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Supernatural: As Almas do Purgatório, a Guerra Civil no Paraíso e Deus! [Season Finale] [6×21/6×22]

Supernatural: Os 21º e 22º episódios da 6ª temporada foram exibidos nos EUA dia 20 de Maio de 2011: “Let it Bleed“ e “The Man Who Knew Too Much”.

Enquanto isso no Brasil: Exibido pelo Warner Channel todas Quintas-Feiras às 21 horas. O episódio 6×22 ainda não foi exibido no Brasil pelo Warner Channel!

Aviso: Continue lendo apenas se você já assistiu os episódios 6×21 e 6×22 de Supernatural. Haverão spoilers!

Let It Bleed foi um episódio praticamente desperdiçado. A sexta temporada podia ter sido melhor. E o fim… não vou adiantar muito as conclusões. Afinal, houve episódios valiosos!

Não conhece o Papo de Série? Basta clicar aqui e ficar por dentro do projeto. Depois do “continue”, a gente conversa mais.

A Sexta Temporada foi Sobrenatural…

Primeiro, lamento pelo atraso em escrever esse Papo de Série. A falta de tempo nos últimos dias combinada com o “Eu Fui!” de Piratas do Caribe 4 que tomou o tempo que tinha livre não deixaram outra alternativa a não ser escrever sobre o fim da 6ª temporada de Supernatural duas semana mais tarde. Porém, vamos ao que interessa!

Depois de conhecer o dilema de Castiel, daquele episódio excelente e de qualidade cada vez menos frequente em Supernatural, fiquei entusiasmado com a proximidade do término da sexta temporada. Até no último PdS, demonstrei expectativas bastante positivas sobre a continuação. Parecia que a série entraria nos eixos para prosseguir com dignidade para a sétima temporada. Estava um pouco enganado.

6×21 Let It Bleed: Deixei Sangrar alguma Decepção

Let It Bleed foi mais um episódio de conexão. Ele ligou o drama apresentado em “The Man Who Would Be King” com o season finale. O maior problema foi terem se limitado a ocupar 45 minutos quase inutilmente. Reconheço, a atitude do Crowley ao raptar Ben e Lisa e ao confrontar Castiel serviu de gatilho para a revolta de Cas e para aprofundar o envolvimento dos Winchester com os planos do Purgatório. Contudo, foi basicamente só isso – um gatilho, um episódio básico causal. Não senti quase em momento nenhum, aquela curiosidade, aquela “adrenalina” e ânsia por ver o que aconteceria em seguida.

Nem mesmo a Lisa ou o Ben ajudaram. Desde o início, nunca gostei dessas personagens. Enfim, tolerava porque elas podiam revelar algum potencial futuro mas sempre pareceram ser irreais, meio artificiais. Por alguma razão, a Lisa e o Ben me transmitem a sensação de serem personagens figurantes, algo que maximiza o desenvolvimento do Dean como protagonista. À princípio eles sempre foram isso: um abrigo para o Dean.

Um elemento que realmente admirei no penúltimo episódio foi a história misteriosa de Lovecraft. Acho que não seria exagero dizer que isso foi o melhor do episódio. Mesmo que eles tenham mostrado o Lovecraft, contado detalhes sobre a reunião e o portal para o Purgatório, nada foi exatamente suficiente. Senti que havia mais potencial, que podiam ter aproveitado e feito algumas analepses para explorar melhor essa introdução. Aliás, tendo gasto tanto tempo no drama do rapto do Ben e da Lisa, havia tempo suficiente, se assim tivessem planejado, para fazer o tour pelo passado do escritor. Talvez ainda façam… na próxima temporada.

E claro, eles continuaram o drama entre Castiel e Dean. Isso compreendo e depois de assistir o fim da temporada, a insistência nesse drama, que por momentos pensei que estava ficando um pouco cíclico, fez bastante sentido. Quanto a Balthazar, foi interessante passarem ele para o lado do Dean e do Sam. E ainda não gostando da Lisa ou do Ben, fiquei tenso quando ela, possuída, se golpeou mortalmente. Só destaco que fiquei tenso, sim, pelo Dean.

Bem, todos que assistem a série sabem o que acontece quando alguém, importante, é golpeado mortalmente, ou melhor, fica no limiar, quase morrendo: Castiel, luz e cura (a receita do milagre em Supernatural). Isso é praticamente aquela solução fácil que usam sempre que não há tempo para desenvolver uma cura mais interessante ou que não encontram outra forma de evitar a morte evidente.

Sei que não é uma solução muito original, mas fiquei satisfeito com o “truque” que fizeram Castiel aplicar, fazendo Lisa e Ben esquecerem tudo relacionado ao Dean. Pelo menos não se limitaram a evitar a morte dela. Para ser sincero, fiquei contente com o modo como tiraram a Lisa e o Ben da história. Quer dizer, tiraram definitivamente? Não tem como ter certeza sobre isso, mas espero que não tragam eles de volta.

6×22 Season Finale: As Portas do Purgatório estão Abertas!

Felizmente ainda houve mais um episódio para reparar a parcial decepção do anterior, que também teve seus pequenos momentos de qualidade, e para finalizar a 6ª temporada. E esperando um season finale intenso, surpreendente e ótimo, “The Man Who Knew Too Much” ficou um pouco aquém das expectativas.

O início manteve a tradição com a recapitulação e o clássico “Carry On Wayward Son”. A emoção estava lá, como esteve nas outras temporadas. Mas, depois do início, entramos em um universo bizarro e estranho, revelando um clima de episódio normal. Pensei, nos primeiros minutos, que fariam um recuo no tempo para explicar melhor o contexto, mas a ideia era outra. E na verdade não era má, era até bem melhor.

Quando começou, pensei que estava tudo bem, que logo viria um desenvolvimento agitado. Depois de minutos, percebi que a maior parte do episódio seria com o Sam sem memória. Já nesse momento fiquei decepcionado. A minha esperança era que o regresso da memória viesse a solidificar alguma coisa. E só pensava sobre o Purgatório, claro. Mas não havia nada de Crowley ou de Castiel. Cheguei a ficar preocupado.

A Barreira da Alma do Sam foi Quebrada!

Entretanto, não posso reclamar já que o problema do Sam não era amnésia. Era algo de fato melhor: a descoberta do Sam torturado por Lúcifer e Miguel. Finalmente! Nunca pensei que fossem matar o Sam e por isso o Sam da Jaula sem barreiras impostas pela Morte me deixou mais interessado – se ele não morre, provavelmente não fica em coma para sempre, algo aconteceria. E aconteceu bastante coisa, só não tornou o episódio completo e com uma atmosfera de season finale. Gostei da exposição do Sam aos outros Sam’s interiores, reencontrámos o Sam sem Alma e até mesmo o Sam que lembrava das torturas sofridas na Jaula de Lúcifer. E isso achei bem feito.

Por fim, o último episódio foi bom. Bastou chegar mais perto do fim para que as peças se encaixassem. A morte de Balthazar intensificou a ação e também gostei da reviravolta que o Crowley causou ao envolver Rafael nos planos de Castiel. Durante o ritual, queria tanto ver o portal do Purgatório abrir e não foi possível ver nada porque nada se abriu. Esse foi um momento de tensão máxima. E logo em seguida, veio o fator surpresa: Castiel e as almas do Purgatório.

Essa temporada devia ser dedicada ao Castiel. Se analisarmos bem, tudo que aconteceu foi causado pela falta de estabilidade dele depois que o Apocalipse foi evitado. E o fim? Adorei quando Castiel regressou cheio de almas do Purgatório. Que enorme satisfação ver o Rafael ser destruído.

Qual o Destino da 7ª Temporada?

E tudo isso deixa no ar a questão: Castiel fez a escolha certa? Particularmente, não penso que havia uma escolha certa. Mais tarde ou mais cedo, Castiel seria destruído por Rafael e o Apocalipse aconteceria. Resta sabermos se Castiel será uma alternativa melhor ou pior. É possível que ele venha a ser o novo Lúcifer na minha opinião.

É engraçado pensar que, mesmo depois de tantas temporadas, os maiores vilões não foram realmente derrotados. Foram apenas expulsos, postos em Stand-By. Certamente, o Azazel, a Ruby, a Lilith, os outros demônios e criaturas sobrenaturais  devem estar, ou deveriam ter estado, no Purgatório. Calculo que ninguém realmente deixa de existir no universo criado. Eles só são transportados entre dimensões existenciais. E assim sendo, quase qualquer um pode regressar – nem que seja através de viagens no tempo. Lúcifer, por exemplo, só está preso assim como Miguel. Não mortos. E não ficaria surpreso se terminassem a série com um Apocalipse em que tudo entraria em confronto.

O paralelismo que fizeram quando Castiel apareceu no fim, poderosos como uma usina nuclear de almas, também criou suspeitas. Ele explodiu o Rafael como um estalo de dedos, tal como Lúcifer havia feito com ele. Acho que é uma ironia do destino. E ao mesmo tempo, fez lembrar o anjo dos demônios. Não pude evitar de imaginar um confronto entre Castiel e Lúcifer. Quem venceria?

Outro momento tenso foi quando Sam, fragilizado, apunhalou o Cas com a “estaca” dos anjos. Para mim, ele tinha morrido ali, na hora. Então, o primeiro acontecimento épico foi a sua sobrevivência. O segundo, foi a sua frieza e a sua declaração como o novo Deus. Será que isso será o suficiente para fazer o Deus criador fazer alguma coisa? Já ouvi dizerem que o Chuck podia voltar, se ele for mesmo Deus. Duvido que isso aconteça, mas como posso saber o futuro? Nunca pensei que Castiel pudesse ser um Deus ou o novo Lúcifer do Pós-Apocalipse!

Por outro lado, há sempre o passado de Lovecraft para instruir sobre o Purgatório. Algo que também me deixou pensativo foi a aparente impossibilidade de “matar” Castiel, que já não é um anjo, e a ligação das almas absorvidas por ele no Purgatório. A Eve está morta. E as almas supostamente presas ao Cas. Se o Vessel é destruído, as criaturas do Purgatório seriam, supostamente, libertas. Não seria errado dizer que isso equivaleria ao Apocalipse. As profecias não devem falhar, eu acho. Parece que seja como for, as escolhas levam sempre para o mesmo destino: o Apocalipse sempre está prestes a acontecer.

Há um Novo Deus na Terra e Menos um Anjo!

Enfim, a 6ª temporada de Supernatural terminou. E a temporada não foi tão péssima como havia previsto logo no horrível primeiro episódio. Ela teve seus episódios insubstituíveis. Todavia, os últimos episódios não superaram o “The Man Who Would Be King”. Acho que esse foi o episódio base para suportar tudo que aconteceu antes e depois. Simplesmente o melhor. Sem contar que permitiu conhecermos um lado de Castiel mais humano do que angelical.

Supernatural foi renovado para uma sétima temporada. A mudança de Castiel traz potencial, Crowley está vivo e Castiel já tem planos para ele. Há muito para ser explorado. Talvez a Morte ajude o Sam e o Dean mais uma vez. Ela própria disse que até Deus tem que morrer um dia nas suas mãos.

Não vejo como planejam terminar a série de forma a corresponder às altas expectativas de quem assistiu um excelente candidato à series finale na 5ª temporada, mas estou ansioso para descobrir. Acho que vale a pena. E aguardamos a próxima temporada!

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Araphawake

Gamer de nascença, entusiasta do YouTube, cinéfilo e sobrevivente de The Walking Dead. Adoro livros e penso demais nas coisas. Na vida pessoal sou extremamente nostálgico e exagerado. Quem não me compreende ou conhece pode achar que sou antipático.
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