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Cinema | Karatê Kid (2010) – Eu Fui! (Crítica)

Opa! “Eu Fui” sem Spoilers! Pode ler tranquilamente!

Até eu fiquei com vontade de aprender Kung-Fu.

Oficialmente o filme Karatê Kid só vai estrear por aqui no próximo dia 27, mas hoje rolou uma sessão de pré-estréia no Cinemark da minha cidade e resolvi me adiantar e dar uma olhada na nova versão desse clássico dos cinemas e da Sessão da Tarde, já que não vou ver o filme do Avatar (estréia da semana) enquanto não terminar de assistir a reexibição do desenho na Nickelodeon (está passando de segunda à sexta cronologicamente). Aí resolvi fazer um pequeno “Eu Fui” já preparando a todos que estão curiosos quanto a nova versão, estrelando Jaden Smith, que é filho  do ator Will Smith, e Jackie Chan, na qual é impossível que você não curta nada de sua longa carreira, mesmo que alguns de seus últimos filmes tenham sido bem inexpressivos.

A primeira coisa que você deve saber sobre a minha perspectiva quanto ao filme é que, apesar de ter conhecimento que trata-se de uma refilmagem-adaptada do filme de 1984, e de ter assistido o mesmo várias vezes na minha infância, na já distante década de 90, me recordo muito pouco sobre a antiga versão. Encaro isso como uma ponto positivo pra mim, pois pude apreciar a nova versão sem as amarras de comparação que provavelmente seria inevitável caso eu me lembrasse do filme de 84 ou tivesse reassistido o mesmo recentemente (o que realmente evitei fazer).

Então tenha em mente que não vou ficar comparando versões ou analisando os filmes para no fim apontar qual o melhor. Na verdade eu acho que cada um funciona muito bem em seu devido tempo e não dá, neste caso, para dizer que um deles é melhor do que o outro. Claro que o de 1984 merece um vantagem, pois é o original, enquanto a versão de 2010, apesar de suas próprias modificações e adaptações, ainda se esforça, com louvor, para passar os mesmos sentimentos e mensagens que a versão original.

O que te leva a ir ver um filme no cinema? Sim, porque cada um gosta de determinados gêneros e sabemos que não dá para ir ao cinema toda semana ou assistir a todas as estréias. Eu, por exemplo, tenho uma preferência e até prioridade para ver animações e filmes de ficção. Adoro ambos em telas gigantes, principalmente se o filme transborda efeitos especiais. Karate Kid não combina com nenhuma das duas categorias habituais, mas mesmo assim fui ver o filme na telona. Um dos motivos foi a minha esposa, que queria muito ver o filme no cinema, e o outro motivo é que gosto muito do Jackie Chan e começo da gostar de Jaden Smith, e talvez seja só porque eu sou fãzão de Will Smith. Mas voltando ao gênero, existe quem goste de ir no cinema pela história do filme, tem quem goste de ir para dar risada, para chorar, enfim, as possibilidades que levam uma pessoa ao cinema são inúmeras. E em qual categoria Karate Kid se encaixa?

É um filme de história. Quem é fã do clássico de 1984, provavelmente vai gostar da nova versão. Isso é claro que você souber levar na boa as adaptações e não ficar preso nas comparações. É um filme família, os pais gostam porque tem aquele velho clima de filme antigo de artes marciais sem tanta ficção ou efeitos especiais que distanciam uma história da realidade, já as crianças vão gostar de ver o pequeno Dre (Jaden) superando seu medo, aprendendo e apanhando pacas no filme, soma-se a Jackie Chan (no papel do Sr. Han) que agrada a todo mundo, de qualquer idade e o belíssimo cenário da China que dá um frescor único ao filme.

Alias, gostei muito da dublagem do filme, e olha que sou chato pra cacilda quanto a filmes dublados. Mas podem ir ver o mesmo sem medo, porque todas as vozes ficaram simplesmente perfeitas. Não senti falta do áudio original um único segundo do filme, que por sinal é bem longo, tem 2 horas e 20 minutos de duração. Não achei o roteiro arrastado, pelo contrário ele flui de forma “zen”, sem pressa, tratando de cada passagem de forma bem trabalhada. Para uma sessão no cinema onde você não pode pausar para fazer um lanchinho ou ir ao banheiro, talvez seja um pouco cansativo, mas por mim, não tiraria nenhum cena do filme por conta do tempo de duração dele. Fiquei até mesmo durante os créditos que mostra no decorrer do mesmo uma galeria de fotos de produção do filme.

O filme também sabe dosar muito bem os momentos de comédia com os momentos emotivos. Jackie Chan na minha opinião está numa das melhores interpretações de toda a sua carreira como o zelador Han, seja nos momentos alegres ou quando é revelado o seu passado, um dos momentos mais tristes e emotivo de todo o filme. O filme também dedica boa parte de seu enredo ao treinamento do pequeno Dre, enquanto mostra um dos lugares mais bonitos de toda a China e aprendemos mais sobre a arte do Kung-Fu. Quem espera ver o Jackie Chan lutando, tem um único momento, mais no começo do filme, porém já está anunciado o Blu-Ray do filme nos EUA e entre os extras está uma cena de um luta que não entrou na versão final do filme. Mas sobre o Blu-Ray a gente conversa quando sair, pois estou muito animado e ter o filme em minha coleção e quero muito ver o making-off do mesmo.

Quanto a atuação do Jaden Smith, li algumas críticas preliminares sobre o filme e não houve muitas reclamações, apesar de muitos críticos por aí não curtirem o garoto. Na verdade muitas das expressões de Jaden no filme me lembraram muito a forma como Will Smith interpreta seus personagens em seus filmes. Tudo bem que em quase todo filme do Will Smith o personagem sempre parece o mesmo (dadas as devidas personalidades de cada personagem), e com Jaden fiquei o tempo todo me lembrando da atuação do Will em seus filmes. Isso é algo ruim? Não sei dizer, mesmo assim fiquei simpatizado com a história do garoto que se muda para a China e logo no primeiro dia é espancando no parque por um valentão e passar a viver nesse país estranho com um medo além do que se pode esperar de uma criança. Jaden chora com certa convicção pra mim e não existe só uma cena onde o garoto chora, quando ele se abre com a mãe e mais ao final do filme, durante o tornei, que não vou falar mais para não dar spoilers, é bem emotivo a interpretação do ator. A passagem de tempo mais ao final, onde é mostrado o progresso do pequeno Dre é muito impressionante também, e percebe-se que o ator-mirim teve que treinar muito na vida real para conseguir fazer certas cenas aqui.

Reclamações e pontos negativos? Não tenho praticamente nenhuma. Talvez mais ao final, o torneio e a porrada que come solta ali poderia ter sido extendida. Não que ela não funcione, mas acabei ficando com vontade de ver mais. Basicamente não se trabalhar com nenhum dos outros concorrentes a não ser o Dre e o seu rival. Claro que isso fugiria um pouco do ritmo do filme e do despropósito do momento, mas que dá vontade de ver mais cenas do torneio, com certeza dá. As lutas são bem rápidas, com exceção da última, que é sensacional. Alias nem sei se na vida real dá pra fazer estas cambalhotas que os personagens fazem, mas é sim um show para os olhos e impressionam sem dúvida alguma.

No final, Karate Kid é um daqueles raros filmes onde se consegue agradar um público de várias idades, indo de crianças à adultos. É emocionante, divertido e lindo de se assistir. Você pode ir aos cinemas sem medo. É um ótimo filme para ir ver com a família, levar o pai e a mãe, e até mesmo os avós. Ou com a esposa, namorada ou amiga. Com os amigos dá também, mas com grupos de amigos, sempre prefiri assistir comédias, que é onde pode brincar e zuar com maior liberdade, mas ainda dá pra ir e se divertir.

E parece que a bilheteria de Karate Kid foi tão positiva, que a Sony já considera uma sequência. Ainda não se sabe se seria baseada na sequência do filme de 1984 ou tomaria direções novas. O diretor do primeiro, Harald Zwart , já andou comentando por aí que gostaria que a história tomasse seu próprio rumo, sem ficar presa a sequência clássica. Na verdade tenho minha sdúvidas se o filme realmente precisa de uma sequência e se a mesma conseguiria superar esta excelente este filme, mas não acharia ruim voltar ao cinema para ver Dre e Senhor Han novamente, mesmo que este primeiro filme, tenha fechado perfeitamente todos os elementos que o mesmo criou.

Fica a minha recomendação. É um filme ótimo para os cinemas e mais ainda para se ter na “DVD/Blu-RayTeca” quando for lançado.

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e criador do saudoso (e extinto) Fórum NGM. Tenho 35 anos, sou formato em Direito, e vivo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Gosto de escrever e sempre estou sem tempo.
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