Assistindo

É tempo de retribuição!

Ha? Bah, quem se importa? É o novo filme da Alice no País dos Zumbis, só isso!

Putz… sério que a Milla começa outro filme mais uma vez desmemoriada? E que história é essa de familia feliz? Até onde eu me lembro no último filme que vi o apocalípse já tinha comido solto na Terra. Se bem que eu nem me lembro direito como foi que aquilo tudo terminou, aliás eu não me lembro de nenhum final desses filmes que carregam o nome da franquia da Capcom.

Essa série de filmes mais me lembra a época em que eu era moleque e via meu pai assistindo filmes do Bruce Lee, Van Damme, Arnold Schwarzenegger e Sylvester Stallone (não sei porque, mas eu não gostava do Chuck Norris). Hora tínhamos mil e uma explosões, hora tínhamos boas cenas de luta. Porradaria da boa era o que mandava naquela época, pelos naquele antigo VHS que a gente tinha aqui em casa. Mas eu ainda consigo contar nos dedos quantos desses filmes foram verdadeiramente marcantes pra que eu me lembrasse com saudades ou detalhes deles.

E é basicamente isso o que vejo nesses filmes da série Resident Evil.

Eu assisti todos, mas quando eu tento lembrar do que mais gostei neles ou do qual mais gostei só me vem pequenos pedaços de cada um na mente. Nada concreto de verdade, nem chego a me lembrar por exemplo se a Jill apareceu no segundo ou terceiro longa. É um entretenimento daqueles beeeem passageiro mesmo, não me adiciona nada. Deu vontade de desligar o cérebro? Beleza, vai lá e assiste. Simples.

E talvez seja esse mesmo o motivo desse filme ter ganho tantas sequências. Ele tem 3D, tem muita ação e para quê histórias complicadas quando o caminho mais certo para uma bilheteria verdadeiramente rentável é apelar tanto para o público que nunca tomou conhecimento do jogo, quanto para a nação gamer xiita que pensa em se enforcar todas vez que vê um novo filme desses saindo?

É só filmar mil e uma explosões (sim, elas de novo) e deixar todo mundo vesgo com o efeito 3D das cenas de combate muito bem editadas para os mais leigos no assunto e incentivar a curiosidade dos fãs com coisas que lembrem (mesmo que pouco) algo que eles esperariam de um filme assim. Como essa Ada Wong aí em carne e osso, por exemplo. Aliás, tem Ada Wong e parece que tem um cosplay meio tosco do Leon ali no meio dessa farra. Vi umas notícias de que ele iria aparecer também e tal (confere produção?).

Enfim, pra mim esses filmes continuam na mesma: não cheiram e nem fedem. Não consigo me incomodar tanto assim com os rumos esdrúxulos que esses longa-metragens tomaram. Muito disso porque não sou nenhum fã ardoroso da série, mesmo tendo uma história com ela. É mais pelo fato de que alguma coisa me diz que quando essa onda toda terminar ainda vão dar um jeito de rebootar esse negócio e fazer algo mais próximo dos games.

E não, eu não vou gastar o meu rico dinheirinho indo ao cinema ver isso. Já vi quase tudo pela TV, o último que vi foi o Extinction pelo Netflix mesmo. Não vou morrer de curiosidade esperando alguém liberar o Afterlife por meios que não envolvam download pela net. Creio que ainda posso muito bem continuar invicto nessa.

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K o n S a m a

Do ser sem razão a essa explosão de emoção, do preguiçoso leitor ao (meia-boca) escritor, do tímido calado ao ator inquieto, do caminho já traçado à esquina do destino incerto. Tentei me definir, mas sem sucesso. Games, filmes, música, animes, são só o começo desse quebra-cabeça sem nexo.
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