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Vamos comemorar os 30 anos de Donkey Kong, o macaco mais heróico dos games!

Muitos leitores aqui do blog nem eram nascidos quando há 30 anos atrás as primeiras máquinas de fliperama de Donkey Kong chegavam na América (e alguns meses depois no Brasil), dando início a uma mania que salvou a Nintendo americana de fechar suas portas. Por isso, não é exagero nenhum afirmar que Donkey Kong é um dos jogos mais importantes que a Big N já lançou. Sem Donkey Kong, provavelmente a Nintendo seria conhecida como… Small N?

Naquela época, a Nintendo americana estava com sérias dificuldades em vender o arcade do jogo Radar Scope. No Japão, esse jogo era um tremendo sucesso, o que encorajou a Nintendo americana a importar 3000 máquinas da sua Matriz. O que não se esperava era que o público americano não daria muita bola para o jogo, e apenas 1000 máquinas foram comercializadas. Um balde de água fria para os planos da recém-chegada Nintendo em solo americano.

O cenário era aterrorizante para a Nintendo americana. Se não fosse encontrada uma solução para vender as máquinas de fliperama restantes, seria o fim de tudo. O socorro veio do Japão. Coube a Shigeru Miyamoto, um artista iniciante na empresa, ser promovido a designer e imcumbido de encontrar a solução para o dilema americano. Foi Miyamoto que sugeriu a idéia de usar as 2000 máquinas paradas e mudar o jogo nelas. Seria o primeiro jogo de Miyamoto, sob a batuta do lendário Gunpei Yokoi.

Originalmente, o jogo deveria apresentar Popeye, Brutus e a Olívia Palito como personagens da aventura, mas a Nintendo nao renovou os direitos de utilização da franquia. Coube então ao então jovem designer Shigeru Miyamoto encontrar uma maneira de preencher essa lacuna. A idéia de usar o Popeye veio do próprio Miyamoto, mas sem a licença, ele foi obrigado a improvisar e criar personagens que entrariam no lugar da turma do velho marinheiro.

Foi aí que entraram em cena Donkey Kong, Jumpman e Pauline. Respectivamente, Brutus, Popeye e Olívia Palito. Sem Popeye, surgiria Donkey Kong. Sem Donkey Kong, não surgiria Mario e o restante dos outros personagens que tanto encantaram gerações. Realmente, algumas das melhores invenções da humanidade surgem da necessidade…

O resto é história. E realmente Donkey Kong fez história. Pela primeira vez, um jogo continha uma história: um gorila sobe até o topo de uma contrução carregando uma bela garota, e o namorado dela, um carpinteiro, vai ao seu resgate. Uma única tela de jogo contava toda uma história. Uma história simples, mas que fez a cabeça de milhões e marcou toda uma geração com seu nome engraçado e uma bela dose de desafio.

Donkey Kong chega aos trinta anos de maneira bem discreta, sem receber a mesma pompa que seu colega Link. Atualmente, o personagem é muito diferente daquela de três décadas atrás. Porém, isso não altera sua gigantesca importância para a indústria do videogame e para a Nintendo. Sem Donkey Kong, nao haveria Super Mario, não haveria NES, não haveria talvez nem sequer videogame. Por isso a melhor maneira de celebrarmos é fazendo a coisa mais divertida: curtindo os jogos desse macacão simpático.

Para comemorar, vou colocar aqui no post o filme The King of Kong : A Fistful of Quarters ( 2007 ), um documentário que mostra a saga de Steve Wiebe em busca da superação do recorde do melhor jogador de Donkey Kong do mundo, o lendário Billy Mitchell! Filme recomendadíssimo!

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Mauri Link

Um gamer inveterado desde a primeira geração de consoles, aficcionado por histórias em quadrinhos, nerd de carteirinha, e super-herói nas horas vagas!
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