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Especial: Paperinik Cult, a revista italiana do Superpato! Impressões Completas! [Muitas Fotos]

Sexta-feira da semana passada recebi meu primeiro exemplar, como assinante internacional, da revista italiana chamada Paperinik Cult. Não é a primeira vez que menciono essa revista aqui no blog, em junho do ano passado eu já estava de olho na mesma (leia mais aqui). Demorou, mas finalmente juntei algumas economias e fiz a assinatura. Depois do continue falo mais de como foi o processo de assinatura, o custo e a quanto tempo tudo levou.

E também muitas fotos para mostrar para os leitores daqui o quão bacana é tal publicação. Com o verdadeiro formato pocket, papel branquinho, informações em sumário, lombada quadrada de qualidade e muitos outros detalhes que me impressionaram. E a inevitável comparação com nossas revistas aqui do Brasil.

Antes de continuar, só para lhe posicionar nos nomes, mas na Itália o Pato Donald é chamado de Paperino, sua versão super-heróica conhecida no Brasil como Superpato, por lá é chamado de Paperinik.

Formato Pocket!

A primeira coisa que me despertou admiração na revista foi logo quando a vi na minha caixa do correio em casa. Eu já sabia que ela era menor que as outras publicações italianas através de comentários de pessoas na internet, mas uma coisa é ler que ela é em formato pocket, outra é ver com os próprios olhos o tamaninho da mesma. Ainda mais sabendo o formato que a Abril publica aqui no Brasil o que ela chama de “Minnie Pocket Love”. Paperinik Cult é realmente pocket, cabe em qualquer bolso, e ainda assim, a leitura dos quadros das histórias é muito agradável, o fato dela ser menorzinha, em nada compromete a qualidade visual das histórias. Só a torna prática para lever para qualquer lugar.

Da esquerda para direita: Pura Risada com Mickey (Formato Americano), Clássicos da Literatura Disney (Formato Livro), Pato Donald (Clássico Formatinho), Minnie Pocket Love (Falso Pocket) e Paperinik Cult (Verdadeiro Pocket)

Essa coisa de tamanho realmente me conquistou. Eu já coleciono as edições de tirinhas da LPM Pocket (link), mas não é a mesma coisa, já que as tiras nessa coleção são duas por página, e é preciso virar a revista para ler. Esse formato da Paperinik me lembra muito o extinto Gibizinho da Mônica (link), só que pouca coisa maior. As dimensões da Paperinik Cult são 11,5 cm x 16,5 cm.

E ter uma revista neste tamanho é prático mesmo. Quando Minnie Pocket Love foi lançado a alguns meses atrás, uma das minhas reclamações foi justamente em relação ao tamanho dela para ser chamada de “Pocket”. Não tem nada de edição de bolso nela. Em geral quando preciso ir a algum lugar que sei que enfrentarei fila, como banco ou supermercado, se levo alguma revista Disney da Editora Abril, eu preciso levá-la na mão, já que não dá para colocar em nenhum bolso, ou se estou de mochila, vai dentro da mochila. Já a Paperinik Cult realmente cada no bolso de calças jeans, bermudas e calças sociais. Testado e aprovado!

É um formato que com certeza deveria ser mais comum aqui no Brasil. Por que será que as Editoras não curtem o mesmo? Acham que por serem pequenininhas demais, as revistas vão ficar escondidas no meio das outras publicações nas caóticas bancas de jornal? Ou porque encadernar revistas asssim dá trabalho demais, já que todo cuidado é pouco com layout, letras dos balões e lombada quadrada bem firme? Sinceramente não sei. Mas que é lamentável, é.

Na minha opinião, toda revista de republicações deveriam ser criada em formato pocket. Mais barato pro bolso e mais prático para leitura. Deixando para formatinho ou formato americano, as histórias inéditas, para serem apreciadas no formato original (ou quase).

Sumário e Conteúdo!

Em uma única página da revista, o sumário traz o nome de todas as histórias da edição, os roteiristas e desenhistas de cada uma, informam também se é inédita ou, se não for, quando foi a primeira vez que a mesma foi publicada no país. Uma lição para nossa Disney BIG?

Recentemente o Editor dos quadrinhos Disney no Brasil, Paulo Maffia, comentou numa entrevista em vídeo (aqui o link), que as edições brasileiras de republicações não informavam a data de origem das histórias por falta de espaço (mesmo que Disney BIG use um sumário de duas páginas inteiras? Sei…). Pois é, Paperinik Cult mostra que espaço não é desculpa para omitir informações aos leitores. A revista tem um sumário e nela tem todas as informações básicas. Veja a imagem acima.

Claro que a ideia de informar quando foi a primeira vez que a história foi publicada na Itália, ao invés de informar quando ela foi produzida não chega a ser um problema para eles, já que quase todas as histórias da edição, com exceção de duas, a primeira (inédita) e a quarta história feito na França, são produzidas lá, a data de publicação delas são a mesma que a data de produção. A duas gafes então do sumário acaba sendo com a história inédita, produzida na Disney Dinamarca, que apesar de dar os créditos aos artistas envolvidos na produção da história, não informa o ano de produção da mesma. Quanto a história francesa, Paperinik e la Cara Corona (Superpato e a Querida Coroa, inédita por aqui), a revista informa que a primeira vez que ela saiu na Itália foi em 1995, mas seria muito mais importante, na minha opinião, informar que a mesma foi produzida em 1987 (Inducks).

Aqui no Brasil um sumário com a data de publicação de histórias republicadas seria falho neste formato. Por aqui, como as histórias chegam com anos de atraso, as vezes até décadas, o ano de produção e o ano de publicação podem ser muito diferentes. Basta ver o material dos anos 70 do Jerry Siegel que anda saindo atualmente na revista do Tio Patinhas por aqui pela primeira vez. Por aqui, nossas revistas precisam informar o ano de produção das histórias. Sendo o ideal informar ambas: “produzida em _____” e “publicado pela 1ª vez em __________”.

O diferencial talvez para o sumário italiano de Paperinik Cult para o nosso modelo brasileiro seja a sinopse das histórias. Aqui os sumários de Disney BIG e Minnie Pocket Love possuem as sinopses da histórias. Alias, você lê estas sinopses? Eu não! Ora, já comprei a revista, por que diabos eu vou ler o plot de cada história antes de começar a ler as mesmas? Talvez a informação seja interessante se você está na banca folheando a revista, mas novamente, entre ler as sinopses a folhear o volume nas bancas, prefiro folhear.

Enfim, gostei ao menos da sinceridade do sumário italiano. Que deixa bem claro que trata-se de uma revista de republicação, sendo a história inédita, apenas um bônus da revista. Diferente do Disney BIG nacional, que por não informar nada, o leitor novato não sabe se está comprando uma revista com histórias mistas, inéditas e republicadas, ou apenas de inéditas ou apenas de republicações. É isso que não gosto das revistas de republicações da Abril atualmente.

Esta edição, de número 69, fecha a Saga dos Superinimigos, que durou 4 edições. Sempre mostrando duas histórias por revista com o Superpato combatendo um supervilão (numa dobradinha de duas histórias). Ao todo foram oito histórias, todas ainda inéditas no Brasil. Este volume mostra o vilão Sr. Invisível em duas histórias. Saga produzida na Itália.

As outras duas histórias do universo normal do personagem (já vou explicar porque “normal”) são as que mencionei ao falar do sumário. A inédita da Dinamarca, que já saiu no Brasil no especial 40 anos do Superpato em 2009, O Som do Crime. E a francesa, La Cara Corona, é inédita por aqui.

Uma curiosidade interessante é que antigamente era comum os estúdios mexerem no layout das histórias, diminuindo ou aumentando o número de quadros por páginas. Fazendo as adaptações para cada tipo de mercado. Hoje em dia, as histórias saem no formato original. Por exemplo, na Itália é comum as histórias possuem 3 linhas de quadros por página, enquanto no Brasil, França e Dinamarca, são 4 linhas de quadro por página. Por isso, a história inédita da Dinamarca, como está saindo agora por lá, não possui layout remexido, saindo na forma como foi criada, com 4 linhas. No formato pocket dá uma certa diferença, pois os quadros ficam menores que o padrão italiano. Não que isso comprometa a leitura, mas as italianas ficam realmente melhores nesse formato.

Já a história francesa, como saiu por lá em 1995 pela primeira vez, apresenta layout alterado, mudando de 4 quadros por linhas para o padrão italiano. Nem parece que ela foi feita na França. Só fui perceber esse detalhe quando olhei o volume no Inducks. Ela realmente ficou com visual de história dos estúdios italianos. Isso é um ponto negativo? Não sei dizer, pois achei que ela combina muito mais no formato da revista do que a historia da Dinamarca.

Paperinik Cult tem atualmente 196 páginas. Sendo que ela já teve 244 e 228 páginas no passado. Isso significa que a revista está mal das pernas? Sinceramente não sei dizer. Eu sei que ela é uma reformulação da antiga Paperinik (sem “Cult” no nome), que foi publicado na Itália entre Abril de 1993 até Abril de 2005, durando 139 edições. Logo no mês seguinte ao cancelamento dessa revista, surgiu a Paperinik Cult, que vem sendo publicado por lá desde então. Dá para dizer que desde 1993, a quase duas décadas, o Superpato tem uma revista solo por lá. Então espero que continue por muito mais anos.

O Universo Alternativo em Pocket!

Universo Alternativo e Clássico numa única revista sem confundir leitores? Claro que é possível, basta uma simples página explicativa, como esta acima.

Meu primeiro assunto Disney aqui no Portallos, lááá no começo de tudo, foi o Projeto SPNA, que apresentava as histórias da série Super Pato Novas Aventuras. Aqui no Brasil foram seis edições lançadas em 1998, até que a revista foi cancelada (injustamente). Na Itália, este universo alternativo durou por anos, foram 50 edições, mais especiais e depois mais dois spin-offs, que também duraram dezenas de edições, de universos alternativos com base na primeira série criada. É um universo riquíssimo, que apresenta uma nova origem para o Superpato, num clima de invasão alienígena do tipo sci-fi, com personagens e situações para um publico de maior faixa etária. Quem nunca leu algo dessa série mal sabe o que está perdendo (e se procurar com calma aqui no blog, poderá ler as seis edições lançadas no Brasil em 1998).

O caso é que a Itália tem mesmo estas produções de luxo com personagens Disney. O mesmo foi feito com Mickey, em séries como Mickey X e Mickey Mouse Mistery Magazine. Esta última do Mickey eu baixei a versão italiana a algumas semanas atrás e posso dizer que é uma das coisas mais brilhantes que já vi com o Mickey, uma pena mesmo que até mesmo a Disney tenha ficado incomodado com o modo sombrio da narrativa com seu personagem mascote.

Por anos pedi para a Abril para rever a série do Superpato e lança-la novamente no Brasil. Mas sempre tive repostas desanimadoras sobre a possibilidade de retorno desta série. O caso é que na minha opinião, a Abril nunca soube lidar com estas séries. As revistas em que elas saiam, era em formato americano, com preço caro para a época. Por mim, estas histórias deveria sair em encadernados ou em mix, como as revistas de superheróis da Panini. Mickey e Donald juntos num volume. Ou então, como temos aqui neste pocket, dividindo o universo clássico, com este alternativo (e moderno), precisando apenas de uma página explicativa dizendo que é um material especial, fora da cronologia clássica.

Enfim, retornando a Paperinik Cult. A revista italiano no começo não tinha este material. Foi a partir da edição 50 que se começou a republicar a saga de Pikappa, como é o nome desta série por lá. Esta na verdade é a terceira série alternativa do Superpato. Neste volume 69, estão reproduzidos as historias das edições 25 e 26 do original, sendo que essa série teve 32 edições. Começo a ler ela chegando ao fim. Mas tudo bem, ela é muito divertida e bem desenhada. Aqui no Brasil, esta série, Pikappa, chegou a ter duas edições, é a extinta Donald Super, que intercalou as bancas com Mickey X, antes do fatídico cancelamento. Não é para menos, lançar a terceira série do Superpato, sem ter concluido a primeira em 1998 não foi nem um pouco inteligente.

Não é toda edição de Paperinik Cult que vem com metade do volume dedicado a Pikappa. As vezes sai apenas uma unica edição do original. Talvez estejam publicando de duas em duas edições porque esteja chegando ao fim. Se continuar nesse ritmo, em Abril deste ano, a revista terminar de republicar toda a série, chegando na edição 32 dela. E aí abre mais uma vaga no pocket para outra série (a primeira e segunda série alternativa não foram republicadas na Cult) ou o retorno do universo clássico na íntegra no pocket. É esperar pra ver.

O legal de ver Pikappa numa revista pocket é que apesar das histórias serem concebidas para o formato americano, elas ficam ótimas no pocket. Paginas duplas, paginas de fundo preto, paginas de quadros sem a borda branca. Tudo isso deixa o visual da Paperinik Cult moderna e atual. Os desenhos e quadrinização dessa série é um colírio para os olhos. Basta ver as fotos das páginas desta série que estou expondo aqui na matéria. Parece combinar muito bem com o formato de bolso da revista no final das contas. São quadrinhos Disney que você não vê em edições normais da revista. Por que isso não faz sucesso no resto do mundo? Pura falta de marketing e estratégia da Disney Itália, além da própria Disney em si, não animar estas séries em desenhos animados para a TV, como a DC e Marvel fazem atualmente. A própria Disney as vezes mata seus personagens e mascotes mais clássicos ao temer qualquer reforma nos mesmos.

Encadernação e Papel Branquinho!

Esta foto acima é interessante. Repare como a página da Paperinik Cult é mais branquinha que a revista que está abaixo dela. A revista no caso é a Pato Donald (Jan/2011) aqui do Brasil. Até a minha mesa que está apoiando as revistas é mais branca que a revista do nacional do Donald. E papel branquinho é muito mais bonito, pow! E a gramatura do papel destas duas revistas não parecem ter diferença pra mim. Só para não ser injusto, nem toda a revista da Editora Abril é assim. Clássicos da Literatura Disney tem papel branquinho e Pura Risada com o Mickey é aquele papel especial (off-set, se não errei o nome). Mas as revistas de da linha mais comum da editora brasileira realmente não apresentam a mesma brancura de papel. O branco do papel da Paperinik Cult ressalta os desenhos, deixando-os mais vivos.

Quanto a encadernação, não tenho nada a reclamar. É exatamente assim que uma lombada quadrada deve ser. Bem colada e sem riscos aparentes de que a revista vá “quebrar”. A capa, cartonada (sem ser grossa demais, é uma gramatura ideal) também é envernizada, protegendo o conteúdo, dando resistencia a lombada, e dá aquele brilho para a revista. Como a gramatura da capa não é tão grossa, a revista não fica deformada depois de algumas leituras, ela fica sim levemente levantada, como na imagem acima, mas não deforma mais do que isso. É uma qualidade muito boa de papel. Mas um detalhe, por ser duzentas páginas de revista, ela tem aquela tendência de ficar “estralando”.

A lateral da revista também é bacana. Contéundo o nome da mesma, o rosto do Superpato, o logo da Disney e o número da edição.  Daqui algum tempo, quando eu tiver mais edição, vai ficar bonitinho no armário empilhadas uma ao lado da outra. Queria que a Disney BIG brasileira tivesse algo assim na sua lateral, principalmente a numeração.

Só para terminar as fotos, acima a imagem que fecha a edição, a famosa página de expediente. Com as informações editoriais dos responsáveis pela revista e da editora. O quadro azul claro no começo da página é o mais interessante, pois mostra os envolvidos direto na produção da edição, deixando bem claro o papel de cada um dentro da revista. Também há a informação de site e para assinar a revista. Existe tambem a informação para correpondência, mas a revista, ao menos nesta edição, não tem sessão de cartas, o que é uma pena e também uma falha. Na minha opinião, toda revista deveria ter uma sessão de leitores. Uma curiosidade é a propaganda ao lado da imagem, um especial de inverno do Donald. Lá na Itália também é comum a criação de edições especiais, com um bom volume de página, com histórias já publicadas ao longo dos anos. Aqui no Brasil a Editora Abril começou brevemente essa política em 2009 ao lançar três especiais (Ducktales, Superpato e Mickey Murry), mas em 2010, devido a coleção Clássicos da Literatura Disney, os especiais sumiram. Para 2011 existe a promessa do retorno dos mesmo, já sendo os primeiros com Donald Duplo e Morcego Vermelho.

Por fim, mais uma curiosidade, a página ao lado é outra propaganda da revista. Agora é a chamada para uma edição da Topolino (como o Mickey é chamado na Itália), onde mostra a edição que tem uma paródia de Tron (essa história deve sair no Brasil em breve segundo o Maffia), mas o que desperta a atenção mesmo é o “brinde” da edição, o boneco MickeyTron. Usei aspas para falar brinde porque na verdade esse item não vem de graça na edição. Segundo a propaganda, o leitor compra a revista e paga mais 7 euros e aí sim leva o bonequinho. Sai quase três vezes o valor da edição, mas é um item de colecionador. Bacana. Essse gadget, como ouço alguns chamarem na internet, são comuns na revista Topolino. Para importar para o Brasil sairia muito caro, segundo uma entrevista velha do Maffia dada ao programa AllTV. Uma pena, pois com certeza muitos fãs devem se interessar por itens deste tipo. Mas nem eu sei dizer se toparia pagar mais por uma revista com um brinde assim, sem mencionar que colocar um item assim como opcional nas bancas do país é confuso demais para os jornaleiros acredito. Nem sei como é feito na Italia nesse sentido.

Como assinar?

Para completar a matéria falta apenas explicar como realizar a assinatura internacional. Antes de mais nada é preciso ter um cartão internacional. O sistema também aceita Pay Pal, mas para isso também se faz necessário cartão internacional, não? (Faz anos que não mexo com Pay Pal). O responsável pelas assinaturas dos quadrinhos Disney na Itália não é a Editora Disney em si, mas uma empresa chamada Mondadori. Não sei qual é a relação entre ambas por lá, mas sei que são empresas distintas. Não que isso reflita em alguma coisa na hora de assinar, é apenas mais uma curiosidade.

A assinatura pode ser feita acessando esta página. Dentro do link existem muitas opções, mas para você não ficar perdido, as publicações Disney estão em “Children & Comics“. Entre as opções estão Topolino, Paperinik Cult, I Classici Disney, Paperino e I Grandi Classici Disney. São as revistas mais famosas e mais antigas da linha Disney. Infelizmente a Disney BIG italiana não está na relação, muito menos a luxuosa revista Tesori Disney, mas futuramente eu pretendo falar sobre todas aqui no blog com mais detalhes.

E prepare para ficar assustado com o frete internacional, que é quase o valor da assinatura, que no geral é até barato. Colocando os números na calculadora, minha assinatura de Paperinik Cult ficou em R$ 132 à vista (não é possível parcelar), já com o envio internacional. Foram cinquenta e poucos euros, como o Euro vale mais do que o Dólar, acabou ficando neste valor. Ainda não é uma valor alto na minha opinião. Acabou ficando R$ 11 por edição, numa assinatura anual com 12 edições.

Minha ideia inicial era assinar a Topolino, mas como ela é uma revista semanal, com 52 edições por ano, tanto a assinatura quanto o frete internacional é muito alto. Na calculadora quando fiz os calculos no final do ano passado, dava mais de quatrocentos reais. Aí não tem como, né? Mesmo que no fim, cada edição uma acabaria saindo em torno de R$ 9. Pagaria se pudesse parcelar, mas como não existe esta opção na página, acabei desistindo. Futuramente pretendo assinar I Classici Disney, que assim como a do Paperinik Cult, é mensal e por isso, mais em conta.

E pode esperar sentado por um contato depois de assinar. Eu fiz a assinatura no final de novembro do ano passado. Foram duas semanas para a Mondadori entrar em contato e me dizer que a assinatura tinha sido realizada. Eu já sabia que tinha dado certo porque olhei a fatura do meu cartão de crédito, mas ainda assim, estava em duvida se ia mesmo funcionar a assinatura. Como demorou duas semanas pelo contato, já está vamos no meio de Dezembro, e com isso, só passaria a receber a revista em Janeiro de 2011. Sem problemas pra mim.

Um outro detalhe é que após a compra da revista e do primeiro contato da editora, é bom fazer um novo contato, pedindo para confirmarem o endereço. Pois no site da assinatura, não tem campo para CEP. Existe o Zip postal ou algo assim, mas só é permitido digitar 5 dígitos. O CEP brasileiro tem muito mais do que isso. Mandei meu endereço depois da confirmação da assinatura então. Recebi uma resposta três dias depois dizendo que haviam atualizado meu cadastro com o endereço correto. Ufa.

E a Paperinik Cult é lançada todo dia 05 de cada mês. Pra mim, ela só foi chegar no dia 28 de janeiro. Demora? Demora, afinal, envio internacional, alfandega brasileira, correios, etc. Não precisa ao menos se preocupar em ser taxado com imposto de importação, pois este tipo de produto é isento de tarifas.

Quanto a entrega, é feita pelo próprio Correios aqui do Brasil, que não pede por assinatura na hora da entrega, então não precisa ter ninguém na sua casa para assinar. A revista vem da mesma forma que as revistas via assinatura da Abril. Num plastico transparente, apenas com o endereço do assinante e remetente. Achei que talvez fosse vir num pacote escuro ou envelope de papelão, mas que nada. Mas a boa notícia é que ao menos neste primeira mês, a revista veio perfeitinha. Sem amassado, arranhado, embalagem danificada ou qualquer coisa que a danificasse. Viajou lá dá Itália até o Brasil e continua show. Como as fotos da matéria provam isso.

E termino por aqui pessoal. Espero que tenham achado interessante. Eu adoraria que o Brasil tivessem pockets de quadrinhos Disney assim. Vocês, não? Vou mandar um e-mail para a Editora Abril (DISNEY.ABRIL@atleitor.com.br) com o link desta matéria, afinal, quem sabe. Nos próximos meses, volto a falar por aqui sobre a Paperinik Cult sempre que receber uma edição interessante.

Obs: Ah, eu não sei italiano. Mas pow, é quadrinhos! Não é tão dificil assim entender. Mas na verdade andei lendo já a edição e algumas coisas são fáceis de entender em italiano e o resto, bem, se for muito necessário, eu corro no Google Tradutor e tiro a minha dúvida. XD

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e criador do saudoso (e extinto) Fórum NGM. Tenho 35 anos, sou formato em Direito, e vivo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Gosto de escrever e sempre estou sem tempo.
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