Infinite Stratos mostra seu potencial mas é morno em sua estréia? (Mangá X Anime)

IS para encurtar. Infinite Stratos. Um tipo de roupa mecânica desenvolvida por cientistas que supera as especificações de qualquer máquina de guerra existente. Mas existe uma peculiaridade: ela só responde à mulheres. Ou seja só pode ser utilizado pelas mesmas. IS começa com um interessante conceito, que é até meio diferente do que vejo nos animes do estilo. Na verdade não sei se posso me referir ao estilo do anime como “Mecha” até porque estão mais para trajes pilotáveis e manuseáveis, como super armaduras do que Gundams ou coisas do tipo.

A história por trás da obra toda é muito recente. Começa com uma Light Novel com 6 volumes – Aliás, muitas animes este ano estão vindo delas praticamente, pois se percebermos a maioria dos mangás que deram origem não se encontram nem com 3 volumes acabados, essa já é uma tendência que vem ocorrendo faz um tempinho, não? –  que começou publicada em 2009, que deu origem ao mangá de mesmo nome que começou a ser publicado na revista Monthly Comic Alive um ano depois, e conta com um volume. O estúdio responsável é o 8-bits, o  qual não conheço muito.

O primeiro episódio começa  à toda velocidade com uma batalha entre os tais IS. Podemos rapidamente perceber que são um garoto e outras garotas contra um único IS. Nota-se que o IS solo, não tem uma pessoa o controlando, ou esta pessoa não mostra o rosto, cuberdo pela armadura, não dá pra saber. A batalha inicial é bem legal, e até fiquei espantado do anime começar assim pegando fogo.

Depois da abertura – que gostei muito do toque meio anime dos anos 90 que a música deu pra mim, não sei se isso foi coisa da minha cabeça – temos cenas de calmaria na academia IS. Hã? Pra onde foi aqueles tiros e golpes lá do início? Gostei muito disto, valeu o episódio inteiro. Infinite Stratos mostra com poucos segundos de anime o que é, e deixa o espectador querendo ver o resto da batalha inicial que provavelmente só deverá continuar bem mais pra frente.

O título do anime, “Minha classe só tem garotas” (na hora lembrei de Negima, como não lembrar), e a batalha inicial só com o protagonista e várias garotas, a abertura, tudo converge para um ponto: Harem. Pra quem não sabe, é o genêro principal de obras como Love Hina, Negima, Rosario+Vampire, Ichigo 100% (Morango 100% pela Panini), ou seja um protagonista rodeado por garotas. Eu acho que este estilo, quando bem trabalhado, é sempre bem cômico e gera uma válvula de escape das lutas e tensões da parcela Shonen que vem acompanhada neste tipo de anime/mangá.

Temos a seguir alguns conceitos e apresentações de personagens. As piadas foram leves e clássicas, ri em muitas delas devo admitir. Orimura, o protagonista, se revela o único homem no mundo a conseguir pilotar um IS, o que foi notícia mundial, e culminou na sua entrada, não muito explicada no anime, na academia.

Houki Shinonono (nota: lembrar que são 3 “no”, sério, isso confunde pra caramba, vou chamar de Houki mesmo), a  amiga de infância de Orimura, que é campeã de Kendô, também é aluna do tal colégio, e tem uma quedinha pelo protagonista, mas sua personalidade orgulhosa não a deixa adimitir isto. A personalidade de Orimura segue a cartilha Shonen. A palavra “Shonen” em japonês, se não me engano, pode significar “coração puro” e é nesta base de protagonista “escolhido” gentil que ele é construído.

Cicilia Alcott, candidata a representante nacional pela Inglaterra. Gostei deste conceito de representante nacional de piloto de IS, daí dá pra tirar mais um monte de garotas fortes para desenvolver ao longo do anime, e fazer um diferencial de força entre os pilotos em geral. Me pergunto se mais algum representante dará as caras na academia, até porque seria estranho se algo do tipo não acontecer já que é aparentemente a única focada em ISs.

Esqueci de comentar sobre a irmã do Orimura. Chifuyu parece cumprir o papel de “mestre” do protagonista muito bem, e o adendo de ser a irmã gera algumas cenas engraçadas. Decisão acertada na minha opinião. No anime a história do sumiço da irmã na casa do Ichika ficou meio solta pra mim, achei tremendamente desnecessária. No mangá não tem nada disso, ela aparece, na casa do irmão e ninguém se refere a tal sumiço.

No mangá as coisas são bem mais limpas, e claras, não fica estas coisas meio-explicadas como no anime. Fica claro que o Orimura entrou na academia porque não queria virar rato de laboratório do governo, pois aparentemente estando treinando, não poderia ser retirado de suas obrigações escolares. Ele não tem muito interesse pela escola também, e isto explica a atitude de todo o primeiro episódio.

Nas primeiras páginas tem até uma rápida passagem de como Orimura entrou/encontrou pela primeira vez com um IS e como ele soube pilotá-lo, segundo ele

Eu o toquei, e minha mente foi invadida por informações

Senti que poderia fazer coisas que não poderia antes…

Foi algo que deu um tchã a mais nessa história toda de ser o único homem a conseguir pilotar um IS, mostrando que foi algo meio “fora do comum”, “misterioso”.

Aparece até uma personagem nova Lin Yin Fang que só entra para escola depois de ver o noticiário com Ichika, ela até chegou a recusar um convite para estudar na escola. Quanto ao traço está tudo bem fiel ao mangá, salvo alguns toques que claro sempre se perdem. Não sei se foi porque vi o episódio primeiro mais achei as coisas mais bonitas na versão animada, quanto aos designs.

Também temos Cecile mostrando a inveja por Ichika desde que o viu no noticiário, o que provavelmente levou-a a falar com ele daquele jeito. Gostei muito desta passagem no anime aliás, Orimura saiu do posto de bobão, e começou a aparentar algum carisma, desafiando depois ela para um duelo que decidirá no segundo episódio quem será o representante da turma.

No primeiro capítulo é dado mais uma visão geral da coisa, o anime já tem uma pegada mais dinâmica e empolgante, apesar de minar um pouco as informações por isto.

Infinite Stratos é divertido e pode chegar a empolgar como empolgou nos primeiros minutos da batalha que abre o anime, mas o começo foi morno, se não fosse pela entrada bacana do anime acho que as expectativas seriam diferentes.

O 1° episódio peguei lá na PUNCH, que já disponibilizou o segundo aliás, e que estou doido pra ver como será a primeira batalha. Já o capítulo 00: The Night Before do mangá em li em inglês pela Simple Scans, realmente não sei se algum scanlator fez a tradução para o português. Infelizmente o pessoal da Simple está sem tradutor & cleaner para a série, o primeiro capítulo foi só de farra mesmo por causa do lançamento do anime, uma pena pois gostaria de comparar as duas obras.

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17 Comentários

  1. Não gostei não.
    Já não consegui levar a sério a luta do começo com um monte de menininha e um muleque no meio. Se tem um motivo pra só mulher pilotar iS não quis saber. Professora delicadinha não convence -aliás parece a mema personagem que tem em Gosick!-, e muito bobinho essa coisa toda com a Cecile. Pra mim o principal é um bobão sim, visual fraco e fobia de mulher.

    Só dei uma olhadinha no segundo episódio por curiosidade porque já tinha decidido que não ia acompanhar. Quanto blablabla na luta…

    1. Pô Red o genêro principal do anime é Harem se tu não curte nem adianta XD
      Apesar de ser um harem mediano, e não chegar aos pés de outras obras harem-shonen como Negima…

      1. Como não, 100% Morango na veia! xD
        O Manaka convence, é hilário demais ele pensando em sacanagem ao memo tempo em como é tudo tão avançado pra ele, não é só “UAAAAA SOCORRO, UMA MENINA!!”
        Único “harem” que gosto – bom fora ele vontade memo só tive de ver To Love-ru, porque não procuro por gêneros, e achei um saco também.

        Mas falando sério, nem sabia que a intenção desse infinite Stratos era ser harem. xD
        Agora que acho mais falho ainda! 8D

    1. ” o capítulo 00: The Night Before do mangá em li em inglês pela Simple Scans, realmente não sei se algum scanlator fez a tradução para o português.”
      tem no Manga-Fox também =]

  2. o anime não me empolgou muito em seu primeiro episódio mas por se tratar somente de um episódio inicial irei continuar acompanhando para formar uma melhor opinião

    1. vi o segundo episódio e realmente não me empolgou nem nas partes de batalha acho que só continuarei assistindo para passar o tempo quando não tiver absolutamente nada para fazer

      1. Eu estou assistindo sem compromisso algum também, só continuo assistindo por que tenho esperanças de que pode melhorar, e o anime estranhamente me atrai…

  3. Fiquei um pouco empolgado com o primeiro episódio, mas o segundo contribuiu para confirmar meus temores: um novo Star Driver. Para quem não conhece, é uma série recente que de fato prometia e continua criando umas expectativas legais, mas no geral ignora tudo isso para virar um harém/anime escolar medíocre com algumas lutas entre mechas de poucos minutos/segundos para chamar a atenção.

    O pior é que, agora que já está na metade, não faz muito sentido abandonar Star Driver a esta altura do campeonato. Por isso vou dar só mais duas ou três chances a IS.

  4. Unico homem que pilota…. -____-‘ de novo essas historinhas, os mangakas podiam ter um pouco de bom senso. Sente uma necessidade de explicar o pq de um homem estar cercado por varias mulheres e apelam sempre para a mesma ideia.
    Vou baixar e ver como é o anime, pena o design dele estar tão comum. Curti mais a imagem que finalizou o post.

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