Jogando

Primeiras impressões de Starcraft II: Wings of Liberty!

Mesmo antes de Starcraft II ter sido anunciado em 19 de Maio de 2007, eu já estava aguardando o jogo! Lembro inclusive que a cada pequeno rumor que surgia eu ficava mais e mais esperançoso pelo anúncio oficial da Blizzard. Se não me falha a memória, surgiu até uma notícia que dizia que a empresa estava a procura de programadores para trabalhar em um título de RTS. Pronto! Isso pra mim foi o motivo para deixar minha empolgação nas alturas.

“Mas… O que tem demais em Starcraft?” Vocês devem estar se perguntando. Vou resumir aqui em apenas uma palavra: enredo. Enquanto muitos falam do grande equilíbrio entre as raças jogáveis (Terrans, Zergs e Protoss) – que diga-se de passagem, é muito bom! – a história de Starcraft pra mim foi uma das coisas que mais marcou. Lembro que meu primeiro contato com Starcraft foi através de uma demonstração, quando eu ainda era criança. Tem até uma história engraçada sobre isso que eu contarei em um futuro post.

Quando finalmente pude jogar o jogo completo, pude ter contato com a magnitude da saga de James Raynor. Infelizmente não posso contar muito sobre a mesma pelos spoilers, mas garanto que a trama é cheia de reviravoltas, amores e traições. Tudo o que uma grande história deve ter. O primeiro jogo teve até uma expansão, Brood War, que deu continuidade a história. Fomos apresentados a novos personagens e novos eventos que mudaram muita coisa no mundo da série.

O jogo possui outros grandes pontos positivos, mas vamos nos focar no assunto deste post: Starcraft II – Wings Of Liberty. Deixarei as impressões sobre o primeiro jogo para um futuro post na coluna RetroGames. A seguir, tentarei diminuir os spoilers ao mínimo, mas mesmo assim alguma coisa ou outra pode escapar. Portanto, leia com cuidado!

OBS: Eu já havia escrito outro post antes do lançamento de Starcraft II, você pode conferi-lo aqui

Primeiras Impressões

Coloquei a campanha para começar e assisti a primeira cinemática de Starcraft II (tirando a da introdução, claro). O vídeo já começa com uma música tocando ao fundo, uma coisa meio “velho-oeste” sabem? E a imagem muda para Raynor bebendo numa espécie de bar enquanto assiste na TV um pronunciamento de Arcturus Mengsk, líder da Supremacia. O cuidado que a Blizzard teve tanto com a caracterização, como com a dublagem são dignas de nota. Sim, eu gostei da dublagem! A princípio pode parecer um pouco estranho, para quem está habituado a jogos em Inglês. Mas é fácil se acostumar, ainda mais quando se trata de um excelente trabalho. Após alguns acontecimentos interessantes durante a cinemática, somos introduzidos a primeira missão do game, onde controlamos um grupo de marines (traduzidos para Soldados, na versão brasileira) que estão sendo liderados por Raynor para destruir um quartel de logística da Supremacia.

O cenário está muito bem caracterizado, seja visualmente ou sonoramente. Raynor e seus soldados estão numa estrada e ao seu redor estão alguns abrigos e veículos destruídos. Se Raynor se aproxima de uma mulher que está mais à frente, ela lhe dá um conselho sobre a estrada. Conforme você vai avançando, é possível encontrar unidades inimigas e aliadas que lhe dão suporte para concluir seu objetivo principal.

Mais a frente pelo jogo, Raynor consegue acesso a sua nave Hipérion, que é onde se passa grande parte da ação fora das missões. Inicialmente só se tem acesso a Ponte da nave, onde está o mapa estelar que é usado para selecionar as missões disponíveis. Você ainda pode conversar com os tripulantes da nave. Achei essa parte de interação, muito interessante e possui uma mecânica que lembra um pouco os jogos point-and-click. A nave ainda possui outras áreas que falarei mais a frente.

Durante as missões você pode cumprir objetivos extras que lhe fornecem pontos de pesquisa Zerg, pontos de pesquisa Protoss entre outras recompensas. Esses itens podem ser usados para melhorar as pesquisas, que oferecem vantagens para os seus Soldados ou Construções. Em cada uma das árvores de pesquisa, você só pode escolher um avanço de cada raça por nível. Um exemplo disso é que no primeiro nível da árvore Protoss, você deve escolher entre melhorar suas tropas com os Ultra Capacitores ou o Revestimento de Vanádio. Cada um desses itens possuem vantagens durante o combate, portanto e é bom pensar bem qual escolher.

O painel de pesquisas pode ser encontrado no laboratório da nave. Existem ainda outras duas áreas importantes: o arsenal e o refeitório. No arsenal você pode gastar seus “créditos”, que podem ser adquiridos cumprindo missões, de modo a fazer melhorias para os soldados e estruturas. No refeitório, você encontrará mercenários que poderão lhe ajudar durante as missões. Eles são como grupos de elite de determinado tipo de soldado. Nessa área ainda existe uma máquina de fliperama com um joguinho de nave. Rá! Grande sacada da Blizzard. E em todos esses lugares existem pessoas para que Raynor possa interagir.

Agora uma pergunta que muitos de vocês devem estar se fazendo: e a história? Está boa mesmo? Deram continuidade ao primeiro jogo? O que posso dizer é que no momento em que estou (já passei de 12 missões), as coisas começaram a ficar muito interessantes. Estou bbem empolgado!

A dificuldade do jogo está bem equilibrada, nem muito difícil, nem muito fácil. Não tive muitas dificuldades para passar das missões que fiz até agora. O interessante é ver que quanto mais você se esforça numa missão, cumprindo objetivos extras, mais isso irá lhe ajudar futuramente. Pois você poderá melhorar suas unidades e também suas construções. Existem vários níveis de dificuldade na escolha das missões também, o que pode aumentar o replay do jogo.

Agora sobre as mudanças que ocorreram entre o primeiro e o segundo jogo… Fiquei feliz em ver boa parte da mecânica do primeiro game, associada a algumas mudanças bem-vindas! Agora existe o cristal amarelo, que torna a coleta de cristais mais eficiente. Existem também melhorias em relação as unidades e construções antigas. Estruturas de recrutamento de unidades podem ter acoplado a elas um reator, que permite que mais de uma unidade seja treinada ao mesmo tempo. Só que impossibilita que ela seja acoplado, por exemplo, ao laboratório técnico que permite a construção de unidades mais diversificadas.

Concluindo…

Pelo pouco que pude jogar, estou me divertindo bastante com este jogo. É bom rever antigos personagens e controlar as velhas unidades. Os novos personagens estão bem caracterizados e são carismáticos. Enfim… Quem gosta de um bom RTS possui grandes chance de adorar Starcraft II: Wings of Liberty!

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Raphael Meltoh

Bio: Gamer desde a infância, mas precisamente desde os 5 anos. Amo séries (comecei pela influência de Lost), e animes. Jogador de RPG e apaixonado por cinema. Descobri recentemente também o gosto por HQ's. Ah! E é claro, fã confesso de Phoenix Wright!
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