma cidade gigante (pra falar a verdade são 3 interligadas por rodovias) na engine do ProStreet, até porque tem haver com o enredo, mas isso gera um grande (se não o maior) problema em toda a história da série: Os Loadings.

Você já começa com um lindo Loading em todo jogo. Ai você entra no modo Cruise (para andar na cidade) e tem um loading, abre o GPS (mais um) escolhe a corrida (mais um) e por fim, na primeira esquina da corrida, a cidade aparece e reaparece do nada, até que vem mais um loading, dessa vez deixando a tela com um tom azulado, o jogo da uma travada e você vê a cidade se formando, quando termina, do nada, você da de cara com um caminhão e bate, ou seu carro reseta automaticamente , te forçando a mais um restart e um punhado de loadings, sem duvida frustrante.

Depois disso, eu já totalmente estressado (engraçado, pois jogava NFS para relaxar depois de um adrenalesco Call of Duty) resolvi testar o modo Highway Battle, a nova modinha que a EA inventou. Você esperava um Boom certo? Bem, vou te contar, é a única coisa que não é lotada de bugs durante o jogo inteiro! O único defeito dele é pelo controle do carro, que utiliza uma física absurda que a EA nos entregou de presente junto com ProStreet, mas ela tem que se lembrar que isso não funciona para você escapar entre vários carros em uma rodovia lotada. Só para completar, as músicas, que antes eram perfeitas (Decadence, do Disturbed enquanto você corre que nem um condenado manda lembranças) agora sem encontram na faixa do escutável, mas acho que vou desligar o som e vou por Motorhead no Windows Media Player.

Erros e Acertos:

Jogabilidade de simulador em um jogo de racha –

Loadings durante 40% do jogo –

Sem evolução na personalização –

Ainda temos um Ford Escort passando um Lótus Elise como uma Ferrari passa um Fusca –

Só gostosas não funcionam mais para vender um jogo –

Finalizando:

A EA tem duas coisasa aprender com a SEGA: Como se faz um jogo de corrida árcade (SEGA Rally manda lembranças) e como não tentar re-reinventar uma franquia (Sonic Heroes e Shadow The Hedgehog mandam um grande abraço). O que a série precisa é ficar durante um bom tempo parada, sem receber novos títulos, mas isso é improvável. O que agente precisa mesmo é boicotar a EA e não comprar mais NFS!

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