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Sand Land | Matando a saudade do jeitão Akira Toriyama de fazer mangás! (Impressões)

Estava trabalhando/curtindo em um evento Otaku em minha cidade e aproveitei para comprar algumas coisas novas, completar coleções, etc.

Já tenho outros “mangás únicos” do Akira Toriyama e resolvi experimentar mais essa dose com Sand Land – indicado efusivamente por um funcionário!

Não escondo minha admiração por esse mestre dos mangás, não só por ter criado o gigantesco e megalomaniaco Dragon Ball (em todos os sentidos), mas, por ter um jeito próprio, um traço inconfundível, um humor peculiar e uma criatividade para cenas esquisitas e velhos tarados !

Ansiosamente, abri o meu mangá e comecei a ler assim que pude! Logo no prefácio o próprio Akira Toriyama já diz tudo:  “Desta vez eu tinha decidido que iria fazer uma história sobre velhos e tanques de guerra, dos quais curtiria pessoalmente (pelo menos deveria) e comecei esta minissérie.”.

Mas, Sand Land é um pouco mais que isso…


sand land

Sand Land se passa em um futuro pós apocalíptico, após constantes guerras entre a humanidade, que devastaram todo o Planeta, deixando apenas um território estéril como base para os habitantes que restaram…

A loucura começa logo nas primeiras páginas, quando vemos o Beelzebub, filho do róprio Satan (não nosso glorioso Mr. Satan – o chifrudo mesmo!) roubando água de um veículo oficial. Beelzebub é uma criança, chifruda e com rabo (claro) e conta com alguns companheiros demônios no mínimo t]ao engraçados, figuras tão “legais”, que a gente passa a torcer por eles, na mesma hora.

Nessa terra inóspita, habitam outros seres não humanos, além dos demônios. Temos também os “fofinhos” (eu achei) Pitch. E também temos humanos bizarros, gigantes, fortes demais, pequenos demais, rápidos demais – a família de sunga, os Swimmers (nadadores).

Todos os personagens têm nomes esquisitos e, grande parte, algo em inglês: Thief (ladrão), o demônio velho que acompanha Beelzebub em sua aventura principal; Pike (peixe de água doce), Guppy (pequeno peixe de aquário), Shark (tubarão) e assim por diante…

Bom, a história de fato começa quando um homem aparece na casa dos demônios para solicitar ajuda para encontrar uma suposta fonte de água. Como atualmente o Rei (um gordo com um bigode rídiculo – bem caricato) e o exército detém toda a água, a vendem por preços absurdos, craindo uma população pobre e submissa…

E, como os demônios também bebem água e Beelzebub não é tão mal assim, eles decidem ajudar, em troca de se mudarem para o local, quando encontrado. Além disso, Beelzebub foi convencido de uma maneira “ultranerd”, que não vale contar para não estragar para quem não leu!

Assim eles começam a jornada e boas surpresas e revelações aparecem, possíveis vilões, que se tornam aliados, a verdade sobre a tal guerra e dizimação de todos, conflitos, conspirações e aquela boa e velha lição para a humanidade, largamente utilizada em muitos mangás.

Legal é o humor maluco do Akira Toriyama que coloca os demônios para dirigirem carros e tanques de guerra. As cenas de ação e o respeito exercido pelo tal homem que pediu ajuda (Lao) também são bem “tocantes”, digamos assim.

Os veículos, todos eles, naves, carros, caminhões, tanques, são todos sensacionais! Junto com o cenário, tudo se completa. Nesse quesito, Akira Toriyama é imbatível – queria até ver um carro real com um design dele, ia ser bem doido, hein? Redondo, oval, tudo ia ser possível!

San Land foi craido em 2000 e publicado originalmente em 14 capítulos da Shonen Jump. Em seguida, republicado, como um volume único, com qualidade melhor de papel e impressão, com acontece com as obras de sucesso no Japão.

No Brasil, foi publicado pela extinta Conrad (em 2006) – cheio de partes cortadas, até mesmo em cima de diálogos… em 217 páginas.

Hoje é facilmente encontrado por R$11,00. Por que vale a pena? Ora, é Akira Toriyama, é uma história divertida, com um final bem legal, para cima, cheia de lições, mas, ao mesmo tempo despretensiosa… Então, se a gente paga até R$16 em um sanduíche, por que nã investir am algo assim? XD

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Pedro Duarte

Jornalista apaixonado por todas as coisas que existem. Deve ser isso! Não há nada de novo que não demonstre interesse imediato em conhecer: ler, assistir, escutar, experimentar. Tentando viver um pouquinho de tudo por dia e passar a experiência aos nossos leitores!
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