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X-Men Extra nº 100 [Abril 2010] [MdQ]

Pryvet, leitores da nossa coluna Arte Sequencial! X-Men Extra chega também ao seu número 100, assim como sua “revista-irmã” X-Men e também Homem-Aranha. E mês que vem, X-Men Extra ganha mais páginas, trazendo o começo da saga Guerra Messiânica. Outras estréias são Novos Mutantes , X-Factor (em nova casa), e por fim, as tresloucadas aventuras do mercenário tagarela, Deadpool! Yeah! Bem, enquanto isso, nesse mês temos histórias variadas, tem bastante ação e reflexão, porém somente a últma história possui importância para o andamento da vida dos mutantes, pois seus acontecimentos prometem muitos conflitos ainda. De qualquer maneira, é uma edição meio sem sal, mês que vem certamente as coisas vão melhorar!

Colossus, é o astro da capa dessa edição, sendo ele um dos X-Men mais queridos pelos fãs dos mutantes. Nessa centésima edição de X-Men Extra, temos 100 páginas de histórias, incluindo a que conta a origem de Colossus, contada em 30 páginas.

O nome de batismo de Colossus é Piotr Rasputin, sendo que os mais chegados o chamam pelo apelido americano “Peter”. Nascido em uma família pobre no interior da Rússia. A história apesar de espremida conta bem a vida de Colossus. Realça sua forte ligação com seus familiares, e sua procura pelo bem estar e paz para todos, em contraste com sua poderosa forma que adquire quando aciona seu poder mutante. Colossus é um cara muito íntegro, nunca li uma história onde ele tivesse feito uma bobagem. Carrega uma aura de irmão mais velho, o tipo de cara que você quer do seu lado durante uma luta. Essa história de origem mostra bem isso. Depois que a li pude refletir mais um pouco sobre os caminhos que o gigante russo tomou em sua vida, e finalmente pude compreender o motivo que fez Colossus aceitar o convite de Xavier. Nota 8.

A segunda história é sobre o Noturno, outro X-Men bem querido pelos leitores. Atualmente, Noturno parece um tanto quanto deslocado no meio dos X-Men. Sua habilidade de teleporte sempre foi seu maior diferencial em combate. Mas agora tem a Fada, cujo teleporte é mais amplo. Vemos um Noturno perdido em meio a lembranças. Ele simplemente perdeu o foco. Será que ele ainda se culpa pelo que aconteceu com a Kitty? Essa história faz uma reflexão sobre tudo isso, pena que é muito curta, só 8 páginas. Leva no máximo uma nota 6, mas tem potencial para se desenvolver no futuro. Apesar de sua longa história como X-Man, entendo que Noturno atualmente não é um membro interessante para os X-Men. Ele não sente á vontade com os rumos que Scott está direcionando para os poucos mutantes. Kurt compartilha mais do ideal de Xavier do que de seu líder atual. É amigos, o futuro de Noturno será mais difícil do que ele imagina. Ou o Noturno se adapta ao novo status quo mutante, ou é melhor deixar de ser um integrante ativo nos X-Men.

A história seguinte volta a abordar Colossus. A galera está preocupa com Peter, que passa muito tempo sozinho e de cara fechada desde o desparecimento de Kitty Pride. Em um tom leve e debochado, Logan e Kurt tentam fazer Colossus esquecer um pouco da tragédia e rir um pouco, se soltar. Mas nada dá certo, e no final, é uma garotinha com sua gatinha presa no alto de uma árvore que mostra a motivação de Colossus. Eu acho que Colossus é um cara que precisa saber que todos á sua volta estão bem, e só isso pode fazê-lo feliz. Ele deve preferir levar um soco do Hulk do que ver alguém triste. Sua pele pode ficar dura como aço, mas seu coração não. A história de amor entre Colossus e Lince Negra é muito bonita, eu acho muito chato que os roteiristas vivem dando idéias para separar os dois. Já não chega o tempo em que Colossus esteve morto? Já não chega o que fazem com Gambit e a Vampira? Enquanto isso, Scott e Emma vão se esbaldando… São 8 páginas, sem o mesmo peso da história do Noturno, mas vale o tom humorado. Nota 6.

Depois disso, tem mais uma história de 8 páginas, tendo o mutante Avalanche como destaque. Nunca gostei desse personagem, seu poder de provocar termores de terra é muito xarope. Na história, Wolverine, Noturno e Colossus descobrem que Avalanche está em San Francisco, e vão visitá-lo em sua casa. Avalanche parece ter se endireitado, mas os X-Men deixam claro que estarão de olho nele. Dou uma nota 3, não acrescenta nada de importante no cenário atual dos heróis mutantes, e Avalanche é um vilãozinho muito do mequetrefe, odeio ele!

A última história é mais bacana, é a que vale a compra da revista, junto com a origem de Colossus. Mística se envolveu digamos, românticamente com Bobby, o Homem de Gelo. Mas isso sempre despertou muita dúvida. O que Raven viu nele? Um dos X-Men mais galhofeiros? Olha, Mística não é flor que se cheire, e já aprontou muito, mas nessa história vemos sua fragilidade, ela acaba abrindo o coração. Em 41 páginas, descobrimos que Mística precisa de alguém para amar, e de alguém que a ame. Mas seu comportamento não ajuda. Apedar de ajudar Bobby a vencer a sua degeneração celular, o modo como fez isso a afastou do Homem de Gelo, mas ela promete que vai voltar… E por revelar segredos e trazer acontecimentos importantes para o futuro do Homem de Gelo, a história leva nota 8. Acredito que mais para a frente Bobby seja mais ativo nos X-Men, já que seu poder e saúde estão com força total novamente. Só espero que ele não vole a ser aquele boneco de neve piadista e irresponsável!

Bem, esse foi o conteúdo dessa coluna que destaca essa centésima edição, até o mês que vem, na próxima X-Men Extra! Dasvidania, spasiba!

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Mauri Link

Um gamer inveterado desde a primeira geração de consoles, aficcionado por histórias em quadrinhos, nerd de carteirinha, e super-herói nas horas vagas!
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