RPG Book: Introdução ao RPG de Mesa!

Quem hoje conhece exclusivamente os RPG’s eletrônicos mal sabe o quão diferente eles são do RPG propriamente dito o qual inspirou todos eles. Isso porque muitos dos RPG’s eletrônicos ficam presos ao famoso estilo “level up” e a história acaba por ficar muitas vezes em segundo plano. Exceções existem, como Dragon Age que mexe com a possibilidade de que escolhas diferentes podem trazer resultados diferentes e Elder Scrolls onde o mundo vasto dá uma liberdade de ação maior nas decisões que o personagem toma, fazendo com que haja uma imersão maior no caráter “roleplaystico” da coisa.

Mas afinal, o que é RPG? A abreviação quer dizer Role Playing Game, e sua tradução resume bem o seu significado, jogo de Interpretação de Papéis. O RPG nada mais é do que um jogo em que você interpreta, como um ator, alguém que não é você, por mais diferente ou parecido que seja. E suas ações têm consequências no mundo fictício no qual o seu personagem está inserido, mundo este que por sua vez fica sob a responsabilidade de um outro componente importante, o Mestre, também conhecido como Dungeon Master (DM).

O tradicional RPG não se trata de ganhar, mas sim de contar uma história e conduzir ela através dos jogadores. Eles são a peça central da trama que gira ao redor deles. É como participar de um livro, onde o DM faz o papel de escritor e os jogadores que são os responsáveis por conduzir o rumo que ela vai tomar.

O DM define o mundo onde se passará o jogo, e são os jogadores que participam ativamente dele, interpretando os seus personagens e participando de aventuras e campanhas propostas pelo Mestre. Mas o que é uma aventura? O que é uma campanha? E antes disso, como se joga RPG? Pensando nisso, resolvi escrever um pequeno guia para ajudar aquelas pessoas que estão querendo começar a jogar, aquelas que nunca tiveram essa vontade mas estão a procura de um novo passatempo ou atividade de lazer, ou então aquelas que nunca ouviram falar de RPG. Porque, não tenham a menor dúvida, jogar RPG é muito divertido!

I – Interpretação

Para se jogar RPG, é necessário no mínimo dois componentes básicos, um Mestre e um, ou vários, jogadores. Como eu disse acima, o Mestre é aquele que vai narrar a história para os seus jogadores, é ele quem vai dizer o que o jogador encontrou ao abrir um baú, é ele quem vai dizer que grupo de criaturas acabou de emboscar os personagens no meio de uma floresta sombria. Ele também é o responsável por coordenar as ações dos PNJ’s (personagens não jogáveis) e sua relação com os PJ (personagens jogáveis). É ele quem vai arquitetar toda uma aventura, o que os jogadores vão encontrar enquanto percorrem os muros frios de um calabouço assombrado.

Ele quem dá as opções para onde ir, como ir, e para quê ir. Claro que ele não dá tudo de mão beijada. Os PJ’s que devem ir atrás. E aqui entra o principal elemento de todo RPG, a interpretação. Os PJ’s precisam interagir com o mundo criado pelo Mestre afim de saber mais sobre ele e sobre suas nuances, e então, agir de acordo com a situação. Os jogadores devem saber antes de mais nada, quem é o seu personagem, e agir de acordo com sua personalidade e características.

Por exemplo, é muito inadequado o bárbaro Grondar que passou a vida toda brandindo seu machado contra os inimigos da tribo, passar a comer educadamente a mesa, só porque um senhor nobre está em reunião com o seu grupo. O verdadeiro Grondar deveria ser barulhento, comer muito e mastigar de boca aberta, pouco ligando para cerimônias simbólicas.

Tudo depende como o PJ é, de suas características. Uma dica, é olhar por fora e tentar ver se Grondar agiria mesmo deste jeito, se é do seu feitio ou de sua natureza fazer tal coisa, quando na verdade ele faria tudo diferente. Mas atenção! Ser coerente não significa ser previsível. Um mago dissimulado poderia muito bem disfarçar suas reais intenções maléficas sendo prestativo com os outros à sua volta, mas para o jogador e para o DM, isso não esconde sua real natureza má, e aí ele estaria agindo com coerência para com o personagem.

O fator interpretação muitas vezes acaba se tornando mais divertido que a pancadaria. Conduzir conversas entre NPJ’s e PJ’s, ou mesmo entre os próprios PJ’s pode ser muito satisfatório se bem aplicado. Procurar pistas através de conversa com os cidadãos de um vilarejo que é atormentado por crimes misteriosos é apenas um exemplo de como uma campanha de investigação pode ser conduzida. Os PJ’s passam boa parte do tempo juntando as pistas e coletando informações até descobrir o que está acontecendo. A sensação de achar que está indo pelo caminho certo(quando as vezes não se está), e a sensação de objetivo cumprido premiam os jogadores com grande satisfação quando eles conseguirem finalmente chegar ao seu objetivo.

Aventura é na verdade, uma história que é conduzida pelos jogadores, que são os seus protagonistas. Quando eles embarcam para uma masmorra cheia de perigos e tesouros além da imaginação, diz-se que eles estão numa aventura. Já campanha, define-se como o conjunto de aventuras sucessivas que o grupo de heróis tenha participado. É como se a campanha fosse o livro, e as aventuras os capítulos.

E tudo isso é definido somente pela imaginação! É um jogo de faz de conta, nada daquilo é verdade. O jogador apenas age como um ator e interpreta o personagem no modo dele. Infelizmente, o RPG acaba sendo muito discriminado não só pela mídia que pouco se esforça para entender as coisas que aborda, como também por uma minoria que acaba não entendendo a essência do RPG e acaba fazendo o que não deve. Antes de mais nada, RPG é somente um jogo, um JOGO! E se vale da imaginação e interpretação, somente isso! Interpretar algo é uma coisa totalmente diferente de se fazer.

II – Sorte

Os seus personagens nem sempre podem fazer o que bem entenderem, e como no mundo real, o mundo RPGístico também possui suas restrições, portanto não pense que Valrion, um humano guerreiro vestido em sua armadura de batalha pode simplesmente atravessar um rio a nado. Vestido com sua armadura. E ainda nadando numa forte correnteza(!). Testes são requeridos, e se Valrion não tiver uma boa perícia em natação, pode-se preparar para dizer adeus ao pobre personagem.

Para começo de conversa, Valrion começou cometendo um grande erro, desde quando entra-se na água portando uma armadura de dezenas de quilos? Armaduras deste tipo acabam impondo uma penalidade maior ainda que irá de encontro aos testes de natação. A correnteza do rio com certeza também contará alguns pontos, coitado do Valrion.

Muitas das ações de um jogador são determinadas pela sorte. Um ladino tentar levar um ferreiro na conversa para poder comprar uma espada por um desconto generoso pode requerer um teste de blefar, se ele simplesmente quiser convencer ele por caminhos mais desonestos, ou simplesmente diplomacia, se ele só quiser convencer o ferreiro que o preço pela espada é abusivo. E onde entra a sorte aí? Onde entram todos estes testes? No dado!

As situações criadas pela sorte possuem uma imensa variação de emoções. As vezes podem ser engraçadas, como uma falha num teste de malabarismo, ou tiro ao alvo. Outras vezes pode ser caótico errar um ataque numa situação extrema de combate. Este fator de imprevisibilidade no jogo que dá aquele algo a mais na hora de se jogar. Tenho muitas histórias bacanas de feitos (e desfeitos) que personagens meus conseguiram fazer ao decorrer de várias aventuras, mas isto fica para outro post.

III- Considerações

Jogar RPG é uma ótima tarefa para passar o tempo, se socializar (encontrar os amigos, conhecer gente nova), aprender a gostar de ler e interpretar, se divertir e com certeza exercitar toda a sua imaginação. Para todos os gostos existem os mais diversos sistemas que agradem gregos e troianos. Citando apenas alguns dos mais famosos: o famoso Dungeons and Dragons que possui um cenário bem fantástico; 3D&T que é mais voltado para combates e iniciantes no mundo RPGístico; Vampiro, a Máscara possui um cenário mais sombrio e adulto e com clima de terror; Gurps, que é muito conhecido pela sua versatilidade e complexidade.

Não falarei de cada um, pois senão perderia muito tempo, mas como todo RPG, eles basicamente se resumem a interpretação. Particulamente, o meu sistema preferido é D&D, gosto do modo balanceado entre tabelas e interpretação e o cenário fantástico que ele apresenta. Já jogou Neverwinter Nights? Pronto! Ele é basicamente o D&D eletrônico, com as mesmas regras da edição 3.5.

Quando situações inusitadas acontecem na mesa, chamamos isso de pérolas. E elas são uma maravilha! Só quem jogou sabe como é bom conversar com os amigos e relembrar de todas as pérolas já feitas por cada um. Como a história do guerreiro que atirou sua espada (sua única arma) no escuro em um alvo parado, errou e quase não recupera a arma. Ah! Dêem um desconto, eu era muito inexperiente na época!

Este post serviu somente para criar uma noção nas pessoas do que é este fabuloso jogo. Não vi muitos posts no blog sobre ele, e também não lembro de ter visto muitas pessoas comentando sobre isso. Acho que da equipe (corrijam se eu estiver errado), somente eu e a Dakini temos uma experiência com RPG. Para aqueles que gostaram e querem se aventurar mais neste mundo, procurem os livros básicos do sistema. O Dungeons and Dragons, por exemplo, está em sua quarta edição e possui um livro do jogador que auxilia dos jogadores mais novos aos veteranos sobre os preceitos básicos para se jogar.

Pretendo fazer posts que explanem mais a fundo os sistemas de RPG (principalmente Dungeons and Dragons), e que relatem minhas experiências no jogo, principalmente as pérolas… E quantas pérolas… Ah! E tem um pequeno filme, chamado The Gamers, que mostra mais ou menos como é uma mesa de RPG com pitadas de humor, bem como situações que tipicamente acontecem durante uma sessão. É muito bom e divertido! Só precisa saber um pouco de inglês. Mas confiram, que vocês vão gostar!

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52 Comentários

  1. Eu bem que queria jogar RPG, PRINCIPALMENTE depois do Nerdcast 251. O problema é que não tenho ninguém aqui perto que curte RPG, e jogar online é realmente tenso =/

    1. Sim, esse nerdcast foi muito épico, e mostrou bem o clima de uma partida!
      Já tentei jogar pelo msn, mas é mesmo um pouco complicado ter que ficar digitando cada coisa. Com o microfone até ajuda bastante, mas como não tenho, não adianta. Vários sites especializados em servir de plataforma para jogos online as vezes podem ser úteis, pois possuem sistemas que simulam dados e database para as fichas. Claro, que nada se compara ao prazer de jogar RPG ao vivo, mas pode vir a calhar de vez em quando.

      Atualmente não estou jogando nenhuma sessão, mas nas férias tenho planos de reunir amigos para jogar uma campanha.

      Que tal mostrar o post aos seus amigos, ou mesmo aquele nerdcast? Vai que eles se interessam.

      1. Justamente, os sites que tem programas voltados pra isso também é meio complicado, pois ora chegam mais gente na sala, uns sabem mais, outros sabem poucos, muitos não querem explicar, essas coisas. Mas vou espalhar o post, e o episódio,  quem sabe assim alguem se interessa 😀

        PS.: O post tá muito bom!

  2. Ahoy! Mais um post que eu acabei gostando… 
    Espero mais detalhes sobre RPG nos próximos posts. Pra início de conversa o post está excelente, dando uma ideia pra quem pretende começar a jogar.
    Quem sabe tutoriais no futuro? Talvez se o blog suportar isso após as mudanças profetizadas ultimamente.

    Abs

    1. Obrigado pelos elogios! Eu planejei mesmo fazer tutoriais de D&D, mas não tinha como eu começar a fazer isso sem ao menos introduzir o conceito básico, pois muitos não são muito familiares. Quem sabe se a galera se interessar eu possa mesmo fazer tutoriais bem detalhados em como iniciar um jogo.

      1. É um teatro, ao vivo, em plenas cores e interpretações.
        Imaginação aguçada é vital! E muita leitura também (aprendi inglês devido ao RPG).
        Enfim, vc não perde por aprender à jogar…pena que vc vicia e, às vezes, não terá muito tempo (ou contigente) para viver uma boa campanha ;D

  3. sempre fui fã de RPG mas nunca joguei um direito,infelizmente.
    esses dias me deu até a idéia de tentar mestrar um rpg de mesa de pokémon com meus amigos,vi que na internet tem alguns sistemas ja feitos.
    alguém ja tentou um desses ou ja adaptou um para um cenario diferente?

    1. Já joguei um RPG de pokémon mestrado por um amigo meu. Eu nem sei que sistema era aquele, ou se ele inventou, pois nunca achei ele na Web, só sei que era muito divertido. Mas devem haver outros cenários adaptados, só dar uma procurada legal.

  4. Jogar RPG de mesa já é a algum tempo um dos meus objetivos para o futuro próximo rss acho que não teria problema com arrumar pessoas para jogar, mas parece caro comprar todo o material e complicado de entender o sistema D: O tabuleiro e os livros de D&D são vendidos no Brasil?

    1. Os livros são encontrados sim no Brasil, em sites especializados em RPG. Existem os livros básicos, e os de suplemento. Para começar a jogar basicamente precisa-se do livro do jogador, claro, e o mestre precisa do livro do mestre e o dos monstros.

      O livro do jogador também possui outras versões que adicionam novas raças e conteúdo.

      1. Meltoh, não tenho certeza se isso ainda vale, mas a um tempo atrás (anos atrás XD), a wizards disponibilizava materias (alguns livros e campanhas) gratuitamente no site deles. Acho que vale a pena dar uma conferida.

        E, pra quem não tem R$80,00 sobrando pra comprar o livro do jogador (não sei se é isso mesmo, talvez até mais), é só dar uma “penerada” na net que acha em inglês e em ótima qualidade – sei que não é um método muito honesto, mas infelizmente esse tipo de livro ainda é muito caro por aqui…

        1. Achei em português para download todos os livros da versão 4.0 de Dungeons and Dragons, mas gostaria ao menos do livros de monstros pra consultar durante as partidas, vou procurar nos sites online e próximo ano talvez eu comece a pegar o material xD

  5. RPG é legal e divertido. Embora muita gente viage na batata e meio que não encontra mais a ‘realidade’…já vi isso acontecer muito.
    Mas eu gosto, tenho muitas saudades das meses com Coca e Rufles, tudo pra arrotação e azia, sem contar as HORAS gastam. Mas é muito, MUITO mais divertido mesmo, que ficar sentado na frente da televisão, mesmo que com gráficos hiper-realistas mas…sozinho, mesmo o online não tem a mesma graça!

    Quem conhece e teve oportunidade de jogar com um grupo decente e criativo sabe o que eu digo. E olha que a galera com a qual eu jogava das últimas vezes só queria matar todo mundo o tempo todo!

    Sempre pensei em algum sistema online mas que funcionasse como um de mesa mesmo. Eu toparia uns testes tranquilo.

  6. Sempre tive muita curiosidade em jogar Rpg de mesa, e bota curiosidade nisso. Parece ser divertido e, quando se está entre amigos deve ficar ainda melhor, jogar, zoar um pouco com o azar dos outros, falar besteira e tal. Deve ser divertido mesmo.

     O difícil é achar quem goste, e, ainda mais difícil, é achar quem já jogou e está afim de jogar. Uma pena…Quem sabe um dia, né? 😉

    Ah! Tava quase esquecendo. Essa matéria ficou muito boa, útil e incentiva outras pessoas a quererem jogar. Parabéns. É legal ler matérias assim. xD

    1. E é legal ver comentários assim, obrigado!

      Sim, é uma das atividades de lazer mais divertidas que conheço, até porque estar entre amigos já é divertido, e jogando RPG ainda por cima que tem várias das nuances que comentei no post. Sem dúvida, é uma grande experiência!

      Continue procurando, quem sabe aquele seu amigo tome gosto pela coisa, procure aprender a mestrar e ensine ele a jogar.

    2. Cara, por experiência própria: tem muita gente perto de você que toparia jogar. Todo mundo pensa: “se pelo menos tivesse um grupo disposto a jogar comigo…”, mas ninguém pergunta pra ninguém se toparia ou não jogar uma aventura.

      Vai por mim, pergunte pros seus amigo/colegas que você monta um grupo.

  7. Começei a pouco tempo um rpg medieval, muito legal e o tempo voa que nem ver, o duro é ser por orkut, mas é o unico jeito que consegui jogar mesmo.

    o sistima que utilizamos é o D&T, mas o D&D tambem é foda, nunca vi o Vampiro, parece interessante.

    1. kkkkkkkkkkkkk… tinha vindo nesse post só pra comentar isso… chegou primeiro que eu…

      Sobre Rpgs joguei apenas uma vez e é até divertido, se não fosse o fato de ser chatissimo reunir a galera pra dar continuidade ao jogo… tem que ser um pessoal muito comprometido, animado e fã mesmo…
      Hoje em dia, só jogo rpg em games e olhe lá… vida adulta sem tempo é foda… mas também não cheguei a sentir falta de jogar isso… foi uma vez como experiência e pronto… nisso se resume minha experiência de rpgs de mesa…

  8. Gostei do post. Nunca joguei uma campanha de RPG de mesa, mas já li alguns livros e certamente é uma experiência mais rica do que um RPG eletrônico.

    Fico no aguardo do post sobre os golpes de sorte que seus personagens deram (e sobre pérolas que você testemunhou também, por que não?). A propósito, se você fala de D&D por que este post tem como uma das tags “3D&T”? =P

  9. Faz tempo que não jogo, o grupo de amigos que eu tinha cada um está cuidando da vida e trabalham bastante. É muito difícil se reunir agora; os tempos não casam… Mas para quem vai iniciar aproveitem! É super divertido mesmo! O tempo passa  rápido e é cada coisa que acontece que você não imagina… Daria até até para escrever contos sobre isso…

    1. Sei como é… Essa de escrever contos é legal sim, pois você presencia várias histórias legais que surgem no jogo, e as reações acabam por ser bem espontâneas. Tenho ótimas histórias inclusive.

      Dá vontade de escrever como contos mesmo, a idéia é boa, mas prefiro focar no meu livro mesmo.

      Obrigado!

  10. Ah, há uns aninhos que quero jogar RPG, quando criança assistindo D&D na tv, chega meu cunhado falando das suas histórias jogando o RPG que inspirou A Caverna do Dragão… Ah, eu perguntava toda hora se tinha como conseguir um pra gente jogar, mas tempo passou e a gente não procurava… D:

    Ainda ouvindo um podcast de humor os caras resolvem fazer um RPG maluco, eu morri de rir daquilo(destaque para o Mago Avassalador que tocava a musica “Sou Foda” toda vez que ele aparecia) um RPG meio doido com personagens muito nada haver; um cara que se transforma em mulher e seduz todo mundo com seus espíritos no corpo, um cara que se masturba e chama atenção de todo mundo para verem seu “show” e ainda uma penca de coisa louca. Enfim eu ri muito ouvindo isso e mesmo assim me deu uma vontadezinha a mais de jogar, quem sabe no futuro eu venha a me aventurar nesse mundo…!

          1. Podcast viciam mesmo, principalmente quando não se tem nada para fazer (ex: está em um ônibus) e tá cansado de ouvir musica. É bom demais!!xP 

            Eu mesmo ainda conheço bem poucos sites bom de podcast, mas é legal. 

        1. Finalmente ouvi a primeira parte, é osso não ter fone de ouvido. Muito bom o podcast amanhã a noite termino a segunda parte.

          Você ouviu isso no ônibus?

  11. Parabéns pelo seu texto, cara. Não é em qualquer lugar que encontra-se uma explicação tão clara e detalhada sobre o complexo e fantástico mundo dos RPGs.

    Lembro que em minha época de escola joguei várias partidas de Role Playing Game, seja a versão solo ( apenas você e com a aventura pré definida, dependendo principalmente da sorte ) ou a em grupo ( a citada no texto ), a qual nunca fui o DM, mas que não deixava de exercitar minha imaginação ( principalmente na hora de desenhar os personagens ^_^ ). Sem dúvida essas partidas ficarão em minha memória!

    1.  Obrigado! Essa de aventura pré-definida é legal, e tem também aqueles livros-textos e tal. Nunca fui DM também, mas estou com vontade de narrar…

  12. Pelo título achei que o post seria sobre livros de aventura solo (Livros-jogos, etc). Nossa, como eu perdi tempo com essas coisas. Claro que nenhum livro-jogo é bom como RPG de verdade, mas para quem não tem com quem jogar, é uma ótima alternativa, apesar de eu ter jogado quase todos da série “Aventuras Fantásticas” e alguns “Aventuras na Terra-média” mesmo tendo um grupo de D&D haha x) Aliás, não ter grupo para jogar não é desculpa para ler/jogar, as histórias são excelentes e divertem bastante.
    Se alguém for se aventurar nesse mundo, aconselho que vá de “Aventuras na Terra-média” de olhos fechados, era possível escolher raça, classe e influenciava muito no decorrer da história. Deve ser bem difícil de se achar hoje em dia, ainda bem que tenho os meus bem guardadinhos aqui xD

    Me lembrei quando comecei a jogar 3d&t, meu primeiro contato com o RPG de mesa. Eu achava simplesmente incrível, mesmo com o pessoal que eu comecei a jogar que não levava a ‘sério’, era o máximo ser o mestre, como sempre fui bom com desenhos eu desenhava meus mapas em cartolinas e os salões e cenários menores em folhas A3, tenho tudo guardado até hoje. Com trilhas de games ou folk rock/metal rolando para entrar no clima, que era sempre medieval.

    Ah, antes que me esqueça, existe um rádio teatro de Holy Avenger (Para quem não conhece, é um quadrinho brasileiro, se passa no mundo de Tormenta, um cenário para RPG): www.youtube.com/watch?v=8JLzPoqgLWw
    Leiam se puderem, pois é muito bom.

    Alguns anos atrás eu conheci um grupo que joga D&D e usa o RPG SoundMixer para os efeitos sonoros (Aliás, se você joga RPG e ainda não conhece o programa, dê pelo menos uma olhada na demo pois o programa é simplesmente perfeito para se jogar! www.rpgsoundmixer.com) e já faz anos que jogamos uma vez por semana.Vendo o pessoal dizer que não conhece gente que joga, fico bobo, pois aqui tem tanta gente que joga, mas tanta, que só no meu grupo nos separamos em 3 mesas com cerca de 5/6 PJ em cada, e na casa de mestres diferentes, e claro, jogando a mesma história. Assim a história se torna colossal, e nunca fica previsível, para quem não entendeu: Imaginem que Ned Stark, é um PJ, e de repente ele tem de ir para porto real, e você, como o dono da ficha dele, tem de ir para o outro grupo, onde acontece esse lado da história, enquanto seus parceiros continuam em winterfell rs. Tá, viajei, mas é por aí.

    Caraca, eu nem me lembrava mais do filme “The gamers” é super bom, vi faz muito tempo com um pessoal e choramos de rir xD
    Se alguém não estiver com o inglês afiado, tem a legenda do filme lá no legendas.tv e o filme é fácil achar nos torrents da vida.

    Deus do céu, que comentário grande e que nostalgia!

    1.  ah, isso de desenhar mapa e cenário é bem bacana, deixa a campanha mais organizada, no meu ponto de vista. Eu já pensei em jogar com trilha folk, mas quase sempre só encontrava mais músicas para tavernas e tal… Queria conhecer mais deste tipo de música, tenho bastante curiosidade.

      Deve ser muito legal jogar com som. O grau de imersão e tudo… Vou dar uma olhada no programa depois, obrigado! 🙂

      Ah, o famoso holy avenger, meus amigos liam, mas nunca cheguei a parar para ler direito não. É muito grande?

      Caraca, eu nunca vi este estilo de sessão de “vários núcleos”, muito interessante mesmo! E deve aumentar em 1000% as possibilidade de interpretação alternando os jogadores entre os tipos de cenarios. Muito legal!

      Ah, e o The Gamers que eu postei já vem com legenda. Muito divertido mesmo, tem o dois também, mas dizem que não é tão bom quanto o 1.

      1. É muito bom mesmo, uns amigos costumam baixar mapas prontos também, facilita muito para se localizar até mentalmente, fora que para quem está começando é muito mais divertido!

        Cara, em folk/medieval acústico Lingalad simplesmente reina em minha opinião, a maioria das músicas deles são baseadas nas obras de Tolkien, procure sobre, pois tem pouca coisa no youtube. http://www.youtube.com/watch?v=TipJDqv8yoQ
        E um pouco mais celta recomendo Loreena McKennitt, Enya e Blackmore’s Night. 

        Mas ultimamente prefiro instrumentais, como Howard Shore, Hans Zimmer, Kow Otani, Nobuo Uematsu, Matt Uelmen e Chance Thomas é obrigatório, as músicas dele são mais ‘medievais’ e menos ‘épicas’ ou ‘heróicas’ são mais cara de “jornada”, combina mais com quests do que com batalhas, aliás, as de Chrono Trigger/Cross também me passam essa sensação.E claro que Koji Kondo também não pode faltar rs

        Holy Avenger tem 42 volumes, eu acho muito bom, e inclusive hoje é o lançamento da versão impressa de “Ledd”, outra série situada em Tormenta. Eu li a versão online gratuita, tá bem legal.

        É muito doido! Quando o pessoal teve a idéia, alguns anos atrás, eu sinceramente achei que nunca daria certo, e no fim acho que não poderia ter dado melhor!

        Ah sim, é que eu nem tinha visto o video xD
        Não sabia que tinha um segundo o.o Vou procurar sobre, valeu pela dica.

  13. Ohh minha época!

    Joguei DEMAIS DEMAIS!!!Tenho diversos livros, (inclusive o formidável Livro dos Monstros AD&D), e somente não joguei esta nova versão, a 4.0.

    Não tenham dúvidas: joguem apenas uma vez e irão viciar para sempre!

  14. Bateu uma nostalgia de uns 8 anos atrás, quando a sexta feira minha e de meus colegas se resumia a ir para a porta de um dos meus colegas e ficar rolando dados, construir os personagens mais excêntricos possíveis e participar de aventuras épicas.Grandes amigos que atualmente fico até 6 meses sem ver =x. Lembrei de Magic também, que jogavamos altas partidas =).
    Tava imaginando agora agente jogando cada um com um tablet na mão com um acervo ilimitado de informações e sem precisa de comprar aqueles livros caríssimos.

  15. Mano, rpg é tudo de bom! Nunca entendi por que um site voltado a cultura nerd, não tinha nada sobre rpg! Era como um site sobre culinaria não ter nada sobre doce! Era muito estranho… Agora não.

     Poxa Raphael Meltoh, mas falar mais de D&D?? Tem que falar de tudo! WoD, nWoD, sistemas de iniciantes (não só o 3D&T, mas opera, sigma, calisto etc…) além dos sistemas e cenario nacionais! Sim, ai tava uma materia legal, não sobre a já tão gasta tormenta, mas sobre outros cenarios como Alchemia, MB, Nova era etc…. 
     Bem, estarei acompanhando os futuros posts, como fã de rpg em geral! ^.^

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