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Nostalgia | Em 1995, o mundo conhecia Chrono Trigger! (SNES)

Retro Games - Post do Recruta

Por Raphael “Meltoh” Queiroz!

Muitos gamers de hoje em dia, em geral, os mais novos, convivem com um tempo onde os gráficos dos jogos se assemelham mais e mais ao mundo real, e tem um grande papel de destaque. Aquele jovem que vai em sua loja de games preferidas, vê o título na prateleira, pega a caixa e confere a sua parte traseira, olha logo para as imagens:

Nossa, cara, olha isso. Que dragão massa, ele solta fogo, dá pra ver as labaredas. Olha as asas, dá pra ver cada escama! Parece até um dragão de verdade!, diz Norovaldo Gamer.
Mas não existem dragões!, diz o amigo dele.

De fato, um dos maiores atrativos hoje em dia é a qualidade gráfica de um jogo, outros aspectos como a jogabilidade, o enredo ou mesmo a trilha sonora acabam ficando em segundo plano. Claro que, sem generalizar, pois existem ótimos títulos hoje em dia que mesclam tudo isso.

Mas e se eu disser que no passado, houve jogos que revolucionaram em cada um desses aspectos? Jogos que não precisavam somente ser um grande atrativo visual para que se tornassem rapidamente amados pelos seus fãs? Eles existiram, e esse é o objetivo desta matéria. Falar um pouco desses jogos do passado que marcaram a infância e a juventude de muitos gamers. (E ainda marcam, como é o meu caso.)

Muitos vão relembrar dos seus tempos de Super Nintendo (Irei abreviar como SNES, como ele era conhecido), outros vão se encher de nostalgia ao relembrar do Genesis (Ou Mega Drive), mas a idéia não é falar somente dos consoles. Os jogos de PC vão ter seu espaço (futuramente). Com a chegada de Starcraft II por aí, porque não relembrar do primeiro jogo da franquia? A épica saga de Jim Raynor, Zeratul e Sarah Kerrigan.

Mas a conversa sobre Starcraft fica pra outro dia. Hoje falarei de Chrono Trigger, um dos meus jogos preferidos do SNES, e de todos os consoles.

Chrono Trigger foi lançado em 1995, pela equipe que ficou conhecida como Dream Team (Time dos Sonhos): Hironobu Sakaguchi, o criador da célebre série Final Fantasy, Yuuji Horii, criador de outra, também aclamada franquia, Dragon Quest, Akira Toriyama, criador de famosos mangás, como Dragon Ball, Kazuhiko Aoki, produtor, e também Nobuo Uematsu, compositor da grande trilha sonora.

Dá pra ver, que pelos grandes nomes por trás de seu desenvolvimento, Chrono Trigger não é pouca coisa não, né? Ele chegou para revolucionar o mercado de games de RPG na época, trazendo características que o consagraram rapidamente. O seu sistema de múltiplos finais(São 13. Isso mesmo, 13! Embora alguns dizem que possam ser 15. Lembro de já ter zerado em 3 finais diferentes), side-quests focadas no individual de cada personagem(Que diga-se de passagem. Que personagens! Um mais memorável que o outro), um sistema de batalha revolucionário, onde ao contrário de muitos RPGS da época, você não saia do mapa para lutar. A luta era feita no próprio cenário, nas próprias condições. Mas falarei mais disso adiante.

Os personagens cativam o jogador, e temos uma grande diversidade de personalidades e jeito, embalados por trilhas sonoras marcantes. Quem não se lembra da melodia de Frog? Uma melodia épica que inspirou conversões para outros estilos musicais.

Que nostalgia!

Crono se encontra com Marle

Agora vou falar um pouco sobre o enredo, mas vou logo avisando que contém alguns spoilers, embora eu tenha tentado reduzi-los ao mínimo.

A história de Chrono Trigger passa-se num mundo semelhante à Terra, permeado por várias eras, desde a pré-história, passando pela idade média, pelos tempos atuais, até um futuro desolado, onde se vê destruição por toda parte.

No ano 1000 A.D, conhecemos o jovem Crono, (Protagonista silencioso da história, à exemplo de Link, da série Zelda) um jovem corajoso, que está a passeio num grande evento chamado de a Feira do Milênio. Lá ele conhece uma garota chamada Marle. Os dois passam a andar juntos até visitarem a invenção de Lucca, uma jovem amiga de Crono. Eles são convidados a testar o invento. Tudo parece dar certo no início, até que reagindo ao pendante que Marle carrega, a máquina abre um portal que suga ela. Crono apanha a jóia e adentra o portal corajosamente à procura da garota, sem saber o que lhe esperava. E assim tem início uma das maiores e mais divertidas aventuras dos games.

Durante o jogo, Crono visita as mais variadas eras, mas é num futuro destruído, que ele descobre o responsável por tamanha destruição, uma criatura chamada de Lavos, que havia despertado no ano de 1999 A.D, trazendo caos e destruição. Do que restou do mundo, humanos e sentinelas robôs lutavam para sobreviver, em meio à migalhas de esperança.

Crono e seus amigos agora se vêem envolvidos com a tarefa de derrotar Lavos e tentar alterar o futuro. Se eles conseguirão? Cabe ao jogador tentar.

[“But you’re still hungry…” – depois de usar o Enertron no ano 2300 A.D.
Viajando entre as eras.]

O sistema de batalha era incrível! Além da questão de a batalha ocorrer no próprio mapa, havia ainda a possibilidade dos personagens combinarem suas técnicas em duas, ou mesmo em três combinações, gerando poderosos ataques únicos. Um mais incrível que o outro. Valia a pena testar técnica por técnica, seja pra apreciar a beleza e a diversidade de cada uma, ou pra ver qual se adequava mais ao seu estilo de jogo. Cada personagem usava um tipo de arma diferente, o que ampliava o número de itens do jogo. Que são vários, por sinal. Alguns dos mais poderosos estavam disponíveis em side-quests muito bem trabalhadas, onde o jogador desenvolvia um pouco da história de cada personagem. Quem não se lembra da side-quest do reflorestamento? Ou aquela do Frog?

E isso tudo era bem mesclado (essa palavrinha foi usada lá atrás, lembra?) com o bonito gráfico da época. Até hoje em dia é agradável de se ver e jogar. Várias criaturas possuem movimentação, deixando o jogo mais belo ainda. Na batalha era gratificante ver o seu personagem executar seus ataques e golpes especiais. Em jogabilidade, Chrono Trigger também era fera. Ótimos controles, já conhecidos do pessoal que jogava os RPGs de Snes, como Final Fantasy. A mobilidade do personagem enquanto andava pelo mapa era bem fluída. A amigável interface ajudava os jogadores mais novatos que começavam a se aventurar pelos terrenos do RPG do Snes.

Enfim, Chrono Trigger é um grande clássico, tanto é que gerou ports para outras plataformas, como Playstation 1, e mais recentemente, para Nintendo DS. A Squaresoft fez um ótimo trabalho nesse game, tornando-o uma lenda viva.

De fato, Chrono Trigger é um dos jogos preferidos deste escritor. Está empatado em primeiro lugar com outra grande série, Ace Attorney, na minha preferência. Tanto é que já o zerei três vezes. Bom relembrar aquele tempo!

Fanart lá do DeviantArt por Hooooon! (aqui)

É isso aí, foi um prazer conversar com vocês, a seguir algumas screens.

[Versão SNES]

[Versão DS]

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e criador do saudoso (e extinto) Fórum NGM. Tenho 35 anos, sou formato em Direito, e vivo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Gosto de escrever e sempre estou sem tempo.
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